Falou por mim

2 views
Skip to first unread message

Fernando Botelho de Mendonça

unread,
Sep 6, 2014, 11:24:06 AM9/6/14
to


Fonte/Link: http://tijolaco.com.br/blog/?p=20765

Olhe bem para eles, Marina. Eles ainda são a sua turma, ou agora sua fé é outra?

3 de setembro de 2014 | 15:20 Autor: FernandoBrito


 

Um relatório do Banco Mundial divulgado hoje diz que  "o Brasil é um dos poucos países que conseguiu reduzir a pobreza na primeira década do século 21".


Eram 35% perto da virada do século; em 2011, 17%.


Hoje, certamente, a percentagem é já um pouco menor.


Ainda assim, muita gente, um “país” de 30 milhões de seres humanos.


O relatório diz o que todo mundo sabe: que o Bolsa Família, o salário-mínimo e os investimentos públicos são os responsáveis por esse ainda pequeno, embora gigantesco, progresso social.


O outro nome deste progresso social é, portanto, gasto público.

 

E gasto público, Marina Silva é o que é cortado, constrangido, reprimido em nome da fé ao novo Deus de sua adoração: O Mercado.


Essa é a fé dos teus novos amigos, que em nada se parecem com os guris ai da foto.


Louvam o ” Santíssimo Tripé ” do neoliberalismo, uma diabólica trindade que faz os camelos passarem pelo buraco de uma agulha e os ricos, nesta terra, viverem sempre no reino dos céus.


Os meninos  da linda fotografia de André Correa, que o Bolsa-Família, do governo Lula, prolongado no de Dilma, tirou da extrema pobreza.


Quer que eu traduza? Tirou da fome,  da disenteria, do analfabetismo. Tirou da morte.


Não foi a senhora simpática do Itaú, que ganha, todo ano, mais bilhões que os cofres públicos, com esforço,  podem dar a eles.


Aliás, Marina, o Itaú deve ao Fisco quase um ano inteiro do Bolsa-Família: mais de R$ 19 bilhões, contra uma média anual de R$16,5 bilhões aplicados nele de 2003 a 2013.


E muito mais, Marina, o governo entrega aos bancos, porque estes lhe botam o pé da mídia no pescoço, na forma de juros.


São os homens e mulheres do teu novo mundo os que tiram o "dicumê"  destas crianças, alimentadas com o Bolsa-Família que nossa elite considera apenas uma “boquinha eleitoral”.


São bocas pequenas, sim, mas cuja fome jamais provocou a indignação dos teus gurus econômicos, como não provoca  a ira dos teus tutores religiosos, que te movem para frente e para trás nas suas promessas, mas que não te exigem nunca que cuide da mais perfeita obra que um deus poderia fazer: as crianças.


Estes ai, Marina, precisam do dinheiro do petróleo para ter uma escola, precisam do desenvolvimento econômico para ter um emprego, precisam das hidroelétricas para não viverem nas trevas, e de rodovias, ferrovias, portos, para que a atividade econômica não os sujeite, de novo, ao abandono e à falta de futuro.


Estas crianças, Marina Silva, são ainda as feridas mal-curadas do Brasil de 500 anos, do Brasil velho que te aplaude agora.


Um Brasil que só há doze anos começou a mudar – e que por isso provoca tanto ódio a quem não basta ter, quer também que poucos tenham – e que não vai parar para jogar fora estes meninos junto com tudo de bom que por eles se fez.


Um processo que você abandonou porque a vaidade a empurrou quando não foi a escolhida, mas Dilma, para ser a candidata de Lula.


Talvez por razões que sua trajetória posterior tenham confirmado.


É por eles, Marina, que a gente vai lutar e vai vencer.


Porque é neles que acreditamos.


Este povo humilde – até as pesquisas mostram – não se encanta com sua hipocrisia, com suas alianças com o Mal, com suas palavras vazias e empoladas, com seu “tripé macroeconômico”.


Não adianta lhes prometer bilhões e bilhões que você não tem de onde tirar.


Porque a turma onde há para tirar – e é tão difícil tirar-lhes algo, sobretudo o seu horror aos pobres – é agora, Marina, infelizmente, a sua própria turma.


 







--

*** Caso não deseje receber esse e-mail solicite e será excluído da lista ***

Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages