Vou correr o risco de ser expulso, mas recebi uma quentíssima agora, que não
tem haver com a proibição do IE, mas acho que é bem útil para traçarmos um
paralelo.
Trata-se de um outro referendo, que está ocorrendo em um país vizinho ao
nosso, na Patolândia, e acho que podemos aprender algo com eles, pois é a
opinião de uma advogada daquele país, sobre um fato que eu não havia anda me
atentado, até porque não sou advogado e também não tenho IE, só que eu não
quero que ninguém saiba disso, eu juro de pé junto que eu tenho um IEzão
aqui em casa, heim!!!!
JK
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"Meus Amigos,
Nessas últimas semanas estamos sendo bombardeados por informações a
respeito do referendo que em breve será realizado no Brasil. Confesso que
não havia entendido as reais intenções desse referendo. Nenhum argumento
que realmente fizesse sentido (no sentido amplo, completo e irrestrito da
palavra) tinha se encaixado em minha cabeça. Não porque minha cabeça não
queria compreender os fatos, mas sim porque existia uma grande e enorme
peça do quebra cabeça faltando. Essa peça faltando eu finalmente
compreendí, tive que mandar esse email para vocês porque as coisas são
muito piores que todos estão imaginando.
Lendo o texto da Lei parte da qual transcrevo abaixo, para que todos
possam ler e se inteirar do que estão prestes a decidir, temos:
.............................
...CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 35. É proibida a comercialização de arma de fogo e munição em todo o
território nacional, salvo para as entidades previstas no art. 6o desta
Lei.
§ 1o Este dispositivo, para entrar em vigor, dependerá de aprovação
mediante referendo popular, a ser realizado em outubro de 2005.
§ 2o Em caso de aprovação do referendo popular, o disposto neste artigo
entrará em vigor na data de publicação de seu resultado pelo Tribunal
Superior Eleitoral. .
....................................................."
Observaram? Não? O problema é tão sutil que poucos compreendem. Vou tentar
explicar.
Leiam novamente o Art.35 "É proibida a comercialização de arma de fogo e
munição em todo o território nacional".
NINGUÉM está mexendo em PORTE DE ARMA, ele continua o mesmo (Leiam o
"CAPÍTULO II - Do porte").
Ninguém tendo arma registrada será obrigado a devolvê-la, inclusive quem
quiser ter uma arma vai precisar (prestem ATENÇÃO!!!) importá-la e
registrá-la devidamente no orgão competente.
Engraçado né? E chamam isso de "Estatuto do Desarmamento". NÃO HAVERÁ
NENHUMA ESPÉCIE DE DESARMAMENTO. PROCUREM NA LEI! EU DESAFIO!!
Notaram, implicaram só com a comercialização? Por que será? Vamos
lá...existe na lei do comércio exterior um ponto que diz: Um país só pode
vender um produto para outro país, se a comercialização do mesmo tipo de
produto for permitido no primeiro país. Ou seja, o Brasil só pode vender
abacaxí para os Estados Unidos se no Brasil for permitido o comércio de
abacaxís.
Pois bem, à luz dos fatos: SE A PROIBIÇÃO FOR REFERENDADA, O BRASIL NÃO
PODERÁ VENDER SUA PRODUÇÃO DE ARMAS DE FOGO PARA OS ESTADOS UNIDOS, PORQUE
A COMERCIALIZAÇÃO DE ARMAS DE FOGO E MUNIÇÃO SERÁ PROIBIDA NO BRASIL. A
indústria Americana agradece.
Vocês vão perguntar, é só por isso que você ficou indignado? Você só quer
defender a industria bélica brasileira? Antes de responder, vamos aos
fatos, os que realmente importam: Vocês sabiam que o Brasil desenvolveu
tecnologia e têm fabricado uma das melhores armas de baixo calibre? Que os
exércitos de todo o mundo utilizam armas brasileiras? Que mais 99% da
produção de armas brasileiras é para exportação? Que 90% das exportações
de armas do Brasil vão para os Estados Unidos? E que isso representa
apenas 20% do mercado americano? Realmente parece que o Brasil está
incomodando...
Ai você vai me dizer: "É, parece realmente que você só quer defender a
industria bélica brasileira". Eu digo não. A indignação é muito maior.
Notaram que tudo que o Brasil tem de bom (laranjas, aviões) os grandes
países querem aniquilar? Comprando deputados e sei lá mais quem, conseguem
levar leis como essa adiante. Sempre é a mesma história, uma farsa por
trás de uma questão com apelo popular e emocional para garantir interesses
baixos e desonestos. Todos sabem que as pessoas que mandam nesse país não
merecem a confiança do povo, todos sabem que as coisas no Brasil não são
como parecem ser. Mais uma vez esses corvos estão entregando os nossos
interesses, os do povo, os do Brasil de fato. Mais uma vez estão enganando
você.
Decidam! Mas antes, por favor, entendam as coisas da maneira correta. E
façam a opção conscientemente e não como gado guiado pela mídia comprada
por interesses menores para distraí-lo dos verdadeiros interesses em jogo!
Se acredita no que eu disse - recomendável ler a lei que citei - repasse
esta mensagem para outras pessoas de modo que elas possam conhecer mais do
que as meias informações que circulam por aí.
NÃO ESTAMOS VOTANDO EM DESARMAMENTO, ESTE JÁ EXISTE, ESTAMOS VOTANDO EM
COMERCIALIZAÇÃO"
Eng. Vera Lúcia Biondo Mesquita Carvalho
Departamento de Patentes/Patent Division
Advocacia Pietro Ariboni
Ariboni, Fabbri & Advogados Associados
Rua Guararapes, 1909 - 1º andar
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