--- El lun, 2/5/16, adri perez villanueva <
aia...@yahoo.es> escribió:
> De: adri perez villanueva <
aia...@yahoo.es>
> Asunto: Cartaz e panfleto do crowfounding para imprimir
> Para: "Xandra Branco" <
branco...@gmail.com>, "Ara F. C." <
arat...@gmail.com>, "Jesús Rivera Armán" <
jesus.ri...@gmail.com>, "Eduardo Edu" <
comoch...@gmail.com>, "Natalia Veiga Galindo" <
nataliav...@gmail.com>, "Oskar" <
rusi...@yahoo.es>
> Fecha: lunes, 2 de mayo, 2016 17:59
> Ola,
>AI VOS VAIN os cartaces e mais info do crowfandig da radio kalimera ,logo de 25 anos ,imos a por mais e millor ...difundide e colaborade ...brigado A KALIMERA. A RÁDIO LIVRE DE COMPOSTELA
ONDINHAS VENHEM E VAM!
Tsunami terra adentro
A começos dos 90 nascia em Compostela A Radio Calimero, já logo A Kalimera, que igual que o polinho negro escachava a casca na procura de justiça no feito comunicativo, democratizar a palavra, apropriar-se dela.
Muita gente desde entóm passou, transitou, ficou e mesmo recuncou na emissora livre da cidade. Ali coletivos autogeridos, associacionismo vizinhal, identidade, lutas comunitárias…; um lugar de aprendizagem desde o todas de todas, de afectos e no que dizer o
que tivesses para dizer.
Muitas foram as ruas e espaços de agitaçom polos que neste tempo devalou, sempre desde a proximidade com os lugares de morada: Vite, os barracons do Burgo, a Casa Encantada…, até chegar nos últimos anos á Gentalha do Pichel.
O nosso cu de formiga léva-nos mais umha vez a empreender travessia, e nestas novas ondas vitais surfeamos com quem vive de empréstimo. Descendemos até o CSA do Sar (a Casa do Peixe), onde livres de alugueiro andamos a construir peixeira. Perto do ceo havemos
chantar a antena para que as zonas em sombra passem á história e a 107.9 (última na banda mas a primeira nos coraçons) escutara-se em todo bairro e paróquia, a mais, chegará á fim o streaming.
Levamos canda nós os relatos, os cassetes, os cartazes, o horterismo, mesmo os móveis e os silêncios. Deixamos atrás o que já nom serve para nos armar do que cómpre, procurando sermos reativas ao tempo que criativas.
E velaqui a liberdade (o fazermos o que temos de fazer), a resituaçom. Assim, a recalada no crowdfunding e o ponhérmo-nos pedichonas: umha dívida que lhe pagar á Gentalha (generosa sempre), umha mesa de som e micros novos que mercar e algum gasto derivado da
obra que o refugalho nom pode resolver.
Mas, andamos com a energia toda de quem se fai ao mar por vez primeira e cheias de alegria a turrar para que a Kalimera flua. Sabedoras do valor do pro-comum partilhado, do construido por todas, gostariamos imenso de contar com vós, provocar experiência participativa,
convencidas que só assim se há criar acçom.
Bogar sinérgico, pois. Contágio kalimero para seguirmos a andar ao mar nas ondas radiofónicas!