Emum mundo ps-apocalptico, uma infeco rara e perigosa causou o inimaginvel: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audveis, e agora o catico Rudo est por toda parte. impossvel guardar segredos no Novo Mundo.
Todd Hewitt o nico garoto entre os homens da cidade de Prentisstown, e mal pode esperar para se tornar um deles. No entanto, o lugar esconde algo grave, capaz de mudar o futuro de Todd e do Novo Mundo para sempre. A apenas um ms de se tornar homem, um segredo impensvel revelado, e ele se v forado a fugir antes que seja tarde demais. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele empreende uma jornada repleta de perigos e se depara com uma criatura estranha e silenciosa: uma garota. Mas quem ela? E por que no foi morta pelo germe como todas as mulheres?
Publicado em mais de trinta pases, Mundo em caos o primeiro volume de uma distopia perturbadora sobre os laos que forjamos em situaes extremas e traz tona a infinita insensatez humana diante das diferenas. A adaptao cinematogrfica da obra est prevista para o incio do segundo semestre e ter Tom Holland e Daisy Ridley como protagonistas. A Intrnseca relana em uma edio especial, com traduo indita e um conto extra, a srie que consagrou Patrick Ness como um dos maiores nomes da literatura jovem.
Esta obra um guia que combina sabedoria antiga com cincia moderna, destinado a ajudar os leitores a navegar pela desordem do cotidiano com uma srie de princpios orientadores. Cada uma das 12 regras detalhada com exemplos da prtica clnica de Peterson, alm de mitologia, religio e filosofia, proporcionando insights sobre como enfrentar desafios da vida, melhorar o relacionamento com os outros e promover o autodesenvolvimento. A obra destaca a importncia da responsabilidade pessoal, da honestidade e da busca por significado, em contraponto ao caos e incerteza do mundo moderno.
Diogo Costa presidente da Foundation for Economics Education (FEE), bacharel em Direito pela UCP e mestre em Cincia Poltica pela Columbia University. Tem experincia como pesquisador no Cato Institute e na Atlas Network, professor de cincia poltica no Ibmec de Belo Horizonte, e foi presidente da Enap e diretor executivo do Instituto Millenium em 2023.
Jlia Corra jornalista, pesquisadora e doutoranda em Teoria Literria e Literatura Comparada pela USP, com mestrado na mesma instituio. editora da revista Estado da Arte e trabalha com comunicao e contedo no mercado editorial. Anteriormente, foi reprter de cultura do Estado e editora do clube de livros TAG Experincias Literrias.
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O livro, lanado pela editora Intrnseca, relata um mundo ps-apocalptico. Uma infeco rara e perigosa causou o inimaginvel: a morte de todas as mulheres. O mesmo germe fez com que os pensamentos dos homens se tornassem audveis, e agora o catico Rudo est por toda parte.
Prestes a se tornar um homem, o jovem Todd Hewitt est cada vez mais certo de que h segredos terrveis espreita e, por isso, precisa fugir antes que seja tarde. Acompanhado por seu fiel escudeiro, o cachorro Manchee, ele embarca numa jornada repleta de perigos at que se depara com uma criatura desconhecida: uma garota.
Trata-se um verdadeiro livro de campanha pela salvao da civilizao ocidental. Um balano sobre como e porqu est a desmoronar o casamento entre a democracia e o capitalismo. E a defesa do que pode ser feito para inverter esta dinmica, pois, para Martin Wolf, apesar de todos os seus defeitos, o capitalismo democrtico continua a ser o melhor sistema para o desenvolvimento humano. Mas o que vemos hoje que a democracia liberal est em recesso e o autoritarismo est a crescer.
Esta conferncia integra o Ciclo de Novas Conferncias do Casino, a decorrer desde maio, com a ambio de percorrer alguns dos principais desafios com que o mundo se defronta hoje, entre os quais guerra, a evoluo da tecnologia, a integrao europeia, a evoluo da economia mundial, o sistema de governo e a democracia, a energia e o clima, os meios de informao e a dimenso militar da defesa.
Apresentamos cinco grandes teses para entender a nova conjuntura mundial em que ingressam o capitalismo e a humanidade a partir de 2015-2020. Esse perodo se caracteriza pela crise do modo de produo e da civilizao capitalista; pela crise terminal e desmonte da hegemonia dos Estados Unidos; pela bifurcao geopoltica da economia mundial em um bloco imperialista liderado pelos Estados Unidos e outro emergente centrado na China, na Rssia e sua ampliao para o Sul Global; pela crise ideolgica do liberalismo global e a ascenso do fascismo e do socialismo como alternativas; pela crise do padro de acumulao neoliberal e o esgotamento da fase expansiva do Kondratieff iniciada em 1994. Indicamos brevemente os efeitos dessas tendncias sobre a Amrica Latina.
Neste artigo, apresentamos de forma sinttica algumas teses para entender a nova temporalidade em que entra o mundo contemporneo, os seus principais conflitos, as disputas e os projetos em confronto. Entender as grandes questes que permeiam nossa conjuntura absolutamente fundamental para o desenho das metas e dos objetivos de uma estratgia emancipatria e das foras que dela devem fazer parte com distintos nveis de vinculao e de compromisso.
A formulao de carter panormico, geral e sinttico, que desenvolvemos no correr deste texto, a de que desde 2015-2020 ingressamos em uma nova temporalidade do sistema mundial marcada pela crise terminal da globalizao neoliberal e pelo estabelecimento de uma situao de caos. O caos sistmico contemporneo est fortemente associado convergncia de trs movimentos de longa durao: a crise estrutural da civilizao capitalista, o desmonte da hegemonia dos Estados Unidos e o esgotamento da fase expansiva de um novo ciclo de Kondratieff iniciado em 1994. O caos implica o estabelecimento de uma bifurcao geopoltica que fratura a globalizao neoliberal e aprofunda a decomposio de seu padro de acumulao e de sua institucionalidade. Ele atinge a hegemonia do liberalismo global abrindo uma disputa ideolgica sobre a reorganizao do sistema-mundo entre o liberalismo decadente, o fascismo e o socialismo. Tal disputa ideolgica tende a se articular com eixos geopolticos distintos: de um lado, o imperialismo ocidental, representado pelos Estados Unidos, a Otan e o noroeste europeu; de outro lado, o projeto do Sul Global, que parte de bases eurasianas na China e na Rssia e se estende para sia, frica e Amrica Latina, podendo alcanar amplos segmentos da classe trabalhadora dos pases centrais. O principal fator de unidade do Sul Global o anti-imperialismo e a capacidade de encadear dinmicas de desenvolvimento. Nesse processo, a China possui papel-chave e a vemos muito mais prxima de um Estado socialista do que de um Estado que relance o capitalismo mundial sobre novas bases. Diferentemente de outros perodos de caos sistmico que se constituram durante a expanso do sistema-mundo capitalista, este se estabelece no declnio e debilitamento de suas tendncias seculares, abrindo espaos para a construo de alternativas que refundem o sistema-mundo vigente. A existncia de alternativas fora do sistema-mundo capitalista coloca a possibilidade tanto de uma transio relativamente pacfica, se vencida pelas foras democrticas, socialistas e anti-imperialistas, quanto da radicalizao da guerra e da violncia, se liderada pelo fascismo. Vejamos mais em detalhe as teses articuladas por essa formulao mais abrangente.
A incluso da teoria da revoluo cientfico-tcnica nas anlises do sistema-mundo vem preencher um vazio analtico para a postulao da crise terminal do sistema capitalista, presente de forma mais contundente na obra de Wallerstein (1983)WALLERSTEIN, I. (1983). Historical capitalism with capitalism civilization . Londres e Nova York, Verso. . A centralidade do conceito de capitalismo histrico no permite dar relevo aos seus limites histricos estruturais como sistema diante de determinados tipos de foras produtivas, pois pretende afirmar justamente a sua flexibilidade diante de valores de uso especficos ( Martins 2021MARTINS, C. E. (2021). As teorias do sistema mundo na transio para o longo sculo XXI. Reoriente: estudos sobre marxismo, dependncia e sistemas-mundo, v. 1, n. 1, pp. 44-66. e 2023). Tal enfoque no apresenta grandes problemas quando pe em relevo formas produtivas mais atrasadas, subordinadas valorizao do valor de troca, como o escravismo colonial, nas quais a forma coercitiva da relao de trabalho, como valor de uso, um instrumento do processo de valorizao, sendo um objeto de seu dinamismo que tende a dissolv-la no longo prazo.3 3 Braudel (1984) e Wallerstein (1983) aproximam-se fortemente dos trabalhos clssicos de Bagu (1949) , que defende a tese de que o escravismo colonial era capitalista, quando o mais correto seria capturar a contradio especfica que enseja e defender a perspectiva de que era uma forma produtiva no capitalista subordinada e funcionalizada acumulao mundial capitalista. Todavia, quando a contradio se estabelece com formas produtivas mais avanadas, tende a se aprofundar, e as relaes de produo capitalistas acentuam a sua prpria obsolescncia, dimenso que permanece ocultada pela teoria quando destaca a flexibilidade do capital para estabelecer processos de valorizao em diversas realidades histricas, ignorando a unidade dialtica entre modo de acumulao e formas produtivas e os limites autonomia relativa de ambas.4 4 A fuso da teoria da revoluo cientfico-tcnica com as anlises do sistema-mundo tem sido proposta e desenvolvida por Dos Santos (1984 ,1987 e 2016) e por ns ( Martins 2011 , 2020 [2011], 2021, 2022a e 2023)
Os crescentes nveis de gastos pblicos no capitalismo contemporneo reforam a tendncia ao deslocamento do protagonismo para o Estado na relao com os mercados. O controle social sobre os mercados, o avano dos gastos orientados para as grandes demandas pblicas de sade, educao, transporte, lazer e meio ambiente vinculam-se afirmao de democracias substantivas e participativas. A expanso da financeirizao, a ampliao do gasto militar e a priorizao da economia poltica da guerra constituem as vias por excelncia por onde se busca apropriar em uma direo regressiva os avanos das foras produtivas na gesto e no planejamento.
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