Gil,
Não entendi porque o sindicato defende o modelo da FIOCRUZ em desfavor do modelo de C & T. Veja que, de acordo com as tabelas salariais de C & T encontradas aqui: http://www.sindct.org.br/index.php?q=node/1442 e a tabela salarial da FIOCRUZ encontrada aqui: http://www.asfoc.fiocruz.br/publi/comunicados/pdf/Tabela%20NI%20julho%202012.pdf os valores de GQ III de C & T é igual ao da FIOCRUZ de GQ V. Com a diferença que para obter a GQ III em C & T será necessário curso de 360 horas, para obter a GQ V da FIOCRUZ é necessário doutorado. Me explique a lógica do sindicato porque não consegui entender a razão de tornar mais difícil o acesso a remuneração maior.
Temos uma lógica perversa nessa exigência de GQ IV e V. Primeiro que em grande parte das agências temos poucos servidores e duvido que seriam liberados para cursos de mestrado/doutorado. Segundo que a proposta do IBGE da ENCE criar cursos equivalente me parece uma utopia. Não vejo estrutura necessária para isso e duvido muito que o acesso a tais cursos seria extensivo a todos os servidores de NI.
Dito isso, pergunto: porque diabos a GQ da FIOCRUZ é melhor que a GQ de C & T?
Gil,
Com o modelo de C & T o pessoal que possui mestrado e doutorado não deixa de ter seu título valorizado. A diferença em relação ao modelo da Fiocruz é que o número de servidores que seriam contemplados no modelo de C & T seria muito maior. São quase 2 mil reais de gratificação, um considerável aumento no vencimento final dos servidores, não importa se ele tenha mestrado, doutorado ou nível superior. Não quebraríamos o equilíbrio ao estender o benefício a um número maior de servidores. Não sei se existe algum dado sobre quantitativo de servidores de NI com mestrado e doutorado, mas pelo que eu tenho conhecimento o número é pequeno. Esbarraríamos na dificuldade que já elenquei: dificilmente estes servidores que não possuem a titulação seriam liberados para obtê-la.
Ademais, seria justo que o IBGE tivesse a GQ nos moldes da carreira de C & T, uma vez que somos oriundos desta carreira. Quando migramos para a carreira própria creio que o objetivo seria melhorar.
Mesmo com a proposta de C & T já apresentada, inclusive com sua minuta de regulamentação, ninguém do sindicato ainda me respondeu porque ainda defendem o modelo da FIOCRUZ se temos outro melhor. E o critério da GQ de C & T não foi apresentado agora, somente a regulamentação. Veja o que fala a MP 568 no que diz respeito a GQ de C & T:
§ 4
ºOs titulares de cargos de nível intermediário das carreiras a que se refere o caput somente farão jus ao nível I da GQ se comprovada a participação em cursos de qualificação profissional com carga horária mínima de duzentas e cinquenta horas, na forma disposta em regulamento.§ 5
ºPara fazer jus aos níveis II e III da GQ, os servidores a que se refere o § 4ºdeverão comprovar a participação em cursos de qualificação profissional com carga horária mínima de trezentas e sessenta horas, na forma disposta em regulamento.
Ou seja, a carga horária e os valores já estavam definidos desde a edição da MP 568, de 11/05/2012 e ainda assim defendemos o modelo da FIOCRUZ. Porque não pedir ao governo algo melhor para nós que já foi dado a outra categoria?