ASTROVIDE 2008

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astroPT

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Jul 6, 2008, 12:43:33 PM7/6/08
to astr...@googlegroups.com

 
Decorreu, e com sucesso mais um ASTROVIDE.
Já é um encontro tradicional – vai na 7ª edição -  facto digno de registar, tanto mais que continua a contar com a aderência da comunidade astronómica e do público.
O programa foi o previamente anunciado.
Iniciou-se com uma interessante palestra do Filipe Alves relacionando a escala das coisas, desde o tamanho dos planetas do sistema solar, ao próprio sistema, a uma nebulosa planetária, a nebulosas várias, a galáxias a enxames de galáxias, ilustrando com imagens e escalas gráficas.
Seguiu-se o José Ribeiro, com o tema “Planetas extra-solares”. Explicou os métodos de detecção disponíveis e os efectivamente mais usados, sobretudo o das velocidades radiais. Explicou o método dos trânsitos, qual a massa mínima dos planetas actualmente detectáveis, a fronteira entre uma anã castanha e um planeta e, para os mais interessados, abordou mesmo a forma de determinar o período de órbita e a massa do planeta.
Seguiu-se um intervalo para observação do Sol.
Entretanto, no Centro  Cultural foi montado o Planetário Insuflável. Antes do reinício das palestras, fui assistir a uma prelecção feita pelo David Nunes. É um excelente instrumento de ensino, sobretudo para os jovens.
Seguiu-se o José Matos com o tema “Um universo feito à medida”. Abordou o facto de este universo, este sistema solar, este tipo de vida, esta Terra só poderem existir porque se reuniram todas as condições, todas as variáveis necessárias, e como a presença de uma variável diferente ou a ausência de outras impossibilitaria um universo tal como o conhecemos. Não veio defender o chamado princípio antrópico, mas não deixou de fazer notar que existimos e estamos cá porque muitas coisas aconteceram da forma exacta, “à maneira”, usando a sua expressão: - uma galáxia “à maneira”, uma localização na galáxia “à maneira”, um sol com massa “à maneira”, uma Terra à distância certa e com a massa certa, e mesmo com os impactes certos de objectos exteriores que, tendo eliminado os animais gigantes, abriram caminho à proliferação de outras espécies e ao homem.
Depois o Nuno Crato falou da matemática simples das coisas complicadas, ou da matemática complicada das coisas simples, ou simplesmente da matemática das coisas. Falou de cartografia, de como as cartas de projecção Mercator distorcem os tamanhos nas altas latitudes, da diferença de uma linha de rumos (loxodrómica) para uma linha de rumos variáveis (ortodrómica) entre dois pontos e que representa a distância mínima entre eles.
Posso referir que a ortodrómica é, numa superfície esférica, a distância mínima entre dois pontos e corresponde à secção de círculo máximo que passa pelos dois pontos considerados.
Explicou como, para definir uma posição, seja por GPS, seja pelo levantamento a faróis costeiros, seja por outros metodos, é necessário ter três medições de fontes diferentes etc.
 
Não pretendo fazer um resumo das palestras, mas unicamente referir os tópicos principais.
À noite houve o tradicional piquenique junto à barragem de Póvoa e Meadas, seguida de uma noite de observação.
No início da noite o céu encobriu, mesmo na altura em que alunos de escolas, acompanhados dos respectivos professores, se preparavam para um pequeno passeio pelo céu. Felizmente a noite não ficou estragada porque virámos as atenções para Júpiter, para o Escorpião, para o Sagitário. Por causa de Júpiter e das bandas equatoriais a conversa transferiu-se para a Terra, a inclinação da eclíptica, os regimes meteorológicos, as estações etc.
Entretanto o céu ficou limpo e foi possível fazer uma pequena navegação pelas Ursas, pela estrela polar e a forma de encontrá-la, transferindo para o mundo real o que alguns já tinham aprendido no planetário insuflável, pelo triângulo de verão etc.
Houve oportunidade de mostrar vários objectos como M51, M22, M6, M80, M15, M17, M11 e vários outros.
No fim ainda houve tempo para alguns darem uma espreitadela a Neptuno.
Depois a noite continuou para os astrónomos presentes. Não vou dar nomes nem números porque iria falhar alguns.
A noite terminou, pelo menos para mim e para a maioria, pelas 03:30.
E, para o ano, haverá mais, assim o espero.
 
Alberto

http://astropt.org/blog/2008/07/06/astrovide-2008-2/

Blog do astroPT - a desbravar caminhos celestiais
(c) 2007 http://www.astropt.org/blog/

Vera Gomes

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Jul 6, 2008, 4:50:29 PM7/6/08
to astr...@googlegroups.com
Corrijam-me se estiver errada, mas creio que este ano foi a 6ª Edição do Astrovide. A primeira edição foi em Julho 2002.

2008/7/6 astroPT <mar...@astropt.org>:

Jorge Almeida

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Jul 6, 2008, 4:58:05 PM7/6/08
to astroPT
então está certo! é 7ª edição. :)

Jorge Almeida

Jorge Almeida

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Jul 6, 2008, 4:59:20 PM7/6/08
to astroPT
gostaria de ouvir mais relatos sobre o astrovide. :)

Vera Gomes

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Jul 6, 2008, 5:04:00 PM7/6/08
to astr...@googlegroups.com
é oficial: não sei contar! lollll

2008/7/6 Jorge Almeida <encyclopaed...@gmail.com>:

Carlos

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Jul 6, 2008, 5:54:06 PM7/6/08
to astr...@googlegroups.com
Excelente relato, Alberto!!!

Tou como o Jorge.... gostaria de ouvir mais opiniões sobre o que se passou :)

Até porque fiquei com a impressão que o Zé Matos foi para lá "pregar" que somos especiais, deixando antever que "alguém nos fez" :P
terá sido assim?
o Zé já foi "ordenado"?
ehehehehehe :-)
(é uma pequena provocação somente :P)


Carlos

P.S.: Vera, ahhhh pra contar precisas dos homens? :P ehehehehe :) (mais uma provocação...ihihihih)

Jorge Almeida

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Jul 6, 2008, 6:00:40 PM7/6/08
to astr...@googlegroups.com
Estou com umas saudades enormes de encontros....

Parece que o astrovide (sem contar com a astrofesta) foi praticamente
o único encontro que se manteve mais tempo além do encontro APAA (mas
esse é mais para um encontro formal). Deixaram de haver ERAA, ENA,
ENIA... :(

2008/7/6 Carlos <alien_p...@yahoo.com>:

Elísio de Campos e Sousa

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Jul 6, 2008, 6:48:58 PM7/6/08
to astr...@googlegroups.com
Tou a chegar agora do astrovide (é que regressei a casa passando por Marvão
e Alcântara (Espanha)), cansado demais para fazer um relato das minhas
impressões, mas amanhã a ver se o consigo fazer.

Só estou a intervir para vos "sossegar": durante a conversa ao jantar
manifestei ao Zé a minha estranheza por o ter ouvido mencionar clara e
inequivocamente a palavra FÉ durante a sua palestra: descansem os mais
cépticos o Zé Matos continua sem ser ordenado.

Levei comigo duas pessoas que foi o primeiro encontro de astronomia a que
foram e a impressão delas foi muito positiva.

A minha segue amanha .

Elísio

Jose Matos

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Jul 7, 2008, 7:41:01 AM7/7/08
to astroPT
Olá a todos

De facto, o Alberto fez uma boa descrição do evento. Quanto ao tema
que levei tem a ver com as famosas coincidências cósmicas. Parece que
temos 322 parâmetros ajustados com grande precisão, que tornam o
Universo ideal para vida. Foi um pouco sobre isso que falei.

Já agora sobre a noite tivemos dois telescópios à maneira. O do
Alberto sempre presente nestas coisas, e o Anselmo com um dobson de
18". Foram as duas grandes máquinas da noite.

Um abraço



On Jul 6, 11:48 pm, Elísio de Campos e Sousa
> > (c) 2007http://www.astropt.org/blog/- Hide quoted text -
>
> - Show quoted text -

Jorge Almeida

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Jul 7, 2008, 7:53:57 AM7/7/08
to astr...@googlegroups.com
O Anselmo já tem um de 18"??? :| xii..

Jorge Almeida


2008/7/7 Jose Matos <zem...@netvisao.pt>:

Elísio de Campos e Sousa

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Jul 7, 2008, 6:52:32 PM7/7/08
to astr...@googlegroups.com

Pois cá vai um pequeno e resumido relatozinho do Astrovide 2008.

Aqui de Coimbra éramos muitos os que tínhamos pensado ir, mas acabámos por
ir apenas quatro, por motivos de ordem profissional e familiar.

O grupo Proxima Centauri tinha que estar presente como sempre gosta de o
fazer; contávamos também ter a presença de alguns dos alunos do curso que no
âmbito da Associação de Astronomia Alpha Centauri organizámos, mas parece
que os estudos falaram mais alto.

Há já uns tempos que os afazeres profissionais me andavam a impedir de
voltar a estes encontros, da mesma maneira que a redução do número dos
mesmos também não ajuda nada a encontrar um buraquinho na agenda.

Não vou voltar a repetir o lugar-comum que é a saudade dos tempos em que
estes encontros até se atropelavam entre si no tempo e em que os presentes
eram mais que muitos.

Nessa altura ia a todos, cheguei mesmo a ir a Mira com febre elevada! Enfim,
devaneios da juventude ;)

Mas o certo é que levei dois elementos novos a estas lides dos encontros: a
minha cara-metade e um colega de serviço.

Aparentemente foi uma aposta ganha, uma vez que me o feed-back recebido
aponta para terem ficado com vontade de voltar.

Estão, por isso, de parabéns, os nossos amigos que organizaram, palestraram,
planetaram.

Saímos daqui então Elísio, Paula, João e César.

Quando chegámos já a palestra do Filipe tinha começado, em virtude de termos
demorado um pouco mais a deixar as bagagens no hotel, onde a muito simpática
funcionária, descobrindo que eu era “do mesmo signo que ela”, teve direito a
um resumo de lição de astronomia; quase me convencia porque efectivamente
tínhamos pontos em comum: somos ambos muito simpáticos. Foi pena, portanto,
não termos podido apreciar na totalidade.

Seguiu-se a palestra do José Ribeiro; tratou de um tema que nos permite a
alegria de sabermos que temos compatriotas envolvidos nestas descobertas;
espero dentro de pouco tempo também este nosso amigo tenha um exo-planeta no
seu palmarés, pois bem o merece.

E depois, o intervalo.

Penso que houve observações solares, mas não cheguei a abandonar o interior
do edifício; sugeri ao César, aquele de nós que nunca tinha tido planetário
que não desperdiçasse a oportunidade e aproveitei o tempo para uma das
coisas que acho mais proveitosas nestes encontros, ou seja, encontramo-nos e
conversarmos; as conversas mais demoradas forma com os Zés (Matos e
Ribeiro) – não conhecia pessoalmente o José Ribeiro, mas foi
extraordinariamente agradável o diálogo que tivemos. Nasceu o embrião do que
poderão ser uns agradáveis encontros Próxima/Alpha e Atalaia.

Foi pena que não estivessem presentes tantos dos nossos colegas que
antigamente pontuavam nestes eventos.

O David continuava atarefado a planetar sobretudo para as crianças.

E voltaram as palestras.

O Zé Matos com a sua habitual forma contagiante de transmitir astronomia
empolgou a sala deixando os mais “habitués” apreensivos nomeadamente com a
menção a FÉ e com um certo sabor a uma ideia de determinismo quase
teocentrico.

Como já referi no meu post anterior, durante o jantar desfiz as minhas
“esperanças” de um Zé menos céptico, mas ainda pode ser que no futuro…

A seguir o Nuno Crato encantou e demonstrou porque razão é premiado. Com ele
toda a matemática é simples e a vida é simples, matematicamente falando.
Simplesmente genial. Falava-se por aqui há pouco tempo de leitura de férias.
O livro dele “A Matemática das Coisas” que lá adquiri, enriquecido com um
autógrafo… boas leituras.

Antes de nos dirigirmos ao repasto (não posso ir a Castelo de Vide sem
apreciar a bela comida do restaurante D. Pedro V) ainda tivemos a
oportunidade de observar as capacidades do planetário digital que o David
Nunes e o Zé Matos nos demonstraram – alem da projecção do céu, a
possibilidade de projectar uma panóplia de imagens seleccionadas, vídeos,
etc.. Espectacular. A cúpula “made in Portugal”, em Mira mesmo, a primeira
fabricada no nosso país – excelente notícia; ainda a deixar notar um
problema de juventude, os veios da estrutura (que apenas afectam as imagens
mais claras) mas que parece já estar resolvido nas cúpulas posteriores.

A caminho do local de observações, uma doninha e um pequeno roedor
atravessaram-se no nosso caminho antes de lá chegarmos.

De início algumas nuvens a incomodar um pouco e até bastante tarde alguns
faróis em máximos a incomodar imenso.

Depois o céu “maravilhástico” do Alentejo: uma via láctea sem palavras para
a descrever, alguns objectos do céu profundo a serem visíveis a olho nu,
enfim, a vontade de voltar ao Alentejo sem carros por perto a iluminar a
noite.

Poucos telescópios, com os 15 e 18 polegadas a dar cartas.

E chegou o Domingo.

Acaba a descrição astronómica, mas um fim-de-semana de astronomia é também
um fim-de-semana útil para ver as regiões que se visitam.

Foi a oportunidade de revisitar Marvão e ir depois até Espanha regressando a
Portugal por Alcantara (Espanha), um local muito bonito mas pouco conhecido
na actualidade, muito conhecido desde tempos imemoriais.

Nesta localidade, além de uma infinidade de Cegonhas, vi pela primeira vez,
um morcego bebé e algumas corujas-das-torres em actividade plena durante o
dia.

Aves com fartura atravessavam-se à passagem do carro durante toda a viagem.

Agora não vão acreditar, mas andei em Espanha e não meti combustível. Claro
que como patriota e cidadão zeloso acho que não deve haver saída
desnecessária de divisas do nosso país, mas a razão foi que, como conheço a
zona por onde entrei (Alcántara), sabia que nessa localidade havia uma bomba
de combustível, mas… estava fechada L. Não fazia sentido voltar muitos km
atrás para atestar.

E cheguei a Coimbra ao fim do dia, com pouco combustível no depósito,
cansado fisicamente mas renovado de espírito, contente por um óptimo
fim-de-semana, por uma reunião de astronomia a que já não ia há dois anos,
agradado por ter dois novos adeptos para estes encontros, enfim, só faltava
o Euromilhões, mas esse ainda não me calhou.

Renovo os parabéns a todos os que contribuíram para este agradável evento de
astronomia.

Abraços aos meninos e beijos às meninas.

Elísio

Jorge Almeida

unread,
Jul 7, 2008, 7:44:08 PM7/7/08
to astr...@googlegroups.com
Olá


Um relato muito engraçado, em especial na parte do signo; dos
devaneios, e da parte do comsbutível :P

Haverá mais relatos? Faltou é a divulgação...isso é que poderia ser
feito.. fica para a próxima. :)

Jorge Almeida


LOOOOL :d

Carlos

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Jul 8, 2008, 12:50:13 AM7/8/08
to astr...@googlegroups.com
--- On Sun, 7/6/08, Elísio de Campos e Sousa <elysio...@netvisao.pt> wrote:

> (...) manifestei ao Zé a minha estranheza por o ter ouvido
> mencionar clara e inequivocamente a palavra FÉ durante a sua palestra (...)


uuuuiiiiii será ke vou ter que começar a chamar senhor prior ao Zé? :P
ehehehehehehe :)


Carlos

unread,
Jul 8, 2008, 1:08:26 AM7/8/08
to astr...@googlegroups.com
Muito bom relato, Elísio!! :)


--- On Mon, 7/7/08, Elísio de Campos e Sousa <elysio...@netvisao.pt> wrote:

> Nessa altura ia a todos, cheguei mesmo a ir a Mira com
> febre elevada! Enfim, devaneios da juventude ;)

Eu lembra-me desse encontro!!!
Foi aí que te conheci, penso eu de que! :P


>(...)descobrindo que eu era “do mesmo signo que ela” (...)
> (...)tínhamos pontos em comum: somos ambos muito simpáticos.

isso é uma conclusão subjectiva. Onde está esse estudo? :P


> O Zé Matos com a sua habitual forma contagiante de
> transmitir astronomia empolgou a sala deixando os mais “habitués”
> apreensivos nomeadamente com a
> menção a FÉ e com um certo sabor a uma ideia de
> determinismo quase teocentrico.
> Como já referi no meu post anterior, durante o jantar desfiz as minhas
> “esperanças” de um Zé menos céptico, mas ainda pode ser que no futuro…

cá pra mim, ele é um crente disfarçado.... :P


:-)


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