CARTA AOS TRABALHADORES DO IBGE/MS
Prezados colegas,
Os trabalhadores do IBGE em todo o Brasil vivem um momento ímpar com a possibilidade de reestruturação em suas carreiras. Neste momento, os trabalhadores de 20 estados e centenas de agências estão em greve em defesa da reestruturação da carreira. O tamanho do sucesso que obteremos dependerá da nossa força de mobilização. Para tanto, conclamamos aos companheiros, que ainda não aderiram ao movimento, a se juntarem a nós para exercer a “pressão interna” - declarada pelo governo como condição para concessão de atendimento às nossas reivindicações – e, desta forma, garantir que o MPOG cumpra com sua palavra quando assegurou que os pleitos dos trabalhadores do IBGE seriam atendidos neste ano.
Sua participação é muito importante! Se a sua agência ou unidade de trabalho ainda não está no movimento, façam reuniões locais, regionais e fortaleçam o movimento. O sindicato somos nós!
A pauta completa, protocolada no MPOG, está disponível no site www.assibge.org e sintetizada no Jogo Rápido 296, anexo.
A greve é nosso direito legítimo, não abra mão! Infelizmente, o governo não entende outra linguagem, há anos vimos negociando sem sucesso. Dinheiro não falta ao governo, o que falta é priorizar uma política de valorização do servidor.
Número da greve em MS:
90% na sede da UE;
9 agencias com paralisação total;
1 agência com paralisação parcial;
1 sem adesão.
“Cada vez que pensamos que o problema não é nosso, essa atitude é o problema.” Autor: Stephen R. Covey
Carta aos Ibgeanos Mineiros
Caros colegas,
Estamos vivendo um momento importante de nossas vidas. Estamos na reta final de um processo negocial duro, desgastante, caro do ponto de vista de nossos investimentos, onde depositamos todas nossas expectativas no reconhecimento de nosso valor, enfrentando descontos em nossos parcos salários e tendo do outro lado um governo truculento e insensível, mas que sentiu o golpe e a força de nosso movimento.
Como membro da Comissão Negociadora e membro da Comissão Paritária que discutiu as propostas para a alteração de nossa carreira, sinto-me na obrigação de prestar alguns esclarecimentos adicionais, mais como visão pessoal, visto que o relatório da negociação relata com fidelidade a última negociação.
Estamos em GREVE a quase dois meses e só agora, após várias rodadas de negociação o Governo apresenta um espectro de proposta. Digo espectro porque além de ridícula é vazia, volátil, sem consistência alguma, onde o senhor Mendonça abre a negociação dizendo que apresentaria os parâmetros da negociação, mas que reconhecia antecipadamente que independente de aceitarmos ou não o modelo proposto, teríamos obrigatoriamente de agendar uma próxima reunião para a formatação da proposta.
A “proposta” do Governo, 5% ao ano, dita pelo senhor Mendonça, é um modelo encontrado para que tenhamos segurança que nossos salários não se desvalorizarão até 2015, considerando, ainda segundo o senhor Mendonça, que o cenário econômico internacional hoje é melhor que o de ontem e o Governo vislumbra um cenário um pouco melhor para 2014 e melhor ainda para 2015. Ainda sobre sua avaliação, não temos perdas salariais, porque tivemos evolução salarial desde 2003. Entenda-se, República do PT. O Governo respeita nossos argumentos de perdas mas a avaliação governamental é essa. Descobri que nem sempre 2 e 2 são quatro. Prefiro ficar com minha aritmética do primário e a velha regra de três a procurar entender os métodos matemáticos dos iluminados de plantão.
Na proposta governamental, caso aceitemos esse modelo proposto, toda a discussão de carreira, iniciada após o “ZERO” % do ano passado, e discutida em 5 reuniões da CP, costurada com o IBGE, seria desconsiderada. Todas as reivindicações de carreira que envolvessem custo, com exceção da regulamentação das GQ´s dos novos (de impacto mínimo), teriam que estar no contexto dos 5%. As demais, que não dependam da LOA, poderiam ser discutidas com a Direção do IBGE. Tudo isso dito sem nenhuma manifestação da direção do IBGE presente. Vergonhosa a falta de comprometimento com o corpo de servidores e com o próprio futuro da Instituição.
Todos aqueles que estão próximos da aposentadoria, muitos já com o direito adquirido, aguardando apenas o desenrolar das negociações, sabem bem da importância da valorização do VB para diminuir as perdas na aposentadoria, assim como os colegas que ingressaram recentemente na Instituição aguardam ansiosos por uma carreira que lhes proporcione crescimento profissional e garantias futuras.
Pois bem colegas, avaliação que fazemos, da qual corroboro, é que a proposta de 15% (LINEAR – coisa que o Governo na admitia) em 3 anos, é fruto da GREVE que os servidores impuseram ao Governo e que grande parte dos acordos costurados poderão ser conquistados já, com a manutenção e fortalecimento de nossa greve. Parece-nos uma carta na manga que o Governo tenta nos esconder.
Desde o início das negociações o Governo dizia que ouviria todas as Instituições, mas só algumas ganhariam algo e que o IBGE estaria nesse grupo beneficiado. De repente, diante da greve imposta, surge a proposta linear. Fica claro que os 15% é para quem já estava em situação melhor, com conquistas mais recentes e que para categorias na situação da nossa é possível avançar. Depende de nós, o Governo não dá nada de graça, não tem sensibilidade, é refém da pressão, seja ela de empresários ou trabalhadores. A diferença está na força. Temos que nos unir para demonstrar força.
O desconto dos dias parados - FALTA GREVE, é o último cartucho que o Governo tem e o utiliza para tentar nos fragilizar. NÃO PODEMOS CEDER AGORA, retornar agora é jogar fora TODO O INVESTIMENTO FEITO – é jogar fora TODA A EXPECTATIVA POR UMA CONDIÇÃO MELHOR, é se CURVAR DIANTE DE UM INIMIGO QUE NÃO É TÃO FORTE ASSIM.
A todos e todas colegas que estiveram na greve até agora, que vivem incertezas e dificuldades sem o salário do mês para honrar seus compromissos, que se sentem confusos, inseguros, reflitam sobre a necessidade de nos mantermos firmes na GREVE enquanto durarem as negociações, mais do que isso, que se mobilizem e busque sensibilizar os colegas que não aderiram. Tragam-os para a GREVE.
A PRÓXIMA SEMANA SERÁ DECISIVA!
TEREMOS REUNIÃO DIA 22.
SOMENTE PARALISANDO AS ATIVIDADES DO IBGE SEUS DIRIGENTES E O GOVERNO SENTIRÃO NOSSA FORÇA E NOS LEVARÃO A SÉRIO!
CHEGA DE ENROLAÇÃO!
JÁ ARRANCAMOS 15%
PODEMOS CONSEGUIR MAIS,
SÓ DEPENDE DE NÓS!
ESPERAMOS POR TODOS!
SAUDAÇÕES!
César