Porque o Brasil não corre nenhum risco de dar certo.

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Antonio Jozzolino

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Apr 16, 2021, 2:23:06 PMApr 16
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Reunião remota por videoconferência não funciona

Serasa Certificado Digital

  • Americana - SP
  • ID: 122621049
  • 16/04/21 às 15h20
Não Respondida

Meu certificado A1 vence no dia 24/04/2021. Comprei antecipadamente no dia 12/04/2021 e a reunião remota foi marcada para hoje, dia 16/04/2021. A reunião foi um fracasso devido a instabilidade do sistema da Serasa. Depois de tomar meia hora do meu tempo, a atendente agendou nova reunião remota, para o dia 26/04/2021, ou seja, dois dias depois do vencimento do certificado! E ainda perguntou se eu não poderia fazer presencial, sendo que o único motivo que escolhi o Serasa para a RENOVAÇÃO foi pela reunião remota, para evitar transitar em tempos sombrios de pandemia. Além disso, se fosse para fazer reunião presencial, teria feito onde comprei o certificado inicialmente, pois é perto de casa e com lugar para estacionar, e não no centro da cidade. Fica aqui meu protesto e indignação, o que nem surpreende, pois essa burocracia que só nos faz perder tempo é bem típica do sistema cartorário brasileiro.



Irapuan Martinez

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Apr 16, 2021, 4:13:47 PMApr 16
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Uma adversidade positiva da Pandemia será o estabelecimento do trabalho remoto.

Por certo, deixar de alugar uma laje num prédio comercial para instalar escritórios tem sua atratividade. Mas duvido que o turismo de negócio seja prejudicado: Povo gosta de viajar """""""""a trabalho"""""""""" - ou seja, sem cônjugue e filhos. Tirar férias do trabalho é normal, tirar férias da família é mal visto. Quando surgiu a ideia da "viagem a trabalho", muito menos homens saiam para comprar cigarros e nunca mais voltava.

Atendimento remoto também vai se estabelecer. Assim, não precisava da pandemia para isto acontecer, mas assim como Copas do Mundo fez com que a população adotasse TV à cores, a Pandemia nos fez adotar o Teams e o Zoom.

Falta agora o pessoal profissionalizar a coisa. Vai ter que ter um tempo de adaptação (quando meu pai comprou a TV colorida, ainda transmitiam episódios em P&B de "Perdidos no Espaço".

O pessoal com fetiche em carimbo é o que mais vai demorar a entrar na onda. Renovar certificado digital exige colher digitais e bater retrato, como em qualquer repartição retratada pela obra do Nelson Rodrigues. A diferença? O leitor de dedos é digital e a câmera também. Vai ser um fetiche que vai demorar cair.

Outros setor que também sofrerá: Educação. A gente já poderia estar com 10 anos de experiência tendo aulas on line, mas as escolas não oferecem e os pais dos alunos não pagariam. Foram pegos no contrapé da Pandemia. Torcer que o modelo perdure, e sei lá, talvez assim quem sabe, um bom professor tenha 5 mil alunos ao invés de limitar apenas classes de 30 alunos, obrigando a ter professores ruins. 

João Vagner Brito de Medeiros

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Apr 19, 2021, 10:27:58 AMApr 19
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eu deixei vencer o meu, vou precisar passar por esses stress ai novamente em breve =/ 

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Abraços,
João Vagner Brito de Medeiros
joaovagner.com.br

Antonio Jozzolino

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Apr 19, 2021, 10:36:00 AMApr 19
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Parece que vai ter um final feliz, depois eu conto...

Mauricio Fagundes

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Apr 19, 2021, 10:57:03 AMApr 19
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Ano passado tirei, às pressas, um e-CPF na Certisign (o motivo foi a morte de um tio meu, de covid, e a possibilidade de ter que resolver problemas cartoriais remotamente, o que acabou não ocorrendo) exatamente porque ela oferecia a verificação remota. Não tive nenhum problema.

Resolvi renovar o certificado, pois não estou saindo de casa pra nada - tenho esclerose múltipla e prefiro não me arriscar. Novamente a videoconferência funcionou perfeitamente. Assim só posso recomendar o serviço deles para quem precisar. Não fiz nenhuma pesquisa de preços, mas imagino que seja mais caro que os outros (o e-CPF A1 saiu por 160 reais).

[]s

Em seg., 19 de abr. de 2021 às 11:36, Antonio Jozzolino <ant...@jozzolino.com.br> escreveu:
Parece que vai ter um final feliz, depois eu conto...

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Mauricio Fagundes

Antonio Jozzolino

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Apr 19, 2021, 11:03:36 AMApr 19
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O meu é cpf A-1, tirei tbm pela certisign. Porém, de acordo com o site, a renovação é presencial somente para esse certificado, os outros suportam renovação por teleconferência. O Serasa, porém, aceita a renovação remota para meu certificado, só por isso que os escolhi.

Mauricio Fagundes

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Apr 19, 2021, 5:15:48 PMApr 19
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Em seg, 19 de abr de 2021 12:03, Antonio Jozzolino <ant...@jozzolino.com.br> escreveu:
O meu é cpf A-1, tirei tbm pela certisign. Porém, de acordo com o site, a renovação é presencial somente para esse certificado, os outros suportam renovação por teleconferência.

Não, eles fazem por teleconferência. O que o A3 permite é a renovação automática (uma vez) sem a validação. 


Irapuan Martinez

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Apr 23, 2021, 5:03:37 PMApr 23
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Minha vez:

Fui assinar uma mudança de contrato social na junta comercial eletrônica…

Fuêim. Meu certificado estava expirado.

Liga na certificadora, agendou presencialmente na segunda-feira. Não tem como renovar remotamente?

Claro que tem como renovar seu certificado digital remotamente. Tudo que você precisa é de um…

…CERTIFICADO DENTRO DO PRAZO DE VALIDADE.

=x=

Isto me lembrou quando os dinossauros caminhavam sobre a terra. Fui abrir uma lodjinha e a lodjinha precisava de uma ECF — impressora de cupom fiscal.

Fui na Sefaz e conversei com o fiscal. Ele me disse:

— Para instalar a ECF, você precisa do bloco de notas fiscais liberado.

— Ok. O que preciso para liberar o bloco de notas?

— Preciso fazer vistoria na loja e você precisa estar com a ECF instalada.

— Ok… Para instalar a ECF eu preciso do bloco de notas; e você só libera o bloco de notas se fizer a vistoria; na vistoria, a ECF precisa estar instalada.

— Isto mesmo.

— Deixe-me repassar mais uma vez: Para instalar ECF preciso do bloco de notas; bloco de notas exige vistoria; vistoria exige ECF instalada…

Depois da terceira vez que eu repeti as requisições circulares, caiu a ficha para o fiscal do conflito.

Antonio Jozzolino

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Apr 23, 2021, 6:14:07 PMApr 23
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Aqui comigo houve duas tentativas de reunião virtual, mas o sistema não funcionou nas duas vezes. Agendaram para depois do vencimento do certificado, então fiz uma reclamação no Reclame Aqui. Mudaram a data da segunda reunião (que falhou) mas fizeram no prazo. Então mandaram um agente para minha casa e estornaram o pagamento, como cortesia pelo aborrecimento.

Uma surpresa para qualquer empresa Brasileira, muito rara a atitude deles. Claro que não muda o absurdo da situação. O que endossa minha convicção de que quem abre empresa no Brasil é ingênuo, desinformado e idealista. As chances de dar certo são mínimas, é um jogo arriscadíssimo tendo a justiça do trabalho e o governo como inimigos, além da natural concorrência, muitas vezes desleal, que usa os dois primeiros como aliados através de denúncias.

Ser empresário de sucesso significa na prática jamais ousar gozar dos momentos positivos do negócio, jamais ostentar um carro melhor, roupas ou viagens, pois seus "colaboradores" doutrinados em 50 anos de esquerdismo só vão pensar uma coisa: está rico porque me explora.

E assim os sonhadores vão caindo no caminho, falidos e pobres e sem seguro empresário ou algo que importe para colocar no currículo. E junto a eles, uma dezena ou centena de desempregados, miseráveis mas felizes por terem destruído um metido que ousou sonhar.

Mauricio Fagundes

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Apr 23, 2021, 7:57:17 PMApr 23
to ar...@googlegroups.com
Hoje li uma matéria sobre o marco legal das startups. Parece que o Senado conseguiu a façanha de tirar tudo o que significaria um avanço, deixando as startups praticamente iguais às empresas criadas com base nas relações trabalhistas dos anos 30. 

Se o Brasil um dia der certo será, certamente, com esse pobre brasileiro já fora do Brasil. Quer dizer, não exatamente fora, mas transformado em poeira.

[]s
--
Mauricio Fagundes

Irapuan Martinez

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Apr 26, 2021, 5:14:08 PMApr 26
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On Fri, Apr 23, 2021 at 7:14 PM Antonio Jozzolino <ant...@jozzolino.com.br> wrote:
O que endossa minha convicção de que quem abre empresa no Brasil é ingênuo, desinformado e idealista.

Ou talvez você tenha se cansado de trabalhar para gente burra.

 
As chances de dar certo são mínimas, é um jogo arriscadíssimo tendo a justiça do trabalho e o governo como inimigos,

Governo além de inimigo, é sócio: Faz consideráveis retiradas mensais sem contudo cumprir suas obrigações constitucionais.

 
além da natural concorrência, muitas vezes desleal, que usa os dois primeiros como aliados através de denúncias.

"É impossível governar homens honestos. O governo só pode coagir alguém se ele quebrar a lei. Então, resta ao governo criar tantas leis que seja impossível não quebrar alguma" — Ayn Rand.

Seu concorrente te denunciar não é porque ele joga sujo. É porque você abriu o flanco. Dá pra jogar honestamente com leis trabalhistas e fiscais infindáveis no paraíso da família cristã? Dá. Dá trabalho? Muito. Compensa porque você não vai perder dinheiro por causa de flanco aberto.

 
Ser empresário de sucesso significa na prática jamais ousar gozar dos momentos positivos do negócio, jamais ostentar um carro melhor, roupas ou viagens, pois seus "colaboradores" doutrinados em 50 anos de esquerdismo só vão pensar uma coisa: está rico porque me explora.

Está errado o pessoal que acha que empresário é bandido mesmo se prove ao contrário como está o pessoal que ostenta algum tipo de orgulho por ser empresário.

Empreender não é redenção moral para seu ninguém. "Gero empregos e divisas". Nossa, quer uma medalha?

A redenção moral está no trabalho. Max Weber e Adam Smith chamaram isto de "ética protestante do trabalho". Achavam que a lida diária era uma comunhão com o pai do Jotacê. Não disse nada em ser empreendedor, era sobre trabalhar.

É o principal motivo porque países colonizados por protestantes como EUA ou Canadá são hoje países prósperos e seus presidentes, homens educados que não vão dar audiência a programa sensacionalista de TV de quinta categoria ostentar um "CPF cancelado". Os colonos foram colonizar e trabalhavam.

Já países colonizados pelo Catolicismo Ibérico... Vogava a ideia de que se você tinha que trabalhar, era um castigo determinado pelo mesmo Papai Noel celestial do calvinistas aí do parágrafo de cima. Trabalho era um dos castigos para a humanidade quando deu tudo errado depois que o deus abraâmico trancou duas criaturas ingênuas, um ser ardiloso e uma árvore do conhecimento do bem e do mal.

Como o deus iria prever que daria errado, heim? Vocês pensam o quê, que ele era onisciente?

O sujeito achar que é alguma coisa especial por ser empreendedor tende ser aquele tipo de gentinha que exige ser chamado de "doutor". Olha, se você precisa lembrar as pessoas de sua titularidade, é porque ninguém te enxerga como merecedor do título.

Há uma diferença entre "liderança" e "chefia". E todo chefe que já tive era mais burro do que eu.

 
E assim os sonhadores vão caindo no caminho, falidos e pobres e sem seguro empresário ou algo que importe para colocar no currículo. E junto a eles, uma dezena ou centena de desempregados, miseráveis mas felizes por terem destruído um metido que ousou sonhar.

Empreendedores podem falir seus negócios. Empregados podem perder seus empregos.

Há risco para ambos. Menos para os empregados, que gozam de uma segurança empregatícia formidável — É o Brasil sendo o Brasil, aonde se protege o empregado mesmo que tenha que destruir o emprego.

Não que importe o risco. O problema não é quebrar ou não ter emprego. O problema é não ter empreendedorismo ou empregabilidade. Eu nunca lamentei uma demissão. Os períodos mais longos que fiquei sem assinar minha carteira, eu estava de freelance.

Se alguém teme perder o emprego, o problema é a falta de empregabilidade. Mesmo com o mercado ruim (alguma vez o Brasil teve mercado favorável?), se tem empregabilidade, emprego não falta.

E se tem empreendedorismo, capital aparece. Claro, você não vai disparar foguetes para Marte, mas comida na mesa não falta.

Irapuan Martinez

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Apr 26, 2021, 5:28:14 PMApr 26
to Lista ArqHp
On Fri, Apr 23, 2021 at 8:57 PM Mauricio Fagundes <mauricio...@gmail.com> wrote:
Hoje li uma matéria sobre o marco legal das startups. Parece que o Senado conseguiu a façanha de tirar tudo o que significaria um avanço, deixando as startups praticamente iguais às empresas criadas com base nas relações trabalhistas dos anos 30. 

O pessoal adora o case do Uber e reclaaaaama até quando governo quer reconhecer vínculo trabalhista dos motoristas com a empresa.

Primeiro, a Uber não é nenhum tipo de herói abnegado. A empresa nunca foi lucrativa e é só uma empresa de patinete elétrico esperando quebrar. Enquanto ela fatura sem precisar de ter custos trabalhistas mesmo mantendo uma frota mundial de motoristas, pequenos negócios precisam pagar encargos para manter sua modesta frota.

Não estou falando de taxistas. Uber e taxistas nunca foram pontos do mesmo problema. O problema com táxis é apenas a reserva de mercado e um caminhão de subsídios para quem detém das licenças que prefeituras liberam a conta gotas.

Tanto não é problema que há algumas semanas fui pegar um Uber, e um taxista passou por mim três vezes até eu me dar conta que o táxis era o carro do Uber que eu havia chamado.

A Uber é uma empresa destinada a quebrar. Porque hoje o governo a dispensa dos mesmos ônus que demais empresas; se o governo rever isto, a quebra; se o governo abre para todo mundo (ok, improvável), quebra; quando as montadoras resolverem parar de vender carros e alugá-los, a Uber quebra pela concorrência.

Ela não é herói porque heroísmo é fazer algo abnegadamente.

 
Se o Brasil um dia der certo será, certamente, com esse pobre brasileiro já fora do Brasil. Quer dizer, não exatamente fora, mas transformado em poeira.

O Brasil não tem a menor chance de dar certo. Quebramos a hegemonia clepto-progressista do PT e instalamos um delinquente reacionário e despreparado na presidência. O governador do único estado que teve PIB positivo em 2019 e que também é o responsável por 90% das vacinas contra Covid-19 hoje aplicadas, é presidenciável e figura como quarto lugar nas pesquisas. Há muita água para passar debaixo da ponte, mas o panoramade hoje é que teremos novamente um segundo turno entre o delinquente reacionário e o clepto-progressista.

A coisa está tão ruim, mas tão ruim, que se o clepto-progressista ganhar, será um aprimoramento da situação.

Guilherme Silva

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Apr 26, 2021, 6:22:13 PMApr 26
to ar...@googlegroups.com
Seu concorrente te denunciar não é porque ele joga sujo. É porque você abriu o flanco. Dá pra jogar honestamente com leis trabalhistas e fiscais infindáveis no paraíso da família cristã? Dá. Dá trabalho? Muito. Compensa porque você não vai perder dinheiro por causa de flanco aberto.

Não é verdade.

Denúncia é denúncia, não precisa de crime. 

A história que vou contar não tem nenhuma comprovação científica; Uma pessoa que participava de uma lista de discussões, como essa, me contou quando discutíamos uma eventual parceria que o problema dele é que ele estava, naquele momento, sem notebook e bastante afetado emocionalmente.

Sei lá por que raios (conheço só a versão dele da história) a ex-namorada resolveu se vingar dele e ligou para a polícia denunciando que ele tinha pornografia infantil em seu notebook. Ele contou que agentes da polícia federal chegaram em sua casa, tomaram seu note e tudo que tinha de eletrônicos... e levaram para a sede da PF. E ele estava a não-sei-quantos-dias sem notebook, sem poder trabalhar, enquanto os agentes investigavam a queixa da ex-namorada.

Nunca mais falei com ele depois disso. Não sei é verdade ou se tinha algo estranho mesmo. Mas sei que a denúncia, e apenas a denúncia, causou um estrago gigantesco a ele.

Outro fenômeno que acontece bastante é, quando você começa a ter seu nome nas pesquisas para prefeito e é empresário, todas as sortes de fiscais batem à sua porta, e você perde vários dias de trabalho com esses burocratas que nada ajudam mas tomam um tempo indescritível.  Além do que se você teve o despautério de ter prestado serviço para a prefeitura, de uma hora para outra seu nome vai para o final da fila de pagamentos.

Mas a história que prova que é impossível não ser multado é a minha briga com o CREA. Eu fui multado pelo CREA por exercer ilegalmente a profissão de... gerente de projetos. Um dos únicos engenheiro do time, fui multado por um órgão que fiscaliza, julga e recebe a multa que aplica. 

No CNPJ, eu já fui multado porque o departamento que recebeu meu imposto não comunicou o outro departamento no tempo correto. 

Outra que me lembro, foi quando fui renovar meu talão de nota fiscal,  o fiscal da prefeitura disse: ok, mas você tem pagar o ISSQN.  Meu contador, que conhecia a lei replicou: não, pois o serviço foi prestado em outra cidade, e a lei diz que o ISSQN é devido ao município que se presta o serviço e não ao município da empresa que presta o serviço. Insistindo, ele mostrou os contratos que tínhamos com o cliente. Ele disse que contratos não serviam (sim, acredite). Eu disse que poderíamos chamar os gerentes da multinacional que nos contratou para testemunhar: "não serve, eles podem mentir para mim".

O jeito foi, claro, ir embora sem talão de notas, esperar o turno dele acabar,  e solicitar novamente para um novo atendente que conhece a lei. 

Eles queriam me enrabar em algo como 20 mil reais, isso lá por 2004. Corrige pela inflação e pelo fato que eu era um guri...é muito dinheiro. E por ter seguido a lei.

Meu aprendizado? Ignore a lei e pague ISSQN no município da sua empresa e não na da contratante. A fiscalização da prefeitura da empresa contratante nunca vai conseguir provar que você prestou o serviço lá,  e você consegue novos talões de nota fiscal.

Está absolutamente certo quem diz que é impossível ser 100% correto. E isso não tem a ver só com fazer as coisas corretas, mas com o manicômio burocrático de quem ganha muito deixando as coisas como elas são.

Antonio Jozzolino

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Apr 26, 2021, 7:21:56 PMApr 26
to arqhp
Seu concorrente te denunciar não é porque ele joga sujo. É porque você abriu o flanco. Dá pra jogar honestamente com leis trabalhistas e fiscais infindáveis no paraíso da família cristã? Dá. Dá trabalho? Muito. Compensa porque você não vai perder dinheiro por causa de flanco aberto.


Inviabiliza o negócio, simples assim:

Segundo o Banco Central, o Brasil continua sendo o País onde as empresas gastam mais tempo para calcular e pagar impostos: 1.958 horas por ano em média. Na Bolívia, que ocupa o penúltimo lugar, são 1.025 horas por ano. Na Argentina, por exemplo, o tempo médio é de 311,5 horas/ano. Já no México o número cai para 240,5 horas/ano.

 


Está errado o pessoal que acha que empresário é bandido mesmo se prove ao contrário como está o pessoal que ostenta algum tipo de orgulho por ser empresário.

Ou expressei-me errado ou você entendeu errado.  Nunca disse que o empresário merece uma medalha. Não merece porque continua a insistir numa impossibilidade, reafirmando a definição de loucura de Einstein.. Porém, pela coragem e determinação, até que merece sim. Disse apenas que o nível de dificuldade inviabiliza na melhor das hipóteses, a curto prazo, qualquer pequeno negócio. E isso é praticamente de conhecimento comum, não é novidade nem nada, todo mundo sabe disso, até os políticos sabem disso. O problema é que não conseguem sair do círculo vicioso: precisam de mais dinheiro para sustentar  uma massa cada vez mais improdutiva e só podem explorar uma massa produtiva cada vez menor, que saem do país ou migram para o primeiro grupo.

Nestes dias vi um programa afirmando que o caso dos automóveis é um exemplo típico da curva de Laffer: a quantidade de impostos juntamente com a depreciação da moeda tem tornado os carros cada vez mais caros e inacessíveis. Não é à toa que a maioria dos carros são consumidos pelas locadoras de veículos ou comprados via descontos concedidos às pessoas com alguma debilidade funcional. Ou seja, o consumidor comum está deixando de comprar os automóveis. As pessoas finalmente estão se dando conta do custo real do automóvel: IPVA, seguro, manutenção, licenciamento, etc, e tem preferido UBER ou locação de veículos. Estão percebendo que automóvel não é investimento, é passivo, que desvaloriza 10% ao ano e custa horrores apenas para manter.

Estamos vendo mudanças comportamentais profundas no mercado consumidor e o maior responsável é o governo via tributação e política econômica equivocada.

Curioso que isso está acontecendo em escala mundial, embora esse processo já venha ocorrendo há anos no Brasil. Basta observar o aumento de impostos proposto pelo Biden. E isso, claro, fortalece o Bitcoin, não como uma medida de evasão fiscal, mas por pura sobrevivência do patrimônio.

 No fim, todas essas medidas atingem com força o pequeno empresário que não tem como competir com as grandes corporações. E o pequeno empresário acabará se tornando um dependente empobrecido da ajuda assistencial do governo.  No fim, só haverá  Amazon.

Irapuan Martinez

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Apr 27, 2021, 6:48:41 PMApr 27
to Lista ArqHp
On Mon, Apr 26, 2021 at 7:22 PM Guilherme Silva <guilherm...@gmail.com> wrote:
Seu concorrente te denunciar não é porque ele joga sujo. É porque você abriu o flanco. Dá pra jogar honestamente com leis trabalhistas e fiscais infindáveis no paraíso da família cristã? Dá. Dá trabalho? Muito. Compensa porque você não vai perder dinheiro por causa de flanco aberto.

Não é verdade. Denúncia é denúncia, não precisa de crime. 

Minha primeira contadora costumava dizer que todos estamos sujeitos a fiscalização. O que podemos controlar é como trazemos o que vai ser fiscalizado.

Em suma, se pinta uma fiscalização e você tem todos os livros organizadinhos, todos recibos, todas declarações de pronto, os fiscais sabem que dali não tem nada a ser espremido. Mas quando chegam na empresa e a papelada está uma zona, sabe que quanto mais cavarem, mais coisa descobrirão.

 
Sei lá por que raios (conheço só a versão dele da história) a ex-namorada resolveu se vingar dele e ligou para a polícia denunciando que ele tinha pornografia infantil em seu notebook. Ele contou que agentes da polícia federal chegaram em sua casa, tomaram seu note e tudo que tinha de eletrônicos... e levaram para a sede da PF. E ele estava a não-sei-quantos-dias sem notebook, sem poder trabalhar, enquanto os agentes investigavam a queixa da ex-namorada.

image.png
Mas em todo caso, não foi um concorrente. Foi uma ex. O que é mais implacável.

E comunicação de falso crime é também um crime. Se depois de passar por tal perrengue nada for provado, o feitiço volta-se contra a feiticeira.

 
Outro fenômeno que acontece bastante é, quando você começa a ter seu nome nas pesquisas para prefeito e é empresário, todas as sortes de fiscais batem à sua porta, e você perde vários dias de trabalho com esses burocratas que nada ajudam mas tomam um tempo indescritível.  Além do que se você teve o despautério de ter prestado serviço para a prefeitura, de uma hora para outra seu nome vai para o final da fila de pagamentos.

Como disse acima, se você está preparado para uma devassa, o trabalho investido é sua obrigação de qualquer forma, trazer em dia sua papelada. Quer esmiuçar? A vontade. Eles acharam uma guia que foi preenchida com caneta verde quando a lei manda assinar com azul? É provável. Há alguns anos, aderir a um parcelamento de um tributo. Fui acionado porque eu atrasei o tributo - note bem, as parcelas estavam em dia, estavam me cobrando porque eu não quitei o integral no vencimento.

Sim, eles me acionaram porque o departamento que ofereceu o parcelamento não conversou com o que cobra. Sim, eles reconheceram o erro. Não, eles não tiraram minha empresa do Serasa por isto. Os levei para Justiça.

Perdi tempo? A única maneira de não perder tempo com essas coisas é não tendo uma operação. Em outros países, aqueles que são sérios e seus líderes não temem vacinas, eclipses ou o fogo, isto não acontece? Tenho minhas dúvidas.

 
Mas a história que prova que é impossível não ser multado é a minha briga com o CREA. Eu fui multado pelo CREA por exercer ilegalmente a profissão de... gerente de projetos. Um dos únicos engenheiro do time, fui multado por um órgão que fiscaliza, julga e recebe a multa que aplica. 

Mas foi a concorrência que te denunciou ou uma investida aleatória do CREA?

 
O jeito foi, claro, ir embora sem talão de notas, esperar o turno dele acabar,  e solicitar novamente para um novo atendente que conhece a lei. 

Anos atrás tive uma abertura de loja atrasada porque o fiscal queria as notas fiscais do mobiliário. Detalhe, a loja havia sido compra e o antigo proprietário não havia guardado as notas de 10 anos antes. O fiscal estava irredutível e aplicamos esta exata técnica, esperamos ele se ausentar e fomos atendidos por outro.

Meses depois, descobri que ele tinha intenção de comprar a loja. Como era uma franquia, só é repassada para credenciados. Então resolveu exercer seu pequeno poder.

Irapuan Martinez

unread,
Apr 27, 2021, 7:25:51 PMApr 27
to Lista ArqHp
On Mon, Apr 26, 2021 at 8:21 PM Antonio Jozzolino <ant...@jozzolino.com.br> wrote:
Inviabiliza o negócio, simples assim: Segundo o Banco Central, o Brasil continua sendo o País onde as empresas gastam mais tempo para calcular e pagar impostos: 1.958 horas por ano em média.

Anos 80. Você não tinha como planejar a compra de estoque no mês seguinte (com inflação de 180% ao mês), você não tinha computadores, você não tinha sequer linhas telefônicas.

As pessoas ainda empreendiam. Hoje aqui é a Suécia perto daquele inferno. Mas claro que hoje ainda existe a Suécia da Suécia, claro. Como se o empreendedor rodasse o globo e colocasse o dedo aonde ele abriria a sua quitanda. Deveria ser assim, parece razoável, mas nunca é.


Está errado o pessoal que acha que empresário é bandido mesmo se prove ao contrário como está o pessoal que ostenta algum tipo de orgulho por ser empresário.

Ou expressei-me errado ou você entendeu errado.  Nunca disse que o empresário merece uma medalha. Não merece porque continua a insistir numa impossibilidade, reafirmando a definição de loucura de Einstein.. Porém, pela coragem e determinação, até que merece sim.

Acho um barato que antes de 2020, empresário era garra, dedicação, criatividade, 110%. 

Hoje estão choramingando os lockdowns e fazendo pressão para prefeitos para ignorar que, tipo, está acontecendo uma segunda onda de uma Pandemia.

Sou empresário mas não acho que esta classe tem que ser isenta da responsabilidade dos seus equívocos. Ter apoiado o Bolsonaro é um bem comum deles. "Queremos menos governo" e vota num cara que dependeu toda sua vida adulta das tetas do governo. "Precisamos não importar só com a Pandemia, mas com a Economia". Ahã. 2019, sem pandemia, o Brasil triscou na recessão e nenhum dos preocupados com a Economia deu um só pio.

 
Disse apenas que o nível de dificuldade inviabiliza na melhor das hipóteses, a curto prazo, qualquer pequeno negócio. E isso é praticamente de conhecimento comum, não é novidade nem nada, todo mundo sabe disso, até os políticos sabem disso. O problema é que não conseguem sair do círculo vicioso: precisam de mais dinheiro para sustentar  uma massa cada vez mais improdutiva e só podem explorar uma massa produtiva cada vez menor, que saem do país ou migram para o primeiro grupo.

Olha, se nem assim eles votam num Afif Domingos, num Amoêdo ou num Meirelles, eles estão reclamando exatamente do quê? Estes candidatos entendem o que acontece por detrás do balcão de um negócio.

Elegeram duas vezes Lula que havia 30 anos parado de trabalhar; Dilma duas vezes, que na única vez que empreendeu, faliu; depois elegeram o Bolsonaro que foi chutado do Exército para viver a boa vida de deputado e gerou uma família de parasitas.

O Governo é um empecilho que dificulta? Sem a menor dúvida. Este pessoal faz pressão democrática? Uma vez um empresário montou um grupo de pressão em São Paulo, o "Cansei", para pressionar por reformas modernizantes. Foi prontamente ridicularizado por causa do aspecto elitista da iniciativa.

O nome do empresário? João Doria. Está em quarto lugar hoje nas pesquisas presidenciais.

Mas nem de presidente se faz uma nação, mas vá ver deputados eleitos. Enquanto vigorar a eleição proporcional, a Câmara seguirá sendo um freakshow.

 
Nestes dias vi um programa afirmando que o caso dos automóveis é um exemplo típico da curva de Laffer: a quantidade de impostos juntamente com a depreciação da moeda tem tornado os carros cada vez mais caros e inacessíveis. Não é à toa que a maioria dos carros são consumidos pelas locadoras de veículos ou comprados via descontos concedidos às pessoas com alguma debilidade funcional. Ou seja, o consumidor comum está deixando de comprar os automóveis. As pessoas finalmente estão se dando conta do custo real do automóvel: IPVA, seguro, manutenção, licenciamento, etc, e tem preferido UBER ou locação de veículos. Estão percebendo que automóvel não é investimento, é passivo, que desvaloriza 10% ao ano e custa horrores apenas para manter.

Noves fora que o IPI é uma fonte de recursos do Governo. Dá coisa de 1/4 do valor do veículo (varia pela categoria). Isto que está reduzindo a quantidade de veículos?

Primeiro, estamos em crise econômica. Temos juros baixos, mas não há oferta de crédito. E o brasileiro nunca foi muito poupador. Resultado? Audi, BMW, Mercedes e Ford bateram asas.

Usar Uber não fecha a conta. O KM rodado precisa ser mais caro que o KM em veículo privado. No privado, claro tem o custo de oportunidade empatado do preço do carro. Mas é liquidável, descontando a depreciação. Se você soma esta depreciação com o KM rodado, e se o Uber também calcula deste modo, não fecha a conta. O Uber é mais barato porque o motorista assume o custo de depreciação. Alguém está pagando e alguém vai quebrar. Por isto eu digo que Uber vai ser a Panam da próxima década, uma coisa que a gente costuma ver em filmes antigos e não existirá mais então.

 
Estamos vendo mudanças comportamentais profundas no mercado consumidor e o maior responsável é o governo via tributação e política econômica equivocada.

A última vez que o Brasil não teve uma política tributária equivocada, foi até cinco minutos antes do Cabral aportar na Bahia. Precisamos de uma? Claro. Vamos conseguir sem mexer no tamanho do Estado? Tamanho do Estado é mexer com coisas tipo com aposentadoria dos juízes ou militares. Boa sorte. O máximo que vamos conseguir é um plano de 30 anos, mantendo os privilégios atuais e esperar este pessoal ter a boa vontade de morrer e impedir que os novos tenham a mesma política de benefícios.

Político brasileiro só pensa em escala de 30 anos quando deseja fundar uma legenda partidária para mamar no fundo partidário.
 

Curioso que isso está acontecendo em escala mundial, embora esse processo já venha ocorrendo há anos no Brasil. Basta observar o aumento de impostos proposto pelo Biden. E isso, claro, fortalece o Bitcoin, não como uma medida de evasão fiscal, mas por pura sobrevivência do patrimônio.

Vamos imaginar que todo mundo resolve migrar para o Bitcoin para proteger patrimônio. A cotação dispararia. É sustentável subir mais do que hoje? 

 
No fim, todas essas medidas atingem com força o pequeno empresário que não tem como competir com as grandes corporações. E o pequeno empresário acabará se tornando um dependente empobrecido da ajuda assistencial do governo.  No fim, só haverá  Amazon.

É o que diziam das petrolíferas, das ferroviárias, da Bell e da Microsoft. 

Antonio Jozzolino

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Apr 27, 2021, 7:54:19 PMApr 27
to arqhp


Hoje estão choramingando os lockdowns e fazendo pressão para prefeitos para ignorar que, tipo, está acontecendo uma segunda onda de uma Pandemia.

Hoje temos mais acesso a informação descentralizada, simples assim. Antes éramos obrigados a engolir a mídia oficial.
 

Sou empresário mas não acho que esta classe tem que ser isenta da responsabilidade dos seus equívocos. Ter apoiado o Bolsonaro é um bem comum deles. "Queremos menos governo" e vota num cara que dependeu toda sua vida adulta das tetas do governo. "Precisamos não importar só com a Pandemia, mas com a Economia". Ahã. 2019, sem pandemia, o Brasil triscou na recessão e nenhum dos preocupados com a Economia deu um só pio.


Você sempre trás a discussão para o binário político, criticando o candidato que você não gosta. Eu já acho que o problema não é esse ou aquele candidato, é o sistema, é o estado. Com isso não quero dizer que o estado tenha que acabar, mas tem que ser o menor possível para não atrapalhar o progresso e destruir o país com o sem número de parasitas que sustenta.

Segundo, a responsabilidade do empresário é simplesmente pagar seus impostos para manter um estado menor possível. Mas não é isso que acontece, ele é literalmente perseguido, punido por ousar competir com o estado. Daí vem o programa de renda mínima, o governo precisa desesperadamente mostrar que é imprescindível para o afegão médio.
 

Usar Uber não fecha a conta. O KM rodado precisa ser mais caro que o KM em veículo privado. No privado, claro tem o custo de oportunidade empatado do preço do carro. Mas é liquidável, descontando a depreciação. Se você soma esta depreciação com o KM rodado, e se o Uber também calcula deste modo, não fecha a conta. O Uber é mais barato porque o motorista assume o custo de depreciação. Alguém está pagando e alguém vai quebrar. Por isto eu digo que Uber vai ser a Panam da próxima década, uma coisa que a gente costuma ver em filmes antigos e não existirá mais então.


Errado. Primeiro que o custo de impostos não é só IPI, tem uma centena de impostos indiretos que incidem na brincadeira e encarecem o produto. Segundo, não há custo de oportunidade em passivo. A conta não fecha porque você não está fazendo a conta certa. Pega o preço do carro, aplique 20% de desvalorização no primeiro ano e 10% nos anos seguintes, some a manutenção, seguro, impostos, divida por 12 e compare com o aluguel de um carro se precisar dele 24x365, com uber ou táxi esporádico nem dá pra comparar, a economia é gigante. Ah, aí sim você tem que levar em conta o custo de oportunidade, se for pagar a vista e investir num fundo imobiliário que renda 6,5% ao ano, pior ainda se tiver que financiar pagando 12% ao ano.
 
 

Político brasileiro só pensa em escala de 30 anos quando deseja fundar uma legenda partidária para mamar no fundo partidário.


A reforma nunca virá dos maiores prejudicados que são os parasitas do estado. Ela tem que vir à força, não pela violência, mas por medidas criativas que inviabilizem o governo, como o Bitcoin.
 
 
Vamos imaginar que todo mundo resolve migrar para o Bitcoin para proteger patrimônio. A cotação dispararia. É sustentável subir mais do que hoje? 

Já está acontecendo. A cada investida do governo, impressão de moeda (dólar) o bitcoin aumenta de preço.  É sustentável porque ele pode ser negociado até a sexta casa decimal. E ele está se tornando reserva de valor rapidamente, outras criptos farão o trabalho da negociação eventual.
 
 
No fim, todas essas medidas atingem com força o pequeno empresário que não tem como competir com as grandes corporações. E o pequeno empresário acabará se tornando um dependente empobrecido da ajuda assistencial do governo.  No fim, só haverá  Amazon.

É o que diziam das petrolíferas, das ferroviárias, da Bell e da Microsoft.

Ah, sim, a lojinha de computadores da esquina que monta micros vindo do Paraguai vai de vento em popa. De resto, esses seus exemplos são oligopólios que sobrevivem graças à ligação com o estado, ou seja, mais um argumento tese que defendo.
 

Guilherme Silva

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Apr 27, 2021, 8:27:40 PMApr 27
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Segundo, a responsabilidade do empresário é simplesmente pagar seus impostos para manter um estado menor possível. 

Na-na-ni-na-não.

A campanha que nos levou ao Bolsopetismo atual foi fortemente financiado pelos empresários, que se uniram e fizeram lobby para um candidato que afastasse o PT.

Você pode considerar um único oligarca, o véio da Havan como exemplo, mas o empresariado e os agricultores se uniram em torno desse nome, apostando na promessa de liberalismo em grande parte por conta do nome do Paulo CPMF Guedes.

Então enquanto empresário a obrigação é "apenas" financiar o diabo. Mas como classe, com níveis diferentes de união, os empresários se posicionaram sim a favor do Bolsonaro.

Antonio Jozzolino

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Apr 27, 2021, 8:34:16 PMApr 27
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Você pode considerar um único oligarca, o véio da Havan como exemplo, mas o empresariado e os agricultores se uniram em torno desse nome, apostando na promessa de liberalismo em grande parte por conta do nome do Paulo CPMF Guedes.

Então enquanto empresário a obrigação é "apenas" financiar o diabo. Mas como classe, com níveis diferentes de união, os empresários se posicionaram sim a favor do Bolsonaro.

E daí? Não estou tecendo uma defesa ou crítica aos empresários brasileiros que apoiaram o Bolsonaro ou ao Bolsonaro em si. Estou falando das responsabilidades de qualquer indivíduo, inclusive pessoas jurídicas, para com o estado, que deve ser mínimo e não deve atrapalhar sua maior fonte de renda, justamente a classe empresarial.

De novo, você trás a discussão para o binário político atual.

Guilherme Silva

unread,
Apr 27, 2021, 8:34:23 PMApr 27
to ar...@googlegroups.com
Meses depois, descobri que ele tinha intenção de comprar a loja. Como era uma franquia, só é repassada para credenciados. Então resolveu exercer seu pequeno poder.

Então,  lendo o email como um todo, chegamos à conclusão que um empresário, mesmo fazendo tudo certinho, pode ser derrubado, principalmente se ele estiver enfrentando um inimigo "tempestade perfeita": um cartel irritado, com um ou um time de burocratas que tem interesses (e as vezes o interesse é só o de que as coisas não dêem certo) e o político local. Ah, e durante uma pandemia.

Pode até ser possível, mas tem que ser muito muito bom pra resistir a isso de pé. 

Guilherme Silva

unread,
Apr 27, 2021, 8:37:20 PMApr 27
to ar...@googlegroups.com
 Estou falando das responsabilidades de qualquer indivíduo, inclusive pessoas jurídicas, para com o estado, que deve ser mínimo e não deve atrapalhar sua maior fonte de renda, justamente a classe empresarial.

Ok, mas ninguém está argumentando contra isso. Nessa discussão você está sozinho.

De novo, você trás a discussão para o binário político atual.

Não, eu estou dizendo que os empresários são sim em grande parte CAUSA do cenário binário político atual.

Irapuan Martinez

unread,
May 5, 2021, 6:48:32 PMMay 5
to ar...@googlegroups.com
iaOn Tue, Apr 27, 2021 at 8:54 PM Antonio Jozzolino <ant...@jozzolino.com.br> wrote:
Hoje estão choramingando os lockdowns e fazendo pressão para prefeitos para ignorar que, tipo, está acontecendo uma segunda onda de uma Pandemia.

Hoje temos mais acesso a informação descentralizada, simples assim. Antes éramos obrigados a engolir a mídia oficial.

Sabe o que lembro quando alguém diz "informação descentralizada" para criticar o jornalismo? Democracia direta. Aquele tipo de coisa que funcionou na URSS (soviets) ou Venezuela (política plebiscitária).

Se lá foi uma tragédia, aqui tem tudo para funcionar se for The Bolsonaros comandando. Confie no potencial.


Você sempre trás a discussão para o binário político, criticando o candidato que você não gosta. Eu já acho que o problema não é esse ou aquele candidato, é o sistema, é o estado. Com isso não quero dizer que o estado tenha que acabar, mas tem que ser o menor possível para não atrapalhar o progresso e destruir o país com o sem número de parasitas que sustenta.

O Brasil vai ter um substancial aprimoramento quando chegar ao binarismo. Hoje temos o Bolsonaro torcendo pela candidatura do Lula e temos o Lula evitando o impeachment do Bolsonaro para ganhar a eleição mais fácil de sua vida. 

Eu não gosto do Bolsonaro por gostar do Lula. A primeira coisa que vi no Bolsonaro era que ele não guardava diferenças com o Lula. Como o Lula, ostenta ignorância como virtude.

 
Segundo, a responsabilidade do empresário é simplesmente pagar seus impostos para manter um estado menor possível. Mas não é isso que acontece, ele é literalmente perseguido, punido por ousar competir com o estado. Daí vem o programa de renda mínima, o governo precisa desesperadamente mostrar que é imprescindível para o afegão médio.

Parece que o plano é o Estado perseguir o empresário. Não empregue malícia ao que pode ser adequadamente explicado pela estupidez. O Brasil nunca teve uma visão como nação. Exceto se achar que o estado é um infindável provedor de privilégios, seja algum tipo de visão.

A gente poderia se deter como o Estado brasileiro é malvadão, mas se a gente for em Hong Kong ou Lichtenstein, haverá liberais implicando que o fato do Governo pagar para varrer as ruas, é interferência no livre mercado.

Veja, dia desses um desses think tank liberais brasileiros estavam criticando a intervenção do Estado Chileno... AO FORNECER VOUCHERS ESTUDANTIS.

O Brasil padece da falta de visão como nação e lamento, a visão idealizada de um mercado perfeitamente livre não é o que vai nos levar até lá.

 
Político brasileiro só pensa em escala de 30 anos quando deseja fundar uma legenda partidária para mamar no fundo partidário.

A reforma nunca virá dos maiores prejudicados que são os parasitas do estado. Ela tem que vir à força, não pela violência, mas por medidas criativas que inviabilizem o governo, como o Bitcoin.

Eu vejo economias dolarizadas como a Argentina e a Venezuela e elas não me apontam que o emprego de uma moeda concorrente à emissão estatal, emparede o Governo.


Vamos imaginar que todo mundo resolve migrar para o Bitcoin para proteger patrimônio. A cotação dispararia. É sustentável subir mais do que hoje? 

Já está acontecendo. A cada investida do governo, impressão de moeda (dólar) o bitcoin aumenta de preço.  É sustentável porque ele pode ser negociado até a sexta casa decimal. E ele está se tornando reserva de valor rapidamente, outras criptos farão o trabalho da negociação eventual.

Se a cotação não para de subir - vi um tweet, não conferi, até o Mercado Livre está comprando Bitcoin - ter seis casas decimais não vai ser solução monetária diferente do que cortar zeros.

Estou vendo investidores chamando cryto de pirâmide, que estão comprando crypto, esperando atingir um objetivo e vender. Este pessoal vai liquidar a reserva no minuto que acharem que ouviu um estrondo. Então adieu reservas.



No fim, todas essas medidas atingem com força o pequeno empresário que não tem como competir com as grandes corporações. E o pequeno empresário acabará se tornando um dependente empobrecido da ajuda assistencial do governo.  No fim, só haverá  Amazon.

É o que diziam das petrolíferas, das ferroviárias, da Bell e da Microsoft.

Ah, sim, a lojinha de computadores da esquina que monta micros vindo do Paraguai vai de vento em popa. De resto, esses seus exemplos são oligopólios que sobrevivem graças à ligação com o estado, ou seja, mais um argumento tese que defendo.

Citei empresas que perderam seus monopólios, mas você está certo sobre mono/oligopólios: Se sustentam com a intervenção do governo no mercado.

Embora não tenha sido o caso da Microsoft. O governo interviu justamente para quebrar a concorrência desleal.
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