Fora IE

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Irapuan Martinez

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May 21, 2012, 1:21:25 PM5/21/12
to Lista ArqHp
Se atribui a Bill Gates a frase "640kbytes de memória é suficiente para qualquer um" (isto no final dos anos 80). Hoje é questionável que ele tenha dito tamanha asneira, mas uma coisa que não foi questionável foi sua empresa ter considerado o Internet Explorer 6 como o browser definitivo da web, entre os anos de 2002 até 2007, quando seria lançado o então "Longhorn" (nome código do Windows Vista) que daí sim, só iriam atualizar o IE quem migrasse de sistema operacional.

Este erro crasso, que aconteceu a partir da arrogância derivada ao deter mais de 90% do mercado dos browsers, permitiu que os concorrentes se destacassem em campos aonde o IE não tinha total controle: Enquanto este vinha com o sistema operacional (prática que motivou alguns processos de concorrência desleal), os demais simplesmente... se modernizaram.

Hoje precisamos dizer uma coisa a Microsoft por esta arrogância: Obrigado!

http://www.telegraph.co.uk/technology/internet/9280254/Google-Chrome-beats-Internet-Explorer-to-become-worlds-most-popular-web-browser.html

Claro que são altamente questionáveis os critérios da pesquisa. Mas a tendência é nítida: IE já não é como antes. Sequer o Windows anda sendo, com o crescimento de acesso à web por outros dispositivos, como Smartphones, videogames, smartTV e tablets.

Eduardo Perroud

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May 21, 2012, 1:51:52 PM5/21/12
to ar...@googlegroups.com
Não acredito em milhões de downloads de Chrome, apenas no uso do Chrome Frame dentro da peneira, digo, do Internet Explorer. Aí sim pode fazer sentido. Agora falta o Firefox e o Safari criarem seus "Firefox Frame" e "Safari Frame" e os números da Microsoft terão nítidos e garrafais menos de 20%.


Em 21 de maio de 2012 14:21, Irapuan Martinez <ira...@gmail.com> escreveu:
Este erro crasso, que aconteceu a partir da arrogância derivada ao deter mais de 90% do mercado dos browsers, permitiu que os concorrentes se destacassem em campos aonde o IE não tinha total controle: Enquanto este vinha com o sistema operacional (prática que motivou alguns processos de concorrência desleal), os demais simplesmente... se modernizaram.

Hoje precisamos dizer uma coisa a Microsoft por esta arrogância: Obrigado!

http://www.telegraph.co.uk/technology/internet/9280254/Google-Chrome-beats-Internet-Explorer-to-become-worlds-most-popular-web-browser.html

Claro que são altamente questionáveis os critérios da pesquisa. Mas a tendência é nítida: IE já não é como antes. Sequer o Windows anda sendo, com o crescimento de acesso à web por outros dispositivos, como Smartphones, videogames, smartTV e tablets.




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Eduardo Perroud

Irapuan Martinez

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May 21, 2012, 2:15:47 PM5/21/12
to ar...@googlegroups.com
2012/5/21 Eduardo Perroud <per...@gmail.com>

Não acredito em milhões de downloads de Chrome, apenas no uso do Chrome Frame dentro da peneira, digo, do Internet Explorer. Aí sim pode fazer sentido.

Uma característica que sempre ajudou o IE foi ele vir convenientemente instalado no sistema operacional. O usuário não precisava empreender o esforço para descobrir que há vários navegadores e escolher o melhor dentre eles. Ficava logo com o primeiro e todos os demais, só técnicos sabiam de suas existências.

CF participa dessa característica: Só gente da casa das máquinas sabe de sua existência. Vão influir pouco nas estatísticas.

 
Agora falta o Firefox e o Safari criarem seus "Firefox Frame" e "Safari Frame" e os números da Microsoft terão nítidos e garrafais menos de 20%.

Esse pessoal tem que concentar aonde a bola vai estar: Tablets, smartphones e sistemas embarcados - por acaso, os lugares aonde o Opera lidera.

Os argumentos defendendo o IE passaram a fazer ainda menos sentido. Qual a próxima grande questão do web designer então?

WebGL.

Eduardo Perroud

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May 21, 2012, 2:31:51 PM5/21/12
to ar...@googlegroups.com
Em 21 de maio de 2012 15:15, Irapuan Martinez <ira...@gmail.com> escreveu:
Uma característica que sempre ajudou o IE foi ele vir convenientemente instalado no sistema operacional. O usuário não precisava empreender o esforço para descobrir que há vários navegadores e escolher o melhor dentre eles. Ficava logo com o primeiro e todos os demais, só técnicos sabiam de suas existências.

CF participa dessa característica: Só gente da casa das máquinas sabe de sua existência. Vão influir pouco nas estatísticas.

Não desmereço o CF. Só apontei isto como um fato comum nos dias de hoje: - um Chrome travestido de Internet Explorer.
E a estatística apontará Chrome e não CF. Mas fica o curioso questionamento: - quantos destes são CF e quantos são Chrome, de fato? =)

 
Agora falta o Firefox e o Safari criarem seus "Firefox Frame" e "Safari Frame" e os números da Microsoft terão nítidos e garrafais menos de 20%.

Esse pessoal tem que concentar aonde a bola vai estar: Tablets, smartphones e sistemas embarcados - por acaso, os lugares aonde o Opera lidera.

Concordo em partes. Claro que a concentração de esforços para tabletes e espertofones tem seu foco. No entanto, seria de grande valia que a web toda - a partir dos desktops - tivesse mais alternativa quanto ao engine. E por mais que haja um aumento substancial do uso de espertofones e tabletes, o desktop não deixará de ser grande parcela.
 

Os argumentos defendendo o IE passaram a fazer ainda menos sentido. Qual a próxima grande questão do web designer então?

WebGL.

Concordo contigo neste ponto, Ira. Mesmo porque WebGL precisa amadurecer bastante ainda até se tornar algo produtivo e fora do escopo acadêmico. Existem muitos entusiastas, claro, mas nada que defina especialidade profissional por demanda de mercado. Veja, estou abordando a interoperabilidade entre WebGL e WebCL. 


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Eduardo Perroud

Irapuan Martinez

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May 21, 2012, 2:55:15 PM5/21/12
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2012/5/21 Eduardo Perroud <per...@gmail.com>
Não desmereço o CF.

Nem eu. A parada é uma joia.

 
Só apontei isto como um fato comum nos dias de hoje: - um Chrome travestido de Internet Explorer.
E a estatística apontará Chrome e não CF. Mas fica o curioso questionamento: - quantos destes são CF e quantos são Chrome, de fato? =)

Me lembrou do MyIE: Quando o Mozilla ainda engatinhava, apareceu um monte de "navegadores", mas não passavam de skins que requisitava as bibliotecas do IE para renderizar HTML. Ou seja, estavam sujeitos às mesmíssimas falhas de segurança e rendenrização do IE, mas se gabavam como browsers.

Suas estatísticas também alimentavam o IE. Quantos são Chrome quantos são CF? Ninguém sabe. Há de se especular poucos, justamente porque o CF não é produto do Google que vá para a TV ou é anunciado na front page do search engine ou Youtube.


Concordo em partes. Claro que a concentração de esforços para tabletes e espertofones tem seu foco. No entanto, seria de grande valia que a web toda - a partir dos desktops - tivesse mais alternativa quanto ao engine. E por mais que haja um aumento substancial do uso de espertofones e tabletes, o desktop não deixará de ser grande parcela.

Ouvi dizerem coisa parecida sobre desktops versus notebooks.

"Ninguém nunca precisou de uma furadeira. As pessoas precisam é de buracos": Computação em nuvens e HTML5 estão libertando de nossas necessidades de gabinentes, placas mães e estabilizadores. A tendência é clara e só questão de tempo.

É como a venda de CDs superar a de LPs ou a venda de música digital superar a física: Poucos acreditam no começo já que o anterior é tão grande e a novidade tão... recente, mas é inevitável.

A idade da pedra não acabou por falta de pedras. Bastou alguém ganhar dinheiro com uma forja.
 

Concordo contigo neste ponto, Ira. Mesmo porque WebGL precisa amadurecer bastante ainda até se tornar algo produtivo e fora do escopo acadêmico. Existem muitos entusiastas, claro, mas nada que defina especialidade profissional por demanda de mercado. Veja, estou abordando a interoperabilidade entre WebGL e WebCL.

WebGL está naquela fase "DHTML", de curiosidade. Uma fase qual o SVG nunca saiu propriamente.

Mas o uso do navegador para desfilar conteúdo multimídia é uma coisa a ser levada a sério. Afinal... A era da TV não vai acabar por falta de TVs.

Eduardo Perroud

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May 21, 2012, 3:22:55 PM5/21/12
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Em 21 de maio de 2012 15:55, Irapuan Martinez <ira...@gmail.com> escreveu:

Suas estatísticas também alimentavam o IE. Quantos são Chrome quantos são CF? Ninguém sabe. Há de se especular poucos, justamente porque o CF não é produto do Google que vá para a TV ou é anunciado na front page do search engine ou Youtube.

Discordo. A maioria dos usuários instalam o tal Chrome Frame por aparecer o Google endoçando a paradinha. "Se é do Google, vou instalar, tem credibilidade." Pronto. Eis que nasce um Chrome travestido de Internet Explorer ou um Internet Explorer zumbi onde vive um Chrome Frame dentro. Tanto faz.
 
Ouvi dizerem coisa parecida sobre desktops versus notebooks.

"Ninguém nunca precisou de uma furadeira. As pessoas precisam é de buracos": Computação em nuvens e HTML5 estão libertando de nossas necessidades de gabinentes, placas mães e estabilizadores. A tendência é clara e só questão de tempo.

É como a venda de CDs superar a de LPs ou a venda de música digital superar a física: Poucos acreditam no começo já que o anterior é tão grande e a novidade tão... recente, mas é inevitável.

Sim, superou. Mas os CD's não deixam de ser vendidos até hoje. Claramente a música digital tomou seu espaço. Mas não significa que as pessoas terão preferência exclusiva pelos portáteis. Eu mesmo prefiro a comodidade de uma tela de 24 polegadas para a maioria das operações. Pra ler emails, basta o telefone. Então, nesta, até o laptop fica comprometido. Prova é que anda encostado aqui. :)
 
A idade da pedra não acabou por falta de pedras. Bastou alguém ganhar dinheiro com uma forja.

Assim como algumas coisas funcionam tão bem quanto. Afinal, existem bisturis de aço cirúrgico e de obsidiana, assim como existem bisturis de argônio (eletrônicos). E cada um tem sua utilidade específica.

Pra ganhar dinheiro com a forja da web, o ideal é que todo conteúdo seja feito pra rodar em qualquer dispositivo (aliás, sempre foi sua retórica). Então por que descartar o desktrambolhos?
 
WebGL está naquela fase "DHTML", de curiosidade. Uma fase qual o SVG nunca saiu propriamente.

Mas o uso do navegador para desfilar conteúdo multimídia é uma coisa a ser levada a sério. Afinal... A era da TV não vai acabar por falta de TVs.

O SVG precisa de duas coisas, creio:
1) uma GUI decente que suporte diversos formatos sem depender da porquice que o Illustrator gera. Ok, se for oldskool, gere o código na mão. #troll
2) suporte nativo dos navegadores... todos.


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Eduardo Perroud

Irapuan Martinez

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May 22, 2012, 8:16:56 AM5/22/12
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2012/5/21 Eduardo Perroud <per...@gmail.com>

Discordo. A maioria dos usuários instalam o tal Chrome Frame por aparecer o Google endoçando a paradinha. "Se é do Google, vou instalar, tem credibilidade." Pronto. Eis que nasce um Chrome travestido de Internet Explorer ou um Internet Explorer zumbi onde vive um Chrome Frame dentro. Tanto faz.

O ponto é: Quantos mortais sabem da existência do CF e/ou entende as vantagens de utilizá-lo?

Mal os web designers o conhece.

 

A idade da pedra não acabou por falta de pedras. Bastou alguém ganhar dinheiro com uma forja.

Assim como algumas coisas funcionam tão bem quanto. Afinal, existem bisturis de aço cirúrgico e de obsidiana, assim como existem bisturis de argônio (eletrônicos). E cada um tem sua utilidade específica.

Me pergunto se o custo não fosse proibitivo, se não usariam sabres de luz até para cortar o cabelo.


 
Pra ganhar dinheiro com a forja da web, o ideal é que todo conteúdo seja feito pra rodar em qualquer dispositivo (aliás, sempre foi sua retórica). Então por que descartar o desktrambolhos?

Mantenho minha retórica. Não estou falando que temos. Estou falando que vamos.

A saída de cena dos desktops não mexe com a interoperabilidade nativa da internet. Ela continuará rodando dentro de desktops. Bem verdade, com o fim da hegemonia do PC IBM style, é aí que desenvolvedores levarão a sério essa independência de dispositivo.


O SVG precisa de duas coisas, creio:
1) uma GUI decente que suporte diversos formatos sem depender da porquice que o Illustrator gera. Ok, se for oldskool, gere o código na mão. #troll
2) suporte nativo dos navegadores... todos.

Acho que só precisam mesmo de uma coisa: Alguém ganhar dinheiro com isto.

Flash nasceu sem suporte nativo nos navegadores. E conhecemos sua história.
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