
Este
tutorial é para quem gosta de coisas antigas, como só o tempo e a
paciência de antigamente eram capazes de produzir. Perfumado com
cravo-da-índia e canela, personalizado com o monograma e arrematado por
botão de madeira com laço. Detalhes retrô que dão romantismo a coisas
triviais. A idéia surgiu quando uma querida amiga, Marcela Catunda, me
mostrou umas fotos japonesas de monogramas em ponto-cruz.

O
primeiro passo é bordar o monograma da dona do sachê. Eu utilizei o
modelo abaixo e bordei em etamine bege, com linha azul nº 136 da Anchor.




Para
fazer a parte de trás do sachê, escolhi um tecido em tons de azul e
cortei no mesmo tamanho do etamine – 12cmx12cm. Obviamente, o tamanho do
seu bordado vai definir o tamanho do seu sachê.

Com os
dois tecidos pelo avesso, prenda um no outro e costure-os, lembrando de
deixar a parte de baixo aberta para rechear com a fibra siliconada e os
cheirinhos.

Com a
costura pronta, desvire e coloque o enchimento. Eu borrifei a fibra com
essência de canela e coloquei um punhadinho de cravo-da-índia no meio
dela, para garantir um cheirinho de antigamente.

Costure
a parte de baixo, à mão. O resultado é o da foto acima. Na foto abaixo
você pode ver como ficam os outros três lados, que foram costurados à
máquina.



O sachê
está pronto. Agora faltam os acabamentos e detalhes finais.

Em
volta de todo o sachê, costurei um cordão, para esconder as costuras e
dar uma carinha mais caprichada. Usei linha de bordar no mesmo tom do
etamine – Mouline Círculo nº7083. Antes de começar a costurar, medi o
meio da parte superior do sachê e prendi ali o cordão, tomando o cuidado
de deixar uns 10cm soltos, que vão virar a alça para pendurar.

Depois
de completada toda a borda com cordão, arremate em cima, sem cortar a
linha. Dê um nó reforçado no cordão, costure o nó para ficar bem firme e,
em seguida, arremte. Com as duas pontas do cordão que sobraram, faça a
alça e dê outro nó reforçado, agora na parte superior.




O sachê
está quase pronto. Só falta prender a fita para o laço e o botão de
madeira.

Como a
idéia é dar uma carinha retrô, não é legal usar nenhum tipo de material
muito tecnológico, como plásticos e coisas sintéticas – pelo menos não na
parte de fora do sachê. Por isso, escolhi um botão de madeira com formato
irregular, parecendo que foi feito à mão e uma fita de cetim bem fininha
e delicada.

Com o
laço pronto no botão, é preciso escolher onde costurá-lo. O lugar vai
depender a letra que você bordou, já que umas são mais “espaçosas” que as
outras. O “M” que eu bordei é uma das maiores letras, então meu espaço
ficou reduzido.


Acabei
optando pelo canto inferior direito, para contrabalançar com o desenho,
que é mais “pesado” na parte superior esquerda. E voilà! Marcela Catunda
logo, logo vai estar recebendo seu sachê, com direito a mais um, para o
Paulo, o maridão.
