Victor Almeida
unread,Jan 30, 2026, 9:34:14 PM (2 days ago) Jan 30Sign in to reply to author
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to Expresso Literário, Amigosdoslivroseoutros, Armazem18, arca_li...@googlegroups.com
O medo do ceu
de Fleur Jaeggy
Estas são histórias trespassadas pela morte, ensombradas pela vingança do céu, desenhadas com clarividente onirismo.
Há uma mãe que detesta a filha e lhe nega um destino promissor; uma criada vinda de uma aldeola italiana com um objeto de devoção; duas mulheres que se conhecem no jardim zoológico e se juntam, honrando uma promessa; a assombração de um cão; gémeos órfãos que tomam posse de uma casa em ruínas e se dedicam a enfeitar caixões.
Há flores murchas; ares lacustres estagnados; instituições governamentais para velhos, ou incapacitados; objetos de culto profanados e vingativos; pais e filhos que se punem; a vaidade na velhice. As personagens destes contos temem o céu e agradecem-lhe, já que apenas o céu conhece as profundezas dos seus desejos.
Fleur Jaeggy volta a afinar aqui a tessitura única — trama, linguagem, imaginação — que transforma cada um dos seus livros em peças cintilantes de inquietação humana e literária.ária.
CRÍTICAS DE IMPRENSA
«Fleur Jaeggy escreve sobre o desamparo com tal precisão, que as suas palavras quase parecem gentis, acarinhando e admirando a infelicidade como se fosse o corpo de um amante.»
The New York Review of Books
«Ler Fleur Jaeggy é parecido com mergulharmos nus num roseiral negro, de tal modo ficamos perplexos perante tamanha beleza: é um gesto veloz e espinhoso, e emergimos do lado de lá cobertos de sangue.»
The Paris Review