Jonas Galvez wrote:
> Irapuan Martinez wrote:
>>Tentar trazer as características do mark up para dentro do Flash
>>não tem o menor sentido. Você terá um trabalho arretado para
>>criar praticamente um browser que renderiza mark up dentro do
>>SWF, quando o próprio navegador já faz isso, com vantagens que o
>>SWF Player não alcança.
>
> Irapuan, o objetivo não é reproduzir no Flash, a exata aparência do
> layout do conteúdo XHTML, e sim apenas extrair os dados do XHTML (ou
> XML fonte) a partir do Flash e renderizá-los como quiser.
As características que mencionei não se tratavam da estética. Se
tratavam de coisas como o a possibilidade de dar um <ctrl + F> que o
Caparica mencionou. Chavear estilos. Zoom font. Cute'n'past. Um
torrilhão de pequenas coisas que a implementação de mark up permite. E
que o Flash também permite, mas apenas se o desenvolvedor gastar horas a
mais de desenvolvimento implementando as mesmas.
Ou seja, para criar a mesma experiência do mark up dentro do Flash, tem
que se construir um browser para rodar dentro do browser. Não há sentido.
Ao extrair dados de um XHTML, o Claus fez poesia em forma de dot syntax.
Mas carece ainda de utilidade e pertinência.
A utilidade mencionada seria o conteúdo poder ser parseado por
webcrawlers. Mas isso vai contra uma das recomedações do próprio Google:
"Não crie home pages para search engine. Crie para os usuários". Ontem
li um depoimento do Tim Berneer-Lee aonde ele dizia coisa muito análoga,
aonde a web não era uma implementação técnica, mas social.
> SEFFS só melhora a mecânica de algo que já é feito há muito tempo: o
> uso de uma mesma base dados para interfaces diferentes. Por exemplo,
> imagine que temos um XML simples. Com o auxílio de um script,
> transformamos esse XML em XHTML.
Aqui seria a pertinência que mencionei acima. Mas não vejo que seja.
Porque se permitir que uma mesma base de dados seja parseada por
diferentes interfaces, quem escolhe uma dessas diferentes interfaces é o
usuário. A decisão de usar Flash não parte deste, parte do desenvolvedor.
Mude essa direção de escolha, que a pertinência começará a se formar.
Mas fico imaginando o tamanho de implementação para rodar dentro do SWF
para adicionar essa pertinência. Teria, como disse, que criar um browser
para rodar dentro do SWF. Com as implicações que isso leva.
> Com o SEFFS, poderiamos fazer com que, na presença do Flash Player, a
> interface Flash fosse carregada, e usasse como fonte o XML puro, ao
> adicionar um parâmetro na URL a partir do código ActionScript.
> (...) SEFFS não faz mágica. Ele não oferece a versão XHTML a partir do Flash
> e nem o contrário. É um apenas auxílio, um auxílio muito bom, na
> maneira como HARMONIZAMOS a *alternância* de Flash e XHTML numa mesma
> página. Todo user-agent que não tem Flash veria o XHTML.
Mas não é apenas a questão de disponibilidade do player. Posso ter o
player e ainda preferir acessar o mark up.
Por isso mencionei ontem que a interpretação da tag <object> precisa
amadurecer. No momento que os navegadores permitirem chavear entre o
objeto e o markup inserido dentro da tag, o usuário poderá fazer essa opção.
Se isso acontecer, o SEFFS será um complicador redundante.
> Gostaria de enfatizar novamente que não estou dizendo pra fazermos
> todos nossos sites com duas versões, Flash e XHTML. SEFFS, repito, é
> uma solução para quem já decidiu usar Flash (pornecessidade técnica ou
> profissional) mas deseja também oferecer uma versão com boa
> acessibilidade, principalmente para search engines.
Existe um conceito tão simples no web design que é praticamente
ignorado. Eu mesmo tenho dificuldade de descrever sua tamanha
importância, talve por causa da sua obviedade: O conceito unitário das
URIs. Essencialmente, organizamos nossos sites aonde cada home page tem
um conteúdo exclusivo. E cada "átomo" de nossos sites tem uma URI
específica, única, no mundo todo. Um mesmo documento, uma mesma URI
universal.
Toda a metainformação e estrutura semântica do mark up é voltado para um
"átomo" por vez.
Flash, como se sabe, não tem essa separação distinta entre os "átomos".
Um mesmo SWF, todo o conteúdo. Não há deep links, não há o conceito
unitário de URI, um endereço, um documento.
Por isso, o SEFFS para ter uma alternativa em mark up ao SWF não
funciona. Você teria que publicar TODO O SITE num mesmo mark up para que
todo o site fosse parseado. E o usuário incaulto que visse o link no
Google, ao entrar, teria que ainda procurar aquela seção em específico,
aquele "deep link".
Alternativa? Criar m SWF para cada "átomo", uma home page aonde cada uma
teria seu próprio SWF. Vocês vêem? Quando mais se tenta aproximar a
experiência do mark up dentro do SWF, mais se complica, quando poderia
apenas simplesmente adotar o mark up.
Se o SWF explora características que o mark up não tem, como por
exemplo, aplicativos gráficos dinâmicos (um game se encaixaria nessa
pomposa definiçao), mark up para este aplicativo individual importa
muito pouco e poderia ser disposta no HTML que requisita o SWF. Por isso
disse esses dias: use o SWF aonde suas vantagens se evidenciam, não
aonde suas desvantagens se evidenciam.
> Irapuan Martinez wrote:
>>Apaguei a DLL do SWF Player do Opera e acessei o site. Pedi para
>>ver o source, e o Opera se recusou - disse que nada havia para
>>ser exibido. Fiquei confuso, já que o source estava acessível no
>>Firefox. Diferenças entre os navegadores, imagino.
>
> Eu acho que deletar a DLL não é um meio eficaz de desabilitar o
> plug-in. Eu desabilitei os plug-ins do Opera via Options e não tive
> problemas em exibir o XHTML (e o source).
Para os "Netscape compatible", apagar a DLL é eficiente para desabilitar
o plug in. Assim como apenas copiar o mesmo é eficiente para instalar o
plug in - por exemplo, o plug ing SVG da Adobe não reconhece a
existência do Opera. Mas copie a DLL para a pasta plug in, que o Opera
passa a renderizar SVG.
Obviamente, tem que rolar o delete ou copiar, com o browser fechado.
Mas acabei de testar desligar o plug in via preferences no Opera 7.54.
Acessei o
http://codeazur.com.br/stuff/fugsp/ e renderizou o XHTML. Mas
novamente, ao solicitar o source, ele avisava que não havia arquivo
disponível.
Curiosamente, ao solicitar o source do CSS, é exibido :/ Naturalmente,
nada disso tem a ver com a implementação do SEFFS. É coisa do Opera.