Paulo Freire “ousava propor a radicalidade de conviver com o contrário, de aprender com o diferente. De ser um radical que não se atribui a posse da compreensão do mundo. Um revolucionário que sabia e propunha que libertação só se faz em comunhão. Portanto, um pregador do sonho necessário e coletivo. Que começa em cada um, mas que não se completa no somatório.
Antaŭparolo el Pedagogio el Toleremeco
O que a tolerância autêntica demanda de mim é que respeite o diferente, seus sonhos, suas opções, seus gostos, que não o negue só porque é diferente. O que a tolerância legítima termina por me ensinar é que, nas sua experiência, aprendo com o diferente.
Da tolerância, uma das qualidades fundantes da vida democrática
Não são virtudes enquanto coisas com que a gente nasça(...) São coisas que a gente fabrica na gente. A primeira delas é (…) a coragem de ser humilde. (…) Se tu não viveres a humildade de reconheceres que a tua cultura tem também um bando de coisas ruins, tu não aceitas o que te parece ruim na cultura dos outros. Se tu não assumes a humildade, tu não aprendes. Tu não te deixas educar pelo teu educando, porque tu não és capaz de perceber que ele também te educa.
Pedagogia da Tolerância, Paulo Freire, p. 69

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