Em julho de 2020 Tânia Marcelo Batarce e eu escrevemos o que vai abaixo. O artigo ainda está em julgamento.
Alertávamos para que o movimento do capital é dinâmico, tem inércia. Não há um interruptor, como nos eletrodomésticos, liga e desliga. Esse movimento JAMAIS foi paralisado. Haverá um ponto abaixo do qual o movimento não se recupera. Isso não ocorrerá no centro do sistema, mas partes periféricas poderão NECROSAR. Prestem atenção, os adeptos das quarentenas.
Abraço
Baldino
According to Martins (2020) Capital has been put into an induced coma. He warns us that a full stoppage of the Capital's movement has never been tried in history. If its movement stops, the creature dies. Now economists are scared, Europe is hurrying up to wake Capital up. Economists have always thought that a full stoppage would be impossible. There may be a yet unknown minimum critical point below which economy will not recover. With a large number of small businesses in bankruptcy, who will take credit? Do not confuse the present situation with the Marshal Plan. In 1945 Germany's productive superstructure was intact: it was fully state-controlled. Even if the economy of central countries does not collapse, the possibility of partial economic necrosis is not ruled out in peripheral countries, like Brazil. What will happen to mathematics teachers if the play button does not work?
Os CABRALDINOS (Tânia Cabral & Roberto Baldino)
Computer Engineering & STEM Education Graduate Program, UERGS – Guaíba, RS, Brazil
Homepage: https://www.cabraldinos.mat.br
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Marcelo
Que bom se a necrose que consideramos fosse só dom capital investido em educação. Pense no PIB encolhendo 5% ao ano durante três ou 4 anos.
O que produzem professores, alunos e funcionários?
Força de trabalho qualificada.
Qual a rentabilidade?
Depende do preço de custo e do peço de venda (mercado).
O preço de mercado depende do vaor de uso (capacidade de produzir lucro) do valor de troca (quantidade de trabalho humano (social médio) contido na mercadoria (convém que seja pouco)) e do valor signo (a marca (brand) da instituição (comapanhia)).
Esses são os princípios. É preciso partir daí e ver onde isso dá. A economia da FTQ nunca foi estudada. A única coisa que conheço é nosso artigo de 2015. Mas não estou com tempo de pôr a cabeça nisso. É bem mais difícil que matemática.
Abraço
Baldino
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Marcelo
O que estamos vivendo é o esgotamento e o fim de um modo de produção (com suas crises e ideologias) que durou 500 anos. Alei tendencial da queda da taxa de lucro está impondo sua consequência: não há mais como produzir e vender com lucro. O capital a investir para fazer isso tende ao infinito (nos setores industriais das cadeias verticais de produção que são a espinha dorsal do capitalismo).
A permanência desse modo de produção depende de cortes drásticos nos custos de produção via mais-valia absoluta (cortes de direitos e de subsídios para reprodução da força de trabalho). Nisso a China se adiantou e impôs ao mundo o preço de sua própria força de trabalho que não tem direito algum. A consequência é o aumento do distanciamento entre elites dominantes e populações descartáveis, primeiro dentro de cada estado-nação e, em seguida, entre o estado dominante (a China) e os descartáveis periféricos. O vírus, se não foi fabricado pelos chineses, foi encomendado a deus por eles. Previam que o Ocidente jogaria carta do Lock down. A disputa EU China é luta de vida ou morte. Veja o patético esforço se 2 trilhões de dólares do Joe Biden para erguer a economia puxando os boot straps. Porém, mas o resultado econômico da disputa global já está escrito.
Sobre a previsão de que o Ocidente cristianizado jogaria a carta da salvação de vidas (Globo et caterva), vale lembrar o tigre de dentes de sabre. Não é uma espécie antecessora dos nossos tigres. Os dentes continuaram aumentar junto com a fome, até que a espécie se extinguiu. Os povos desaparecem, abraçados em suas ideologias.
É dentro desse quadro que se deve pensar a força de trabalho qualificada que a escola produz.
OS CABRALDINOS (Tânia Cabral e Roberto Baldino)
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