![]() http://www.piratininga.org.br Boletim do NPC — Nº 195 — De 1 a 15/7/2011 Para jornalistas, dirigentes, militantes e assessores sindicais e dos Movimentos Sociais Notícias do NPC Amigas e amigos, estamos terminando de montar o quebra cabeça do 17º Curso Anual de Comunicação, que será, como todos os anos, em novembro aqui no Rio. O tema geral deste ano será: Comunicação e hegemonia num mundo em ebulição. Vamos conversar, ouvir, trocar idéias e experiências para melhorar a eterna luta para ganhar corações e mentes de milhares de pessoas para a construção de uma nova sociedade... aquela, livre, justa, solidária, socialista. Já há muitos expositores confirmados, como Ignacio Ramonet, Pascual Serrano, Nalu Faria, Luiz Mott, Paulo Vanucchi, Ivan Seixas, dentre tantos outros. O local será o Clube de Engenharia, no centrão do Rio. O custo do curso será o mais próximo possível do ano passado. Na semana que vem daremos informações mais detalhadas e precisas. Então amig@s podem reservar a data na agenda e se preparar. Até lá. Um abraço Vito / Claudia / Kátia / Regis / Augusto / Sheila / Marina / Luisa e todos nós.
O professor Dênis de Moraes, do Departamento de Estudos Culturais e Mídia da UFF, acabou de lançar o livro Vozes abertas da América Latina: Estado, políticas públicas e democratização da comunicação (Mauad/Faperj). A obra aprofunda os estudos já feitos pelo autor sobre mudanças nos sistemas de comunicação da América Latina. Ele parte do reconhecimento de que alguns governos do nosso continente têm assumido iniciativas que possam contribuir para a democratização da informação e da cultura. “É uma tentativa de superar a histórica letargia do Estado diante da avassaladora concentração das indústrias de informação e entretenimento nas mãos de um reduzido número de corporações”, diz o autor na apresentação do livro. A pesquisa foca em nove países: Venezuela, Equador, Bolívia, Argentina, Uruguai, Chile, Brasil, Nicarágua e Paraguai. Os quatro primeiros são apontados como referência na luta contra os monopólios. Importante lembrar que as propostas de alteração nos marcos regulatórios desses países são fruto de reivindicações da sociedade civil organizada.
O livro custa R$30,00. Os interessados devem ligar para a Livraria Antonio Gramsci: (21)2220-4623. Ou então enviar e-mail paralivr...@piratninga.org.br
O livro trata do importante episódio que marcou a década de 1920: a Coluna Prestes. Inspirados nos ideais liberais de representação e justiça, os tenentes defendiam naquele momento o voto secreto e a moralização dos costumes políticos, corrompidos pelo domínio oligárquico da República Velha. A Coluna Prestes reuniu um exército guerrilheiro de aproximadamente 1,5 mil homens e mulheres. Eles foram comandados por uma dúzia de oficiais do Exército e da Força Pública de São Paulo, dentre os quais se destacava Luiz Carlos Prestes. A Coluna percorreu 25 mil quilômetros através de 13 Estados do Brasil, derrotando 18 generais governistas. O livro é da Expressão Popular e foi escrito por Anita Leocádia Prestes. Está à venda na Livraria Antonio Gramsci, do NPC, que fica na Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia. Contatos: (21) 2220-4623 e livr...@piratininga.org.br No dia 4 de junho teve início o Curso de Comunicação Comunitária e Popular do NPC. Cerca de 40 pessoas estão inscritas. As aulas são ministradas quinzenalmente aos sábados, e a ideia é que todo conteúdo debatido seja divulgado pela internet para incentivar os alunos a se apropriarem das novas tecnologias da comunicação. Dentre os temas já debatidos nas aulas estão o papel da comunicação no mundo de hoje; sua importância para a construção do mundo que queremos; a história dos trabalhadores no mundo; e as lutas sociais brasileiras. Ainda vem pela frente história da cidade do Rio; reflexos dos megaeventos na vida dos moradores de comunidades; experiências e propostas de ação no campo da comunicação popular; laboratório de jornal comunitário; literatura; reportagens; entrevista; edição; rádio e internet. Além do blog e do twitter, está sendo criada uma página sobre o curso. Ela ainda está em construção, mas quem quiser dar uma olhada pode acessar em http://vozesdascomunidades.org/ A Comunicação que queremos Os interessados em acompanhar e apoiar a luta pelo direito à habitação já têm mais uma fonte de informação: é o blog do Movimento Nacional de Luta pela Moradia do município de Duque de Caxias. A militante Eliete Rosa, uma das coordenadoras do grupo, é aluna do curso de comunicação popular oferecido pelo NPC. Na página são divulgados tanto eventos relacionados à questão da habitação na cidade quanto outras lutas sociais do Estado do Rio. Acesse: http://mnlmrj.blogspot.com Proposta de Pauta [Lívia Duarte - 04/07/2011 ] Na última semana, representantes de 150 organizações, entidades e movimentos sociais de vários países anunciaram a realização da Cúpula dos Povos no próximo ano. O evento será paralelo à Conferência da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, popularmente conhecida como Rio+20. Para iniciar a organização do evento, foi realizado um seminário internacional nos dias 30 de junho e 1º de julho. Em seguida, no sábado, dia 2, uma Plenária de Mobilização, mais aberta aos movimentos sociais da cidade que começam a se articular para participarem também da Cúpula dos Povos (o nome ainda não é oficial). Clique aqui para ler a matéria completa. Radiografia da Comunicação Sindical
[Por Mariana Gomes] Em greve há cerca de um mês, profissionais da educação de todo o estado do Rio realizaram, na última terça-feira, uma passeata que contou com a presença de 5 mil pessoas. Parodeando canções típicas de festa junina, os manifestantes se reuniram no Largo do Machado e caminharam em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo do estado. Já em frente ao Palácio, profissionais da educação e estudantes exibiram cartazes e faixas, além de realizarem encenações para demonstrar a precariedade da rede estadual de educação. Democratização da Mídia O Instituto Telecom divulgou uma nota sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e a decisão do Governo de assinatura da revisão dos contratos de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC) para daqui a 30 dias. Segundo a entidade, tal postura é "equivocada", já que não ocorrerá uma nova Consulta Pública sobre o tema. "Às vésperas da decisão, o governo pouco, ou nada dialogou com a sociedade civil. A falta de medidas claras que assistam efetivamente as necessidades de universalização da banda larga no país gera insegurança quanto ao grau de comprometimento com o PNBL. Tudo isso reforçado pela displicência com que o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, tratou a manifestação pelo twitter, no dia 21.06, em defesa da universalização da banda larga. Bernardo preferiu desconsiderar a opinião pública a responder uma manifestação democrática em defesa do direito civil de ter acesso ao serviço", diz um trecho do documento. Entidades ligadas à luta pelo direito à comunicação lançaram uma nota denunciando a proibição de a sociedade civil organizada se pronunciar em audiência no Senado, em 16 de junho, sobre o Projeto de Lei (116/2010), que trata da entrada das empresas de Telecomunicações no mercado de TV por assinatura no Brasil. O representante do Fórum Nacional pela Democratização (FNDC) foi impedido de se pronunciar, ao contrário dos representantes das empresas de radiodifusão, de telecomunicações e entidades ligadas ao Estado. “Representantes legítimos de uma parcela da sociedade civil organizada em torno da democratização da comunicação ficam, assim, impedidos de manifestar sua percepção sobre o projeto que coloca em jogo, mais do que interesses econômicos, a possibilidade do povo brasileiro continuar ou não tendo acesso à programação gratuita das TVs” – diz trecho da nota. Ao final o FNDC exige explicação pública sobre o veto que lhe foi imposto. A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou o projeto de resolução 134/11, que cria a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão. De autoria da bancada do PT na Casa, a proposta tem o objetivo de “acompanhar, debater e formular políticas públicas estaduais sobre a democratização dos meios de cultura e comunicação”. Para o presidente da comissão de Cultura da Casa, deputado Robson Leite (PT), a frente coloca a Alerj no centro da discussão sobre regulação da comunicação, que já vem sendo travada em outros lugares. “Temos que unir esforços em relação ao marco regulatório da Comunicação. Regular não é censura, ao contrário. Alemanha, França e outros países já fizeram isso. Essa frente se une em esforços com frentes que já existem no Congresso Nacional e na Câmara Municipal do Rio para que a Alerj também possa participar desta discussão”, disse. A adesão à frente será facultada a todos os parlamentares pelo prazo de 30 dias após a publicação da resolução. As reuniões do grupo serão públicas. Fonte: JusBrasil De Olho Na Mídia [Por Rita Lima*] “Vocês não têm nada pra fazer não? Com tanto MENDIGOS na rua pra recolher...”. Essas palavras foram ao ar nesta quarta-feira, 29 de junho, na novela Insensato Coração, da Rede Globo. A frase foi pronunciada por Paula, interpretada por Tainá Muller, para o delegado Rossi quando este vai até sua casa. Ele responde que esta não é a sua função por ele não ser um guarda ou “policial militar”. A cena, repleta de total descaso e preconceito, nos remete ao que ocorre diariamente nas ruas do Rio de Janeiro: a população em situação de rua é recolhida de forma agressiva pelo chamado “choque de ordem”. Alem da agressão, já chegou ao Ministério Público denúncia até de assassinato cometido por agentes públicos. A banalidade da cena na TV é assustadora, porque a novela é uma grande formadora de opinião pública. Em nenhum momento problematiza a violência que ocorre contra a população de rua. Na verdade, mostra o contrário: exibe de maneira positiva a chamada “higienização” que ocorre na cidade. [Assistente social e aluna do curso de Comunicação Popular do NPC] Em palestra no 2º Encontro Nacional de Blogueiros, em Brasília, o jurista Fábio Konder Comparato denunciou que a Globo ameaçou romper seu contrato com a UNESCO para promover o programa Criança Esperança. Segundo ele, a ameaça teria sido feita após o organismo ligado às Nações Unidas ter publicado um estudo sobre o ambiente regulatório para radiodifusão no Brasil. O estudo em questão concluiu o óbvio: a mídia brasileira é dominada por 35 grupos, que controlam 516 empresas. E uma única rede detém 51,9% da audiência nacional. A média de TVs ligadas entre as 7h da manha e a meia-noite atinge 45% da população brasileira, um dos maiores índices do mundo. Os dados foram citados por Comparato em sua palestra. Segundo ele, a TV Globo disse aos autores do estudo, Toby Mendel e Eve Salomon, que poderia romper o vínculo entre a emissora e o programa Criança Esperança. Embora a concentração da mídia seja fartamente conhecida no Brasil, o documento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, reforça a credibilidade internacional dos que lutam por um novo marco regulatório da comunicação no país. Para acessar o estudo, clique aqui.
O Movimento Utopia e Luta é uma comunidade autônoma que está construindo um assentamento urbano no centro de Porto Alegre. O grupo divulgou uma nota em repúdio às pichações nazistas feitas na escadaria da Avenida Borges de Medeiros e no prédio que abriga a comunidade. As pichações misturam a suástica nazista com apologia aos skinheads. Em novembro do ano passado, a Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, então presidida pelo deputado Dionilso Marcon (PT), promoveu um ato público em repúdio à ação de grupos neonazistas no Estado. A iniciativa ocorreu após uma operação da 1ª Delegacia de Polícia de Porto Alegre que apreendeu materiais e vídeos neonazistas. A Câmara de Vereadores do Rio aprovou, no dia 28 de junho, a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as remoções. A iniciativa é do vereador Eliomar Coelho (PSOL/RJ), e foi apresentada na Câmara há quase dois meses. O requerimento contabilizou assinaturas de 19 parlamentares, duas a mais do que o necessário para a instalação da CPI. Foi fundamental a pressão das comunidades ameaçadas e de movimentos parceiros. Órgãos internacionais como a ONU, a Anistia Internacional e até o COI já se manifestaram preocupados com as remoções realizadas até o momento pela prefeitura do Rio. No dia seguinte, quatro vereadores retiraram o nome da lista e a CPI foi cancelada, embora o regimento da Câmara diga que assinaturas a requerimentos deste tipo não podem ser retirados. O objetivo da CPI seria investigar os despejos e reassentamentos forçados ocorridos no Rio entre novembro de 2010 e abril de 2011, por conta de diversas obras viárias e intervenções urbanísticas. A ideia surgiu após indícios de irregularidades e a constatação de alguns crimes executados por agentes públicos municipais. Dentre eles estão os crimes de preconceito contra as religiões de matriz africana e obras executadas em desacordo com a legislação ambiental, como o corredor Transoeste e o Transcarioca. Também entram danos morais e materiais, como a destruição e extravios de bens e pertences de famílias removidas, além de diversos tipos de coerção. De Olho No Mundo Assim como ocorreu no Brasil, também as eleições presidenciais do Peru mostraram o poder das informações alternativas veiculadas pelas redes sociais. Quem coordenou a campanha nas redes sociais do candidato esquerdista eleito, Ollanta Humala, foi Elvis Mori. Ele esteve no Brasil para participar do 2º Encontro Nacional de Blogueiros Progressistas. Mori foi um dos debatedores sobre o papel das redes sociais em campanhas eleitorais. O comunicador de Humala informou que, semelhante ao que ocorreu na campanha presidencial do Brasil de 2010, o candidato peruano à Presidência também sofreu com ataques preconceituosos dos oposicionistas. Ele contou que, no twitter, o nome do candidato estava relacionado a motivações racistas e xenofóbicas. Humala também sofria perseguição dos grandes e mais tradicionais meios de comunicação peruanos. A decisão foi traçar estratégias para as redes sociais. Mori afirma que o trabalho com a internet fez com que a resistência à candidatura de Ollanta Humala fosse derrubada. "Acreditamos que a democracia é sinônimo de interação. Nós envolvemos as redes sociais como parte da democratização da comunicação ", lembra o coordenador. Leia o texto completo na página da Rede Brasil Atual. Imagens da Vida Foto por Marina Schneider Bandeira do Assentamento Terra Prometida, do MST, durante a 3ª Feira de Todas as Lutas. O evento ocorreu no pátio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da UFRJ. O objetivo é aproximar os movimentos sociais da universidade, diminuindo a distância entre a teoria ensinada nas salas de aula e a experiência prática de organizações de luta. Na Feira, os moradores da cidade puderam ver a qualidade da produção de alimentos dos assentamentos, sem agrotóxicos, venenos ou quaisquer elementos que fazem mal à saúde. NPC Informa O Projeto de Lei apelidado de AI-5 Digital voltou à tona na última semana de junho. Proposto em 2009 pelo então senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), o projeto de controle da internet despertou reações contrárias de quem defende a liberdade virtual. A mobilização levou ao recuo da proposta naquele momento. Mas, após os ataques recentes a páginas ligadas ao Governo, Azeredo, agora deputado, resolveu retomar o projeto, propondo sua aprovação pela Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. A votação estava marcada para o dia 29 de junho, mas foi adiada para agosto, depois do recesso parlamentar. Deve haver uma audiência pública em julho para discutir a questão. Sérgio Amadeu esclarece que o projeto define que “ao direito de conectar-se a um sistema deve-se contrapor o dever social de identificação, sob pena de que o anonimato venha a permitir àqueles de má-fé praticarem diversas modalidades de crimes e infrações”. Acabaria, portanto, com a navegação anônima e implantaria um completo vigilantismo. Frente a isso, Amadeu aponta que os principais beneficiários serão as grandes corporações que rastreiam perfis dos cidadãos; a indústria da intermediação que quer ameaçar os jovens que compartilham arquivos digitais; e os governos de países autoritários. “Os criminosos serão afetados? Obviamente que não. Criminosos usam sofisticados esquemas para se esconder nas redes”, observa. Leia o texto completo.
. O projeto Memória Viva tem como objetivo divulgar o acervo total do Roda Viva, da TV Cultura. Desde 1986 o programa apresenta, semanalmente, entrevistas com personalidades brasileiras e estrangeiras, de diferentes áreas e tendências. Na página serão disponibilizadas todas as entrevistas também com conteúdo no formato texto, acrescidos de verbetes, referências, fotos e pequeno vídeo. O projeto tem como objetivo também alimentar a pauta do programa, a partir de críticas e sugestões, que poderão ser registradas no site, sistematizando temas e questões que estão no cerne de uma agenda pública de discussão dos problemas brasileiros e internacionais. Já está circulando pelas favelas que formam o conjunto da Maré no Rio de Janeiro a nova edição do jornal comunitário O Cidadão, que chegou ao número 62. A publicação traz matérias sobre o péssimo atendimento nos hospitais públicos; a falta de Correios na Maré; pesquisa sobre consumismo infantil e diversos outros textos que falam do dia a dia do morador da comunidade. Há também uma boa parte cultural, com textos sobre o funk consciente, música que prega a valorização e o respeito à vida; uma linda matéria com o grupo de teatro "Cia Marginal"; um perfil sobre a mega cantora brasileira Carmen Miranda; dentre outros. Para saber mais sobre O Cidadão, acesse: http://ocidadaonline.blogspot.com/ A Pública, primeiro centro de jornalismo investigativo do país, fará sua inauguração no dia 3 de julho. Além de comemorar os dois meses em que já vem funcionando, a festa servirá para discutir o jornalismo em tempos de mudança. Haverá debates com personalidades internacionais, como Aron Pilhofer, diretor de interatividade do New York Times que tem diversos projetos paralelos. Também o jornalista Andrew Jennings, da BBC, o único do mundo proibido pela FIFA de participar de conferências de imprensa por causa das diversas denúncias em relação à corrupção da instituição. E, por fim, Kris Hrafnsson, o porta-voz do WikiLeaks. Confira a programação completa da festa. [Por Carlos Maia] Entre os dias 17 e 22 de Julho a PUC do Rio de Janeiro será palco do sétimo Mutirão Brasileiro de Comunicação, o Muticom. Intelectuais, acadêmicos, religiosos e profissionais de comunicação farão reflexões sobre o respeito à dignidade humana tão atacada em nossos dias. Com o tema Comunicação e Vida: Diversidade e Mobilidades, o Mutirão receberá participantes de todo o Brasil para refletir sobre o respeito ao outro nas várias manifestações da vida humana: "Só existimos porque nos comunicamos. O outro nos constitui assim como cada um de nós se elabora no processo comunicativo. Na leitura, na visão, na imaginação ou no diálogo construímos nossa vida nas diferenças que observamos fora de nós. Essa é a grande obra da Criação que nos fez diversos, únicos, incompletos, limitados, para buscarmos a perfeição e a felicidade na existência que nos é dada", afirma Miguel Pereira, Coordenador Acadêmico do 7º Muticom.
No dia 7 de julho, às 17h30, será lançado no Centro do Rio o livro A precarização tem rosto de mulher. Na ocasião haverá um debate com Diana Assunção, organizadora do Rio e diretora do SINTUSP; Virginia Fontes, professora-pesquisadora da EPSJV/Fiocruz; Camila Valle, professora e doutoranda da UFF; e Glória Oliveira, ex-trabalhadora terceirizada da USP. Dicas Clique aqui para solicitar livros da Livraria Antonio Gramsci! Recém editadas pela Paz e Terra, quatro obras de Paulo Freire estão à venda na Livraria Antonio Gramsci. Paulo Freire foi um educador, filósofo da educação e humanista amplamente reconhecido no Brasil e no mundo. Sua obra é imprescindível para todos aqueles que pretendem ensinar. Saiba um pouco sobre cada um dos livros. .
. Entre 2 e 10 de julho estará em cartaz, no Centro de Artes da Maré, a peça de teatro Ô, Lili!. O espetáculo é da Cia. Marginal de Teatro, formada por atores-moradores do Complexo da Maré no Rio de Janeiro. Com concepção e direção de Isabel Penoni, a peça aponta de maneira crítica o dia a dia de pessoas que vivem em fronteiras do tráfico e controle armado da polícia, sendo submetidos a diferentes tipos de limitações. Na montagem, o público pode conhecer mais sobre o sistema penitenciário, como a convivência, as hierarquias, os ritos sexuais, a ansiedade na espera por cartas e visitas, entre outras particularidades. O enredo é construído a partir de relatos de prisioneiros. . As apresentações ocorrem aos sábados e domingos, às 19h. O Centro de Artes fica na Rua Bittencourt Sampaio, 181, Nova Holanda, Maré (entre as passarelas 9 e 10 da Avenida Brasil). Mais informações em http://ciamarginalmare.blogspot.com/ Memória Em dezembro do ano passado, a Corte Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) condenou o Brasil a responder por crimes cometidos durante a Guerrilha do Araguaia. Nesse episódio, desapareceram 62 integrantes daGuerrilha, organizada pelo PCdoB no início dos anos 70 na região do Bico do Papagaio (divisa dos Estados de Tocantins, Pará e Maranhão). O fato foi classificado pela OEA como crime contra a humanidade. O Estado também foi condenado a devolver os restos mortais às famílias.Marcelo Zelic, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais-SP, divulgou recentemente um texto sobre o assunto. Ele afirma que “o compromisso do país com os Direitos Humanos está em xeque se prevalecer a orientação de se cumprir quase tudo da sentença da corte”. A partir da sentença internacional de 14 de dezembro de 2010, foram anuladas as decisões anteriores que usam a Lei da Anistia para arquivar ações e impedir a justiça no Brasil. Os juízes declararam que “são inadmissíveis as disposições de anistias que pretendam impedir a investigação e punição dos responsáveis por graves violações dos direitos humanos, como tortura, as execuções sumárias, extrajudiciárias ou arbitrárias e os desaparecimentos forçados”. Segundo Zelic, a presidenta Dilma Rousseff e sua equipe não podem desconsiderar os termos da sentença, colocados de forma tão clara pelos magistrados da CIDH ao condenarem o Brasil.Artigos [Por Mohammed El Oifi/ Le Monde Diplomatique] Em poucos anos, a rede de televisão Al Jazeera alterou profundamente a paisagem midiática nos países árabes e criou um espaço público transnacional, transformando-se num protagonista decisivo das mudanças drásticas que vêm abalando a região desde o final do ano passado. Leia o texto completo. [Por Dario Pignotti - Página/12] Documentos da ditadura militar brasileira, obtidos pelo jornal Página/12, trazem detalhes inéditos dos arquivos que a presidenta Dilma Rousseff quer tornar públicos. Militares resistem à divulgação desses arquivos. Matéria publicada neste domingo no jornal argentino traz informações sobre atuação de Azeredo da Silveira, chanceler do general Geisel, que antes de assumir o Itamaraty comandou a embaixada na Argentina, onde teria sido um "pioneiro do terrorismo de Estado regionalizado". Da leitura de centenas de papéis em poder do Página/12 fica claro que os contatos eram frequentes, e grande a afinidade dos militares brasileiros com os golpistas de 1976 na Argentina. Leia o texto completo. Entrevistas
[Por Sheila Jacob-NPC] O tema da abertura dos arquivos oficiais voltou à tona no final de junho, quando foi anunciado que o Governo teria dado sinalizações de recuo em relação ao tema. Apesar de afirmar a possibilidade de "sigilo" em relação a alguns documentos, os referentes à soberania nacional e questões de fronteira, a postura do Governo preocupou muitos familiares de desaparecidos e entidades de defesa dos direitos humanos que enxergam possibilidades de manter o silêncio em relação ao período da ditadura civil-militar (1964-1985). Para falar sobre o assunto, o BoletimNPC entrevistou por e-mail o jornalista e ex-preso político Alípio Freire, militante da Ala Vermelha. Nessa entrevista, ele reafirma a importância da abertura dos arquivos como enfrentamento à História Oficial construída pelas elites em função de seus interesses. Ele ainda apresenta dados da violência cometida durante o período da ditadura militar, e fala das conseqüências, hoje, da impunidade aos crimes cometidos pelos agentes do Estado. Confira a entrevista [Por Matheus Pichonelli e Ricardo Carvalho/ Carta Capital] Era uma manhã fria de junho quando o filósofo húngaro István Mészáros, 81 anos, apareceu à porta da casa no bairro de Sumarezinho, zona oeste de São Paulo, onde se hospeda quando vem ao Brasil. Em entrevista, ele deixa sempre explícita a necessidade de se entender o processo histórico da formação da sociedade atual para que se possa compreender, de fato, qualquer questão dos nossos tempos. Crítico da social-democracia européia, Mészáros vê com desencanto as opções que hoje se apresentam à esquerda, e também as manifestações populares que estouraram pelo mundo desde o início do ano. Mesmo assim, em duas horas e meia de entrevista, Mészáros deixa escapar um certo tom de otimismo em relação ao futuro – “que, infelizmente, não será no meu tempo” – quando fala sobre tomadas de consciência e mudanças que observa na América Latina. Leia a entrevista completa.
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