Este erro crasso, que aconteceu a partir da arrogância derivada ao deter mais de 90% do mercado dos browsers, permitiu que os concorrentes se destacassem em campos aonde o IE não tinha total controle: Enquanto este vinha com o sistema operacional (prática que motivou alguns processos de concorrência desleal), os demais simplesmente... se modernizaram.
Hoje precisamos dizer uma coisa a Microsoft por esta arrogância: Obrigado!
http://www.telegraph.co.uk/technology/internet/9280254/Google-Chrome-beats-Internet-Explorer-to-become-worlds-most-popular-web-browser.html
Claro que são altamente questionáveis os critérios da pesquisa. Mas a tendência é nítida: IE já não é como antes. Sequer o Windows anda sendo, com o crescimento de acesso à web por outros dispositivos, como Smartphones, videogames, smartTV e tablets.
Não acredito em milhões de downloads de Chrome, apenas no uso do Chrome Frame dentro da peneira, digo, do Internet Explorer. Aí sim pode fazer sentido.
Agora falta o Firefox e o Safari criarem seus "Firefox Frame" e "Safari Frame" e os números da Microsoft terão nítidos e garrafais menos de 20%.
Uma característica que sempre ajudou o IE foi ele vir convenientemente instalado no sistema operacional. O usuário não precisava empreender o esforço para descobrir que há vários navegadores e escolher o melhor dentre eles. Ficava logo com o primeiro e todos os demais, só técnicos sabiam de suas existências.
CF participa dessa característica: Só gente da casa das máquinas sabe de sua existência. Vão influir pouco nas estatísticas.
Agora falta o Firefox e o Safari criarem seus "Firefox Frame" e "Safari Frame" e os números da Microsoft terão nítidos e garrafais menos de 20%.
Esse pessoal tem que concentar aonde a bola vai estar: Tablets, smartphones e sistemas embarcados - por acaso, os lugares aonde o Opera lidera.
Os argumentos defendendo o IE passaram a fazer ainda menos sentido. Qual a próxima grande questão do web designer então?
WebGL.
Só apontei isto como um fato comum nos dias de hoje: - um Chrome travestido de Internet Explorer.E a estatística apontará Chrome e não CF. Mas fica o curioso questionamento: - quantos destes são CF e quantos são Chrome, de fato? =)
Concordo em partes. Claro que a concentração de esforços para tabletes e espertofones tem seu foco. No entanto, seria de grande valia que a web toda - a partir dos desktops - tivesse mais alternativa quanto ao engine. E por mais que haja um aumento substancial do uso de espertofones e tabletes, o desktop não deixará de ser grande parcela.
Concordo contigo neste ponto, Ira. Mesmo porque WebGL precisa amadurecer bastante ainda até se tornar algo produtivo e fora do escopo acadêmico. Existem muitos entusiastas, claro, mas nada que defina especialidade profissional por demanda de mercado. Veja, estou abordando a interoperabilidade entre WebGL e WebCL.
Suas estatísticas também alimentavam o IE. Quantos são Chrome quantos são CF? Ninguém sabe. Há de se especular poucos, justamente porque o CF não é produto do Google que vá para a TV ou é anunciado na front page do search engine ou Youtube.
Ouvi dizerem coisa parecida sobre desktops versus notebooks.
"Ninguém nunca precisou de uma furadeira. As pessoas precisam é de buracos": Computação em nuvens e HTML5 estão libertando de nossas necessidades de gabinentes, placas mães e estabilizadores. A tendência é clara e só questão de tempo.
É como a venda de CDs superar a de LPs ou a venda de música digital superar a física: Poucos acreditam no começo já que o anterior é tão grande e a novidade tão... recente, mas é inevitável.
A idade da pedra não acabou por falta de pedras. Bastou alguém ganhar dinheiro com uma forja.
WebGL está naquela fase "DHTML", de curiosidade. Uma fase qual o SVG nunca saiu propriamente.
Mas o uso do navegador para desfilar conteúdo multimídia é uma coisa a ser levada a sério. Afinal... A era da TV não vai acabar por falta de TVs.
Discordo. A maioria dos usuários instalam o tal Chrome Frame por aparecer o Google endoçando a paradinha. "Se é do Google, vou instalar, tem credibilidade." Pronto. Eis que nasce um Chrome travestido de Internet Explorer ou um Internet Explorer zumbi onde vive um Chrome Frame dentro. Tanto faz.
A idade da pedra não acabou por falta de pedras. Bastou alguém ganhar dinheiro com uma forja.
Assim como algumas coisas funcionam tão bem quanto. Afinal, existem bisturis de aço cirúrgico e de obsidiana, assim como existem bisturis de argônio (eletrônicos). E cada um tem sua utilidade específica.
Pra ganhar dinheiro com a forja da web, o ideal é que todo conteúdo seja feito pra rodar em qualquer dispositivo (aliás, sempre foi sua retórica). Então por que descartar o desktrambolhos?
O SVG precisa de duas coisas, creio:1) uma GUI decente que suporte diversos formatos sem depender da porquice que o Illustrator gera. Ok, se for oldskool, gere o código na mão. #troll2) suporte nativo dos navegadores... todos.