Fwd: Re: Fwd: [olimpo_cpor_bh] Pobreza da aritmética - Artigo de Cristovam Buarque publicado em 17/5 pelo O Globo

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josa...@ig.com.br

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Jun 24, 2014, 5:47:03 PM6/24/14
to Lúcio Ribeiro, Grupo botelhos

 

 

 

-------- Mensagem original --------

Assunto: Re: Fwd: [olimpo_cpor_bh] Pobreza da aritmética - Artigo de Cristovam Buarque publicado em 17/5 pelo O Globo
Data: 24/06/2014 18:45
De: josa...@ig.com.br
Para: bote...@googlegroups.com
Responder para: bote...@googlegroups.com

 

Cheguei hoje em Paracas e soube que esteve por aqui. Inclusive soube que somente toma "chá" e que ficou na "casa da sogra" de barriga para cima o tempo todo como se tivesse cansado. Pois bem, Por que não me esperou, acaso não soube que fui até a "Capital Federal" assistir ao jogo do Brasil? Custava me esperar? Por isso que dias atras, quando estive nas "Barbacenas da Dona Maria Laura" com destino de  Paracas não passei por BH. Até tinha razões para "passar", pois soube que vc teve um "susto". Mas não fui. A obrigação é sua de "puxar o meu saco".

Espero que da proxima vez tenha mais consideração.

Em todo o caso, se se arrepender, estarei por aqui até o dia 15-07, aproximadamente.

Espero-o para puxar-lhe as orelhas.

 Seu Mentor

Jose Arraes

Em 30/05/2014 15:30, Lúcio Ribeiro escreveu:

Grande Rogério,
leia este texto.
omo ue 
abraços e viva o Galo!!!!!

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: 'alceu brito c. filho' alceu...@gmail.com [olimpo_cpor_bh] <olimpo_...@yahoogrupos.com.br>
Data: 20 de maio de 2014 12:28
Assunto: [olimpo_cpor_bh] Pobreza da aritmética - Artigo de Cristovam Buarque publicado em 17/5 pelo O Globo
Para: "olimpo_...@yahoogrupos.com.br" <olimpo_...@yahoogrupos.com.br>


 

 

Assunto: Pobreza da aritmética - Artigo de Cristovam Buarque publicado em 17/5 pelo O Globo


 

O Brasil passou a acreditar que 22 milhões de brasileiros teriam saído da pobreza extrema. Este discurso se baseava na ideia de que estas famílias passaram a receber complemento de renda suficiente para ultrapassar a linha de R$ 70 por pessoa por mês. Esta visão aritmética não resiste a uma análise social que efetivamente cuide da pobreza.

 

Nada indica que uma família sem adequada provisão de escola, saúde, cultura, segurança, moradia, água e esgoto saia da pobreza apenas porque pode comprar aproximadamente oito pães por pessoa a cada dia.

 

A linha da pobreza não deve ser horizontal, separando quem tem mais de R$ 2,33 por dia e quem não tem, mas uma linha vertical, separando quem tem e quem não tem acesso aos bens e serviços essenciais.

 

É como se, na época da escravidão, o povo fosse convencido de que o país era menos escravocrata apenas porque o proprietário gastava mais dinheiro na alimentação de seus escravos. A separação entre o escravo e o trabalhador livre não era uma linha horizontal definida aritmeticamente pela quantidade de comida que recebia, mas uma linha vertical separando quem tinha e quem não tinha liberdade.

 

Hoje, a linha da pobreza efetiva deve ser determinada por quem tem e por quem não tem acesso aos bens e serviços essenciais. E neste sentido, o Brasil não está avançando na educação, na saúde, no transporte e na segurança.

 

Mesmo dentro de sua lógica, o argumento aritmético fica frágil quando se observa como a renda dos pobres avança e regride dependendo da inflação. Entre março de 2011 e abril deste ano, a inflação medida pelo INPC foi de aproximadamente 19,6%, fazendo com que cerca de três milhões de brasileiros tenham regredido abaixo da linha aritmética da pobreza extrema. Mesmo com o aumento de 10%, anunciado dia 1º de maio, 1,5 milhão de pessoas regrediram abaixo dessa linha.

 

Outra forma de ver a fragilidade do argumento aritmético está na dependência em relação ao valor do câmbio. Pela paridade do poder de compra, em março de 2011, o benefício básico do Bolsa Família era equivalente a US$ 1,25 por pessoa, por dia, valor adotado pela ONU como abaixo da linha da qual se caracteriza a pobreza extrema.

 

Com a desvalorização cambial, houve uma perda de poder aquisitivo de aproximadamente 20%. Portanto, cerca de quatro milhões de brasileiros estão de volta à pobreza (mesmo considerando o aumento de 10%).

 

Pelo conceito social, não aritmético, de pobreza, considerando acesso à saúde, à educação e ao transporte de qualidade, o Brasil tem hoje pelo menos 22 milhões de brasileiros abaixo da linha da pobreza extrema, número que não diminuiu nestes últimos anos.

 

Cento e trinta e seis anos atrás, o Brasil não aumentou a quantidade de comida nos pratos dos escravos, fez a Lei Áurea que os libertou. A Lei Áurea não foi um argumento aritmético, mas social. Por isso, ela se fez permanente, e nós a comemoramos nesta semana sem recaídas ocasionadas pela inflação ou pelo câmbio, sem a pobreza aritmética.

 

Cristovam Buarque é senador (PDT-DF)

 

(O Globo)

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/post.asp?blogadmin=true&cod_post=536216&ch=n

   
 
 

 

__._,_.___
 

Enviado por: "alceu brito c. filho" <alceu...@gmail.com>
 
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