REFLEXÃO

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a55ib7e

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Jul 12, 2012, 1:16:03 PM7/12/12
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Companheiros,

O direito de greve para os trabalhadores em geral está previsto no art. 9o da
Constituição Federal e vem assim descrito:

“Art. 9o É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a
oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender.
§ 1o A lei definirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendimento das

necessidades inadiáveis da comunidade.
§ 2o Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.”

A Lei 7.783 de 28/06/89 regulamenta este artigo.

O direito de greve para os servidores públicos, por sua vez, está previsto no inciso VII,
do art. 37 da Constituição, in verbis:

“Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade,
publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
(...)
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei específica;” (Artigo ainda não regulamentado)


Estamos num momento importante de nosso movimento. É inegável o nível de adesão que atingimos. Os vários BIs, ora ameaçando, ora retrocedendo, têm o objetivo de nos confundir e causar pânico. Nota-se que o Governo/IBGE sentem a pressão. No entanto, deixam transparecer a falta de compromisso com os servidores. Portanto é hora de nos unirmos ainda mais, sermos fortes, conscientes e serenos, mas persistentes. Não vamos nos desesperar por ameaças vazias e sem fundamentação legal. (compreendam os Artigos 9ª e 37- inciso VII da CF e a excelente defesa da Dra. Fábia Lima de Brito Damia: O DIREITO DE GREVE DOS SERVIDORES PÚBLICOS - em anexo).

A orientação MPOG/SRT para o Corte do Ponto com base na Lei 7.783 de 28/06/89, por inexistência de Lei específica, não encontra respaldo na citada Lei. Nenhum dos 19 Artigos da Lei 7.783 faz menção ao desconto dos dias parados. Portanto companheiros, temos que manter a greve até que o Governo nos apresente uma proposta digna, com base em nossa pauta de reivindicações. Não há motivos para pânico, mas é necessário que tenhamos consciência que greve em qualquer época e em qualquer parte do mundo é um embate. Onde cada um usa o força que tem. Evidente, que com regras de civilidade e democracia, quase sempre, não tão respeitadas pelos "mandantes". E por isso temos que demonstrar nossa força e união. Conclamamos aqueles que ainda não aderiram a se juntarem a nós.

Nosso movimento só terá êxito se as atividades do IBGE forem atingidas. Enquanto isso não ocorrer o jogo de empurra continuará. O Governo só nos concederá algo em troca de nosso trabalho, para normalizar a situação - nunca poque entenderão que merecemos. Portanto, não tem outra alternativa, esgotamos todas nesses 3 anos sem reajuste e nos últimos 6 anos falando em "fosso". Se queremos algo mais do que a indiferença deste Governo, algo mais de um contra-cheque que se desvaloriza a cada ano, algo mais do que uma mísera esmola para a Saúde, algo mais do que o respeito como trabalhador, temos que paralisar as atividades do IBGE já. Caso contrário, nada mudará.

Nossa vitória será do tamanho de nossa luta. Estamos construindo um movimento legítimo e amparado na Lei. O direito de não adesão ao movimento está garantido na lei e está sendo observado pelo Comando de Greve, e pelos conscientes companheiros que aderiram.

Acredito que os colegas que ainda não aderiram só não o fizeram por um dos motivos:

- não mensuram bem a grandeza do momento e o que a vitória representará para a categoria e a Instituição;
- estão satisfeitos com o atual quadro e se sentem bem remunerados e respeitados;
- ou entendem que os sacrifícios e riscos devem correr por conta dos colegas, lhes atendendo, somente os benefícios.

Sinceramente, acredito que ainda há tempo para reavaliar os motivos. Nunca é tarde para mudar.

"LIBERTAS QUAE SERA TAMEN"

César
 

a55ib7e

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Jul 17, 2012, 8:13:26 AM7/17/12
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CARTA AOS TRABALHADORES DO IBGE/MS

 

 

Prezados colegas,

 

Os trabalhadores do IBGE em todo o Brasil vivem um momento ímpar com a possibilidade de reestruturação em suas carreiras. Neste momento, os trabalhadores de 20 estados e centenas de agências estão em greve em defesa da reestruturação da carreira. O tamanho do sucesso que obteremos dependerá da nossa força de mobilização. Para tanto, conclamamos aos companheiros, que ainda não aderiram ao movimento, a se juntarem a nós para exercer a “pressão interna” - declarada pelo governo como condição para concessão de atendimento às nossas reivindicações – e, desta forma, garantir que o MPOG cumpra com sua palavra quando assegurou que os pleitos dos trabalhadores do IBGE seriam atendidos neste ano.

 

Sua participação é muito importante! Se a sua agência ou unidade de trabalho ainda não está no movimento, façam reuniões locais, regionais e fortaleçam o movimento. O sindicato somos nós!

 

A pauta completa, protocolada no MPOG, está disponível no site www.assibge.org e sintetizada no Jogo Rápido 296, anexo.

 

A greve é nosso direito legítimo, não abra mão! Infelizmente, o governo não entende outra linguagem, há anos vimos negociando sem sucesso. Dinheiro não falta ao governo, o que falta é priorizar uma política de valorização do servidor.

 

Número da greve em MS:

90% na sede da UE;

9 agencias com paralisação total;

1 agência com paralisação parcial;

1 sem adesão.

 

“Cada vez que pensamos que o problema não é nosso, essa atitude é o problema.” Autor: Stephen R. Covey

a55ib7e

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Jul 19, 2012, 10:21:09 AM7/19/12
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O diferencial desta Greve é que, se por um lado há a promoção do sucateamento da Instituição, apontado pela direção e governo para um futuro sombrio, com poucos servidores efetivos e uma maioria de precarizados, ,,, por outro lado vemos no momento presente, uma consciência jamais vista, em repúdio as tentativas de fim da Instituição, em defesa do IBGE e seus servidores. Embrião de novas possibilidades para um futuro que pode não estar condenado. O IBGE, faço crer, não acabará tão fácil, momentos muito fortes de questionamento, mesmo com os poucos que teremos, poderão continuar a vir.
Graciela
---------- Forwarded message ----------
From: graciela peçanha da silva costa <graci_...@ig.com.br>

Em quinta-feira, 12 de julho de 2012 14h16min03s UTC-3, a55ib7e escreveu:

gil.riopomba

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Aug 7, 2012, 10:13:57 PM8/7/12
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Em quinta-feira, 12 de julho de 2012 14h16min03s UTC-3, a55ib7e escreveu:
As greves dos servidores públicos e a herança maldita.doc
Dilma comanda um país à beira da greve geral.doc
Servidores vão recorrer corte de ponto STJ.doc

a55ib7e

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Aug 18, 2012, 9:28:20 PM8/18/12
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Carta aos Ibgeanos Mineiros


Caros colegas,


Estamos vivendo um momento importante de nossas vidas. Estamos na reta final de um processo negocial duro, desgastante, caro do ponto de vista de nossos investimentos, onde depositamos todas nossas expectativas no reconhecimento de nosso valor, enfrentando descontos em nossos parcos salários e tendo do outro lado um governo truculento e insensível, mas que sentiu o golpe e a força de nosso movimento.


Como membro da Comissão Negociadora e membro da Comissão Paritária que discutiu as propostas para a alteração de nossa carreira, sinto-me na obrigação de prestar alguns esclarecimentos adicionais, mais como visão pessoal, visto que o relatório da negociação relata com fidelidade a última negociação.


Estamos em GREVE a quase dois meses e só agora, após várias rodadas de negociação o Governo apresenta um espectro de proposta. Digo espectro porque além de ridícula é vazia, volátil, sem consistência alguma, onde o senhor Mendonça abre a negociação dizendo que apresentaria os parâmetros da negociação, mas que reconhecia antecipadamente que independente de aceitarmos ou não o modelo proposto, teríamos obrigatoriamente de agendar uma próxima reunião para a formatação da proposta.


A “proposta” do Governo, 5% ao ano, dita pelo senhor Mendonça, é um modelo encontrado para que tenhamos segurança que nossos salários não se desvalorizarão até 2015, considerando, ainda segundo o senhor Mendonça, que o cenário econômico internacional hoje é melhor que o de ontem e o Governo vislumbra um cenário um pouco melhor para 2014 e melhor ainda para 2015. Ainda sobre sua avaliação, não temos perdas salariais, porque tivemos evolução salarial desde 2003. Entenda-se, República do PT. O Governo respeita nossos argumentos de perdas mas a avaliação governamental é essa. Descobri que nem sempre 2 e 2 são quatro. Prefiro ficar com minha aritmética do primário e a velha regra de três a procurar entender os métodos matemáticos dos iluminados de plantão.


Na proposta governamental, caso aceitemos esse modelo proposto, toda a discussão de carreira, iniciada após o “ZERO” % do ano passado, e discutida em 5 reuniões da CP, costurada com o IBGE, seria desconsiderada. Todas as reivindicações de carreira que envolvessem custo, com exceção da regulamentação das GQ´s dos novos (de impacto mínimo), teriam que estar no contexto dos 5%. As demais, que não dependam da LOA, poderiam ser discutidas com a Direção do IBGE. Tudo isso dito sem nenhuma manifestação da direção do IBGE presente. Vergonhosa a falta de comprometimento com o corpo de servidores e com o próprio futuro da Instituição.


Todos aqueles que estão próximos da aposentadoria, muitos já com o direito adquirido, aguardando apenas o desenrolar das negociações, sabem bem da importância da valorização do VB para diminuir as perdas na aposentadoria, assim como os colegas que ingressaram recentemente na Instituição aguardam ansiosos por uma carreira que lhes proporcione crescimento profissional e garantias futuras.


Pois bem colegas, avaliação que fazemos, da qual corroboro, é que a proposta de 15% (LINEAR – coisa que o Governo na admitia) em 3 anos, é fruto da GREVE que os servidores impuseram ao Governo e que grande parte dos acordos costurados poderão ser conquistados já, com a manutenção e fortalecimento de nossa greve. Parece-nos uma carta na manga que o Governo tenta nos esconder.


Desde o início das negociações o Governo dizia que ouviria todas as Instituições, mas só algumas ganhariam algo e que o IBGE estaria nesse grupo beneficiado. De repente, diante da greve imposta, surge a proposta linear. Fica claro que os 15% é para quem já estava em situação melhor, com conquistas mais recentes e que para categorias na situação da nossa é possível avançar. Depende de nós, o Governo não dá nada de graça, não tem sensibilidade, é refém da pressão, seja ela de empresários ou trabalhadores. A diferença está na força. Temos que nos unir para demonstrar força.


O desconto dos dias parados - FALTA GREVE, é o último cartucho que o Governo tem e o utiliza para tentar nos fragilizar. NÃO PODEMOS CEDER AGORA, retornar agora é jogar fora TODO O INVESTIMENTO FEITO – é jogar fora TODA A EXPECTATIVA POR UMA CONDIÇÃO MELHOR, é se CURVAR DIANTE DE UM INIMIGO QUE NÃO É TÃO FORTE ASSIM.


A todos e todas colegas que estiveram na greve até agora, que vivem incertezas e dificuldades sem o salário do mês para honrar seus compromissos, que se sentem confusos, inseguros, reflitam sobre a necessidade de nos mantermos firmes na GREVE enquanto durarem as negociações, mais do que isso, que se mobilizem e busque sensibilizar os colegas que não aderiram. Tragam-os para a GREVE.


A PRÓXIMA SEMANA SERÁ DECISIVA!

TEREMOS REUNIÃO DIA 22.

SOMENTE PARALISANDO AS ATIVIDADES DO IBGE SEUS DIRIGENTES E O GOVERNO SENTIRÃO NOSSA FORÇA E NOS LEVARÃO A SÉRIO!

CHEGA DE ENROLAÇÃO!

JÁ ARRANCAMOS 15%

PODEMOS CONSEGUIR MAIS,

SÓ DEPENDE DE NÓS!

ESPERAMOS POR TODOS!


SAUDAÇÕES!

César




Em quinta-feira, 12 de julho de 2012 14h16min03s UTC-3, a55ib7e escreveu:
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