DESAPARECIMENTO DA SULAMITA - Informações delicadas e renovação do pedido de ajuda

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Rosa Scaquetti

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Dec 9, 2011, 9:39:45 PM12/9/11
to Rosa, Moacyr Pinto
Querido amigos e colegas de caminhada,

minha irma Sulamita Scaquetti desapareceu em 16/9/2010. De lá para cá muita coisa foi feita para encontrá-la. Por vários motivos não atualizei as notícias sobre a busca.  Leiam o email abaixo escrito por Moacyr, meu pai, com as informações dos últimos meses relativas ao desaparecimento. Pedimos novamente a ajuda de todos para fecharmos essa ferida doída!

Um grande abraço.

Rosa.

----- Mensagem encaminhada -----
De: MOACYR PINTO DA SILVA <moacyr...@ig.com.br>
Para: MOACYR PINTO DA SILVA <moacyr...@ig.com.br>
Enviadas: Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011 0:33
Assunto: DESAPARECIMENTO DA SULAMITA - Informações delicadas e renovação do pedido de ajuda

Desaparecimento da Sulamita: informações delicadas e renovação do
pedido de ajuda
Prezados(as) amigos(as), companheiros(as) e profissionais da imprensa
que vêm acompanhando o caso do desaparecimento da Sulamita,

No próximo dia 16 estará completando 15 meses que a minha filha
Sulamita, que fará 34 anos em fevereiro, foi vista entrando sozinha
num morro considerado místico, na região do Montanhão, próximo à Via
Anchieta, em São Bernardo do Campo-SP. Ela estava em “surto”
emocional; foi procurada na mata durante uma semana e a sua roupa,
encontrada pela família, não apresentou, segundo o laudo pericial,
nenhum sinal de violência.
Agora, uma informação que ainda não havíamos tornado pública, para não
disseminar a idéia/presunção de que ela poderia estar morta - hipótese
que somente iremos aceitar quando ficar definitivamente comprovado -,
fato que poderia provocar desânimo e até o abandono da busca que vem
sendo empreendida, tanto da parte daquelas pessoas e instituições que
continuam de diversas maneiras nos ajudando, caso da imprensa, quando
noticia diretamente o caso ou trata do problema (desaparecidos no
Brasil) de maneira mais ampla; e das muitas pessoas e instituições -
grande parte nossas desconhecidas - que têm nos ajudado de diversas
maneiras pelo Brasil afora:
- No último dia 7, fez 5 meses que o Setor de Antropologia do IML
Central de São Paulo coletou sangue meu e da Elvira, mãe da Sulamita,
e enviou para o Instituto de Criminalística do Estado; para que fosse
realizado o exame de DNA, comparando os sangues colhidos com o de um
cadáver de mulher que foi encontrado por um lavrador no município de
Guararema-SP, no início do mês de outubro de 2010; menos de 15 dias
depois do desaparecimento da Sulamita em S. Bernardo, portanto a
aproximadamente 60 quilômetros dali.
Entregue à polícia, o cadáver foi enterrado como indigente e nós,
família da Sulamita, fomos procurados pela mesma, 4 meses depois, já
no mês de fevereiro, para avaliarmos umas fotos que haviam sido feitas
antes do enterro; a Polícia Civil de Guararema chegou à conclusão que
o cadáver poderia ser da Sulamita. Esse fato que nos levou, primeiro,
a pedir que fosse feito um exame de DNA comparando o sangue da mãe com
o material que tinha sido colhido e guardado pelo IML de Mogi das
Cruzes; como o resultado advindo desse trabalho ficou inconcluso,
suscitando muitas dúvidas; procuramos a Promotoria Pública de
Guararema, que nos atendeu, solicitando a exumação do referido
cadáver, fato que nos permitiu, além da coleta de sangue, desta vez
também do pai, para comparação com o material disponibilizado pela
exumação, fornecer farto material radiográfico, além de um molde
antigo da arcada dentária da Sulamita, para ser comparado com a do
defunto exumado.
O fato animador de todo esse doloroso e demorado processo é que, ainda
que oficiosamente, temos a informação, graças à análise
antropométrica, já concluída, que o cadáver enterrado em Guararema não
é da Sulamita; certeza absoluta somente haverá quando sair o resultado
do DNA. Como isso está demorando demais para acontecer e o final do
ano está se aproximando – quando muita gente sai de férias e viaja
para muitas regiões do país, e até de outros continentes, portanto,
uma boa ocasião para disseminar a procura – apelo, em meu nome e da
família da Sulamita:
- TODOS QUE PUDEREM REPRODUZIR O CARTAZ QUE ESTAMOS ENVIANDO ATRAVÉS
DO ANEXO, TANTO PARA FIXAR EM SEUS CARROS, ESTAÇÕES RODOVIÁRIAS,
IGREJAS, ETC., COMO PARA PODEREM LEVAR PARA ONDE DER, ALÉM DE OBSERVAR
MELHOR, ONDE ESTIVER – PRAIAS, CIDADES DO INTERIOR DO BRASIL,
EVENTUAIS INSTITUIÇÕES PSIQUIÁTRICAS E/OU “COMUNIDADES RELIGIOSAS” QUE
OPERAM EM REGIME DE INTERNATO, PELO PAÍS AFORA – COM O OBJETIVO DE NOS
AJUDAR A LOCALIZAR A NOSSA FILHA;
- QUEM PUDER, ESPECIALMENTE A IMPRENSA E AUTORIDADES PÚBLICAS, QUE
PROCUREM AS AUTORIDADES POLICIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO, TANTO PARA
SABER O QUE ESTÁ SENDO FEITO, INCLUSIVE O INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA,
PARA SABER O PORQUÊ DA DEMORA EM RELAÇÃO AO RESULTADO DO DNA;
- REPASSAR ESSAS INFORMAÇÕES, PELA INTERNET E OUTROS MEIOS, PARA QUE
MAIS GENTE POSSA AJUDAR NA BUSCA.
Já há mais de um mês, contando com o resultado conclusivo do DNA, que,
pelo prazo previamente indicado, estaria para sair, com o apoio do
deputado estadual Hamilton Pereira (o mesmo que apresentou, aceitando
nossa sugestão, um Projeto de Lei na Assembléia Legislativa paulista,
com o objetivo de criar um serviço melhor estruturado de busca às
pessoas desaparecidas no estado), mantivemos uma conversa com o Dr.
Arlindo Negrão, do DHPP, que é o Delegado Titular da Delegacia das
Pessoas Desaparecidas em SP, tanto com o objetivo de alertá-lo para a
necessidade haver um esforço no sentido de localizar a família do
cadáver exumado em Guararema, antes do mesmo ser novamente enterrado,
caso venha a se confirmar que não é o corpo da Sulamita, como para
discutir caminhos no sentido de continuar a busca pela nossa filha.
Como resultado da conversa acima, a família decidiu pedir à Promotoria
competente, no caso do Fórum de São Bernardo do Campo, a reabertura do
inquérito, para que a Polícia Civil aprofunde as investigações
relativas ao desaparecimento. Nosso pedido foi aceito pela Promotoria,
mas o processo ainda não voltou para o Sexto DP daquela cidade, que é
o responsável pelo caso. Até agora, nós, família da Sulamita,
procuramos nos empenhar no sentido de tentar localizá-la, ainda que
seja morta, como chegamos a pensar, quando vimos as fotos de
Guararema; já pedimos apoio inclusive da Cruz Vermelha Internacional,
através do seu representante que trabalha na localização de pessoas
desaparecidas, no Rio de Janeiro. Entendemos que chegou a hora de
haver um esforço, maior e mais qualificado, aí dependemos das
autoridades públicas, para tentar descobrir canais que nos levem a
eventuais pessoas e/ou instituições envolvidas com o seu
desaparecimento; caso elas existam.
Com a esperança de sempre, em relação ao nosso reencontro – pai, mãe,
irmã e filho, além dos familiares e amigos – agradeço em meu nome, da
Elvira e da Rosinha, irmã de Sulamita, a todos(as), pelo que já
fizeram por nós e, temos certeza, ainda irão fazer!
Um fraternal abraço,

Moacyr pinto


sulamita primeira foto da procura.docx
DESAPARECIDA 2.doc
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