Vocês sabiam que desde de 2006 a empresa sul-africana Naspers é dona de 30% da Editora Abril?
Desde então a Veja (principal revista do Grupo Abril) tem feito matérias afirmando que aquecimento global não existe, apoiando a MP da Grilagem e a Lei da Motoserra, tratando como terroristas todos que lutaram, foram torturados e morreram tentando libertar o Brasil da violenta ditadura militar (contra a qual a própria revista também lutou), apoiando a política fascista do presidente francês Sarkozy de extraditar a força os ciganos que vivem na França e, claro, apoiando descaradamente o candidato do PSDB à presidência. Se você não se lembra dessas matérias na revista, há vários textos no site (sem que você precise acessar o acervo digital). Confira: sobre a 'não existência' do aquecimento global (inúmeros textos, tem mais um aqui), MP da grilagem, defesa da extradição forçada dos ciganos (confira no acervo digital da Veja, edição 2183, de 22/09/2010, pág 90).
Será isso uma coincidência?
"Em maio de 2006, Civita anunciou a sociedade com o Naspers, grupo de mídia sul-africano que esteve estreitamente vinculado ao Partido Nacional, a organização partidária de extrema-direita que legalizou o criminoso regime do apartheid no pós-Segunda Guerra Mundial.
O grupo Naspers passou a deter 30% do capital do Grupo, incluindo a
compra dos 13,8% que pertenciam aos fundos de investimento administrados
pela Capital International, desde julho de 2004." Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Abril "Como relata Renato Pompeu, ?dos quadros da Naspers
saíram os três primeiros-ministros do apartheid?. O primeiro diretor do
Die Burger foi D.F. Malan, que comandou o governo da África do Sul de
1948 a 1954 e lançou as bases legais da segregação racial. Já os líderes
do Partido Nacional H.F. Verwoerd e P.W. Botha participaram do Conselho
de Administração da Naspers. Verwoerd, que quando estudante na Alemanha
teve ligações com os nazistas, consolidou o regime do apartheid, a que
deu feição definitiva em seu governo, iniciado em 1958. Durante a sua
gestão ocorreram o massacre de Sharpeville, a proibição do Congresso
Nacional Africano (que hoje governa o país) e a prolongada condenação de
Nelson Mandela.
Já P. Botha sustentou o apartheid como
primeiro-ministro, de 1978 a 1984, e depois como presidente, até 1989.
?Ele argumentava, junto ao governo dos Estados Unidos, que o apartheid
era necessário para conter o comunismo em Angola e Moçambique, países
vizinhos. Reforçou militarmente a África do Sul e pediu a colaboração de
Israel para desenvolver a bomba atômica. Ordenou a intervenção de
forças especiais sul-africanas na Namíbia e em Angola?. Durante seu
longo governo, a resistência negra na África do Sul, que cresceu,
adquiriu maior radicalidade e conquistou a solidariedade internacional,
foi cruelmente reprimida - como tão bem retrata o filme ?Um grito de
liberdade?, do diretor inglês Richard Attenborough (1987).
Os tentáculos do apartheid
Renato Pompeu não perdoa a papel nefasto da Naspers.
?Com a ajuda dos governos do apartheid, dos quais suas publicação foram
porta-vozes oficiosos, ela evoluiu para se tornar o maior conglomerado
da mídia imprensa e eletrônica da África, onde atua em dezenas de
países, tendo estendido também as suas atividades para nações como
Hungria, Grécia, Índia, China e, agora, para o Brasil. Em setembro de
1997, um total de 127 jornalistas da Naspers pediu desculpas em público
pela sua atuação durante o apartheid, em documento dirigido à Comissão
da Verdade e da Reconciliação, encabeçada pelo arcebispo Desmond Tutu.
Mas se tratava de empregados, embora alguns tivessem cargos de direção
de jornais e revistas. A própria Naspers, entretanto, jamais pediu
perdão por suas ligações com o apartheid?.
Segundo documentos divulgados pela própria Naspers, em
31 de dezembro de 2005, a Editora Abril tinha uma dívida liquida de
aproximadamente US$ 500 milhões, com a família Civita detendo 86,2% das
ações e o grupo estadunidense Capital International, 13,8%. A Naspers
adquiriu em maio último todas as ações da empresa ianque, por US$ 177
milhões, mais US$ 86 milhões em ações da família Civita e outros US$ 159
milhões em papéis lançados pela Abril. ?Com isso, a Naspers ficou com
30% do capital. O dinheiro injetado, segundo ela, serviria para pagar a
maior parte das dividas da editora?. Isto comprova que o poder deste
conglomerado, que cresceu com a segregação racial, é hoje enorme e
assustador na mídia brasileira."
Todas as informações sobre o Naspers no verbete da Wikipedia inglesa:
http://en.wikipedia.org/wiki/Naspers Repare que a Veja noticiou a compra sem mencionar a verdade sobre o grupo:
http://veja.abril.com.br/100506/p_087.html Informações detalhadas sobre quem mais controla a revista:
"Além de ser controlada por grupos estrangeiros, a Veja mantém
relações estreitas
com o PSDB, que é o núcleo orgânico do capital
rentista, e com o PFL (hoje, DEM),
Emílio
Carazzai, por exemplo, que hoje exerce a função de vice-presidente de
Finanças do Grupo Abril, foi
presidente da Caixa Econômica Federal no governo
FHC. Outra tucana influente na família Civita, dona do Grupo Abril,
é Claudia
Costin, ministra de FHC, ex-secretária de Cultura no governo de Geraldo Alckmin e
atual
vice-presidente da Fundação Victor Civita.
Não é para menos que a
Editora Abril sempre privilegiou os políticos tucanos.
Afora os possíveis
apoios "não contabilizados", que só uma rigorosa auditoria
da Justiça
Eleitoral poderia provar, nas eleições de 2002, ela doou R$ 50,7 mil
a dois
candidatos do PSDB. O deputado federal Alberto Goldman, hoje um
vestal
da ética, recebeu R$ 34,9 mil da influente família; já o deputado
Aloysio Nunes,
ex-ministro de FHC, foi agraciado com R$ 15,8 mil. Ela também
depositou R$ 303
mil na conta da DNA Propaganda, a famosa empresa de Marcos
Valério que
inaugurou um ilícito esquema de financiamento eleitoral para
Eduardo Azeredo,
ex-presidente do PSDB. Estes e outros "segredinhos" da
Editora Abril ajudam a
entender a linha editorial racista da revista Veja e a
sua postura de opositora
radical do governo Lula."
Todos os detalhes aqui:
http://www.mail-archive.com/golden...@yahoogroups.com/msg77844.html ou
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pidr0 Já que a Veja se considera "defensora da ética e da verdade", ajude a espalhar a verdade sobre a revista. Como dizem por aí, "leu na Veja? Problema seu!".