https://www.uol.com.br/tilt/noticias/redacao/2026/03/09/pela-1-vez-tse-obriga-big-tech-a-se-antecipar-a-ilicito-eleitoral-com-ia.htm
(…) fornecedores de serviços de IA terão dar um jeito de seus chatbots não direcionarem voto a quaisquer candidatos, mesmo que os usuários peçam explicitamente. Dito de outra forma, ChatGPT, Copilot, Gemini e Grok e outros não podem ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar candidatos, partidos ou coligações ao fornecer informações
Uns tempos atrás, o site que fornecia a cotação do Dólar para o Google passou por uma falha e a ferramenta de busca mostrou uma cotação irreal.
Políticos brasileiros resolveram acusar o Google de querer manipular o mercado. O Google fez o seguinte então:
Parou de fornecer a cotação do Dólar para os usuários brasileiros.
Já voltou, mas ficou assim por um tempo. Lembrei disso: Burocratas brasileiros chiam, metem o tal “soberania”, então priva brasileiros de algum serviços online.
Como você evita que uma LLM não infrinja a determinação de não influenciar o eleitor? Não me parece ser uma tarefa fácil e a maneira mais efetiva será proteger o brasileiro do contato integral destas ferramentas sórdidas.
Talvez não tão radical assim, mas se a lei pegar, vai saber que limites além do eleitoral, as LLMs se restringirão para os usuários do Brasil soberano.
“Se um empresa tem mais poder de determinar como eu penso a vida, o meu voto não é igual. Isso significa que o valor dela sobre o voto é maior do que o meu. E é à Justiça Eleitoral que cabe criar regras para isso não acontecer e esse reequilíbrio. Se isso interfere no modelo de negócio, é a empresa que tem que repensar o modelo de negócio” — Marilda de Paula Silveira, coordenadora e professora do IDP
Existe a figura do eleitor que chega para votar, não pesquisou nenhum candidato legislativo, cata um santinho no chão e vota.
A campanha termina, o comitê ainda tem uma pilha de impressos que não conseguiu distribuir, então a estratégia de emporcalhar a porta das zonas eleitorais é virtualmente gratuita (os santinhos já foram pagos — por verba pública — e ninguém nunca foi multado ou teve o registro cassado por fazer isto. Zero ônus) e pode ainda render alguns votos.
Segundo a tese, deveríamos enquadrar as gráficas, já que ela influenciam gente tão… influenciável.
A figura do estado paternalista resiste. O cidadão é um bebê que tem que ser protegido a todo custo, porque ninguém confia que ele desenvolverá responsabilidade social por conta própria.
Então dá-lhe Ficha Limpa, dá-lhe Lei Seca, dá-lhe voto obrigatório para ele não esquecer como é importante votar.
Pessoal votando no Brasil profundo a troco de uma refeição ou premiando porcalhões que cobrem as ruas com santinhos, mas hey, o problema é a AI.