Engavetamento

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Alessandro Dias

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Feb 13, 2010, 11:11:52 PM2/13/10
to Ufo & Ovni
Chega de engavetamento

Já é hora das autoridades brasileiras abrirem seus arquivos e
admitirem que UFOs existem

Claudeir Covo, co-editor da Revista UFO

Qualquer pessoa que pesquise o Fenômeno UFO sabe que ele é real,
apesar de nove em cada dez ocorrências envolvendo pontos luminosos
nos céus serem meros fenômenos físicos naturais ou artificiais,
observados por testemunhas e erroneamente interpretados como objetos
voadores não identificados. Isso sem falar nas fraudes, cometidas
intencionalmente por pessoas que buscam algum tipo de benefício com
isso – e são muitas. Por outro lado, qualquer pessoa inteirada sobre
Ufologia sabe que as forças armadas de qualquer país do mundo também
se preocupam com a questão, buscando analisar e entender estas
ocorrências de origem desconhecida – algumas delas de origem
extraterrestre. É claro que o Brasil não poderia ser exceção. Também
temos em nosso país uma espécie de “Mini Área 51”, um local altamente
secreto onde se guardam documentos que comprovam a atuação alienígena
em nosso meio, através de observações celestes, pousos e até contatos
diretos com eles.

Nossa Mini Área 51, evidentemente bem menor que a original, nos
Estados Unidos, situa-se em Brasília e se chama Comando de Defesa
Aérea Brasileira (Comdabra). Trata-se de um órgão da Aeronáutica que
centraliza todas as informações sobre ocorrências ufológicas no país,
embora pouca gente saiba disso. Infelizmente, no grande caos que se
encontra a economia brasileira, verbas vitais e justas, que poderiam
estar sendo destinadas a causas de relevância em qualquer área – seja
medicina, pesquisas espaciais, experimentos físicos, área militar etc
–, não sobram para tal uso, desviadas com propósitos variados.
Constantemente lemos reportagens sobre novos equipamentos bélicos que
estariam sendo quase sucateados por falta de recursos financeiros,
entre outros descalabros que ocorrem regularmente, atestando a má
destinação das verbas federais e outras.

Estes fatos são uma vergonha nacional. E se é assim em áreas
reconhecidas, imagine o leitor o que não ocorre quando se refere à
Ufologia. A resposta é nada, absolutamente nada! Pelo que sabemos de
fontes confiáveis e próximas aos círculos militares de Brasília, os
relatórios ufológicos que chegam no Comdabra simplesmente são
arquivados. Isso é realmente lamentável e representa um prejuízo
incalculável para o entendimento definitivo da questão ufológica.

Medidas punitivas

Ainda assim, desde o início da era moderna dos discos voadores, há
mais de 50 anos, os ufólogos brasileiros conseguiram obter dezenas de
documentos confidenciais da Aeronáutica, da Marinha e do Exército
brasileiro, mostrando claramente que o Fenômeno UFO é absolutamente
real e tem sido motivo de preocupação por parte de nossos militares.
Alguns desses documentos apontam claramente que o Comdabra é o órgão
responsável pela centralização de tal material. Mas, sem verbas para
pesquisas, tais documentos são simplesmente arquivados.

Para agravar ainda mais este quadro, devido a severos regulamentos
disciplinares e em conseqüência das eventuais medidas punitivas a que
estariam sujeitas – que incluem detenção –, as autoridades militares
evitam falar no assunto. São raros os exemplos de oficiais ou de
autoridades civis que vão a público admitir a existência dos UFOs, ou
pelo menos a suposição de que existam. Alguns estudiosos argumentam
que, talvez, eles saibam apenas tanto quanto os pesquisadores civis
sobre a fenomenologia ufológica. Outros defendem que não sabem
esclarecer detalhes dessas estranhas ocorrências em nossos céus. Se
esse é o caso, na prática, talvez o melhor mesmo seja que fiquem em
silêncio e evitem expor-se tentando explicar o inexplicável. Ainda
assim, ao longo da história brasileira, alguns escassos militares
sempre serão lembrados com muito carinho, estima e admiração pelos
ufólogos, por terem agido como verdadeiros heróis, capazes de romper a
barreira do silêncio e passar por cima das normas, se pronunciando a
respeito da questão.

Entre esses heróis, que admitem a existência de objetos não terrestres
invadindo nosso espaço aéreo, temos lugar de destaque para o coronel-
aviador João Adil Oliveira, então chefe do Serviço de Informações do
Estado Maior da Aeronáutica, em 1954. Foi ele o militar pioneiro que
reuniu as Forças Armadas e a imprensa no auditório da Escola Técnica
do Exército, no Rio de Janeiro, para falar abertamente – e pela
primeira vez no país – sobre a problemática dos discos voadores.
Também temos o saudoso coronel Uyrangê Bolívar Soares de Hollanda
Lima, igualmente da Aeronáutica, que comandou a Operação Prato em
1977, na Amazônia, e que, em 1997, pouco antes de falecer, revelou
tudo o que viu e descobriu à Revista UFO. Suas bombásticas e
inesquecíveis afirmações mostram o quanto se escondeu (e ainda se
esconde) sobre discos voadores assediando moradores ribeirinhos na
imensidão da floresta [Veja Revista UFO edição 55]. As declarações de
Uyrangê foram traduzidas para vários idiomas e hoje são conhecidas em
quase todo o mundo.

Entre os militares que se esforçaram para dar luz à questão ufológica
estão alguns que também eram grandes ufólogos. Entre eles está o
saudoso general Alfredo Moacyr de Mendonça Uchôa, professor de
mecânica racional da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e
contemporâneo de uma legião de militares que hoje estão à frente de
muitos cargos de importância no país. Como o general Alberto Mendes
Cardoso, que foi ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional
do governo Fernando Henrique Cardoso, e que numa entrevista à revista
Veja, de 31 de maio de 2000, declarou ter total crença no fato de que
civilizações extraterrestres estariam visitando a Terra.
Reprodução


Comdabra
Caças a Jato brasileiros já estiveram frente a frente com UFOs em
arriscadas manobras de Perseguição. Ao lado, a sede do Comdabra, a
"Mini Área 21"da Capital do país

Casos abundantes

Uchôa, ao transferir-se para Brasília (DF), onde viveu até sua morte,
ministrava palestras e publicou inúmeros livros em que descrevia suas
experiências pessoais com naves alienígenas no município de Alexânia
(GO). Foi ele um dos impulsores da Ufologia Brasileira, justamente um
general de carreira. Não poderíamos deixar de citar aqui, nesta
galeria de nossos pioneiros, o também saudoso brigadeiro-do-ar José
Vaz da Silva e o major Gilberto Zani de Mello, ambos do 4° Comando
Aéreo Regional (COMAR), de São Paulo. Estes militares mantiveram, de
1969 a 1972, juntamente com pesquisadores civis e variadas outras
autoridades, um órgão de pesquisas oficiais sobre o Fenômeno UFO. Era
o Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados
(SIOANI), que funcionava nas instalações da Força Aérea Brasileira
(FAB). Ambos pesquisaram fatos que aconteciam abundantemente no país e
emitiram boletins de muitos deles, com descrições precisas. Por fim,
em 19 de maio de 1986, o brigadeiro-do-ar Octávio Moreira Lima passou
a fazer parte do seleto grupo de militares que admitiram a existência
dos UFOs, relatando à população um fato que ocorria naquela data em
vastas regiões do país.

Mas se estes são heróis conhecidos, há ainda muitos deles anônimos,
que contribuíram enormemente para o desenvolvimento de nossa Ufologia,
ainda que sem arriscar terem seus nomes e patentes expostos. Muitos
prestaram sua contribuição simplesmente reconhecendo a importância do
fenômeno e encaminhando clandestinamente aos ufólogos e grupos civis
importantes documentos que revelam fatos ocorridos em nosso país, de
conhecimento das Forças Armadas, mas não da população. Este é o caso
do Informe nº 26, do Ministério do Exército, que chegou às nossas mãos
em julho de 2000. Trata-se de um documento antigo, narrando uma
ocorrência ufológica em que um sargento teve o motor do seu veículo
paralisado e foi abordado por duas estranhas criaturas, em
Rondonópolis (MT). É interessante verificar que o campo “assunto” do
relatório trata abertamente da questão: “Contato de militar com seres
extraterrenos”.

Engavetamento

Esse documento ficou engavetado em alguma repartição militar
brasileira por muitos anos, até que alguém visse nele algo que
interessava aos ufólogos civis e o remeteu anonimamente a este autor.
Não temos dúvidas de que outros documentos confidenciais como esse
irão aos poucos aparecer. Bem como outros militares, com o passar do
tempo, também acabarão indo a público manifestar-se a respeito do
Fenômeno UFO. É uma questão de tempo, pois vivemos atualmente em uma
democracia e os regulamentos e normas draconianas que foram
corretamente criados na época da ditadura, para controlar
manifestações de militares quanto ao tema, hoje estão ultrapassados e
precisam ser revistos. Além do que, a população atualmente está
consciente de seu direito democrático de saber a verdade sobre
qualquer assunto – inclusive Ufologia.

A exemplo das forças armadas chilenas, uruguaias, belgas, espanholas e
– recentemente – as italianas, as nossas também deveriam criar um
grupo de pessoas sérias, militares e civis honestos, com experiência
científica para conduzir pesquisas apropriadas sobre o tema, que é
considerado o enigma do século (ou do milênio). E devem também
reconhecer a atuação esforçada de nossos ufólogos, que, sem verbas nem
recursos, e enfrentando todo tipo de adversidade, lutam para trazer à
tona a realidade ufológica. Investimentos governamentais adequados
devem ser feitos nesta atividade, garantindo que se descubra um pouco
mais sobre um mistério que tanto intriga a população. Não se pode
mais, no entanto, manter sigilo sobre algo tão sério, engavetando
informações que devem ser de conhecimento público.

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