| Olá amigos, Visitei hoje a tarde a Pontifícia Universidade de São Paulo - PUC (Campus Perdizes), deixei no setor de eventos da universidade proposta de palestra com a Petra e alguns PE. No campus dessa universidade fixei Passaporte Esperanto (PE) em todos os murais das copiadoras, perdi a conta quantas são, acho que umas sete. Fui também nos Centros Acadêmicos (CA) dentro do campus, apesar da grande "fumaça" reinante consegui sair sóbrio, um aluno me procurou e fez inúmeras perguntas sobre o Esperanto, disse que estudou ingles durante dez anos (sei não), esse aluno passou a me apresentar para os demais, tive que explicar diversas vezes o que era Esperanto, porque ninguém conhecia, tudo ia bem até que um dos "maluco beleza" teve um ataque e começou a dar socos e ponta pés nos móveis, sério não sei o que essa cara tá usando, so sei que tá fazendo mal pro doido! Fixei PE nos murais da universidade, local onde todos colocam tudo de tudo. Distribui também para alguns professores. Enfim, foi uma visita extremamente produtiva e interessante pelos aspectos fumacentos já citados. Não sei se terá um retorno efetivo esse tipo de divulgação, só sei que o nome Esperanto será conhecido por muitos jovens universitários aqui de Sampa, a maioria sóbria e alguns pancadões(Com todo o respeito) rsrsrsrs *Renata, será que o próximo PE não poderia ser bimestral? Não seria interessante também colocar como endereço para contato o www.esperanto.org.br!? ** Na minha próxima encomenda vou precisar de uns 700 PE Abraços Odamir |
Oi, Ana Maria, tudo bem?
Você me pediu para falar um pouco mais sobre o Esperanto.
Então, lá vai! rsrs
É verdade, a média de tempo para um brasileiro aprender esperanto é 4 meses. Se reservar o mesmo período de tempo que reservaria para estudar inglês (tipo, uma hora, duas vezes por semana), leva menos tempo. Tem gente que aprende em uma semana, fazendo um esforço um pouco maior.
Como 60% do vocabulário do Esperanto é inspirado nas línguas latinas (português, espanhol, francês, italiano, etc), é muito rápido decorar o vocabulário. Se, além disso, a pessoa fala inglês e arranha espanhol, aprende mais depressa ainda.
O Esperanto foi criado para ser poeticamente bonito e completo, mas, ao mesmo tempo, fácil de aprender. Eu tive uma aluna americana pela Internet que me surpreendeu aprendendo em duas semanas. E era americana! Eu realmente fiquei surpresa. Em duas semanas ela já tinha até blog em Esperanto, relatando os progressos que ela e o filho de 8 anos faziam na língua! Muito legal.
Além do vocabulário, a gramática do Esperanto é também genial. São apenas 16 regras, sem as temidas exceções gramaticais das outras línguas. A pronúncia é regular: no Esperanto, cada letra tem apenas um som; cada som tem apenas uma letra. Em comparação, vemos o inglês, que tem 12 sons diferentes para a letra A.
O que acontece por causa desses 12 sons diferentes? O aluno que aprende inglês precisa OUVIR cada palavra pelo menos uma vez antes de poder lê-la corretamente.
Em Esperanto, depois da primeira aula, quando o aluno aprende o som de cada letra, o aluno já pode ler corretamente qualquer palavra que aparecer na sua frente e escrever corretamente qualquer palavra pronunciada por outra pessoa em Esperanto. :-)
Como o Esperanto possui um sistema muito prático de sufixos e prefixos que você pode montar para formar palavras, a cada nova palavra que o aluno aprende, ele ganha mais umas 40 outras palavras em seu vocabulário, sem nunca tê-las aprendido especificamente, apenas adicionando sufixos e/ou prefixos que já conhecem.
Por isso o Esperanto é tão fácil.
:-)
Ser fácil não quer dizer ser bobo ou simplista. Muita gente acha que, por ser fácil, o Esperanto deve ser uma língua pobre em expressões. Muito pelo contrário. A pessoa pode brincar com as palavras de um modo que em nenhuma outra língua é possível. E, por isso mesmo, ele é a melhor língua para tradução. Por ser tão flexível, ele consegue expressar com mais exatidão as nuances das outras línguas.
A UNESCO, em duas resoluções, já recomendou o ensino do Esperanto nas escolas de seus países membros. O governo chinês apoia o Esperanto, tem telejornal e rádio na língua e até uma Pós-Graduação de Esperanto. Na Hungria, os vestibulandos podem escolher Esperanto como prova de língua "estrangeira". Aqui no Brasil está prestes a ser aprovada uma lei que torna facultativo o ensino do esperanto nas escolas, o que eu acho super positivo para as crianças, já que estudos científicos pelo mundo demonstraram que o esperanto estimula o raciocínio lógico em seus alunos, diminuindo o número de anos que leva para aprender outras línguas e aumentando as notas em todas as matérias escolares das crianças que participaram dos estudos. As notas aumentaram em até 40% nas provas de matemática.
:-)
Acho que falei demais, né? hehehe
Se quiser aprender um pouco, eu posso te enviar algumas aulas que eu preparei para meus amigos!
bjs,
Renata
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