Os desenhos da fotografia_texto de Claudio Mubarac

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Celina Yamauchi

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Mar 25, 2016, 4:47:20 PM3/25/16
to Celina Yamauchi, artesvi...@googlegroups.com, Belas Artes Artes Visuais, artesvisu...@gmail.com, Dookan Belas Artes, am1ba...@gmail.com, am1b...@gmail.com, patrulhado...@gmail.com, tintapa...@gmail.com, nick....@hotmail.com, Milena Gomes, caro...@hotmail.com, marianatei...@gmail.com, igor Brasa, Fernanda SO, Fernanda Heitzman, Malu Kazi, Kayssa Mavrides, kaique carvalho, av201...@gmail.com, lu.bor...@gmail.com, Luisa Z, luiza...@gmail.com, vict...@hotmail.fr, bavis...@gmail.com, Leo Ciaccio, Mariana Lopes, isa dora, isabi...@gmail.com, isabela, dercyp...@uol.com.br, desir...@hotmail.com, luca...@gmail.com, vi_nak...@hotmail.com, Yasmin, Francela Carrera, fchan...@hotmail.com, artesvis...@hotmail.com, Nena Russo, ivelise.fonseca, Marcelo Pace, Marcelo Uchoa, Fernando José Amed, Rosana Guimaraes Mariotto, Andrea Florentino Barletta, Marilucia Bottallo, Natalicio Batista dos Santos Junior, Daniela Aparecida Azevedo Roman, Hernan Daniel Scanavino, Debora Gigli Buonano, Leila Rabello de Oliveira, Jacques Jesion, Roberto Bertani, Luciene Patricia Canoa de Godoy, Rubens Zaccharias Junior, Adalgisa Maria Cavezzale de Campos, José Ronaldo Alonso Mathias, Francisco José Maringelli, Rosemery Emika Saçashima, Paulo Urbano Ávila, Nelson Rodrigues da Silva, Rodolfo Pereira das Chagas, Bertoneto Alves de Souza, Tassia Caroline Zanini, Oscar Augusto de Faria, Paulo Augusto Pasta, Mirlene Fatima Simões Wexell Severo, Eiji Yajima, Luciano Denardi Alarcon, Luciano Zanette, Leandro Roman, Luis Octavio Rocha, Dercy Aparecido Pereira, Luciano Augusto Mariussi, Juliana Martins Rodrigues de Moraes, Wilson Emanuel Fernandes dos Santos, Juliana Buosi Engelberg, Julie Bozon (via Google Drive), willia...@hotmail.com, rena...@hotmail.com, Caue Alves, Silvia Helena dos Santos Cardoso, Katia Salvany Felinto Alvares, Jorge Akimoto, Patricia Castilho Crispim, Hector Rodrigo Guinez, Marcelo Uchoa Alves de Lima


Olás,
quero agradecer aos que puderam estar na abertura e convidar de novo os que não puderam ir, enviando o texto do Claudio Mubarac, que deu nome à exposição.
Abraços
Celina Yamauchi

P. S. Amanhã, sábado 26/03,  a galeria abrirá das 13h às 17h.


galeriavirgilio

Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 426 – Pinheiros - São Paulo - SP- Tel. 2373-2999


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Celina Yamauchi

Os desenhos da fotografia

01 março a 02 de abril de 2016


 

Se por um breve instante acreditamos que não existe vazio, um sentimento duplo nos invade: de desconforto, pela inexistência de recolhimento, pausas, solidão acalentada, numa convivência intermitente; e de alegria, alicerçada pelo contínuo pneumático das coisas, pelas fricções e por um sentido de irrigação ininterrupta de todos os poros e aporias de nossa existência.

Em seguida, talvez tocados pela impossibilidade ou pela timidez em pertencer a esse grande e infinito órgão, voltamos a animar as ideias em torno das hierarquias e classificações polarizadoras de toda ordem, com seus imensos vazios, propícios aos esquecimentos pontuais.

Quando olho as fotografias produzidas atualmente por Celina Yamauchi, volto a acreditar no mundo como um grande pulmão luminoso, sem paradas, sem zonas de sombras, constatando que “a luz é a natureza comum que se encontra em todo corpo, celeste ou terrestre... é a forma substancial dos corpos, que, quanto mais participam dela, mais possuem realmente e dignamente o ser” (1).

O imediato e a simplicidade na recepção fazem das cores, não excluindo daí os negros, cinzas e brancos, áreas plenas, hostis às sombras, destilando-as para além e aquém dos limites das figuras.

Há uma inervação constante entre o que os olhos emitem e a respiração do grande organismo à sua frente, criando inteligibilidades possíveis do espaço com suas espacialidades, das imagens com suas metamorfoses.

O desenho da fotografia se dá como encarnação do aéreo, como esforço de penetração no movimento do que exala, no céu e na pedra, na pele e no vapor.

São imagens que articulam profundamente o fotográfico, mas se deixam penetrar por outras formas de fabricação, no instantâneo e na meditação.

São de tinta e são de prata.

(1)     São Boaventura, O livro das sentenças.

                                                        

Claudio Mubarac







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