Trabalho para uma empresa americana relativamente "grande" que tem capital aberto e pude acompanhar todo o processo de "IAtização" do trabalho: desde a chegada do auto-complete do Copilot, passando pelo "auto-tab" Cursor, o Claude Code e agora, mais recentemente, a "agentização" da execução de tarefas com múltiplos agentes.
O trabalho hoje, com exceção da reunião, é todo automatizado: o Gemini gera um resumo do que foi decidido na reunião e, com base nele, a pessoa encarregada do trabalho usa a IA da sua preferência para criar um documento dos requisitos. Com o documento criado, outra IA conectada no Jira cria os tickets e o programador usa Claude Code/Codex para executar o ticket, fazer os commits e criar o PR. No GitHub devem ter uns 3 guardrails que fazem a primeira revisão. Os outros programadores usam uma IA para revisar o código mais uma vez até que seja aprovado e vá pro ar. Gerência, Produto e Operação estão vibe-codando como se não houvesse amanhã, realizando o sonho de não depender de programador com má vontade.
No início, a quantidade de tokens queimados era sinônimo de produtividade. Agora vão cruzar com a quantidade de de código gerado, PRs, revisões, documentos criados. De certa forma, me sinto grato por poder estar no meio desse furacão do mercado de tecnologia, procurando o meio termo entre quantidade de trabalho produzido e valor gerado.
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A stack que uso é: OpenCode + chave da Antropic para programar, revisar, criar tickets, ler logs no NewRelic/AWS e tudo que for relacionado a código. O Claude Cowork lê todos os e-mails, notas de reuniões, Slack, Jira e Calendário e manda um resumo às 8h me lembrando do que tenho que fazer no dia. Gemini para pesquisar qualquer outro assunto aleatório.
Eu falaria 12 horas sobre esse assunto.
