Nós professores na condição de educadores decidimos compartilhar nossas reflexões com vocês sobre este momento de luta, no qual estamos vivendo.
Se a função de um educador é contribuir para a formação do cidadão, ele precisa, para isso, exercer a sua cidadania. Acreditamos que ser um cidadão engloba não só participar formalmente de eleições, mas também se posicionar e lutar pelo que acredita serem os seus direitos.
A conquista e a preservação dos direitos de vários grupos sociais, categorias profissionais etc, podem ocorrer de diferentes formas e se utilizando de distintas estratégias de luta, entre elas há a greve, que se consolidou, historicamente, como meio legítimo de conquista de direitos. Após várias tentativas de diálogo, de promessas não cumpridas pelo governo e de recorrente desvalorização do nosso trabalho docente analisamos, a partir da decisão coletiva da categoria (docentes e funcionários), por meio de assembleias, que só nos restava essa estratégia de luta.
A valorização do educador possibilitará a melhoria da educação e isso contribuirá para a criação de uma sociedade mais justa, igualitária, fraterna.
Independente de termos as nossas reivindicações atendidas, já que envolve um governo intransigente, temos consciência de que lutar é uma vitória, uma vez que vence o comodismo, o conformismo, a passividade.
Posto isso, informamos que amanhã, 25/02, às 14 h, haverá um ato/ Assembleia em São Paulo (vão do MASP), no qual estão todos convidados a participar, em que será discutido o prosseguimento ou não da greve.
Professores: Carol, Cris, Emilene, Flávio, Gisele, Orestes, Regina e Zeca.