PROCEDIMENTO
Sejamos afáveis e cordatos. O cavalheirismo esparge o brilho que o caráter exprime. Sejamos pacificadores e pacifistas: a paz individual ou coletiva indica maturidade de espírito.
Extraordinária evolução ocorrerá nos planos físico, mental e anímico no presente milênio, e tal revolução, vencidos obstáculos tremendos, possibilitará o aparecimento do homem renovado, sensato, solidário e benquisto.
Somos elos de uma engrenagem a qual nos interligamos indefinidamente, e cada parte dela, por mais rudimentar, por mais simples, une-se ao todo, formando o corpo cósmico indevassável. A natureza, com suas peculiaridades, constrói, reestrutura e se reconstrói, avançando e aperfeiçoando-se sempre. É a mãe boníssima que se doa pelos filhos sem se lastimar, sem sequer vibrar um ai dorido. Contudo, ela sente revolverem-se suas entranhas, o adstringente gosto dos agrotóxicos e outros agentes corrosivos e venenosos que empestam o ar, as águas e o solo, encurtando e eliminando existências que se poderiam constituir mais demoradas e proveitosas. Como singela homenagem à natura, observemos a flor do campo e a rosa cultivada em viveiro a comporem a paisagem com leveza e graça e a preencherem o espaço com suave olor, proporcionando enlevo, harmonia e serena beleza. Lancemos olhar contemplativo à formiga que em atividade incessante opera coletivamente, porque, intuitivamente, depreende que o labor alcança melhor resultado se compartilhado.
Rever o passado na tela mental, sentir os doces e os amargos sabores provados, é retroagir ao que não mais poderá ser tocado nem modificado. Não obstante, as experiências vivenciadas sugerem e advertem que os acontecimentos pretéritos devem ser relidos para que os episódios, constrangedores ou bonançosos, possam ser repelidos ou acatados, conforme exaltam, rejubilam, constrangem ou repugnam a consciência expandida. Desse modo, se vãos, mesquinhos, abusivos ou vergonhosos fatos decorridos, que nos levaram a tropeçar em pedras e a ferir-nos em espinhos, mesmo que a princípio tenham sido prazerosos, sejam eles completamente eliminados de nossa vivência, por não se coadunarem com as leis divinais. Se, contudo, virtuosos, avancemos confiantes, que a vitória não tardará.
O samaritano que impede o próximo de lançar-se em despenhadeiro, se enternece com e auxilia os enovelados em tormentosos dramas, o colo que aninha o fruto do abandono, e a voz que acalma, incentiva e disciplina o desventurado são forças prodigiosas de que se utiliza a Misericórdia divina para amparar os carentes e desesperançados, que não mais vislumbram ditosa existência, por já terem perdido a esperança em si e nas demais criaturas humanas.
Viver é lutar, vencer ou perder, consequência, renunciar, cumprir compromissos, repousar o corpo e a mente cansados ou atribulados, sempre seguindo avante, porque o tempo não cessa, e a paralisação por desgosto, medo ou trauma, traduz-se em derrota fragorosa, que se manifesta em enfermidade da alma. Passar pelo orbe como uma pena levada pelo vento a destino incerto e tornar-se fardo, porque não prossegue, não usar braço forte e voz vigorosa em seu benefício e do próximo, não malbaratar os dons concedidos pelo Pai aos filhos bem-amados, são feitos gloriosos conquistados por espíritos grandiosos.
Para que a civilização alcançasse o fantástico desenvolvimento tecnológico verificado, foi preciso que os indivíduos, nos primórdios, se reunissem em bandos, clãs, tribos, parentelas e uniões familiares, porque sem vida social, a espécie humana não subsistiria às necessidades fisiológicas e aos fenômenos naturais. E quanto mais complexa e avançada é a sociedade, mais é exigido que em cada um se manifestem decisivamente o dever e a responsabilidade perante as leis universais.
Em sendo seres gregários faz-se necessário que nos reunamos, unamos e amemos de boa mente para construirmos o éden terrestre. Todavia, quando a incompreensão, a calúnia, a ofensa e o antagonismo, transgressores dos valores humanitários, assomam em violência e instabilidade, promove-se o caos, e um quê de desapontamento, um naco de decepção e um quantum de desilusão invadem e preenchem as estruturas anímicas, minando-as, dominando-as, e, vencidas as resistências, instala-se debilidade ou imobilidade, física e ou mental, e a partir de então a criatura se torna robótica, sem vontade própria, usada e manipulada a bel-prazer por mentalidades prodigiosas ou perniciosas, conforme a sorte que lhe for reservada. Sem perspectiva, sem confiança, sem crença no porvir, o sujeito torna-se alienado, agressivo e cria óbices a salutar convívio.
A concórdia, bem o sabemos, é superlativa à discórdia; a compreensão, à dissenção; e a união, à apartação. Por qual razão, pois, o homem se aventura por sendas inamistosas, que o remetem a desforços e conflitos diabólicos?
Para que acrescer orgulho, essa fera tigrina, que humilha, maltrata e repudia quem socialmente inferiorizado? Igualmente ambição, leoa faminta, que atrai para si todas as oportunidades e vantagens? A luxúria, com suas taras e instintos baixos, a arrastar pessoas inocentes aos desvãos da sexualidade degradante e irresponsável? E a narcisista vaidade, a menosprezar os simples e os iletrados?
Todos os sentimentos de repulsa, aversão e separação causam melindres, mágoas e ressentimentos, que se avolumam em ódio, hostilidade e desentendimento, penalizam as relações humanas e desgastam a serenidade e a afabilidade interpessoais.
Somos entes hominais, mas ainda não nos conscientizamos de que a irmandade deve viger em nossos relacionamentos pessoais e que precisamos marchar juntos para o amanhã. O que vale o berço familial com suas crendices e “grandiosidades”, se findo o período de estadia global a realidade transcendental mostra-se terrífica e indisfarçável? Quando entenderemos que nossa natureza deífica exige de nós esforço e comprometimento em demanda do bem?
Até quando a odiosidade turvará a sensibilidade, inibirá a virtude e impedirá que a bendita claridade se irradie das amorosas e regeneradas entidades para os sedentos de perdão e comiseração?
Somos faróis inextinguíveis com luminosidades extraordinárias. Contudo, não a conseguimos manipular nem transmitir adequadamente, porque a retemos em lugares sombrios de nossas almas e assim nos deixamos levar por decepções, tristeza e melancolia indefinidas.
A boa convivência com boa disposição e bom contentamento atraem fluidos benignos que nos enlevam e nos remetem aos reinos paradisíacos.
Contemplemos nossas existências de forma sincera e intensa, na perspectiva do “conhece-te a ti mesmo” e nos interroguemos: o que de produtivo até agora fizemos, além de pelear por ampliar ou manter interesses e conveniências egoísticas? Estamos efetivamente preparados para encetar a Grande Viagem que inapelavelmente sucederá mais cedo ou mais tarde?
Há uma efervescência no plano astral: mudanças drásticas, importantes e profundas ocorrem neste preciso instante e afetam grandiosamente a humanidade; o momento é inquietante, impactante e propício a que o cidadão repense seus valores e reeduque seu espírito, com vistas a lograr bom acolhimento pelas potestades siderais.
Não fique ó homem sereníssimo, demais arraigado aos interesses materialistas, a fim de que chegado o minuto da partida, a morte não o encontre curvado e corroído de vergonha e remorsos pelos erros e omissões cometidos. (José Periandro)
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