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Os sindicatos e movimentos sociais interessados em fazer, em parceria com o NPC, uma Agenda 2012 personalizada, já podem entrar em contato conosco. Neste ano cada organização poderá optar por uma das três temáticas oferecidas. Você já deve ter visto estas agendas feitas em anos anteriores. Lembras? Estas foram atualizadas, com notícias até 2011. E o ano será, evidentemente 2012. . Em cada dia há informações sobre um fato que ocorreu naquela mesma data, sempre relacionado ao tema da agenda. Nas páginas iniciais e finais cada organização pode acrescentar o que considerar necessário, como fotos, logotipos, endereço e mensagens. As capas coloridas também podem ser totalmente personalizadas, além de poder enviar 10 notícias específicas de sua categoria e/ou região para cada mês.
Imagens de capas das agendas do NPC em anos anteriores A) “Comunicação e hegemonia”: contém quase mil notícias de jornais, revistas, livros da imprensa operária, comunista e alternativa, desde os anos da Ditadura e a fase da Nova República até hoje. Noticiamos tudo o que pode ser ligado à comunicação: do jornal ao cartaz, do comício todo embandeirado a um vídeo ou música. Tudo apresentado numa perspectiva de disputa de ideias. A agenda está atualizada com notícias referentes à comunicação até 2011.. B) “História das lutas dos trabalhadores do Brasil”: são mais de 800 notícias sobre greves, assembleias, congressos, manifestações, prisões etc. O objetivo é incentivar o estudo da nossa história para dela tirar as lições positivas ou negativas. Ao mesmo tempo, a agenda serve como um instrumento de preservação da nossa memória.. C) “Luta das mulheres no Brasil e no mundo”: reúne mais de 800 notícias de mulheres cuja vida ou determinada ação foi um marco na longa caminhada da mulher rumo à igualdade de participação na sociedade e ao reconhecimento do seu valor como construtoras deste mundo geralmente visto como masculino. . A tabela de custos está em nossa página.
. O Curso de Oratória do NPC só é oferecido no Rio de Janeiro uma vez por ano. . Nos dias 23 e 24 de setembro, o NPC promoverá o curso de oratória A arte de falar em público, no centro do Rio. Nesses dois dias, os participantes tomam conhecimento de algumas técnicas para falar bem em público, como a organização do discurso; a importância do olhar, gestos e postura; e o cuidado com os vícios de linguagem. Aprendem também, na prática, a deixar de ter medo do microfone. Na sexta, dia 23, a aula será das 13h às 19h. No sábado, dia 24, será das 9h às 18h. O curso será ministrado por Vito Giannotti, coordenador do NPC. As inscrições já estão abertas. Informações pelos telefones (21) 2220-5618 // 2220-4895. Ou pelo e-mail npirat...@uol.com.br. A Comunicação que queremos
. O livro Da Favela Para as Favelas, do rapper Fiell, conta a história de vida de seu autor, morador do morro Santa Marta. A publicação está sendo lançada em um momento complicado para quem vive nas comunidades do Rio de Janeiro: é tempo de remoções e choque de ordem causados pelos grandes eventos que serão realizados na cidade. O livro mostra a posição de quem sofre diariamente com essa situação, mas que normalmente não possui espaço na mídia para expressar sua opinião. . Fiell tem dedicado sua militância à mídia alternativa. Neste livro, além de falar sobre sua trajetória de vida, ele apresenta duras críticas à comunicação hegemônica, aos padrões de consumo, à violência policial nas favelas, e outros assuntos. Assinam o prefácio do livro o músico Marcelo Yuca e os jornalistas Itamar Silva, também morador do Santa Marta; Gizele Martins, moradora da Maré; e Claudia Santiago, coordenadora do NPC. .
A revista Caros Amigos preparou um número especial sobre os dilemas e desafios da esquerda brasileira na atual conjuntura. Ela reúne reflexões de diversos intelectuais e dirigentes sobre as dificuldades, as propostas e as prioridades diante dos estragos das políticas neoliberais e da profunda crise do capitalismo. 10 partidos e organizações do campo da esquerda deram sua colaboração: PT, PSB, PCdoB, PCB, PDT, LER-QI, PCO, PSOL, PSTU e Consulta Popular. O resultado foi um rico painel, que permite confrontar divergências, convergências, discursos e práticas. A edição também contém reportagens sobre a esquerda social, sindical e estudantil, assim como sobre as principais referências teóricas das novas gerações de militantes e de lutas concretas. Proposta de Pauta [Por Vito Giannotti-NPC] Trabalhadores das minas, das fábricas de cimento, de vidrarias, de frigoríficos, de call center e de muitos outros setores trabalham em condições insalubres, perigosas, que prejudicam fortemente a saúde e recebem um salário que mal dá para viver. Alguns dos seus sindicatos lutam para mudar a situação, mas o lucro fala mais alto para os patrões. Quem imagina que pedreiros de grandes empreiteiras, financiadas com dinheiro público, via BNDES, recebam um auxílio refeição de 90 reais? Foi essa uma das causas das greves e revoltas dos peões das construtoras de Suape/PE e Girau/RO. E qual é o salário de trabalhadores de call center pelo Brasil afora? Não chega a R$ 600,00. E quanto é o “vale coxinha” que quase todos estes “infoproletários" recebem? Nem vale coxinha chega a ser. Com R$ 3 por dia ou toma-se uma coca cola ou se come uma coxinha. E tem gente que diz que a exploração do trabalho é coisa do século passado. [Por Vito Giannotti-NPC] Você sabia que a greve da Volkswagen de São José dos Pinhaes (Paraná), iniciada em maio deste ano, foi a mais longa greve que parou completamente a produção de uma das unidades da megaempresa alemã? Começou em 5 de maio e durou 39 dias. Só para lembrar: no começo a empresa se negava a negociar. Ao final, teve que aceitar uma PLR (participação nos lucros) de R$ 11.500,00 e um aumento de 15 a 20% para este ano. Outra greve monstruosa na Volks foi a de São Bernardo, em 1980. Foi quase total também e durou 41 dias. (Fonte: TIE-BRASIL - www.tie-brasil.org) [Por Carlos Tautz - Sintuperj] Camponeses de São João da Barra, na região norte do Estado do Rio de Janeiro, contam em documentário o drama que estão sofrendo. Eles estão sendo expulsos de suas terras para a construção dos estaleiros do Porto do Açu, um dos maiores empreendimentos de Eike Batista e orçado em pelo menos 1 bilhão de dólares. Considerado em 2010 pela revista americana Forbes o oitavo homem mais rico do mundo e maior fortuna no Brasil, Eike é um dos mais próximos colaboradores de Sérgio Cabral, governador do Rio. Deu mandato tem desapropriado vários terrenos na região e concedido licenças aos vários empreendimentos do Grupo X, pertencente a Eike. O filme foi produzido por alunos do Centro Universitário (UNIFLU/FAFIC) de Campos (RJ). Clique para ver as denúncias feitas pelos produtores rurais. Democratização da Mídia Entre os dias 12 e 14 de agosto, a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), do Brasil, realizou sua 9ª Assembleia Nacional, na cidade do Rio de Janeiro. Após o evento foi divulgada uma carta do encontro. O texto reafirma a luta da entidade em defesa da democratização da mídia e do direito humano à comunicação. A AMARC é parte de um movimento internacional que luta pela liberdade de expressão dos povos, atuando em parceria com rádios, federações e representações locais de emissoras comunitárias. O princípio da organização é apoiar e fortalecer as rádios a ela associadas, tanto no debate político quanto na formação para melhor gestão e produção de conteúdo. Também colabora para a compreensão da lei de radiodifusão, com a finalidade de que os próprios veículos possam atuar como protagonistas da luta pelo direito à comunicação. Confira a carta completa e saiba mais sobre a entidade em http://amarcbrasil.orgDe Olho Na Mídia [Por Claudia Santiago] No sábado, dia 20, a última cena do último capítulo na novela Insensato Coração, da Rede Globo, foi protagonizada pela matriarca ultra milionária Vitória, vivida por Natália Timberg, rodeada por filhos, netos e amigos. Seu discurso foi uma ode ao valor da família como solução, ou pelo menos anticorpo, para todos os problemas causados pelo mau-caratismo dos personagens. Aliás, essa tem sido uma marca das telenovelas da emissora: ninguém presta. No domingo pela manhã, encontrei uma carreata da paróquia do bairro desfilando pela rua Conde de Bonfim, na Tijuca, uma das principais da zona norte da cidade. Em carro aberto, com a imagem de uma santa na mão o padre celebrava o valor da família. . Esperamos que eles parem por aqui e que não exortem também a tradição; já a propriedade, tanto para a Globo quanto para a Igreja, nós já sabemos que é sagrada. Aqui no Brasil, o SBT exibe a novela Amor e Revolução, que se passa durante a ditadura militar brasileira. De maneira semelhante, o canal de televisão estatal do Chile estreou "Os Arquivos do Cardeal”, uma série policial ambientada entre os anos setenta e oitenta, durante a ditadura militar de Augusto Pinochet. Capítulo por capítulo, a produção mescla a realidade com a ficção, narrando um caso por semana. A série estreou em 14 de julho passado e é transmitida toda quinta-feira, em horário nobre da programação televisiva no Chile. Dirigida por Nicolas Acuña e criada por Josefina Fernández, a produção causou polêmica antes de sua primeira exibição. O senador e presidente da Renovação Nacional, Carlos Larraín, expressou seu incômodo pelo conteúdo da série. "Toma fatos que ocorreram exatamente há 40 anos, mas que têm uma conotação política evidente: a esquerda apresentada como vítima, e isso é o que dá suporte para atuar na política com certo sentido de superioridade”, comentou ao jornal El Mercurio. Fonte: ADITAL De Olho Na Vida [Publicado em 23.08.2011 – Por Folha de S. Paulo] Ota teve a ideia de fazer o Jogo da história do Brasil depois que se viciou num jogo de mafiosos do Facebook. "Você começa roubando bolsa de velhinhas. Eu cheguei a ser traficante internacional, com uma quadrilha trabalhando para mim", conta. Daí para o jogo infantil foi um passo. Com a ajuda de um irmão professor de história, Ota desenvolveu uma aventura com diversos minijogos, em que crianças a partir de cinco anos começam nas ruas de Lisboa em 1500 e precisam achar as 15 partes de uma caravela. Depois, atravessam o Atlântico, com seus perigos, e desembarcam no Brasil, onde enfrentam índios (com flechas que usam aquelas pontas de borracha que grudam nas paredes) e ajudam a colonizar o país. Sempre que a criança entrar no site, ela continua de onde parou quando desligou a última vez. Um banco de dados vai guardar os avanços de cada jogador. O jogo, que ficará on-line para qualquer interessado, será oferecido para escolas. "É muito legal poder fazer um jogo divertido que ensina as crianças uma coisa boa, em vez de roubar bolsas de velhinhas ou matar inimigos", diz Ota. O editor ganhou patrocínio da Oi Futuro, que disponibilizou R$ 180 mil para a criação do jogo. Deve ficar pronto até o fim do ano. (IF) A Via Campesina Brasil ocupou, na manhã desta terça-feira (23/08), o Ministério da Fazenda em Brasília, com quatro mil trabalhadores rurais. Os Sem Terra movimentam todo o país cobrando dos Governos medidas para execução da Reforma Agrária, como o assentamento imediato de 60 mil famílias, ainda este ano, e uma média anual de 100 mil famílias assentadas por ano, a partir de 2012. A Via Campesina negocia ainda a revisão das dívidas dos agricultores, a recomposição do orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), particularmente para obtenção de terras, e o financiamento da educação do campo, proibindo o fechamento de escolas no campo. No Brasil, a Via Campesina é integrada pelo MST, pela CPT, Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pescadores e Pescadoras, Quilombolas, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento de Mulheres Camponesas (MMC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), além do Sindicato dos Trabalhadores da EMBRAPA (Sinpaf), da Federação dos Estudantes de Agronomia e da Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal.
Outdoor de uma igreja evangélica de Ribeirão Preto recebe críticas do movimento gay Na véspera da Parada do Orgulho Gay de Ribeirão Preto, a Justiça mandou retirar da rua um outdoor considerado homofóbico. O outdoor foi feito pela Casa de Oração de Ribeirão Preto na semana passada e continha citações bíblicas, entre elas uma do livro de Levítico: "se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável". Para a Defensoria Pública de São Paulo, que ingressou com uma ação civil pública contra a propaganda, as referências impressas no outdoor são degradantes aos homossexuais.
Em sua decisão, o juiz Aleksander Coronado Braido da Silva afirma que "a Constituição Federal protege a conduta do réu (a Casa de Oração de Ribeirão Preto) de expor suas opiniões pessoais, mas, ao mesmo tempo, também protege a intimidade, honra e imagem das pessoas quando violadas". A determinação judicial foi dada na sexta-feira e, no sábado, o outdoor foi retirado. Um dia antes da realização da parada gay em Ribeirão Preto, em sua sétima edição na cidade. [Fonte: Cedus] Memória [Por Lúcia Rodrigues] O DOI-Codi (Destacamento de Operações de Informações – Centro de Operações de Defesa Interna), o centro de tortura mais temido pelos ativistas de esquerda no final dos anos 60 e na década de 70, pode até ter deixado de existir. Mas os serviços de inteligência do Exército, da Marinha, Aeronáutica e das polícias Civil, Militar e Federal não foram extintos com a queda da ditadura. Apesar de os arquivos considerados sigilosos ainda não terem sido abertos, documentos confidenciais encontrados pela reportagem da Caros Amigosrevelam que as Forças Armadas continuaram agindo de maneira integrada na investigação da esquerda nos anos 90. Partidos políticos, movimentos sociais e até mesmo ativistas estrangeiros estiveram na mira dos agentes da repressão. Apesar de conter elementos cruciais que revelam o modo de agir do setor de espionagem militar no monitoramento à esquerda brasileira e internacional, a documentação é apenas uma pontinha no imenso iceberg que poderá ser revelado quando os arquivos da repressão forem, de fato, abertos. Os documentos mostram, por exemplo, como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) foi investigada pelo Exército, pela Marinha e Aeronáutica nos anos 90. Partidos políticos também foram monitorados, além de ativistas cubanos. Leia a matéria completa. De Olho No Mundo O Senado boliviano aprovou, no final de julho, uma audaciosa lei de telecomunicações que estabelece um marco regulatório para a propriedade privada de rádio e TV no país. A legislação garante vários direitos aos povos originários, e cria um processo de licitação pública para todas as concessões de redes comerciais, estabelecendo requisitos que deverão ser cumpridos pelas concessionárias privadas. O artigo 1º define que a nova lei tem como objetivo garantir o direito humano individual e coletivo à comunicação, “com respeito à pluralidade econômica, social, jurídica, política e cultural da totalidade das bolivianas e dos bolivianos, as nações e povos indígenas originários e camponeses, as comunidades interculturais e afrobolivianas do Estado Plurinacional da Bolívia”. Nos meios empresariais, a resposta foi a conhecida reclamação de que a “liberdade de imprensa” estava sendo limitada. Segundo a nova lei, a distribuição dos canais de rádio e televisão analógica em nível nacional deverá obedecer ao seguinte princípio: até 33% do total de canais caberão ao Estado; até 33% para o setor comercial privado; até 17% para o setor social comunitário; até 17% para os povos indígenas originários, camponeses e comunidades afrobolivianas. A concessão das freqüências do Estado se dará mediante decisão do Executivo. As destinadas ao setor comercial serão concedidas por licitação pública. No caso do setor social comunitário e dos povos originários, camponeses e afrobolivianos, as concessões serão feitas mediante concurso de projetos. Em debate na Globo News na quinta-feira, 11 de agosto, o sociólogo Silvio Cacciabava analisa a revolta popular protagonizada por jovens em Londres, Inglaterra. Diante das perguntas fortemente direcionadas à condenação dos apresentadores da Globo, em apenas seis minutos o especialista questiona o tom da maioria da cobertura midiática sobre o episódio. Ao invés de seguir a mídia empresarial que define esses jovens como “vândalos” e “marginais”, o pesquisador considera ser necessário ampliar a análise e “ver o grande número de desemprego que há entre esses jovens”, na maioria negros e pobres, vítimas frequentes da presença intimidatória e violenta da polícia. Para complicar o quadro, Bava lembra que o governo inglês recentemente cortou os gastos com políticas sociais direcionadas a essa parte da população, que passa por dificuldades de acesso à educação e sofre preconceitos de cor e de classe. “Transformar em vândalos justifica uma repressão cada vez maior”, conclui o sociólogo. Clique aqui para assistir ao vídeo. NPC Informa Os últimos soldados da Guerra Fria é o nome do último livro de Fernando Morais, que será lançado no dia 23 de agosto em São Paulo, pela Editora Companhia das Letras. A obra conta a história dos agentes secretos cubanos infiltrados em algumas organizações de extrema direita nos Estados Unidos, as quais promovem ataques terroristas contra a ilha. Dentre as ações destes grupos estão o envio de pragas contra cultivos na ilha; interferência em transmissões da torre de controle do aeroporto de Havana; realização de atentados com bombas nos melhores hotéis da ilha e aviões que transportam civis; e até disparos de tiros de metralhadoras contra navios de passageiros cubanos e turistas estrangeiros. Pelo livro, ficamos conhecendo uma vasta rede terrorista com base na Flórida e células na América Central, que recebe apoio de congressistas norte-americanos e a omissão de membros dos poderes Executivo e Judiciário dos Estados Unidos. A obra aborda a história de Antonio Guerrero, Fernando González, Gerardo Hernández, Ramón Labañino e René González, todos membros dessa rede cubana anti-terrorista. Os cinco foram presos em 1998 sob falsas acusações, condenados sem provas em uma simulação de julgamento em Miami. As penas são verdadeiros absurdos: Gerardo chegou a pegar duas prisões perpétuas, e mais quinze anos de prisão. Apesar de diversas organizações de direitos humanos terem se pronunciado contra tais aberrações jurídicas, os cubanos continuam presos, em situações de total desrespeito aos direitos mais elementares. O Fórum Permanente de Música do Rio de Janeiro, em diálogo com outros movimentos e fóruns de discussão de comunicação e cultura, realiza neste mês o ato/show Música Antenada. Será no dia 25 de agosto, a partir das 15h, na Praça 15, Centro do Rio. Este é o Dia Nacional de Mobilização das Rádios Comunitárias. O evento quer fomentar o debate público e a participação da sociedade civil nas discussões sobre cultura e comunicação no Estado e no Brasil. Também levanta outras questões defendidas pelo movimento de música, como a criação de um Plano de Cultura voltado para as realizações da Copa do Mundo, das Olimpíadas e de outros eventos; a ocupação dos equipamentos públicos de cultura do estado; a implementação, o cumprimento e a fiscalização da Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008, que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica (Lei de Diretrizes e Bases da Educação); dentre outras demandas. O evento conta com o apoio da FUNARTE e é realizado em parceria com o FALE RIO (Frente Ampla pela Liberdade de Expressão e Comunicação - RJ) e o Movimento de Rádios Comunitárias do Rio de Janeiro. Também apóiam parlamentares que compõem as Frentes Parlamentares de Cultura e Comunicação, movimentos sociais, sindicais e estudantis. O Intervozes lançará no dia 24 de agosto, em Brasília, os resultados de uma pesquisa que analisa a cobertura da mídia sobre o MST durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito de 2010. A criminalização do movimento já era percebida pelos movimentos sociais, e foi comprovada após a leitura de cerca de 300 matérias sobre o MST em TV, jornal impresso e revistas. Algumas das estratégias utilizadas são o uso de termos negativos, pouca relevância dada às bandeiras do Movimento e exclusão do MST como fonte. O relatório, intitulado Vozes Silenciadas, pesquisou textos que citaram o MST entre os dias 10 de fevereiro e 17 de julho do ano passado, durante as investigações da CPMI sobre a organização. Foram analisados três jornais de circulação nacional: Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo; três revistas também de circulação nacional: Veja, Época e Carta Capital; e os dois telejornais de maior audiência no Brasil: Jornal Nacional, da Rede Globo, e Jornal da Record. Quase 60% das matérias utilizaram termos negativos para se referir ao movimento e suas ações. O termo que predominou foi “invasão” e seus derivados, como “invasores” ou o verbo “invadir” em suas diferentes flexões. Ao todo, foram usados 192 termos negativos diferentes. Também a maioria dos textos do universo pesquisado cita atos violentos. Nos noticiários de TV e nas páginas dos jornais, as favelas aparecem quase sempre associadas à violência ou à falta de infraestrutura e de serviços públicos. Mas, para quem vive nesses lugares, seu significado vai muito além desses estereótipos. É isso que mostra um grupo de jovens fotógrafos moradores do Conjunto de favelas da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro. Por suas lentes eles retratam as alegrias do dia a dia e as dificuldades de batalhadores que enfrentam, diariamente, condições urbanas precárias. O belo trabalho de três desses fotógrafos é o tema do documentário Rio de Janeiro – Autorretrato, de Marcelo Bauer, disponível emwww.riodejaneiroautorretrato.com.br. Imagens da Vida Foto: Fernanda Soares São José dos Campos – Julho de 2011. Em uma casa na árvore se abrigam meninos sem-teto da cidade
A Boitempo Editorial promove no mês de setembro uma série de debates gratuitos em torno do livro Memórias, autobiografia do lendário líder camponês Gregório Bezerra. As cidades contempladas são Recife (PE); Rio de Janeiro (RJ); e São Paulo (SP). Os eventos marcam o lançamento da nova edição da obra que inspirou gerações de militantes em todo o Brasil. . Confira a programação completa. . .
. As notas de Karl Marx dos anos de 1857/1858 sobre as "Formações que precederam a produção capitalista" estão traduzidas para o português. Os textos reunidos esclarecem como Marx concebe a evolução da sociedade humana como um todo, desde o "comunismo primitivo" até o capitalismo e o socialismo. Também aborda os problemas da periodização e das etapas evolutivas do desenvolvimento econômico. Confirmando a concepção básica de Marx sobre o predomínio do fator econômico na condução de História, as etapas da evolução humana são tratadas de forma mais aberta e menos dogmática em relação aos outros estudos sobre o assunto. A introdução desta primeira edição brasileira é de Eric Hobsbawn. O livro também contém alguns textos adicionais tomados de A Ideologia Alemã, de Marx e Engels, e da correspondência destes dois famosos pensadores. Este livro fornece material de grande importância para todos os interessados no desenvolvimento do pensamento Marxista e nos problemas gerais da sucessão histórica das formações econômicas. Clique para fazer download do livro.
O livro recém-lançado "Jornal Movimento, uma reportagem", de Carlos Azevedo, revive toda a trajetória de um dos mais importantes periódicos da oposição democrática à ditadura militar. O livro, com reportagens de Marina Amaral e Natália Viana, relata em 28 capítulos e 362 páginas toda a trajetória do semanário. Acompanha o livro um DVD contendo todas as 334 edições publicadas, mais os cadernos especiais.
Jornal político, criado e realizado por profissionais politicamente engajados, foi cenário de um debate permanente. Sofreu censura prévia desde a primeira edição. A partir de 1978, a publicação viveu uma importante recuperação de suas vendas e grande ampliação de seu prestígio. Promoveu uma pioneira campanha em favor da Assembleia Nacional Constituinte, e deu sustentação à Campanha pela Anistia Ampla e Irrestrita. Ao mesmo tempo, realizou a mais completa cobertura jornalística do processo de reanimação das lutas populares nas cidades e no campo. Teve destaque na divulgação das greves e da afirmação do movimento operário no ABC e em outras regiões, acontecimentos definitivos para o processo de restauração democrática do país. Acompanhou de perto o retorno dos exilados políticos após a anistia, e relatou cada episódio da reorganização dos partidos políticos e da criação do Partido dos Trabalhadores. Pérolas É preciso explicar por que o mundo de hoje, que é horrível, é apenas um momento do longo desenvolvimento histórico e que a esperança sempre foi uma das forças dominantes das revoluções e insurreições, e eu ainda sinto a esperança como minha concepção de futuro. A prioridade absoluta tem de ser o HUMANO. Acima dessa, não reconheço nenhuma outra.
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