Não confundas as coisas. Eu não disse que as agências estavam cheias de estúpidos. Eu disse que o MÉTODO era estúpido. São coisas bem diferentes. Além disso, como já expliquei acima a lógica era (e ainda é!) foguetes cada vez maiores e mais potentes. E é essa a orientação que se tem seguido sempre, e um engenheiro que chega a uma agência não vai dizer "Na, na, não vamos fazer nada um foguetão. Vamos mas é fazer uma espécie de dirigível do tamanho de um campo de futebol e mandá-lo lá pra cima. Prendemos-lhe um foguetão que vai precisar de muito menos combustível porque não só vai partir de uma altitude muito maior como também a atmosfera nessa altitude é rarefeita".
E de facto o método é estúpido. Aliás, não é estúpido, é MUITO estúpido mesmo! :P
E Porquê? porque se houver um foguete lançado a 50 km de altitude, poupa-se milhões e milhões e milhões.
E como é que se põe um foguete a essa altitude?
Simples!
A atmosfera acima de nós é um fluido. Um oceano de ar. O princípio é o mesmo de um objecto submerso no mar. Para quê gastar combustível quando a própria gravidade e pressão atmosférica permite elevar objectos a dezenas de Km's a custo praticamente zero!?
E foi isso que os Romenos tentaram fazer, e é isso que putos estudantes que não trabalham na NASA, a Roskosmos, a ESA (e por consequência a Arianespace), a JAXA, o CNES, a AEC, o INPE, a AEB, a DLR, etc... andam a tentar fazer. E sabes que mais? Alguém vai conseguir fazê-lo, talvez mesmo os Romenos que parecem ter um bom projecto, e vão consegui-lo com um custo que é uma fracção mínima do que a NASA gasta.
Felizmente que nem toda a gente pensa como a NASA, a Roskosmos, a ESA (e por consequência a Arianespace), a JAXA, o CNES, a AEC, o INPE, a AEB, a DLR, etc...
Um abraço
João Pedro Seixas