Como
é o trabalho?
Em
grupo: de maneira silenciosa e respeitosa os participantes
sentem a alma do sistema familiar do constelando e se
movimentam em ressonância com esta fonte revelando os entraves
e soluções para uma problemática que se deseja constelar. Não
é preciso ter nenhum conhecimento prévio da técnica para
sentir a alma da família e o movimento de amor da Grande Alma.
As dinâmicas seguem, assim, o movimento da Alma até que se
revele uma solução.
O
Que é Constelação Familiar?
"A
Constelação Familiar, criada pelo alemão Bert Hellinger,
fundamenta-se na atitude fenomenológica. Com esta postura, que
exige o desapego de intenções, dos medos e de teorias, nos
colocamos diante de uma questão pessoal a ser tratada e, ao
nos deixar afetar pela realidade do dinamismo familiar da
pessoa e o contexto mais amplo da Grande Alma, a solução pode
se apresentar.
É
um trabalho feito com a participação do grupo, sem a
necessidade da presença da família do constelando ou de
qualquer conhecimento prévio desta técnica, que normalmente é
esclarecida no dia do encontro.
Resumidamente,
o dinamismo fenomenológico da Constelação Familiar revelou que
não somos uma alma separada da família e dos ancestrais, mas
pertencemos a uma alma familiar, onde todos têm o direito a
este pertencimento, além de pertencemos à Grande Alma que
inclui a todos. Quando uma pessoa é excluída do sistema
familiar, como por exemplo, por morte prematura, abandono,
preconceito, desconhecimento da existência, assassinato,
guerras, adoção, acidentes fatais, abortos, negação etc, gera
uma compensação nas futuras gerações criando um "buraco" na
rede desta alma de grupo. Assim, um problema pessoal, seja ele
de saúde, nos relacionamentos ou no curso da nossa vocação e
trabalho, pode estar relacionado com um ferimento na teia do
sistema, por onde o amor flui.
O
corpo, como uma das dimensões mantidas pela função unificadora
da alma familiar, também é afetado por estas dinâmicas.
Como
o movimento de amor da Grande Alma não quer parar, mas se
depara com a negação do pertencimento de uma ou várias
pessoas, produz-se uma compensação "doentia" orientada pelo
amor cego que quer restituir o direito ao pertencimento. Isto
leva um descendente a assumir inconscientemente o mesmo
destino do excluído, sofrendo sintomas físicos e/ou psíquicos
recorrentes, fracassos repetidos e outros desequilíbrios em
várias esferas da vida.
Com
a postura fenomenológica das Constelações, de não interferir,
mas se deixar afetar pelo movimento de amor do sistema (não
pelo amor cego, mas pelo amor que vê e reconhece aquele/a que
foi banido), pode-se começar um processo profundo de cura.
Quando
se vivencia a possibilidade de o próprio sistema familiar
manifestar o caminho para que o amor volte a fluir sem fazer
compensações, temos a chance de incluir aqueles que nos dão
força. Portanto, todos que participam de uma dinâmica da
Constelação Familiar, como o constelado, o constelador, os
participantes e os que observam têm a chance de vivenciar esta
fonte de amor que não precisa perguntar pelo caminho" (Mônica
Clemente).