Oi Lucas,
Não vou entrar no mérito da sua pergunta (soluções para gerenciamento) pois disso não entendo nada haha Mas quero aprender melhor pois por ora tenho "ordenhado" os clusters, meio que manualmente.
Mas uma coisa que vale mencionar é a possibilidade de se usar "supercluster" com o Blender.
Resumindo sem entrar em detalhes, universidades costumam ter acesso a essas máquinas e elas permitem processos rodarem com vários cores. Porém o Blender não é totalmente adaptado para fazer uso desses cores de uma vez só.
A solução comum é rodar vários processos de blender ao mesmo no cluster. Cada "job" renderiza uma sequência de quadros. Funciona super bem. Se quiser um exemplo dê uma olhada nesse relatório que fiz sobre o cluster da UBC -
http://goo.gl/DFy98
No caso paralell e orcinus são máquinas diferentes (parallel suporta CPU e GPU e orcinus é só CPU). O resto está explicado lá.
Eu fiquei chocado com a diferença
E para quem tiver curiosidade isso eu explico (pra quem já entende do assunto, então não é bem didático) um dos percalços de usar a GPU na renderfarm aqui:
http://www.dalaifelinto.com/?p=746
Outra curiosidade, das três supercluster farms que já usei duas usavam CentOS. CentOS é também o linux de escolha da ILM e outros importantes estúdios. O legal é que apesar de o Blender não rodar direto nelas (por causa de uma dependência estúpida da biblioteca de som) dá para compilar e funciona que é uma beleza.
Ou seja, é um recurso que muitas vezes um centro de pesquisa tem e nem sabe. (e é um ponto que conta em favor pro Blender, já que o Maya deve ter uns custos extra se tiver que rodar em diferentes nós/blades do cluster). E a outra coisa é que por mais que um cluster raramente seja ocioso, não duvido nada que tenham vários clusters no Brasil sub-utilizados.
Por fim, apesar dos resultados animais do cluster da WestGrid (documento acima), o outro cluster que uso (iVec) só me permite rodar 4 processos de uma vez, então é meio que um parto, mas melhor que nada. E com certeza teria mais recursos se minha conta fosse dada uma prioridade maior.
E desculpa se me empolguei demais. Mas tenho explorado clusters e me sinto que nem pinto no lixo quando faço o ssh (acesso remoto) na máquina e queria compartilhar o entusiasmo ;)
Abração,
Dalai