relato da conversa

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Bianca Santana

unread,
Apr 15, 2013, 12:52:09 PM4/15/13
to aprender-no-...@googlegroups.com
Caras e caros,

Precisamos agradecer à Dani que ficou o tempo todo no computador registrando nossa conversa <3

Colo abaixo o relato que está disponível no pad:http://okfnpad.org/bfXvjoL0It

beijos,

Bianca




Registro da Conversa

Participantes
  • Raquel
  • Pada: educadora, uso educativo de tecnologias, em ongs ou na cooperação internacional. Interesse em se aproximar um pouco mais da escola. Desde o mestrado na Faculdade de História da USP trabalha no espaço urbano, como a gente faz a história do cotidiano convivendo com as representações sociais. Pensar também o ciberespaço como lugar de interação social. Análises de projetos de arte e tecnologia e sua relação com a educação. Impacto da experiência em Heliópolis. Juntar espaço urbano, ciberespaço e como a educação pode oferecer uma coisa mais consistente na formação.
  • Arlete: convidada pela Pada, 35 anos de educação, na Secretaria Municipal de Educação. Agora trabalhando em Heliópolis, que hoje está ganhando o status de bairro, e bairro educador. Cerca de 200 mil pessoas. História marcada por luta, resistência e organização fundamentais para o trabalho desenvolvido agora. Acredita que só por meio da educação há transformação social. Em Heliópolis, a educação é o eixo de outras lutas sociais. Lá há propostas de educação inovadora (ex: escola Campos Salles), muitos parceiros. Trazer uma educação que liberte que extrapole os muros da escola e ganhe a comunidade.
  • Helena: Aprendiz. 15 anos trabalhando com a formação de territórios educativos. Trabalha aqui no centro desde 2008, especialmente aqui na Canuto do Val. Além do trabalho aqui na Canuto faz a articulação com os outros atores da região. Por isso está atuando desde o ano passado no BaixoCentro. A ideia é articular a comunidade, a cultura, a educação, os equipamentos, serviços e agentes num projeto educativo local.
  • Lucas: TTem 11 anos. Estuda no 7o ano do Colégio Equipe. Gosta de jogar videogame.
  • Priscila: Cultura digital. Vários projetos relacionados com a inclusão digital das comunidades, trabalha com a Bia, quer aprender e ouvir sobre o tema
  • Luciana: Mora perto da escola, não conhecia a escola ainda, trabalha em empresa, alguns trabalhos de voluntariado, mas não se comprometia muito com a educação. Foi trabalhar com planejamento estratégico na Visconde de Porto Seguro, e a vida deu uma virada. Começou a questionar e pensar como usar a experiência em outras áreas. Tem participado de várias iniciativas que não conhecia, e gostado bastante. Participação para conhecer mais.
  • Graciele: Não trabalha com educação, veio a convite da irmã (Luciana), e acabou ficando aqui para aprender com a gente
  • Marta: Professora daqui da Canuto, trabalha junto com a Aprendiz. Movimento baixoCentro vem dar uma valorização a todas as pessoas. Fala-se do espaço, mas investindo no espaço consequentemente investe nas pessoas. 
  • Silmara: Uma das coordenadoras pedagógicas da Canuto (Fundamental). Escola envolvida nas duas temáticas, pauta do trabalho na escola há algum tempo, semente que estão cultivando de aproveitar o bairro, o que a região pode oferecer para os alunos; e também a tecnologia. Parceria no ano passado conseguiu a sala multimídia e o classmate dos alunos. Uso está aumentando
  • Maria Cristina: Professora de inglês na Canuto. Já trabalhava com um pouco de tecnologia em educação. Usa o digital, aula em ppt, sempre querendo saber como pode fazer, ter novas ideias, para atrair a atenção do aluno, e trazendo a atenção dele conseguir passar uma coisa nova. Também é uma forma de se atualizar. O debate é sempre bom, no sentido de atualização, de sabermos o que está rolando na área da educação.
  • Zildete (Zil Araújo): Área de tecnologia, inclusão digital, trabalhou em telecentros de São Paulo, Casa Brasil, Recentemente no polo SP do Telecentros.Br. Abrangia a formação de agentes de inclusão digital. Criado a partir da oficina de inclusão digital. Ainda continua, de uma forma menor, mas infelizmente não continuou por vários problemas. Sempre foi da área da inclusão. A educação faz parte, porque atrelada à tecnologia pode construir muito. Tentando entrar na tecnologia com educação, recursos educacionais abertos, construção de materiais colaborativamente. Achou o chamado interessante para contribuir e aprender mais sobre território de aprendizagem. O caminho da educação é por ai, quando trabalha com a escola, com a tecnologia e com a comunidade a gente consegue ampliar o conhecimento. Educação, tecnologia e inclusão. Professora de sociologia no Estado.
  • Paloma: apaixonada e crítica ferrenha de educação. Professora, há um pouco mais de 10 anos trabalha com tecnologia e educação. Descobriu que a tecnologia ajuda a gente a olhar a educação com outros olhos, por outros ângulos. Já teve experiencia no 3o setor, na rede pública (S. Bernardo), no Colégio de Porto Seguro. Diversos setores. Não conhece o baixo centro, não tem nenhum contato com essa região da cidade. É na minha cidade e eu tenho pouco conhecimento, aprender e contribuir de alguma forma.
  • Bianca: se interessa por pensar educação ligada ao território, por ter olhado a educação por outros lados, e por estar eternamente insatisfeita. Trabalha com EJA desde adolescente. Na paralela estudou jornalismo, sociais, trabalhou em editora. Uma das fundadoras do CCD, onde felizmente o bxC começou a acontecer envolvendo depois outros atores. Estudou no mestrado o uso de tecnologias na EJA, ficou claro que não é uma ligação necessária, mas que acontece de alguns jeitos. Tem a ver com a questão territorial. A escola não dá conta da educação como um todo, apesar de ser tão importante para que aconteça.
  • Hélio: professor de matemática. Foi analista de sistemas por 35 anos, virou professor depois. 
  • Patrícia: professora de educação física, na educação há mais de 20 anos. Acredita que é educadora, acha que atua mais na área de psicologia do que na área de educação física. Muito trabalho na área das mudanças de valores, mudança de comportamento. Família com valores deturpados. Na area de ed fisica, os alunos se abrem mais, contam
  • Andrea: professora de educação física, aposentada na particular, há 2 anos no estado, experiência diferente. Encontra os alunos de outra forma. Tec é a linguagem dos alunos, dificuldade de trazer isso pra área dela
  • Fernando: apenas 4 anos no magistério, há 2 anos na Canuto, prof. de Ciências Biológicas, Tecnologia ajuda bastante na área dele, quer escutar mais
  • Glaucia: Professora de matemática, aqui também pra estudar pegar alguma coisa de bom e usar na sua área
  • Ana Claudia: professora de biologia, muita curiosidade para entender mais sobre como pode agregar tecnologia nas aulas, pode ser uma ferramenta cuja utilização pode ser melhorada, para compartilhar conhecimento
  • Sueli: Professora de Ed. Física, aposentada no estado há 12 anos, retornou pra atividade
  • Gerson: Professor de História, veio para aprender um pouco mais
  • Elza: Professora de Ciências e Biologia, acha que precisa aprender mta coisa
  • Dani: CCD, THacker, Onibus Hacker, RodAda Hacker
  • Daniel: Professor de história, na Canuto desde o ano passado, participar da conversa

Alinhamento de expectativas
Bianca
  • Comunidade de aprendizagem ou território de aprendizagem X tecnologia
  • Demanda grande de falar de tecnologia na educação, vamos tentar fazer isso, mas pensando no território como norte.
  • Ouvir e aprender é maravilhoso; mas todo mundo aqui também vai ensinar.

Discussão
Pada
  • Um pouco do conceito de Território/Comunidade de Aprendizagem
  • Reflexões pessoais sobre o tema
  • Trabalha com educação há mto tempo, não diretamente com crianças (formação de professores, etc)
  • Escola não tá dando conta de uma formação universal
  • Desde a experiência dela como estudante, só durante três anos na faculdade teve essa experiência de ir pra escola com vontade, de ler um livro e se emocionar. Gostaria muito que fosse assim
  • Entendimento que a escola precisa se abrir, outras parcerias. Tirar o foco da escola e colocar na educação.
  • Porque mistura tecnologia e território? Do ponto de vista do que a sociedade tem como um todo para oferecer de potencial educativo, entende-se que o ciberespaço tem um potencial educativo enorme
  • Por exemplo porque você aprende a trabalhar com a diversidade. Porque você pode organizar uma roda de conversa
  • Ampliar o espaço educativo para além dos muros da escola
  • Tem uma galera pensando há muito tempo como a cidade pode também ampliar as oportunidades educativas, pensando no educando e no desenvolvimento do educador
  • Convidou a Arlete que vem de Heliópolis, porque eles têm lá uma prática muito concreta do que é um bairro educador. Tem muito da teoria e muito da prática.
  • Como ampliar as oportunidades de se formar e formar as crianças, jovens e adultos; buscando essa questão do território, do saber
Bianca
  • Registro na dissertação, pensando especificamente em EJA
  • Fechamento constante de salas de EJA, porque teoricamente não tem demanda
  • O fato é que a demanda diminui porque talvez elas precisem de mais coisas do que o que aquele espaço oferece pra elas
  • Maria Rosa Torres e Jamon Flecha Garcia. Para ele, a escola é um polo articulador em um território em que a pessoa pode aprender. Tem a ver com essa escola, ou com o Campos Salles em Heliopolis. Se existe a possibilidade 
  • Para ela, a escola é mais um elemento. Ela pode ser tão importante quanto um salão de beleza em que as manicures que abrem o salão de beleza para dar um curso. São espaços educativos.
  • No território, vale pensar no Milton Santos, geógrafo, que trata território menos como espaço físico e mais como espaço praticado.
  • Ex: baixo centro é uma categoria "inventada". Não necessariamente quem mora circula nesses lugares. 
Heitor
  • Densidade de moradores grandes
  • Crianças que estudam aqui moram na região, mas em bairros que não são muito perto
Lu
  • Muitas crianças que não moram pertinho (da escola do lado da casa dela)
Bianca
  • Outra complicação para pensar baixo centro como território de aprendizagem: as pessoas não necessariamente moram aqui perto
Helena
  • No contexto da Canuto, articula atores, diagnóstico territorial. Parece que a maioria dos alunos mora a 2km daqui (mas 2km é bastante coisa)
  • Aqui não é tão despopulacionado. Esse raio de 2km tem 350.000 pessoas - é como se fosse Pinheiros
Maria Cristina
  • Uma grande quantidade de alunos bolivianos
  • Chegam da Bolívia diretamente, não falam português, dificuldade de se adaptar
  • Proximidade do Bom Retiro, oficinas de costura
  • Baixa evasão
Pada
  • Da nossa parte, seria legal saber o que essa escola tem de diferenciado, e o que essa escola tem de diferenciado
Silmara
  • Bastante gente engajada, muitos professores mobilizadores, as escolas públicas em geral tem isso
  • A participação começa há muito tempo, desde 2009 começaram a perceber o quanto era importante a escola se abrir
  • Momentos muitos difíceis nessa época com a demanda, muitos alunos saíram, fechou o noturno (e o EJA), rumores da escola ser fechada
  • Professores pensaram que tinham que fazer alguma coisa pelo lugar
  • Se a escola não é valorizada e reconhecida pelos vizinhos, como os alunos vão reconhecer, e gostar? Como virão novos alunos
  • 2 momentos: a chegada de uma nova direção, uma pessoa que não está aqui porque está acompanhando tudo de perto. Deu ânimo para o corpo docente ir em busca. Mas do que?
  • Conversando com a Aprendiz, foi vendo a importância de sair do mundinho da escola
  • Começaram a conhecer o bairro, saída com os professores para locais que são próximos, são caminho, mas talvez não tivessem ido (Casa Màrio de Andrade)
  • Junto com a Aprendiz, foram construindo um mapa de todo o território e das várias possibilidades, desde o Clube Tabajara, ao posto de Saúde, Instituto Ilê-Obá na Vitorino
  • As duas coisas foram caminhando juntas: uma nova gestora, professores engajados e a escola se abrindo para a comunidade;
  • Ainda é um grande desafio
  • Temos sim a comunidade mais participativa, mas ainda não é como a gente sonhava
  • Melhorou muito. Os pais não vem só pra reunião de pais, e as reuniões dos professores também mudaram de foco
  • Maturidade do trabalho, números ficaram positivos, escola voltou a crescer, bem vista na secretaria, na diretoria, tanto pelo trabalho quanto pela abertura para as parcerias
  • Agora, continua sendo um desafio, aproveitar todo esse bairro num dos grandes focos, que é a qualidade do ensino
  • O Aprendiz veio aqui em 2009, nós recebemos (o André), o dia da primeira reunião dele foi quando chegou a nova diretora
Helena
  • A escola se abriu e foi se tornando visível no bairro
  • As associações de bairro foram chamadas para uma reunião sobre o uso do Memorial da América Latina
  • Estava lá representando o Aprendiz e falou dessa escola. Que não apenas é próxima, mas o memorial não fazia ideia que essa escola existia. O Memorial não tinha ideia que essa escola tem 70% de alunos filhos de latino-americanos. Que esse é o 
  • Bairro educativo é isso. Que as pessoas olhem pro bairro. Quem está morando aqui, que bairro é esse? O movimento de olhar de fora pra escola e da escola para fora.
  • Além da questão a escola, se é ou não o centro da comunidade de aprendizagem, o fato é que no Brasil hoje a escola é o único equipamento público que está em todos os lugares e que tem todos os jovens.
Arlete
  • Esse desafio é muito especial, porque 70% de jovens, crianças que estão chegando, é mto diferente
  • Mas os desafios, são parecidos com o que as escolas públicas enfrentam
  • Foi professora, diretora, e hoje está em Heliópolis porque a luta da comunidade, em parceria com o poder público, fez com que nasecesse um espaço onde há 6 escolas, centro cultural, complexo esportivo. Está lá como gestora. Centro de Conviência Educativa e Cultural de Heliópolis.
  • Como as coisas começaram a acontecer?
  • Lá tem muitas escolas. 
  • A escola tem o papel fundamental nesse território de aprendizagem, tem um papel articulador que é dela. Mas nem toda escola descobriu isso. 
  • Quando fala escola, fala de professoras, equipe gestora...
  • As escolas são fechadas. É uma coisa fechada, uma coisa apagada da comunidade, mas essas portas se abrirem é uma coisa complicada. Eu ouço dizer que a gente abre as portas e a comunidade não vem
  • Mas a Silmara colocou uma coisa muito importante. Para que a escola seja aberta e para que a comunidade venha (e não para festa, pro conselho), a escola precisa de estratégias.
  • Da minha vivência em Heliópolis, eu acho que a escola tem que dar o primeiro passo
  • Eu nunca vi acontecer essa relação mais forte, se a escola não dá o primeiro passo.
  • É a direção, mas também o grupo de professores (mesmo que você saiba que nunca terá 100% de adesão)
  • Nasce na escola uma chama, uma vontade de se abrir, e mesmo que não seja pra todos, trabalhamos com essas contradições
  • A escola tem que dar o 1o passo, e também entender quais são as lutas dessa comunidade, e perceber como ela vai se colocar como parceira nessas lutas
  • Abrir não é só no sentido físico, mas é também no sentido simbólico
  • Ex: aqui são filhos de latino-americanos, lá em Heliópolis são filhos de Nordestino. Fazemos educação com o mesmo currículo.
  • Como é que a coisa de Heliópolis ficou grande, a relação ficou forte? Quando chegou um diretor novo em uma escola com ideias que hoje são princípios. Tudo passa pela educação - não pela escola. A Educação é fundamental, mas a escola não é o único espaço onde acontece a educação. A outra ideia é a escola como centro de liderança. Resgatar essa posição
Bianca
  • Como é para os professores?
  • Todo mundo traz uma coisa externa pra escola o tempo todo
Maria Cristina
  • A minha grande dificuldade aqui (apesar de não ter muita experiência no estado, minha experiência de rede pública é só nessa escola), mas aqui especificamente nós temos diversas culturas.
  • Para educar de alguma forma, você tem que saber que o aluno não vem zerado. Ele já traz uma experiência, uma bagagem de vida. A partir dessa experiência, você tem que fazer com que ele construa seu próprio aprendizado
  • Se você pega uma pessoa que vem da Bolívia, e fala de uma realidade de EUA, eles não sabem do que você está falando.
  • Aqui nessa escola tem muitas realidades
Bianca
  • Rebeldia com o "eu tenho que fazer alguma coisa"
  • Professores mais distantes da sala, e falando menos, como é ter essa conversa
Sueli
  • Vim pra cá esse ano
  • Passei muitos anos em uma escola central
  • Lá os professores tinham liberdade, não é porque algumas coisas vem prontas lá de cima que voce tem que cumprir ou não pode fazer um projeto paralelo pra trabalhar
  • Quando eu cheguei, eu vi vários projetos da escola, nas reuniões, o que a gente quer é desenvolver isso dai. 
  • Acho que a gente tem liberdade, especialmente nós, a nossa área (Ed. Fis). Quer fazer um campeonato, avisa a direção e faz
  • Isso é muito legal, a escola que dá a liberdade para o professor trabalhar. Encontrei muito isso aqui e em todas escolas que eu passei.
Arlete
  • Você entra numa escola, onde o aluno fuma maconha na sua cara, o que voce vai fazer? Você vai denunciar, vai chamar a polícia, o conselho tutelar? 
  • Você tem um grupo que contamina os outros e que não faz. Você tem os pais que às vezes não tem autoridade sobre os filhos, que não tem como conversar com eles
  • A escola que vive nessa loucura, que é uma realidade nossa, ela tem que fazer, ela tem que estar junto. Ou a gente faz junto ou todo mundo se dana.
  • Procurar alternativas, porque essa é a nossa realidade. É da necessidade de mudar essa realidade que vem. Não vejo saída se a escola não tiver junto. 
  • Para que a gente possa trabalhar com mais tranquilidade, para que a gente possa fazer o nosso trabalho
Marta
  • Rebeldia. Às vezes a gente não gosta de muitas coisas. Mas se você não fizer coisas que não compete ao professor fazer, se você não pegar essa parte você também não faz a sua.
  • Quando a Patrícia falou que às vezes a gente é muito mais psicólogo, a aula do professor que não entende isso sofre muito mais
  • O grande desafio do professor é saber ir e saber também recuar em muitas situações. Atitudes de alunos que a gente não aceita, tentar não chamar mais o pai e resolver com o aluno virou princípio, porque às vezes consegue alguma coisa melhor... Dar dois passos atrás para dar um passo à frente
  • Se você vai fazer à sua parte, você tem muito mais problema. O professor também tem que se abrir, não é a escola.
  • Se eu usasse meu lado rebelde, eu ia dizer que não tenho nada a ver com isso, que eu tô aqui pra dar a minha aula, mas não tenho como fazer isso.
Patrícia
  • Tenho um aluno que foi gerado na cadeia. O que é a escola para esse aluno? Qual é função para o ensino-aprendizagem de alguém cuja mãe está presa, perdeu o pai? Como ensinar, como aprender? Não tem como separar?
Raquel
  • Conceito de educomunicação, próximo do território
  • Traz ideias de uma educação horizontal 
  • Trazer essa questão do ponto de vista da comunicação. Muita gente trouxe como expectativa a questão das mídias e da tecnologia. 
  • O conceito é uma interface da comunicação e da educação
  • Ano passado, primeira graduação de educomunicadores. Política pública na educação.
  • Entender esse conceito da educomunicação na amplitude do território
  • Permeabilidade dos espaços educativos, trânsito. A Choque Cultural galeria também tem essa ideia da permeabilidade para dentro e fora da galeria
  • Experiência de usar o espaço urbano como plataforma de educação
  • A questão de como o professor se sente é uma questão histórica. A mobilização e interesse de todos aqui é um grande diferencial
  • Intervenções urbanas na escola para criar ecossistemas comunicativos, nada mais do que os territórios educativos que estamos falando, mas aí entram as TICs
  • Conseguem fazer a ponte entre o que o o jovem está vivendo dentro e fora da escola
  • Entender de que linha histórica da educação você vem, pra saber que essa "culpa" não é de agora e que tem uma linha histórica nisso
  • Paulo Freire, a mudança não vem do poder hegemônico, vem de quem está incomodado
  • Professor faz parte de um contexto, precisa entender esse contexto para fazer escolhas diferentes
  • Projeto com Fábricas de Cultura e Ceus, que são equipamentos que deveriam levar cultura para as comunidades, mas não conseguem essa permeabilidade, são extraterrestres na comunidade
  • Arte urbana, transforma algo que separa e limita em algo que possa ser permeável a partir da identidade do jovem
  • O professor e a escola não se sentirem responsáveis, assim como os centros culturais e equipamentos não precisam se sentir sozinhos
Arlete
  • A questão é a gente fazer essas novas escolhas
  • Sem isso você vai ser infeliz por 30 anos 
  • Eu penso que a responsabilidade tem que ser de todos. A escola não tem condições mais de estar sozinha. Ela não tem como arcar com isso,
Patrícia
  • Quando você fala que a responsabilide tem que ser de todos, é plausível
  • Mas o problema esta na família, o pai não quer
Arlete
  • Aquela família que a gente tinha há 50 anos atrás, não existe mais. É outra família, o contexto familiar mudou.
  • Trazer também - o que é uma luta cotidiana, sofrida, muitas vezes dando murro em ponta de faca - esse pai para a responsabilidade
  • O como fazer é o que a gente busca. Por isso a necessidade dessa rede. Uma outra coisa fundamental é não ficar isolado em relação à essa comunidade.
Maria Cristina
  • A parceria mais importante começa com os professores e a gestão
  • Como a Patricia falou, é claro que a gente tem a nossa liberdade, mas ela é bem limitada
  • Tem que haver essa união e essa cumplicidade. Não adianta parceria externa se não houver uma quantidade significativa dentro, a partir dai é que dá pra fazer alguma coisa.
Arlete
  • Se você não tem um grupo coeso dentro da escola, não é com todo mundo, mas uma parcela significativa junto... você é obrigado a fazer o que eles mandam
  • Tem coisa que vem de secretaria que é ótima, e fantástica. Mas tem coisa que não contribui com o projeto da escola. Tem que ter essa delicadeza. 
  • A parceria com o de fora, além dos parceiros que vocês já tem, eu penso que lideranças dessa comunidade. Aqui também, com certeza, gente que tá morando aqui deve ter o minimo de organização. Você pode trazer gente que tem um peso dentro dessa comunidade.
  • São coisas que a gente vai mapeando e percebendo que é importante
  • As duas ideias que eu mencionei. Com elas, pessoas da comunidade começaram a participar da realidade da escola. 
  • A gente enquanto gestão, enquanto professor, a gente esconde as dificuldades que existem dentro da escola. Quando a gente expõe as pressões - a escola tem dificuldade, a diretora não pode tudo - isso é importante para a comunidade começar a participar
  • 3 princípios: autonomia, responsabilidade, solidariedade. Autonomia nasce do coletivo, nasce da rede. Tem consequências. Eu como professora numa sala de aula tenho que saber no que a minha autonomia vai implicar. Às vezes uma decisão com aluno e pai vai implicar em muita coisa, e se não está no coletivo a gente não percebe. A responsabilidade como consequência, e a solidariedade de ajudar o outro a fazer parte dessa rede.
  • Busca de parceiros, mas às vezes há parceiros que são pontuais para determinada ação, e são parceiros que são ___ dessa construção. 
  • É difícil, é doloroso, é sofrido. Muitas vezes a gente volta pra casa e fala que fez uma burrada, onde está se metendo, mas depois a gente volta, e percebe que é por aí. 
  • O que é educação pra nós? O que é transformar pela educação?
  • Se for só matemática, história... se for só isso?
  • O que é ser educador hoje e o que é fazer a diferença nesse país?
Paloma
  • A escola tem que fazer é diferente do "nós temos que fazer"
  • Quem diz o que tem que ser feito tem que pensar sobre alguma coisa para ser feita
  • Vocês duas mencionaram alguma coisa que disparou essa mudança. Primeiro, uma necessidade. E a coisa que aconteceu foi bolar um projeto, pensar sobre e ter uma ideia em parceria com outras instituições. O primeiro passo é isso, pensar sobre, ter uma ideia. 
  • Qual é o final que a gente espera chegar com um projeto desses?
  • A gente espera que um dia a comunidade inteira esteja na escola? Ou a gente espera que a escola esteja em todos os espaços? O que a gente almeja com isso?
  • É chegar num momento em que a escola não tem mais a característica de escola como a gente conhece? Ou de repente as coisas que estão fora da escola, mais informais, que não tem essa intencionalidade, vão ganhar força?
  • Onde a gente quer chegar
Daniel
  • Não acho que compete à mídia dizer o que o professor deve fazer quando a mídia não trabalha com educação como deveria
  • Ex: como quando foi encontrado no lixo um conjunto de apostilas que o estado produz. Só que o professor não usa essa cartilha. Aquela cartilha não foi feita com a participação do aluno, com a participação dos professores. Não representa a realidade da sala de aula, e se não representa essa realidade o aluno não gosta.
  • O ponto chave da educação é isso. O que o aluno quer e o que a comunidade quer também.
  • Às vezes a escola tem pretensões. Tem um currículo e quer ensinar. Tem interesses. Quando a "empresa" entra num lugar, ela faz uma pesquisa para saber o que o publico quer e tenta cumprir esse interesse. Nao estou dizendo que educação é um produto. Mas é uma metáfora. Nós temos um valor agregado, mas às vezes o aluno não quer aquilo.
  • Tenho os alunos do facebook. Outro dia um aluno colocou a aula de um professor do Rio de Janeiro no YouTube, que ele está dando aula de química usando funk. Pode ser que os alunos tenham gostado dessa aula pelo professor primeiro, porque ele trouxe uma coisa que todo mundo gosta e que é a realidade do aluno (seria arrogância dizer que funk não presta, porque é algo que os alunos gostam, você não pode chegar num lugar atacando os ídolos de alguém). Colocou a química no pano de fundo. O papel principal ali era o funk, a quimica estava em segundo. 
  • Essa é uma experiência que os alunos gostam, e que os alunos divulgam, no boca a boca
Zil Araújo
  • O vídeo era de um cursinho pré-vestibular, nesse caso servia para fixar
  • Eu já vi outros professores utilizando do mesmo artifício. Isso pode ser a favor ou contra. Não sei se a gente conseguiria trabalhar isso dentro de uma escola estadual de periferia, porque é outra realidade, é diferente do cursinho pré-vestibular
  • Os alunos estão obrigados a estar na escola. No pré-vestibular não, os alunos querem estar lá
  • Nós temos uma professora diferenciada que dançava na sala, com os veus, e trabalhava com os alunos de uma outra forma
  • Olhar preconceituoso dos outros professores algumas vezes
  • Mas até onde isso contagia os outros professores? Porque toda mudança tem que partir de algum princípio
  • Não sou do baixo centro, estou na Cidade Tiradentes, então a minha realidade é diferente daqui. Embora eu veja similaridades, a questão da família
  • Parto do princípio que você tem que começar a mudança de algum lugar. Você pode não mudar a família, mas você pode mudar o jovem e a criança dentro do ambiente escolar.
  • Você consegue promover a mudança na escola e levar isso para a comunidade.
  • A minha experiência vem da área de tecnologia, eu consegui promover uma mudança (com telecentros). Você consegue mostrar para a comunidade que pode fazer diferente.
  • Aqui na Canuto do Val tem um trabalho. De repente uma escola do mesmo bairro não consegue o mesmo resultado.
Daniel
  • O que eu quis focar mais é que a mudança só vai acontecer quando a maioria - e na escola a maioria são os alunos, tanto é que quando a maioria numa sala não quiser deixar uma coisa acontecer não vai - estiver lá. O professor de química trouxe algo dos alunos que ele modificou e devolveu. O que eu vejo quem sabe que é um caminho é buscar algo que sempre os alunos tenham referência. A Cris também aqui levou o pessoal naquele Inglês com Música, da Cultura. Não é que todos os alunos que foram é porque amavam inglês. Vários foram porque queriam aparecer na TV, queriam cantar, ser populares na escola.
  • A cultura da geração é essa, pra eles é importante. Chama atenção pra algo que os alunos gostam, e no pano de fundo está o conhecimento.
  • Eu percebi isso porque eu achava que tinha que chegar na sala de aula mostrando o que eu achava importante. Uma vez eu dei uma aula aqui sobre Capitalismo e Comunismo usando o street fighter. Dessa aula eu cheguei no Julian Assange. Usei um vídeo que mostra os americanos atirando de um apache (morte do reporter da Reuters)
  • Consegui falar com eles da divulgação de informações oficiais. Fugiu do meu interesse principal e houve uma simbiose entre o que eles gostavam e eu queria passar. 
  • Eu achava que ia ser diferente. Eu tenho que me preparar muito mais pra aula do que eu pensava, tenho que trazer coisas que eu não saberia que usaria
  • É irreal você se preparar pra aula assim, trabalhando 6horas por dia ganhando 10 reais a aula. Você não pode ficar doente duas vezes por ano porque você quebra o contrato.
  • A TV prefere mostrar o escândalo
Daniel
  • As apostilas que estavam no lixo era queima de dinheiro público.
  • Na apostila tinha várias palavras que o aluno não entendia. Pra mim a apostila já veio queimada
  • Se o governo não gastasse tudo o que gastou com apostila, se ele tivesse que comprar material didático, se ele comprasse um netbook. E utilizar a linguagem do aluno. Ele vai ter outros acessos além do livro. Politicas não debatidas com quem trabalha. 
Bianca
  • Recursos educacionais abertos
  • Já que o governo gastou um dinheirão nas apostilas, se ela estivesse aberta pros alunos e todo mundo pudesse usar como quisesse, o dinheiro seria mais bem aproveitado.
  • Além de poder alterar, pensar no material como uma outra possibilidade, catalizador para o território. Professora do Pará que recebe um livro com 5 páginas de japoneses em São Paulo e 5 linhas sobre o Pará. Usar o conteúdo para articular o território também
Pada
  • O território como um recurso onde eu vou me articular para trabalhar numa situação determinada
  • Como o território pode ser uma fonte de recursos para eu, como educador, onde quer que eu esteja possa aproveitar uma situação 
  • Como a nossa ideia de qualidade em educação não é mais essa. Uma aula forte com muito conteúdo é importante, mas também é importante resolver vários problemas que estão ao redor
Raquel
  • Só quem entrou em sala de aula com 35 e 40 alunos entende bem do que está falando
  • Professor mediador que é uma coisa que virou tão jargão, o professor mediador está falando da intenção da educação disso que você está fazendo. O professor que consegue mediar os interesses do jovem com os interesses curriculares.
  • No século XX o desafio da educação era botar todo mundo dentro da escola. Esse já não é mais o desafio principal. É dar ressignificado para as aprendizagens. É responder às questões do porque eu tenho que aprender matemática, inglês?
  • Um grupo só é imperativo, competente, se ele tem uma tarefa comum. O propósito do território é articular essa tarefa comum. Ajudar na educação de hoje para ressignificá-la. 
  • O professor dentro de uma escola hoje não vai competir em termos de conteúdo com um google. Agora tem o que nenhuma máquina vai fazer, que é relacionar o conteúdo, ressignificar. 
  • O jovem também não faz essa relação. Esse é o papel fundamental do professor no século XXI, que se perdeu.
  • Esse encontro, dos territórios, é trazer essa tarefa comum. O que fazer com esse jovem mais antenado.
Daniel
  • Concordo, mas se a gente for inserir esse problema dentro da escola estadual,
  • A gente vai pensar como ser vivo. Comer, segurança, meio de transporte, etc. E aí você tem isso. E você chega na escola ultrapassando todas essas barreiras. Aí mesmo assim tem professores que chegam na escola com essa ideia da mediação, quem sabe relacionar o Google com o museu no street view.
  • Mas você chega em determinada fase do ano e do processo que tem coisas que te obrigam tanto pelo aluno quanto pelo corpo docente a quebrar seu sistema de mudança, de transformação
  • Por exemplo, o Saresp. O professor consegue às vezes fazer alguma coisa a mais pelo bonus do Saresp. Como você vai trabalhar mediação no Saresp? Eu já dei aula em escola que o aluno simplesmente assinalavam qualquer coisa.
  • Se você falar que não vai trabalhar o Saresp, os professores vão cair em cima de você. 
Bianca
  • O que a gente leva dessa conversa?
  • Contar que problemas vocês têm hoje?
Patrícia
  • Dia D: Pais, alunos, professores e gestão
  • Grupos expuseram a escola ideal: respeito, comprometimento, comunidade mais presente, união, ambientes diferenciados
Maria Cristina
  • União = diferentes locais de aprendizagem, não só a sala de aula
  • Alunos queriam ter aula do pátio, professor precisa se preparar. Necessidade de sair para ambientes diferentes
Silmara (???)
  • Coisas que estamos conversando há bastante tempo nessa colcha de retalhos
  • Questionário simples do que os alunos gostaram em 2012, o que precisa melhorar em 2013, levantar e diagnosticar pontos positivos e negativos
  • Aparecem muito essas coisas: sair da escola, saídas culturais, aulas e ambientes diversificados, integração com a comunidade e com os outros locais
  • Professores e alunos almejam juntos
Zil
  • Fica pensando na questão da escola não ser simplesmente um depósito de crianças. Como chegar nesse modelo de território de aprendizagem.
Pada
  • Sonhar e pensar algo em termos de territórios de aprendizagem na reunião
  • Região que organiza uma caminhada da paz (é do Movimento Sou da Paz)
  • Caminhada pelo bairro, diretor da escola no carro de som, cada equipamento cultural do bairro dava numa reunião seu informe de como estava se preparando para a caminhada
  • Na verdade a caminhada articulava todo o tema da paz, mas cada um estava articulando do seu ponto de vista como participar do processo que é ao longo do ano
  • Por que as escolas não se organizaram o ano inteiro para propor atividades no Festival
  • Fiquei pensando que o próprio Festival poderia ser um articulador. 
  • Por que não pensar em preparar ao longo do ano ampliar a participação de nós no festival. 
Sérgio
  • Vim da consultoria organizacional, e me lembro, quando eu estudei nos EUA tinha um livro na moda que era o Megatrends, megatendências, e uma delas era "high tech, high touch", alta tecnologia, alto contato.
  • Me perdi pra vir pra cá, vim conversando com as pessoas
  • Tem gente nesse território. Que tal introduzir mais uma coisa nesse território, que é levar as pessoas pra lugar onde tem gente. Trazer a consciência do território a partir das pessoas que talvez as crianças venham a conhecer
  • Nas escala do humano eu acho que as coisas adquirem uma outra natureza
Daniel
  • Bibliotecas Humanas da Turquia e da França. Você vai na biblioteca e você em vez de encontrar o livro encontra uma pessoa. 
  • Quebra o formato de que você está falando.
Raquel
  • Ideia bem concreta, instituto Choque Cultural formação de professores para discutir cultura, arte urbana, etc. Oficina de linguagem para o professor, no Paço das Artes agora em maio.
  • Outra instituição, oficinas de fotografia em mídia digitais para os jovens, para olhar para si e para a sua comunidade, inscrições que começam agora em maio
Arlete
  • Conhecendo o trabalho da escola
  • Convite: a Pada falou da Caminhada da Paz, movimento em Heliópolis, convidando a escola para participar, 6 de junho, 1h30 da tarde. Movimento extendido, articula escolas, associações. Caminhada da paz é por atitudes de paz mas entendendo que paz é a luta pela efetivação de direitos
  • Conhecer a caminhada em Heliópolis e conhecer as pessoas.
  • Conhecer também a EMEF Campos Sales, que é a escola com projeto inspirado na Escola da Ponte, que faz parte do Centro de Conviência onde Arlete é gestora. 

Ideias
Bianca
  • Ligar o que falamos
  • Educomunicação + expectativa do grupo de professores + vontade dos alunos e das alunas saírem pra ter aulas em outros lugares
  • Pensar em atividades pontuais dos alunos registrarem o que foi o BaixoCentro
  • Aula na CCD, mais uso de tecnologia, e conversar com pessoas sobre o que foi participar ou não participar do BC
Dani
  • Escola como ente político no baixo centro
  • Busão Hacker
Wendy
  • Pensar na comunidade escolar, nos alunos, nos conhecimentos da família
  • Mães bolivianas trazendo história de vida
  • Exemplo de como isso também é possível
Vera
  • Compartilhar uma informação
  • Professora da escola pública, no Centro Paula Souza
  • Mora na Vila Buarque, também quis participar do Baixo Centro
  • Alunos do Curso Técnico dos Jogos Digitais
  • Organizou com os alunos um grupo pra fazer um debate
  • Biblioteca da Praça Rotary, no centro da Vila Buarque, fez um debate, super bem acolhida
  • A biblioteca tá meio sem coisa pra fazer, é bonita e tem bastante espaço
  • Diretora está querendo que as coisas aconteçam, está de braços abertos
  • Essa biblioteca é a primeira (e a única?) biblioteca infanto-juvenil da Cidade de São Paulo, e tem um telecentro dentro
Sergio
  • Recurso educacional aberto
  • Porta-curtas, com utilização pelos professores
Pada
  • Produzir REA nas oficinas do Busão Hacker na biblioteca
Raquel
  • Crítica ao material que veio, a intenção de padronizar era boa
  • A proposta era que o professor "reeditasse" esse material
  • Pegar bem concretamente as atividades e mostrar como cada professor pode reelaborar de muitas formas diferentes


Encaminhamentos
Bianca
  • Incluir os professores da escola no grupo
  • Compartilhar o documento com os professores
  • Continuar conversando online




Priscila - pessoal, tive que sair pra liberar minha baba, mas queria deixar um depoimento aqui sobre como a cultura digital pode potencializar a relaçao da escola com sua comunidade. De 2004 a 2010 participei de um projeto chamado Minha Terra, que mobilizava escolas publicas de todo o Brasil a olharem para seus territorios e com eles desenvolver projetos de intervençao que pudessem melhorar questões envolvendo os varios equipamentos do bairro ou da cidade. Melhorar coisas mas tambem frequentar equipamentos na cidade. E por uma comunidade virtual, alunos, professores e comunidade puderam trocar experiencias e relatar sua identidade cultural local, como também as mudanças e avanços que estavam acontecendo a partir das intervençoes. A minha experiencia mostra que nesse ponto de poder encontrar pessoas de outras localizações que tem problemas semelhantes e tambem buscam essa integração com a comunidade, o mundo digital so tem a favorecer e motivar. Alguns registros desse projeto que infelizmente não está mais ativo por conta de uma decisao da empresa financiadora, podem ser acessados aqui:  http://bit.ly/14kVKAa e aqui http://www.slideshare.net/nrtejacarei/projeto-minha-terra-2009 
Paloma e Pada acompanharam bastante esse projeto também.  Sera que conseguiriamos retomar um projeto como esse, isto e´, uma rede, uma comunidade virtual entre escolas que buscasse a valorizaçao - e ocupaçao - dos territorios que pudesse ser gerido pelas proprias pessoas, como fizemos hoje nesta conversa informal?

Alexandre Schneider acaba de divulgar no facebook dele livro sobre Heliopolis: http://memoriasdeheliopolis.org.br/




Vera S.Santos

unread,
Apr 15, 2013, 1:00:39 PM4/15/13
to Bianca Santana, aprender-no-...@googlegroups.com
Thanks a lot, Dani!!!!


Profa. Mestre Vera S.Santos
skype:   verassantos1
twitter: @verassantos


 


 


2013/4/15 Bianca Santana <bianca...@gmail.com>
35D.gif

Henrique Parra

unread,
Apr 15, 2013, 1:28:18 PM4/15/13
to aprender-no-...@googlegroups.com
car@s,
parabéns pela iniciativa e obrigado por compartilhar este excelente relato.
Ele irá permitir que alguns de nós (como eu) que não pudemos estar presentes no dia nos aproximemos do projeto.

um abraço,
henrique parra

mbraz

unread,
Apr 15, 2013, 8:37:43 PM4/15/13
to Henrique Parra, aprender-no-...@googlegroups.com
idem ao agradecimento pelo detalhamento no relato.

Não pude acompanhar mais de perto, pois envolvido com a organização da
semana indígena em Osasco, que teve início ontem com a participação de
7 etnias da Grande SP.

Ainda, nesta sexta-feira teremos por aqui a preparação para a
Conferencia Nacional de Educação(CONAE), em 2014. Devo me preocupar
especialmente com a aplicação efetiva de colocar nos currículos as
culturas tradicionais, indígena e negra. Lei desde 2008, mas na
prática pouco implementada.

Ao mesmo tempo que reforçarei a importância tanto dos REA, quanto de
uma educação comunitária e libertária... livre de amarras.

;)

Marcelo Braz



Em 15 de abril de 2013 14:28, Henrique Parra
<opensocia...@gmail.com> escreveu:

Bianca Santana

unread,
Apr 15, 2013, 10:28:21 PM4/15/13
to mbraz, Henrique Parra, aprender-no-...@googlegroups.com
"Tamo junto", Marcelo ;)

Marcia Padilha Lotito

unread,
Apr 16, 2013, 11:47:55 AM4/16/13
to Bianca Santana, aprender-no-...@googlegroups.com
Olá a todos,

mil obrigadas pra Dani e vamos continuar no PAD.
Acho muito viável a idéia de ir de ônibus hacker desenvolver uma atividade na biblioteca.
Para começar e depois vermos como ampliar/aprofundar uma experiência desse tipo.
articulação: grupoterritorio/busãohacker/escola/comunidade
Me interesso em participar de algo assim.

abraços,
Pada
--
Marcia Padilha Lotito
skype: marcia.pada
cel 55 11 9605-9638

Zildete M. A.

unread,
Apr 16, 2013, 2:49:29 PM4/16/13
to Marcia Padilha Lotito, Bianca Santana, aprender-no-...@googlegroups.com
Olá Pessoas Lindas

Agradeço a oportunidade de compartilhar e principalmente aprender tanto. Foi uma tarde maravilhosa, com relatos lindos,
Essa troca de experiências foi riquíssima.
Tentarei realizar na Cidade Tiradentes algumas ações para melhorar nossa comunidade de aprendizagem, se alguém quiser e puder partilhar mais alguma dica, estou aceitando... 
Priscila adorei sua ideia pode contar comigo também.

bjux 

Zil


-- 

Zildete Maria de Araujo

"Posso não concordar com nenhuma das palavras que você diz, mas defenderei até a morte seu direito de dizê-la." (Evelyn Beatrice Hall/ Françoise Marie Arouet Voltaire)


Redes Sociais:
Twitter: @zilaraujo
Skype: zilaraujo
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Bianca Santana

unread,
Apr 16, 2013, 8:09:17 PM4/16/13
to Zildete M. A., Marcia Padilha Lotito, aprender-no-...@googlegroups.com
Podemos avançar nas propostas com a Canuto do Val, mas também podemos fazer uma conversa na Cidade Tiradentes se vocês acharem legal, Zil!
beijos, beijos
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Lilian Starobinas

unread,
Apr 16, 2013, 8:26:55 PM4/16/13
to Bianca Santana, aprender-no-...@googlegroups.com
Muito bacana o relato.
Acho 10 a proposta de associar o Ônibus Hacker a ações desse tipo!
bjs
Lilian


Em 15 de abril de 2013 13:52, Bianca Santana <bianca...@gmail.com> escreveu:



--
Lilian Starobinas
http://discursocitado.blogspot.com
@liliansta

Sérgio Storch

unread,
Apr 16, 2013, 10:48:15 PM4/16/13
to Bianca Santana, Zildete M. A., Marcia Padilha Lotito, aprender-no-...@googlegroups.com
Dani, que registro vivíssimo! Sugiro não simplesmente lermos e deixarmos para trás. Essa combinação de pessoas foi muito especial, e o relato da Dani tem uma riqueza enorme, que merece ser decupada para continuar nas várias vertentes, e para ser material de estudo.

Daria para iniciar um wiki maravilhoso só com esse material, pondo para fora os ganchos em cada tema para continuarem em conversas posteriores com a rede ampliada. Que tal uma sessão para bolar uma metodologia de trabalho a partir desse material?

Pensando que isso pode vir a ser uma conversa sem fim, tenho a sensação de que um elenco de novas perguntas geradas a partir daí seria um atrativo para um bocado de inteligências afluírem para a conversa.

E podemos compartilhar com nossas redes?

Obrigado a tod@s que fizeram isso acontecer.

Uma dica: vejam o crowdfunding dessa empresa social, a Toodo Eco, que desenvolve brinquedos para atividades transdisciplinares. http://catarse.me/pt/toodoeco. Vejam o projeto na Amorim Lima e no projeto Âncora. É de amigas que conheci nas Ações Interconectadas da Virada Sustentável. 


Sérgio Storch
11-3666.9005 - 11-99753.9701
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Sérgio Storch

unread,
Apr 16, 2013, 10:50:00 PM4/16/13
to Bianca Santana, Zildete M. A., Marcia Padilha Lotito, aprender-no-...@googlegroups.com
Ah, quero dar um pequeno exemplo do que alguns de nós se referiram como REA - Recursos Educacionais Abertos. Essa aula de história:
http://historiaonline.com.br/2013/04/15/nova-aula-hg-baixa-idade-media-sec-xi-xv/

Sérgio Storch
11-3666.9005 - 11-99753.9701



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Thiago Carrapatoso

unread,
Apr 18, 2013, 12:33:36 AM4/18/13
to Sérgio Storch, Bianca Santana, Zildete M. A., Marcia Padilha Lotito, aprender-no-...@googlegroups.com
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