![]() http://www.piratininga.org.br Boletim do NPC — Nº 206 — De 1 a 15/12/2011 Para jornalistas, dirigentes, militantes e assessores sindicais e dos Movimentos Sociais Notícias do NPC
A Agenda 2012 do NPC, sobre Comunicação e Disputa de Hegemonia está linda e super atualizada! Na abertura dos meses há textos sobre #Imprensa alternativa, #Mulher na mídia, #Comunicação sindical #Imprensa Negra e outros temas. Há belíssimas e provocadoras ilustrações do Latuff e cerca de mil notinhas curtas sobre vários aspectos da comunicação como instrumento de contra-hegemonia. A edição é super limitada e está imperdível! Custa R$ 20. Quem quiser encomendar pode mandar e-mail para npirat...@uol.com.br. E quem é do Rio pode procurar diretamente na Livraria Antonio Gramsci, na Cinelândia.
Neste final de ano, nada melhor do que dar um bom livro de presente para quem você gosta. Abaixo seguem algumas sugestões de títulos sobre comunicação, história, América Latina, cultura, educação e marxismo. Além destes assuntos, na Livraria Antonio Gramsci também podem ser encontrados livros sobre História da África, literatura, cidades, e outros. Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Centro do Rio (ao lado do Teatro Dulcina).
Em razão do centenário do companheiro Carlos Marighella, será realizado no dia 15 dezembro um evento em sua homenagem na sede da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no Rio. O Núcleo Piratininga de Comunicação estará presente. Vão participar também a OAB , o MST, o Grupo Tortura Nunca Mais, a Fundação Dinarco Reis (ligada ao PCB) e a Rede Democrática. A ABI fica na Rua Araujo Porto Alegre, nº 71. Centro do Rio de Janeiro. Proposta de Pauta [Publicado em 29.11.11 – Por Vito Giannotti - NPC] É chocante o exercício que faço a cada sala de cinema que vou, cada restaurante, cada teatro ou cada livraria. Sempre meu olho bate na mesma tecla: cadê os negros? Em outubro estava em Salvador para um papo com o Sindisefaz. Na véspera fui com amigos ao restaurante “Que Moqueca”. Realmente maravilhosa. Sim, mas e os negros? Justo ali em Salvador onde a maioria da população ou é negra o tem muito a ver com África, eu contei, no salão principal, uns 250 fregueses. Todos brancos, menos três. Peraí, na portaria havia umas moçoilas, recepcionistas vestidas a rigor, todas da África. E uns vigias e manobristas, também negros. Não fui na cozinha. Lá devia estar cheio. Nas mesas, graças ao bom Deus, não. Só três, exatamente! Realmente Ali Kamel tem razão: não há racismo no Brasil. Ou melhor, nem negro tem! Que tal nos nossos jornais fazer esta pesquisa empírico-militante: contar os negros nos cinemas, teatros ou livrarias? E daí? Daí, mil coisas. [Publicado em 30.11.11 - Por Marina Schneider-NPC] O Centro de Estudos Direito e Sociedade realiza, nesta segunda-feira, 5/12, na PUC-Rio, um debate sobre transporte público e direito à cidade. A ideia é construir um espaço de esclarecimento e discussão sobre os projetos governamentais para a área de transporte na cidade que receberão grandes investimentos e têm sido elaborados com pouca escuta e participação da sociedade. Diferentes perspectivas sobre a questão do transporte público serão reunidas para articular a discussão sobre o projeto da Linha 4 do Metro e a preocupação com as outras modalidades de transporte. De acordo com Marcelo Burgos, professor do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio, um dos organizadores do debate, o evento não é acadêmico, pois o tema é de interesse de todos e não tem sido colocado de maneira muito clara pelos meios de comunicação. “A universidade tem condições de fazer mediações e tirar o debate do nível técnico para que toda a sociedade possa participar”, explicou. Após as mesas haverá tempo para perguntas e debate com a plateia. O debate é aberto ao público e acontece a partir das 14h, na sala F300 (Ala Frings do Edifício da Amizade). A PUC-Rio fica na Rua Marquês de São Vicente, 225, Gávea. Clique aqui e veja a programação completa. Em novembro o jornal Brasil de Fato fez uma edição especial com 1 milhão de exemplares com o tema do agronegócio no país. Na capa a manchete principal: “O agronegócio quer acabar com as florestas”. No editorial, uma afirmação que é um manifesto: “A batalha contra esta lógica é de toda a sociedade”. Que tal tratar desse assunto em nossos jornais alternativos e sindicais? Democratização da Comunicação [Publicado em 29.11.11 – Com informações de Eliane Costa, do Portal Vermelho] Foram eleitos no dia 25 de novembro os representantes da sociedade civil para o Conselho Estadual de Comunicação Social da Bahia, o primeiro no Brasil. Foram eleitas 20 entidades, sendo 10 do segmento empresarial e 10 do movimento social, que tomarão posse no dia 12 de dezembro, juntamente com os sete indicados pelo governo do Estado. A implementação do Conselho foi comemorada pelos movimentos sociais. “A eleição de hoje coroa uma luta dos movimentos pela democratização da comunicação e é um marco histórico para a luta para garantir o direito á comunicação no país”, destacou Emanoel Souza, representante da CTB no Conselho. Presente nas discussões desde a 1ª Conferência e um dos membros do grupo de trabalho que elaborou o projeto do Conselho, Pedro Caribé, do Coletivo Intervozes, também comemorou mais uma etapa vencida. “A democracia não está só no Conselho implementado, mas como ele vai desenvolver até chegar a sua posse a sua execução. Então, o processo eleitoral é um elemento fundamental para legitimar toda a democracia para a gente na construção do Conselho. O desafio agora é permanecer este espírito de participação, de igualdade entre os setores. Só assim o Conselho terá uma legitimidade na sociedade e capacidade de intervenção como nós desejamos”, acrescentou. As entidades eleitas representando o movimento social foram a Rádio Comunitária Santa Luz, Vermelho, Cipó, Intervozes, Barão de Itararé, Renascer Mulher, UBM, CTB e Sinterp, como titulares. Leia o texto completo aqui.[Publicado em 29.11.11 – Por Portal Vermelho] Durante seminário do PT, o ex-ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, destacou, na sexta (25), cinco pontos que justificam o uso de um Marco Regulatório – atualizado - no Brasil. No encontro, o presidente do partido, Rui Falcão, reiterou que a intenção da legenda não é propor o controle do conteúdo veiculados pelas empresas de comunicação. "Queremos ampliar a liberdade de expressão no País. E a melhor maneira de fazer isso é ampliar o acesso à difusão da informação", disse Falcão. De acordo com Franklin, o texto atual é ultrapassado e não incorporou diretrizes aprovadas em 1988. Ele também destacou que a Constituição traz em sua base todos os elementos questionados nesse debate – desde o controle de conteúdo até a utilização da comunicação como mercadoria, e não como serviço. “Como (o texto atual) não é claro, moderno e prático, a área da comunicação eletrônica, por exemplo, entrou em um verdadeiro Faroeste Caboclo, onde vale tudo”, disse ao tratar do terceiro elemento aspecto em jogo nesse debate. O ex-ministro ressaltou também que a convergência nas mídias eletrônicas e a confusão do que é sinal aberto e o que é sinal fechado não existiram se essa regulação fosse colocada em prática – gerando a confusão entre radiodifusão e telecomunicações. Por fim, Franklin destaca que a “sociedade de comunicação e do precisa de um marco regulatório para sua própria organização”. “Não há nada, absolutamente, que impeça a liberdade de expressão hoje no Brasil. Na verdade, essa é uma tentativa de interditar esse debate público aberto e transparente. Pra mim essa [questão] não é conveniência, é algo visceral”, complementa. Clique aqui e leia o texto completo. [Publicado em 29.11.11 – Com informações da Abraço - RJ] No próximo dia 13 de dezembro, às 14h, o Ministério das Comunicações em parceria com a regional São Paulo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (ABRAÇO) realizará, na Câmara Municipal de Campinas, uma audiência pública para debater com as Rádios Comunitárias do estado a situação das Rádios Comunitárias no Brasil. Estarão em debate nesta audiência temas como a Plano Nacional de Outorgas 2012/2013, a nova Norma Complementar 01/2011, além das demandas apresentadas pela ABRAÇO na pauta de reivindicações apresentada ao governo após o Congresso Nacional da ABRAÇO, que aconteceu em janeiro. A ABRAÇO sugeriu para a discussão outros temas como o Marco Regulatório, fiscalizações e Decisão do MPF sobre os arquivamentos de emissoras que funcionaram sem outorga e que estão com seus processos sendo arquivados. Também entrarão em discussão as propostas de alteração de freqüências, pois há emissoras do estado operando fora do dial, bem como cursos de capacitação para rádios comunitárias e o desenvolvimento de softwares para uso exclusivo das Rádios Comunitárias. A ABRAÇO realizará antes da audiência pública, às 9 horas, uma Assembléia com as Rádios Comunitárias do estado para definir suas prioridades que serão encaminhadas aos representantes do Ministério das Comunicações. Radiografia da Comunicação Sindical [Publicado em 28.11.11 – Por Marina Schneider-NPC] O Sindicato dos Professores de São Paulo lançou, em setembro, uma edição experimental da sua primeira revista digital, a GIZ. No final deste mês, o Sinpro-SP disponibilizou o número 1 da publicação, que pretende ser um espaço de reflexão principalmente sobre educação, mas também tratar de temas como trabalho e cultura. O objetivo é contemplar o universo do professor de forma mais ampla e deixar as questões mais ligadas à vida sindical para o site da entidade. Na pauta desta edição há uma análise feita por vários professores sobre o Enem e um texto sobre Jorge Amado, que completaria 100 anos em 2012. Na seção Contracapa a revista pretende estimular a colaboração dos professores com textos literários, como crônicas e poesias. O projeto está sendo construindo aos poucos e, a cada edição, a equipe de comunicação do sindicato pretende usar com mais freqüência as ferramentas que a internet disponibiliza para tornar a publicação mais dinâmica e multimídia, com a utilização de imagens e vídeos. A revista tem uma parte fixa, chamada dossiê, com as matérias principais que serão atualizadas mensalmente. Para dar fluidez ao projeto, Priscila Gutierre, jornalista do sindicato, informa que também haverá atualizações semanalmente com temas mais factuais. “É um projeto híbrido. O número 2 deve sair no início do ano já com maior uso das ferramentas que a internet proporciona”, disse. [Publicado em 28.11.11 - Por Blog JornalismoB] Abaixo, um imaginado (ou nem tanto) manual prático da velha mídia brasileira sobre como cobrir uma greve. Baseado em fatos reais: De Olho Na Mídia O único semanário de esquerda existente no País, Brasil de Fato, em todos os seus últimos números reforça a batalha que é levada por várias associações da sociedade civil pelo resgate da verdade do período da Ditadura Militar e a punição aos seus executores. Neste último número de 23 de novembro traz uma entrevista muito esclarecedora com Marcelo Zelic, vice-presidente do Grupo Tortura Nunca Mais de São Paulo, com um título que é um programa inteiro: “A memória é um fator de decisão do presente”. A esquerda luta pela revogação da “Lei de Anistia Recíproca” e por um processo de justa condenação dos torturadores, assassinos que a serviço do Estado mataram, torturaram e desapareceram com centenas de lutadores do povo. Marcelo sempre repete os números chocantes dos condenados nos vários países que também viveram ditaduras no mesmo período do Brasil. E aqui, garças a Deus, ninguém daqueles assassinos foi julgado. Todos foram promovidos e gozaram ou gozam de uma vida tranquila, muito merecida graças aos seus serviços nas prisões, celas de torturas ou matas amazônicas. Perguntem para Marcelo quantos militares, inclusive generais presos há na Argentina. E no Chile, no Uruguai, quantos? Ele sabe e gosta de contar. Ou se não, perguntem para Joana Tavares da redação do Brasil de Fato redação...@brasildefato.com.br. Veja informações em www.armazemmemoria.com.br. [Publicado em 29.11.11 – Por Vito Giannotti (NPC)] A revista CartaCapital do dia 18 de novembro nos dá uma lição que vale um curso inteiro de jornalismo. Na pagina 22, Mino Carta, no editorial, nos mostra seis capas de revistas. Chocante. Num mundo em ebulição, com o Egito pegando fogo de novo, com a crise arrasando a Grécia e, sobretudo, a Itália, e com o perigo iminente desta explosão acabar com a União Européia e precipitar o mundo no caos, nossa três revistas não estão nem aí. Aliás, estas bobagens de política e economia mundial não existem. Nós no Brasil estamos noutro mundo. Mino escreve: “Veja, Época e IstoÉ parecem editadas, não digo em outro planeta, em outra galáxia” (...)”Veja, Época e IstoÉ prontificaram-se a participar de um capitulo especial de Jornada nas Estrelas”. A revista de O Globo vem com a manchete: “Coma pouco - Viva muito”, a da Abril, “Pereirão esse mulherão” e a Istoé “Eternamente jovem”. E cadê o mundo, cadê o Brasil? Só o vazio dos cérebros que foram esvaziados pelo Jornal Nacional, pelo Fantásticos , e pelos programas de auditório, império da imbecilização coletiva perpetrada pela mídia hegemônica que batalha para manter o Brasil do jeito que está. Divino, maravilhoso para os descendentes da Casa Grande. Só para ter uma ideia, até revistas conservadoras clássicas, defensoras do capitalismo liberal e neoliberal em suas capa dão notícia do incêndio do mundo que pode virar uma enorme fogueira. A inglesa The Economist e a americana Time colocam Berlusconi, o perigoso incendiário italiano, nas suas capas. Felizmente, aqui temos CartaCapital que é uma revista com cérebro. Mas é pouco. Faltam mais revistas semanais nossas para se contrapor ao processo de lobotomia que as “três irmãs” fazem no cérebro de dezenas de milhões.
Leia aqui o texto de Mino Carta. NPC Informa
O documentário O Que Você Tem Na Cabeça?, dirigido por Carlos Maia, foi exibido na sexta-feira, dia 2 de dezembro, na mostra Olhos Negros III, no Microcine Cinema Brasil de Bonsucesso. A obra aborda o modo como nos relacionamos com nossos cabelos e reflete sobre o modo como queremos ser vistos enquanto indivíduos e como povo. O filme tem duração de 20 minutos e conta com a participação de Zezé Motta. Após a exibição houve um debate com o diretor. De Olho Na Vida
Foto: Damarci Olivi Publicado em 29.11.11 – Com informações da Direção Nacional do MST [Por Sérgio Domingues] Dos torcedores mais convictos costuma-se dizer que são “doentes”. Corintiano doente, por exemplo. Algumas torcidas fazem questão de reivindicar a condição de sofredoras. Talvez, a do Corinthians seja a que tenha mais direito a esse estranho orgulho. De 1954 a 1977, o time amargou um penoso jejum absoluto de títulos. Depois, com a chegada do “doutor”, começou a fartar-se com banquete de títulos e conquistas. Entre estas, a inesquecível e valiosa “democracia corintiana”. Em pleno declínio da ditadura militar, o médico recém formado liderava seus companheiros na luta por liberdade dentro e fora do esporte. Sócrates era doutor, mas parecia esquecer-se dessa condição tão valorizada numa sociedade elitista e conservadora. Médico, preferia misturar-se à maioria formada por doentes e sofredores. Um povo magro como ele, dado hábitos pouco saudáveis e, principalmente, cagando para uma carreira de sucesso. [Publicado em 10.11.11 – Com informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República] O tratamento antirretroviral pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é oferecido a 97% dos brasileiros diagnosticados com Aids. O dado integra o último relatório do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids), divulgado em 21 de novembro. Neste documento, os investimentos e as práticas do governo brasileiro no tratamento da Aids são destacados. A Unaids aponta o modelo do Brasil de prevenção do HIV e assistência como um dos melhores do mundo, especialmente em relação a populações mais vulneráveis. Para o diretor do Unaids no Brasil, Pedro Chequer, o resultado se deve às ações relacionadas à Aids serem políticas de Estado. O SUS tem investido na prevenção e ampliação da testagem, do acesso ao tratamento antirretroviral, além de capacitar profissionais de saúde, o que mantém sob controle a epidemia de aids no Brasil. De Olho No Mundo [Publicado em 29.11.11 - Por Sérgio Domingues] Um leilão de títulos de dívida da Alemanha na semana passada teve o pior resultado desde a introdução do euro. Trata-se de dos papéis mais confiáveis do mundo. Mesmo assim, quase 35% deles não conseguiram ser vendidos. Os especialistas dizem que está acontecendo o seguinte: a maior parte da Europa está falida. Se a zona européia continuar, a Alemanha é que vai ter que pagar a conta. E seus papéis vão se tornar investimento arriscado. Se a Alemanha largar o euro, seus papéis também já não vão valer grande coisa. A Comunicação que queremos [Publicado em 29.11.11 – Por Vito Giannotti -NPC] É comum no nosso meio de esquerda criticar, condenar, xingar e amaldiçoar a comunicação, a hoje chamada mídia do capital. A mídia deles, mídia empresarial-comercial-patronal-burguesa, enfim, conservadora de direita. OK. Está certo. A mídia deles é tudo o que a gente fala e muito mais. Mas isso não resolve nada. É a tal historinha da caravana que passa e... nós, xingamos, esbravejamos, babamos. E nada muda. Neste ano de 2011, em vários encontros, seminários e congressos sobre comunicação, muitos dos nossos companheiros e companheiras saíram com o firme propósito de nós, da esquerda, também criarmos um jornal nosso. Para disputar com a mídia impressa deles, assim como timidamente disputamos via Facebook, Twitter, blogs e outros instrumento mais. Cito, por exemplo, o caso de um belo seminário realizado em maio em Santa Catarina. O desejo foi unânime. O de sempre: vamos criar nosso jornal unificado. Mas dos planos à sua realização há um oceano no meio. E ainda não se viu nenhum barquinho começando a navegar aquele grande mar. Dificuldades, problemas e enroscos há trocentos mil. Sabemos. Mas o sonho deve continuar. Um dia ainda vamos chegar lá. [Publicado em 29.11.11 – Com informações de Natasha Pitts, da Adital] A Coordenadoria Latino-Americana de Organizações do Campo – Via Campesina (Cloc-VC) realizou, de 24 a 30 de novembro, na Nicarágua, a I Escola Latino-Americana de Comunicação. A ideia partiu do princípio de que a comunicação é uma ferramenta fundamental para articular as lutas e desenvolver as organizações. De acordo com Viviana Flores, da Comunicação da Cloc-Via Campesina, a intenção é consolidar uma “comunicação diferente que faça frente à ditadura midiática das classes dominantes e rompa com a lógica comunicacional de emissor-receptor”. O tema do encontro foi Comunicamos para dialogar, mobilizar e transformar. Pela terra e soberania de nossos povos. A ideia é que nas próximas edições se abra espaço para integrantes de meios de comunicação alternativos que oferecem uma contribuição singular à comunicação noticiando o que é de interesse do povo e não das grandes oligarquias. Desde o V Congresso Continental da Cloc - VC, realizado em outubro de 2010 no Equador, o movimento campesino já vinha pensando em um modo de utilizar a comunicação como forma de combater a dominação dos interesses financeiros e o avanço do capital e do império. A partir daí surgiu a ideia de convocar uma escola de comunicação popular que pudesse capacitar comunicadores para divulgar as conquistas populares, os governos apoiadores das causas sociais e fazer uma cobertura midiática de temas relacionados aos interesses populares. Mais informações em: http://www.cloc-viacampesina.net/ [Publicado em 29.11.11 - Por Sulamita Esteliam, em seu blog] Olha só, que sensacional, o vídeo (clique aqui para assistir http://vimeo.com/30231020) que encontrei no sítio da Universidade Livre Feminista, acoplado ao CFêmea, ONG de estudos e defesa dos direitos das mulheres e pela igualdade racial. Homenageia os 30 anos do Viva Maria, programa da Rádio Nacional ancorado pela jornalista, queridíssima, Mara Régia. Completados, aliás, em 5 de agosto, exatamente quando a Lei Maria da Penha, sobre violência sexista – um dos cavalos de batalha de toda feminista, que se preza – completou cinco anos. Trata-se de reportagem que do Caminhos da Reportagem, programa da TV Brasil, da EBC – Empresa Brasileira de Comunicação, no exercício do seu papel de televisão pública. Leva “a voz de rosto desconhecido” ao encontro de suas ouvintes, em Xinguara, no Sul do Pará. Porque Viva Maria sempre falou, diretamente, com as mulheres da Amazônia, com as “Marias-quarquer” dos rincões desse nosso Brasil. (...) Tenho o privilégio de conhecer Mara Régia, que reencontrei, há um ano, no Seminário Mulher e Mídia 7, no Rio de Janeiro. Nos conhecemos num dos cursos de Comunicação Popular e Sindical, promovidos anualmente pelo NPC – Núcleo Piratininga de Comunicação, pilotado pelos amigos Vito Giannotti e Cláudia Santiago, também no Rio. Há coisa de 12 anos, creio. Seu entusiasmo e despojamento são contagiantes. Clique aqui para ler o texto completo. Imagens da Vida
Foto: Douglas Mansur “Apenas 6 mil famílias foram assentadas este ano no país, enquanto a concentração de terra aumenta e os latifúndios improdutivos somam mais de 130 milhões de hectares.” [Caros Amigos, novembro de 2011] Pérolas “Se os jornais criticam a política externa é porque é progressista” Samuel Pinheiro Guimarães, em entrevista à edição de novembro de 2011 da Caros Amigos “A vida é um sopro e o importante não é a arquitetura, mas os amigos neste mundo injusto que devemos modificar” Oscar Niemeyer “A celebração de um megaevento desportivo como este autoriza também a megaviolação de direitos, o megaendividamento público e as megairregularidades” Por Frei Beto, no Le Monde Diplomatique francês Dicas [Publicado em 29.11.11] A Companhia Ensaio Aberto apresenta, em dezembro, no Rio de Janeiro, o espetáculo Missa dos Quilombos, com músicas de Milton Nascimento e texto de Pedro Tierra e Dom Pedro Casaldáliga. O espetáculo traz a história dos negros no Brasil misturando o rito católico com as expressões da cultura afro-brasileira.
Memória [Publicado em 29.11.11 – Por Claudia Santiago-NPC ] Poucos sabem disso, mas o Brasil teve uma imprensa negra forte e atuante no início do século passado. Uma imprensa que funcionou como instrumento de reivindicação de direitos e de combate à exclusão sociopolítico- econômica do negro, principalmente no Estado de São Paulo. Os jornais estão entre os primeiros focos resistência à desigualdade reinante. De acordo com alguns estudiosos do tema, a predisposição para o associativismo entre os negros foi um componente desta imprensa. Para estes, o associativismo foi um traço identitário das populações negras no novo mundo, desde os primórdios da escravidão. O período em que essa imprensa se desenvolveu abrangeu de 1889 a 1932. Cerca de 20 jornais circularam na cidade de S. Paulo e mais de 30 em todo o estado. De acordo com José Correa Leite, ela era feita pelos negros e para os negros. Clique aqui e leia o artigo completo, que é um dos textos do livro/agenda 2012 do NPC. Entrevistas
Foto: George Maragaia
[Publicado em 29.11.11 - Por George Magaraia, do iG] Em entrevista ao jornalista Valmir Moratelli, do iG por ocasião do lançamento do CD de músicas inéditas “Nosso samba tá na rua” - dedicado a dona Ivone Lara, com canções sobre a negritude, o amor e o feminismo - a cantora Beth Carvalho é mordaz : “a CIA quer acabar com o samba. É uma luta contra a cultura brasileira. Os Estados Unidos querem dominar o mundo através da cultura”, diz a cantora, presidente de honra do PDT. Artigos [Por Venício Lima - 22/11/2011] Diante da feroz reação da grande mídia às propostas apresentadas (e àquelas que sequer foram apresentadas) no IV Congresso Extraordinário do Partido dos Trabalhadores, relativas a um Marco Regulatório para as Comunicações, escrevi no Observatório da Imprensa nº 658: A saída parece ser colocar imediatamente para o debate público um projeto de marco regulatório. (…) Diante de uma proposta concreta de regulação democrática – a exemplo do que acontece nos países civilizados – seus eternos opositores terão que mostrar objetivamente onde de fato está a defesa da censura e onde se postula o controle autoritário da mídia. Não há alternativa. Menos de três meses depois, o fato de o Governo Dilma não haver ainda apresentado um projeto de Marco Regulatório, aliado à incapacidade dos “não-atores” [organizações da sociedade civil; entidades representativas da mídia pública (comunitária) e o próprio Ministério Público] de interferir efetivamente na definição da agenda pública e, mais do que isso, no enquadramento dos temas dessa agenda, vai aos poucos consolidando um falso cenário (“communication environment”) em relação ao que de fato está em jogo. A grande mídia está vencendo a “batalha das idéias” e tem conseguido construir como significação dominante no espaço público que a sociedade brasileira estaria diante de uma disputa entre liberdade (liberdade de expressão) e censura do estado (regulação, autoritarismo). Clique aqui para ler o artigo completo.
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