EXTRA! CACHORRO MORDEU UM HOMEM!

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Irapuan Martinez

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May 16, 2012, 8:02:37 AM5/16/12
to Lista ArqHp
Perdõem o subject, mas precisei colocar uma chamada menos óbvia do que um gerente que ganha dinheiro dizendo que marketing mobile vai bombar dizendo que o marketing mobile vai bombar:

http://exame.abril.com.br/marketing/noticias/mobile-marketing-sera-dominante-em-10-anos-diz-paul-gelb

Para Paul Gelb, vice-presidente e fundador da área de mobile da Razorfish, smartphones e tablets serão a primeira mídia verdadeiramente de massa, capaz de gerar um alcance sem precedentes aos anunciantes.

Ahã. Considerando que frequentemente em todos os países há mais rádios e TVs do que casas com saneamento básico, vamos apostar as fichas nisto.
 

"O mobile é uma plataforma extremamente funcional e flexível. Se você não encontrou um caminho no mobile para atingir seus objetivos, não é porque ele não existe, é apenas porque você ainda não o encontrou", diz ele.

Filosófico.

 

Na entrevista abaixo, exclusiva para EXAME.com, Gelb comenta aspectos do cenário mobile mundial e explica por que dentro de 10 anos smartphones e tablets serão responsáveis pela maior fatia do bolo publicitário, ultrapassando até mesmo TV e internet.

EXAME.com – Como foi o início da Razorfish em projetos para mobile? 

Paul Gelb - Começamos organicamente. Temos projetos para mobile há mais de cinco anos, mas a prática e os serviços foram formalizados há cerca de quatro. Há muitas pessoas apaixonadas por mobile na empresa, e incentivamos uma cultura de empreendedorismo e inovação. Começamos a área mobile à noite, trabalhando após o expediente. Reservamos uma sala de conferência em cinco ou seis pessoas para pensar sobre o caminho do mobile e como poderíamos ajudar nossos clientes.

"Organicamente"??? Eita, Ira, não seja escatológico!


 

EXAME.com - Como é o cenário de mobile marketing hoje, comparado ao de cinco anos atrás?

Gelb – É radicalmente diferente do que era há cinco anos. Os dispositivos mudaram completamente. Hoje, grandes mudanças acontecem a cada três ou seis meses. Nos últimos anos, vimos algo inédito: a tecnologia mudando rapidamente e sendo adotada quase em tempo real pelos consumidores. Antes, uma grande inovação era usada por consumidores apenas anos depois de ser criada. De repente, todas as gigantes de tecnologia como Google, Apple e Microsoft passaram a ter o futuro definido pela forma como lidam com a mobilidade. Essa indústria se divide entre antes e depois do iPhone.

Sério mesmo que uma mídia eletrônica mudou radicalmente num prazo de 5 anos? Estou estupefado!

É curioso que você pode reescrever todo o parágrado acima trocando mobilidade por meramente internet e iPhone por computadores que a frase continua a funcionar. Parece até um template.


 

EXAME.com - Como os dispositivos móveis desafiam a criatividade?

Gelb - O primeiro desafio diz respeito à riqueza de funcionalidades dos dispositivos - câmeras, interfaces sensíveis ao toque... Apesar de se poder criar uma infinidade de coisas, ainda existem questões computacionais, e mesmo dificuldades para se entender a tecnologia que entrega tudo isso. Outro desafio é que hoje podemos impactar consumidores em locais e momentos antes impensáveis. Isso nos fornece novas oportunidades e situações de marketing que vão além do ponto de contato que tínhamos pelo computador, pela televisão ou pelo rádio. Mobile é a tecnologia mais funcional da história. Não falamos apenas de entregar um vídeo ou uma imagem que represente a sua marca. Falamos em, de fato, gerar experiências aos usuários. 

Ah, vendedores de sonhos. Esta semana se divulgou no Brasil que 14% tem um espertophone no bolso. iPhone ou Android Ice Cream Sandwich? Nah, tudo blackberry style: Aquele celular com display horizontal e reclado Qwerty que a RIM, Motorola, Nokia e LG vendem desbloqueados por 200 mangos e já chamam de smartphone. Claro que lá fora é uma outra realidade (bancada exclusivamente pela telefonia ser de fato livre mercado, diferente da privatização dos lucros que acontece no Brasil), mas lá é ainda mais fácil ter um aparelhinho que rode apps mas sem interfaces sensíveis ao toque.

Se aposta nos recursos dos smartphones quando a bola está em outro lugar: Na relação custo/benefício de redes de dados e geolocalização. Touchscreen é como janelas pop up ou Flash nos desktops: Acham que é arma de marketing, mas é um mero recurso técnico que ninguém comprova fidelizar clientes.

"Ponto de contato". Os marketeiros estão perdendo a vergonha em usar termos cada vez mais abusivos no trato de suas vítimas. Sai pra lá, bicho feio! Se que não quero ver comercial de TV, eu mudo de canal. Tem como mudar de canal no celular?

 

EXAME.com - Você diz que em até 10 anos os investimentos publicitários em mobile irão ultrapassar a Internet e a TV...

Gelb – Eu diria que isso certamente acontecerá nos Estados Unidos, e é bem provável que aconteça globalmente. (....)

OH RLY? Cansei de ouvir isto da internet. Me contem um homem que mordeu um cachorro. Isto sim é notícia, não o inverso.


EXAME.com – Há alguma tendência determinante nesse processo?

Gelb - Há uma tendência muito forte no comportamento do consumidor: acessar conteúdos mobile em frente à TV. Isso acontece enquanto vemos a televisão crescer de forma rasa e estar à beira de um pequeno declínio. Esses consumidores não estão necessariamente buscando conteúdos relacionados a um programa de TV, mas trafegando por uma série de conteúdos e experiências. O uso de smartphones acontece particularmente durante os intervalos comerciais, inclusive com um aumento de tráfego nesses momentos e também após os programas. Não é apenas a atenção do consumidor que está no telefone. Há cliques, informações e métricas que mostram que o usuário estava realmente prestando atenção no conteúdo fornecido via celular.

Navegar assistindo TV está de fato se tornando uma prática comum - vide os trending topics no Twitter que mudam ao sabor da programação de TV. Mas isso acontece eventualmente quando se deseja saber alguma coisa sobre alguma coisa vista (sim, pode ser sobre um produto anunciado, mas mais provavelmente, será uma pesquisa na Wikipedia, IMDB ou numa "Lostpedia" relacionada ao que se está assistindo - ou no caso de TV aberta, aonde se passa a programação mais estúpida da TV, é pra "xingar muito no Twitter").

Ou seja, é um evento selvagem, sem controle dos marketeiros. Eles, naturalmente, querem domar os usuários. Pior ainda, faz com que o tal "mobile marketing" (tinha antes um "standing marketing"?) depender VENALMENTE duma boa e velha mídia que funciona deste a 2ª Guerrona. Não compreendo exatamente essa empolgação toda.


(...) EXAME.com – Esta é a primeira vez que você vem ao Brasil. O que encontrou de interessante?

Gelb – Temos visto enormes exemplos da criação de energia e oportunidade vindos do Brasil e impactando um mercado global. As finanças no Brasil fazem sentido, o custo dos dispositivos móveis diminuiu e eles se tornaram disponíveis de forma mais regular para grande parte da população. Culturalmente, penso que o Brasil é capaz de incentivar uma cultura de inovação para uma larga parcela da população, que pode até mesmo “pular” a tradicional web e começar a experiência digital com dispositivos móveis nas mãos, o que fornece uma oportunidade rica de entender como a mobilidade e seu potencial. (...)

"VOCÊS SÃO A MELHOR CIDADE QUE EU JÁ APRESENTEI MEU ROCK´N´ROLL".

Jornalista de TI nos prova mais uma vez que jornalista além de diploma, precisa de bom senso. CLARO que o pescador aí não iria falar outra coisa que nossa baia dá os melhores peixes. Imagina ele se atrever a dizer dos entraves governamentais que evitam o aprimoramento do mercado mobile - se é que ele sequer, conhece nossa realidade. Daí o jornalista acha que um sujeito que vende panaceia tem algo a dizer de relevante a nosso mercado. Responde com uma platitude ("Vocês são a melhor cidade aonde me apresentei") e claro, o jornalista nunca, nunca contesta.



Daniel

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May 16, 2012, 8:06:48 AM5/16/12
to ar...@googlegroups.com
De jeito algum o mobile vai passar TV no Brasil em menos de 10 anos. 

Só a TV absorve mais de 60% de toda a publicidade por aqui. Nos EUA é diferente, lá TV não é tão relevante. Até acho que internet já passou ou está quase empatando com a TV por lá. Em outros lugares, a internet já passou os jornais.

Abraço, Bender.

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Sent from my DeLorean







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Marcus de Oliveira Silva

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May 16, 2012, 8:16:49 AM5/16/12
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Mais uma vez agente tem que gastar tempo e processamento pra ler todo texto e analisar a puta hipocrisia.
O cara vem e fala o que quer mais nunca o que agente de cá quer ouvir.

A verdade num veeeem de jeito nenhum. A grande maioria que ler a reportagem sem as intervenções do Ira ou
parar e refletir sobre cada pergunta e resposta vai endeusar o cara e dizer que ele sabe dimais. E como todos 
sabemos, um gringo oba oba faz sucesso pra carajo!



2012/5/16 Daniel <daniel...@gmail.com>

Irapuan Martinez

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May 16, 2012, 9:47:36 AM5/16/12
to ar...@googlegroups.com
2012/5/16 Daniel <daniel...@gmail.com>

De jeito algum o mobile vai passar TV no Brasil em menos de 10 anos. 
Só a TV absorve mais de 60% de toda a publicidade por aqui. Nos EUA é diferente, lá TV não é tão relevante. Até acho que internet já passou ou está quase empatando com a TV por lá. Em outros lugares, a internet já passou os jornais.

Precisamos seguir aonde o dinheiro está. A internet vai passar uma Tv ou jornal no dia que movimentar tanto dinheiro quanto.

É como eu sempre digo: Se a Microsoft ganhasse dinheiro vendendo sutians, até os homens estariam usando. Não é uma mera questão mesquinha, é questão de sustentar um ecossistema, um modelo de negócios. Hoje você baixa um torrent de um CD em 5 minutos. Isto deveria ter acabado com o negócio de vender música, não é? Mas o ecossistema do iOS nos prova o contrário.

Um argumento que virou clichê nos anos 90 era que o rádio levou 50 anos para atingir 10 milhões de pessoas. A Tv levou 30. A internet levou 3 anos (qualquer coisa assim, os números podem ser diferentes). Mas a Tv e o Rádio estão aí firmes e forte. Porque tem um ecossistema financeiro. Entenda-se por isso que estão gerando valor para todas as pontas envolvidas.

Internet (seja "standing" seja "mobile") gera valor aos seus usuários. Mas ainda não gerou para anunciantes ou pra desenvolvedores de conteúdo. Eventualmente algumas empresas eestão obtendo ROI de aplicações (Internet banking; o Google com seu Adsense), mas não são todos.

Se o mobile vai virar um ecossistema aonde a internet ainda não conseguiu? Duvido que consigam, requentando os mesmos discursos de 15 anos atrás.

Irapuan Martinez

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May 16, 2012, 9:48:40 AM5/16/12
to ar...@googlegroups.com
2012/5/16 Marcus de Oliveira Silva <onlym...@gmail.com>

E como todos 
sabemos, um gringo oba oba faz sucesso pra carajo!

Fazendo trocadilho com o nome da empresa do sujeito, ele veio até aqui vender anzóis.

Ele iria dizer alguma outra coisa senão que nossa lagoa tem os melhores peixes?

João Vagner Brito de Medeiros

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May 16, 2012, 11:36:40 AM5/16/12
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Nem vou ler esse jornal. Pelo celular entao. Nem pensar.

Sao tao mobiles q nem pensaram em resumir nada neh?

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