Corretíssimo.
Eu topei ontem com alguém dizendo que o modelo escolar foi inventado numa era de escassez de informações. Hoje, em termos práticos, eliminamos esta escassez… E a escola segue ainda o mesmo modelo.
O modelo escolar não é baseado em aprendizado, mas em memorização; e no geral, condena acesso a ferramentas que, do lado de fora, usamos o tempo todo para amparar a atividade intelectual.
Aqui é um bom ponto de discussão que evitamos. Fraude no sistema eleitoral brasileiro, não é. Porque as pessoas que estão tentando conversar publicamente sobre, tem nítidas más intenções. Eles deliberadamente estão explorando esta zona cinza entre a dúvida legítima e espalhar a incerteza. Não porque são espertos, mas perceberam no erro e tentativa,
o que os beneficia.
Não pode questionar as urnas? Claro que pode. Mas comecem de um ponto informado. O pessoal até hoje cobra que a urna não imprime e que o voto não é auditável.
E agora, temos outra questão em separado: Um STF corrupto e draconiano.
As pessoas que exploram a incerteza da votação, aproveita e cola esta questão à pauta. Sim, temos um STF que expôs todas suas cores, em reação a um bando de delinquentes que arrastaram uma multidão.
Se quiserem saber minha opinião, eu acho que as lagostas do STF saíram baratas, a viver numa bolsocracia. Mesmo com o Master abertamente comprando ministros? Bom, o Master também comprou os atores centrais do Bolsonarismo. E vários do PT também. Então o Master não é o ponto de referência, se ele está permeando tudo.
O autogolpe teria acontecido sem o Supremo exceder sua institucionalidade? Não saberia dizer, é terreno das coisas que se esqueceram de acontecer. Tenho apenas certeza que o autogolpe não aconteceu porque gente dentro das Forças Armadas se restringiram às suas institucionalidades.
A gente cobra um estado ideal das coisas, com juízes isentos se limitando aos autos. Aqui é outro destes terrenos esotéricos. Mas o ideal é ideal, não é factível, ele só é perseguido. No final das minhas contas, eu acho que a gente demoraria mais andar nessa direção numa kakistocracia do que numa judiciocracia.