Em meio aos ataques à nossa democracia, a Revista Hydra lança o seu segundo número, com o dossiê “Violência e Cidadania”.
Nos últimos dias, vários senadores evocaram a História como juíza, reguladora e conciliadora, e assim atribuíram aos historiadores o papel de sentenciar, culpar ou absolver os atos do passado. Sobre isso a professora e pesquisadora Sílvia Hunold Lara, nossa entrevistada nessa edição, ponderou:
“...os historiadores não são juízes nem do passado, nem do presente ou do futuro. Nosso trabalho não é julgar, mas compreender, dar conta das diferenças, explicar as contradições. Talvez resida aqui o medo que parte das forças em confronto nos dias atuais tenha do trabalho dos historiadores no futuro: elas podem parecer hegemônicas hoje, mas a investigação histórica certamente desnudará os mecanismos pelos quais conseguiram impor essa aparente hegemonia. Isso é diferente de simplesmente denunciar o golpe em curso e justificar essa posição com os elementos que dispomos como cidadãos, como sujeitos de uma luta política na qual estamos envolvidos. O historiador fará bem mais que isso...”
Confira a entrevista completa e todas as sessões do segundo número da Revista Hydra no site: http://hydra.unifesp.br/ed_atual.html
Imagem da capa: "Mãe Preta ou a Fúria de Iansã" de Sidney Amaral
Soy gajo de árbol caído
Que no sé dónde cayó.
¿ Dónde estarán mis raíces?
De qué árbol soy rama yo?