Informação e Inutilidade
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- Updated: Sun, Nov 18 2007 7:09 PM
Com certeza as pessoas mais conectadas recebem semanalmente convites para novas redes sociais. Depois do estrondoso
sucesso do Orkut no Brasil
e da
compra do MySpace nos Estados Unidos as redes socais despertam a curiosidade e o interesse de agências e investidores.
No Brasil por exemplo temos a
Via6, focada em organização de conteúdo visando contatos profissionais, ocupando o
terceiro lugar, que recebeu
aporte de capital de risco
no começo do ano. Recentemente conheci o
Ikwa, voltado para pessoas em busca da realização profissional, que
recebeu o primeiro aporte em novembro de 2006. Outro exemplo nacional é o
descolando!,
voltado para alunos universitários que querem descobrir como é cada
professor, o que ajuda muito ao montar a grade de horários do semestre.
Há espaço para diversas redes? Sim, desde que essa rede deixe claro
qual o ganho do usuário, pois ele investirá seu tempo na confecção de
um perfil, procurando pessoas e convidando amigos, mas somente se
perceber que receberá algo em troca, algo maior que o tempo investido.
Por exemplo, essas 3 redes são voltadas para o desenvolvimento
profissional mas em momentos diferentes da vida do usuário, um o ajuda
a decidir a carreira a seguir (ikwa), outro ajuda-o enquanto se gradua
para essa carreira (descolando) e o terceiro a montar seu portfolio e
estabelecer um networking (via6). Para quem precisa se relacionar com
contatos internacionais recomendo também o
linkedin.
Existem também redes muito interessantes voltadas para o entretenimento, como o
last.fm
para música por exemplo: você pode ver o que seus amigos estão ouvindo
e descobrir que artistas são ouvidos por pessoas que ouvem um
determinado músico. Seguindo essa lógica, redes para filmes, livros e
outros produtos culturais tem um potencial grande para o sucesso, o
problema é que diferente da música onde o
last.fm intercepta
diretamente no seu micro o que você ouviu, redes baseadas em outros
itens dependeriam exclusivamente da entrada de dados dos participantes,
o que reduz significativamente o apelo de adesão de uma rede dessas.
Mas se você tem uma idéia mirabolante para criar uma nova rede social
não precisa investir milhões em desenvolvimento, basta você criar sua
própria rede social na plataforma
Ning, lá por exemplo foi criada a rede para o
StartupCampBrazil,
onde os participantes se inscreveram para conhecer melhor uns aos
outros antes do encontro físico, e os organizadores puderam acompanhar
o interesse dos usuários antes, durante e depois do evento.
Outra forma é se aproveitar de uma rede já existente criando uma aplicação no
Facebook
,
quando o usuário instala a aplicação ela acessa os seus dados e a sua
lista de amigos. Aplicações para comparar gostos cinematográficos e
literários estão entre as mais utilizadas, e aplicações onde existe uma
disputa entre exércitos de ninjas, piratas, vampiros e zumbis seguem
arrebanhando seguidores e colecionando dados que provavalmente vão
servir de base para muitas campanhas publicitárias em breve. Mas nem
tudo é marketing terrorista no Facebook, colocar todos os meus perfis
num único lugar é um sonho quase realizado, faltam os sites brasileiros
lançarem suas aplicações lá.
Mas antes de desenvolver uma aplicação ou uma rede social pergunte-se:
Qual a cola que irá unir esses usuários? É fácil reunir a garotada (e
alguns marmanjos) para trocar figurinhas, ou admirar as fotos dos
amigos (como ocorre no
flickr). Em breve o
Orkut possuirá aplicações também, serão milhares de
widgets disputando o usuário e só as melhores
idéias ganharão algum destaque.
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June :)
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