AJAX não tem nada a ver com Web 2.0

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José Monteiro

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Jun 13, 2006, 10:48:00 AM6/13/06
to arqHP
Muito se tem falado Web 2.0 ao ponto de irritar pessoas que se cansam de ouvir falar como a "buzzword" do momento, de que muito se fala e pouco se esclarece.

AJAX e uma série de coisas usadas em sites ditos da Web 2.0 nada têem a ver em si com o que é a Web 2.0, mas sim com sintomas que se podem notar nesses sites.

Na verdade, Web 2.0 é um conceito que se refere aos sites que permitem o utilizadores participarem de forma relevante.

Por contraste os sites que se poderiam dizer da Web 1.0, são sites cuja participação dos utilizadores de forma relevante está vedada ou está restrita aos donos dos sites ou a um conjunto limitado de pessoas.

A confusão de se associar a Web 2.0 a AJAX tem a ver com a coincidência dos termos se terem popularizado quase ao mesmo tempo. No entanto, o termo Web 2.0 foi criado por Tim O'Reilly em 2003 e AJAX apenas em 2005.

De qualquer forma, os termos são posteriores ao inicio do uso dos conceitos. Web 2.0 tem a ver com práticas muito antigas de sites de sucesso como o próprio Slashdot, pai do Gildot.

O Slashdot desde há muito permitia aos utilizadores se tornarem relevantes, não só propondo artigos, mas também participando na moderação dos comentários, permitindo que através dum esforço colectivo se mostrem apenas os comentários interessantes dentre as centenas que por vezes surgem para um único artigo.

Hoje em dia, sites como o Digg já ultrapassaram a audiência do Slashdot. Não por concidência, o Digg oferece mais possibilidades dos utilizadores se tornarem relevantes. Por exemplo, permite que as pessoas proponham artigos e os comentem antes destes conseguirem ser aprovados para aparecer nas páginas da frente.

Em contraste com os sites da Web 2.0, a maior parte dos sites de notícias dos meios de comunicação tradicionais (jornais, radio e televisão), ainda vivem no passado, na tal Web 1.0.

Isso se deve em parte à mentalidade fechada das pessoas que gerem esses meios. Esses meios eram obviamente unidireccionais (comunicação apenas desses meios para o público). Talvez por isso essas as pessoas que gerem esses meios têem dificuldade em admitir o uso das possibilidades da Internet para comunicação bidirecional (de e para o público).

Se repararem, alguns sites, especialmente de jornais, ou não dão possibilidade de comentar as notícias, ou quando o permitem parece que estão a fazer um favor ao publico.

Curiosamenta são muitas vezes gestores desses jornais que se queixam em perda de audiência dos jornais em papel. Acredito que uma coisa tem pelo menos em parte a ver com a outra.

Ao mesmo tempo esses gestores choram e reclamam com o Google por causa do Google News. Parece-me mais falta de competência para ganhar dinheiro com a Internet e uma certa inveja do suce$$o do Google.

De qualquer forma, o intuito de se associar o termo Web 2.0, foi para abrir os olhos dos donos de sites para o potencial de crescimento que podem ter os sites que permitem os utilizadores participarem de forma relevante, não só como consumidores, mas também como produtores de conteúdo e serviços para as comunidades desses sites.

Para quem se interessa por este tópico, recomendo a leitura deste artigo em que foi explicado mais sobre Web 2.0 como um progresso em relação à Web 1.0, e também propostas para evoluir para algo ainda melhor a que se poderia chamar Web 3.0 .

Fonte: http://www.gildot.org/article.pl?sid=06/06/12/2222237


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José Monteiro

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