O conflito na Universidade de São Paulo atingiu um novo ápice na madrugada deste domingo. Após dias de ocupação, a Polícia Militar realizou uma operação para desocupar o prédio da reitoria, utilizando bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo. Este vídeo da CNN Brasil detalha os momentos de tensão, as motivações dos estudantes em greve e o desfecho da ação policial. Entender esses eventos é crucial para acompanhar o desenrolar da crise educacional e os limites da atuação policial em ambientes acadêmicos.
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Polícia Militar usa bombas e gás para desocupar reitoria da USP | AGORA CNN
Confronto na Madrugada: A Retomada da Reitoria da USP
A madrugada deste domingo, 10 de maio de 2026, foi marcada por cenas de violência e tensão na Cidade Universitária. Por volta das 4h15, a Polícia Militar de São Paulo iniciou uma operação tática para retirar os estudantes que ocupavam o prédio da reitoria da USP desde o dia 7 de maio. A ação, que contou com o uso de força não letal, visava liberar o edifício administrativo central da universidade.
O Uso de Força e Relatos de Estudantes
Segundo informações apuradas no local, a PM utilizou bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes que estavam acampados. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) relatou momentos de pânico e denunciou o uso excessivo de força, mencionando ferimentos em alunos e a detenção de quatro universitários, que foram levados ao 7º DP (Lapa).
Os principais pontos da operação incluíram:
- Intervenção Tática: Uso de escudos, cassetetes e munição química para forçar a saída dos ocupantes.
- Detenções: Quatro estudantes foram encaminhados à delegacia e liberados horas depois.
- Danos e Pertences: Alunos afirmam que não puderam retirar objetos pessoais, como notebooks e medicamentos, que ficaram sob custódia para perícia.
Contexto da Greve Estudantil
A ocupação da reitoria não foi um evento isolado, mas o desdobramento de uma greve estudantil que se arrasta desde abril. Os alunos reivindicam melhorias significativas em políticas de permanência estudantil, aumento de verbas para o Restaurante Universitário e a contratação de novos docentes. O estopim para a invasão do prédio foi o encerramento unilateral das negociações por parte da gestão do reitor Aluísio Segurado.
Por que este evento é relevante?
A desocupação da reitoria da USP levanta debates fundamentais sobre a autonomia universitária e a segurança pública. A presença ostensiva da Polícia Militar dentro do campus é um tema historicamente sensível e divide opiniões entre a comunidade acadêmica e a sociedade civil. Além disso, o impasse nas negociações sinaliza uma crise de diálogo que pode prolongar a paralisação das atividades em mais de 100 cursos da instituição.
Fique atento: O desenrolar jurídico das detenções e a resposta oficial da reitoria sobre a retomada do diálogo serão os próximos passos decisivos para o futuro da greve na USP.
