Romenos vão à Lua... de balão!

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Marvin

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Nov 23, 2009, 7:53:29 PM11/23/09
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November 24, 2009 1:53 am

Romenos vão à Lua... de balão!

moon balloon

Em 1638, o bispo Francis Godwin publicou “A Man in the Moone”, onde imaginou que o herói, Domingo Gonsales, treinou pássaros que o levaram à Lua.
godwin

Já em 1835, Edgar Allan Poe publicou “The Unparalleled Adventure of One Hans Pfaall”, onde descreve o herói a viajar até à Lua de balão.

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Pedro Seixas

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Nov 24, 2009, 10:03:05 AM11/24/09
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Olá
 
Já há muito tempo que acho estúpido e dispendioso o modo como as agências espaciais põem objectos no espaço e tenho-me interessado muito pelos balões de alta altitude e de como seria possível levar objectos de peso elevado para o espaço.
 
A ideia de balão + foguete com vários estágios já me tinha ocorrido (como com certeza a muito boa gente). Confesso que nunca tinha pensado na ideia de 3 foguetes.
 
Quando se está no fundo de um Oceano, há dois modos de colocar um objecto pesado na superfície: o estúpido e o inteligente. O estúpido é amarrar uns foguetões cheio de combustível ao objecto e mandá-lo pra cima. O inteligente é amarrar um balão cheio de ar e deixar que a física faça o resto e o mande pra cima. A NASA segue o método estúpido...
 
É claro que o uso de balões também traz problemas. Mas os problemas técnicos a resolver devem ser essencialmente uma questão de tempo, dinheiro e tecnologia.
 
O resultado disto tudo é que hoje em dia são os estudantes e grupos de entusiastas que estão a conseguir levar objectos até ao limite da atmosfera e com um custo ridiculamente baixo.
 
Cumps
 
João Pedro Seixas

 

Rui C. Barbosa

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Nov 24, 2009, 10:30:46 AM11/24/09
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Como em todos os aspectos da tecnologias... começam-se por tecnologias estúpidas e vai-se avançando. A isso chama-se evolução tecnológica...
 
No entanto, todas as agências espaciais estão cheias de estúpidos... a NASA, a Roskosmos, a ESA (e por consequência a Arianespace), a JAXA, o CNES, a AEC, o INPE, a AEB, a DLR, etc...
 
...ainda bem que se safam os romenos.
 
Em relação ao sistema de lançamento apresentado é no mínimo interessante e fica muito bem na apresentação do vídeo. No entanto gostava de saber como é que aqueles cabos sobrevivem á combustão do que devem ser combustíveis sólidos e por outro lado como é que o sistema se equilibra numa estrutura assimétrica e depois faz o contrabalanço dos dois foguetões ali dependurados.
 
Mas que é engenhoso, lá isso é...
 
Um abraço!
 
 

Pedro Seixas

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Nov 24, 2009, 11:49:11 AM11/24/09
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On 11/24/09, Rui C. Barbosa <r...@netcabo.pt> wrote:
Como em todos os aspectos da tecnologias... começam-se por tecnologias estúpidas e vai-se avançando.
 
Não necessariamente. Às vezes até se começa por ideias bem inteligentes e migra-se para ideias estúpidas. A realidade é que a ideia de rockoons é já muito antiga. Segundo a wiki, pelo menos desde 1949 (http://en.wikipedia.org/wiki/Rockoon). Apenas me parece que não foi devidamente explorada. Pensou-se sempre que o que era preciso era construir foguetes cada vez maiores capazes de ir cada vez mais alto. Era essa a lógica da altura. A NASA por exemplo parece que nunca explorou muito esse conceito. Pelo que me apercebi, esta ideia não teve seguimento a partir do final dos anos 50. A seguinte página é interessante:
 
 
 
 
 
No entanto, todas as agências espaciais estão cheias de estúpidos... a NASA, a Roskosmos, a ESA (e por consequência a Arianespace), a JAXA, o CNES, a AEC, o INPE, a AEB, a DLR, etc...
 
Não confundas as coisas. Eu não disse que as agências estavam cheias de estúpidos. Eu disse que o MÉTODO era estúpido. São coisas bem diferentes. Além disso, como já expliquei acima a lógica era (e ainda é!) foguetes cada vez maiores e mais potentes. E é essa a orientação que se tem seguido sempre, e um engenheiro que chega a uma agência não vai dizer "Na, na, não vamos fazer nada um foguetão. Vamos mas é fazer uma espécie de dirigível do tamanho de um campo de futebol e mandá-lo lá pra cima. Prendemos-lhe um foguetão que vai precisar de muito menos combustível porque não só vai partir de uma altitude muito maior como também a atmosfera nessa altitude é rarefeita".
 
E de facto o método é estúpido. Aliás, não é estúpido, é MUITO estúpido mesmo! :P
E Porquê? porque se houver um foguete lançado a 50 km de altitude, poupa-se milhões e milhões e milhões.
E como é que se põe um foguete a essa altitude?
Simples!
A atmosfera acima de nós é um fluido. Um oceano de ar. O princípio é o mesmo de um objecto submerso no mar. Para quê gastar combustível quando a própria gravidade e pressão atmosférica permite elevar objectos a dezenas de Km's a custo praticamente zero!?
 
E foi isso que os Romenos tentaram fazer, e é isso que putos estudantes que não trabalham na NASA, a Roskosmos, a ESA (e por consequência a Arianespace), a JAXA, o CNES, a AEC, o INPE, a AEB, a DLR, etc... andam a tentar fazer. E sabes que mais? Alguém vai conseguir fazê-lo, talvez mesmo os Romenos que parecem ter um bom projecto, e vão consegui-lo com um custo que é uma fracção mínima do que a NASA gasta.
 
Felizmente que nem toda a gente pensa como a NASA, a Roskosmos, a ESA (e por consequência a Arianespace), a JAXA, o CNES, a AEC, o INPE, a AEB, a DLR, etc...
 
Um abraço
 
João Pedro Seixas

Pedro Seixas

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Nov 24, 2009, 11:52:08 AM11/24/09
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Já agora como curiosidade aqui fica esta página:
 
 
Cumps
 
JPS

 

Rui C. Barbosa

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Nov 24, 2009, 2:24:04 PM11/24/09
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Os foguetões maiores e mais potentes são desenvolvidos devido ao tipo de cargas a transportar. São os lançadores que vão evoluindo tendo em conta as cargas e não o contrário. Prova disso é o desenvolvimento do Ariane-5 para não referir outros. A industria de construção de satélites aposta em satélites de comunicações, por exemplo, cada maiores e com mais capacidade, logo mais pesados. Para coloca em órbita um satélite mais pesado é necessário um lançador mais potente. Como exemplo contrário dou-te o Energiya soviético que só foi utilizado duas vezes e depois nunca encontrou cargas para ser utilizado.
 
Apresentas o rockoon. É uma ideia brilhante, sim senhor. Mas se fosse assim tão prático já se teria desenvolvido e hoje estariamos a vê-lo voar e não passaria de um projecto. A NASA não explorou o projecto porque não tem qualquer utilidade para ela. Muitos foram os métodos estudados e desenvolvidos, porém ao se pesar os custos chegou-se à conclusão que não são viáveis.
 
O método não é muito estúpido, é simplesmente brilhante tão brilhante que foi desenvolvido por mentes brilhantes que certamente terão pensado em muitos outros métodos em contextos tecnológicos diferentes e muito menos avançados onde a utilização de balões pareceria certo.
 
Por outro lado, vamos tentar imaginar que tipo de balão teria de ser desenvolvido para elevar uma carga de dezenas e dezenas de toneladas a 50 km de altitude e colocá-la em órbita? Dúvido que os custos que isso envolve sejam muito inferiores aos custos dos actuais lançadores.
 
Como disse o método parece interessante, se é viável é outra coisa completamete diferente.

Pedro Seixas

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Nov 24, 2009, 3:27:34 PM11/24/09
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Rui
 
Quanto aos custos de desenvolver um projecto desses, acredito que fossem muito altos mas parece-me que inferiores ao de desenvolver um foguetão. Mas de qualquer modo há uma diferença fundamental: é que depois iriam poupar muito em cada viagem que fosse realizada.
E talvez haja outra vantagem. É que se calhar mais facilmente consegues escalar um projecto destes, e com os foguetões deves estar mais limitado no tamanho e peso. Mas claro, eu sou físico, não sou engenheiro aeroespacial, por isso isto é apenas o meu "feeling" e posso estar perfeitamente errado.
Um dos problemas do rockoon é a dificuldade em dirigir um balão que está sujeito a correntes atmosféricas. E isso com certeza também não agradou na altura à NASA. Mas isso parece-me que é um problema essencialmente técnico. Afinal de contas existem balões dirigíveis e hoje em dia existe um controle grande das condições atmosféricas antes do lançamento.
 
Provavelmente o caminho que se seguiu nos primórdios do aeroespacial era o caminho mais natural para se seguir na altura. Ou pelo menos pensou-se que era. Era lógico. Se com um foguetão atinjo 10 km, com um foguetão um pouco maior atinjo os 20 km.. e por aí fora. Isso não quer dizer que fosse o mais eficiente. 
É claro que havia cientistas brilhantes, geniais mesmo, e não estava a querer menosprezar o que fizeram. Admiro toda a conquista espacial. A mim apenas me parece que este método está muito longe de ser o mais eficiente e o facto de haver quem consiga mandar objectos para o limite atmosférico por custos mínimos (como ainda há pouco tempo fizeram 2 miúdos com umas poucas centenas de euros) mostra que este é um caminho a explorar.
 
A mim parece-me que mais tarde ou mais cedo estas ideias de usar balões ou algo aparentado vão vingar. E nessa altura as agências espaciais quando começarem a pesar os custos vão pensar duas vezes. Afinal de contas é uma ideia que faz todo o sentido! Só não está é devidamente explorada pela NASA, ESA, etc. Além disso estas grandes agências muitas vezes têm uma inércia grande à mudança, e neste caso poderiam ser mudanças profundas. Se calhar uma pequena empresa que está a explorar alternativas, mais fácilmente explora projectos e caminhos diversos.
 
Acredito sinceramente que algum grupo irá ter sucesso, e isso poderia dar um impulso muito forte à exploração espacial, uma vez que os custos seriam muito menores, e pôr também outras empresas na corrida.
 
Cumps
 
JPS
2009/11/24 Rui C. Barbosa <r...@netcabo.pt>
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