Publicações gratuitas da Marinha do Brasil sobre Navegação

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Mateus Silveira Flores

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Jun 9, 2007, 11:10:05 AM6/9/07
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Saudações Pessoal!

Seguem links com três publicações da Marinha do Brasil sobre Navegação.

Navegação: A Ciência e a Arte - Volume I -
NAVEGAÇÃO ESTIMADA, COSTEIRA E EM ÁGUAS RESTRITAS
https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/publica_manualnav1.html

Navegação: A Ciência e a Arte - Volume II -
NAVEGAÇÃO ASTRONÔMICA E DERROTAS
https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/publica_manualnav2.html

Navegação: A Ciência e a Arte- Volume III -
NAVEGAÇÃO ELETRÔNICA E EM CONDIÇÕES ESPECIAIS
https://www.mar.mil.br/dhn/bhmn/publica_manualnav3.html

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Texto da Marinha do Brasil sobre as obras:

"APRESENTAÇÃO

Há muito que a nossa Marinha ressente-se da falta de um Manual de
Navegação, para uso a bordo dos nossos navios, nos órgãos de ensino e
adestramento e, também, para atender ao público externo, isto é, aos
navegantes da nossa Marinha Mercante, de Longo Curso, Cabotagem e de
Apoio Marítimo, e aos navegantes de pesca, esporte e recreio, que,
cada vez mais, buscam na MB fontes de consulta sobre navegação.

Depois do livro do Comandante Evandro Santos, "Navegação Estimada"
(1924) e dos trabalhos posteriores do Almirante Guilhobel (1930) e do
Comandante Newton Tornaghi (1945). Pouco se editou sobre navegação em
nossa Marinha.

Na Escola Naval, os instrutores que se sucederam prepararam várias
apostilas, quase sempre de conteúdo muito bom, porém com uma notória
deficiência de forma, de apresentação gráfica e com todos os
inconvenientes que apresentam as publicações avulsas.

No final da década de 60 e início da década de 70, as folhas de
informações sobre navegação astronômica foram consolidadas no livro
"Navegação Astronômica", editado conjuntamente pela Escola Naval e
DPC. Posteriormente, a própria EN publicou, em edições provisórias, os
trabalhos NAV-1 e NAV-2, de autoria do CMG(RRm) Renato Tarquínio
Bittencourt abrangendo, respectivamente, os conceitos básicos de
navegação e navegação costeira, estimada e em águas restritas. Para
navegação eletrônica (NAV-3), em 1983 foi obtida autorização para
reproduzir um trecho do livro "A Prática da Navegação", do CLC Carlos
R. Caminha Gomes, publicado pelo Sindicato de Oficiais de Náutica da
Marinha Mercante. Entretanto, permaneceram as deficiências de
impressão, de falta de unidade, de padronização e de coordenação entre
os trabalhos supracitados. Além disso, tais trabalhos dificilmente são
acessíveis ao público externo.

Todos estes fatores levaram ao consenso de que se fazia necessário
para a Marinha dispor de um "Manual de Navegação", a exemplo do que
fizeram outras nações, de igual ou menor porte que a nossa.

A Organização Hidrográfica Internacional (OHI) recomenda que os
Serviços Hidrográficos dos Estados-membros publiquem Manuais Nacionais
de Navegação, como mais uma medida para aumento da segurança da
navegação. Ademais, o Regulamento da Diretoria de Hidrografia e
Navegação prevê que cabem à DHN as tarefas de estabelecer normas e
procedimentos para a navegação e produzir informações de interesse
para a segurança da navegação. Assim sendo, não restam dúvidas de que
a responsabilidade pela publicação do Manual de Navegação, no âmbito
da MB, é da Diretoria de Hidrografia e Navegação

Desta forma, submeti ao Diretor de Hidrografia e Navegação, em junho
de 1993, a idéia de a DHN publicar um Manual de Navegação, que me
propus a organizar. O Manual consistiria, basicamente, na compilação
dos trabalhos anteriormente mencionados, atualizados e enriquecidos
com elementos obtidos das últimas edições das melhores obras
disponíveis, como o AMERICAN PRACTICAL NAVIGATOR (BOWDITCH), o
DUTTON'S NAVIGATION AND PILOTING, o ADMIRALTY MANUAL OF NAVIGATION, o
MANUAL DE NAVEGAÇÃO DO INSTITUTO HIDROGRÁFICO DE PORTUGAL, o COURS
D'ASTRONOMIE-NAVIGATION DE L'ÉCOLE NAVALE e o MANUAL DE NAVEGACIÓN DEL
INSTITUTO HIDROGRÁFICO DE LA ARMADA DE CHILE, além de outros
compêndios e publicações, alguns já editados pela própria DHN.

A forma proposta para o livro foi a de um Manual, isto é, uma obra
contendo apenas as noções essenciais acerca dos assuntos, sem
profundas considerações teóricas. Ademais, pretende-se que o Manual
seja, tal como o BOWDITCH, um "epítome da navegação", ou seja, um
resumo da doutrina e do saber acumulado de navegação na nossa Marinha.

A estrutura proposta para o Manual de Navegação divide-o em dois
volumes, publicados sob o título de NAVEGAÇÃO: A CIÊNCIA E A ARTE,
sendo:

VOL. I : NAVEGAÇÃO COSTEIRA, ESTIMADA E EM ÁGUAS RESTRITAS;

VOL. II: NAVEGAÇÃO ASTRONÔMICA, ELETRÔNICA E EM CONDIÇÕES ESPECIAIS
(NAVEGAÇÃO FLUVIAL, NAVEGAÇÃO EM ÁREAS POLARES, NAVEGAÇÃO COM MAU
TEMPO E NAVEGAÇÃO EM BALSAS SALVA-VIDAS), DERROTAS, NOÇÕES DE
METEOROLOGIA E OCEANOGRAFIA PARA NAVEGANTES.

Espero que o 1º volume do Manual, ora editado, cobrindo as áreas de
navegação costeira, estimada e em águas restritas, já possa ajudar os
nossos navegantes, civis e militares, a condizerem com segurança seus
navios e embarcações, desde o ponto de partida até o destino. O 2º
volume, a ser em breve publicado, completará a estrutura deste que
pretende ser, tal como os nossos faróis, cartas e publicações
náuticas, um auxílio à navegação preciso e confiável. Agradeço a todos
que contribuíram para tornar esta obra uma realidade.

Altineu Pires Miguens"

Abraços a todos
--
Mateus Silveira Flores
Porto Alegre, RS/Brasil
"Velejar é preciso, viver não é preciso."

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