Pessoas e Pessoos:
(Já mandei isso pelo e-mail, mas tem gente que está no e-mail e
não na sala, e vice-versa, assim mando pelo Google também. Uma das coisas
urgentes a serem feitas amanhã é colocar todos em uma mesma
lista.)
Acho que é consenso entre nós a validade de tentar uma chapa única - é o esforço
que estamos fazendo. Isso, porém, só terá sentido, em minha opinião, se
chegarmos a alguns pontos concretos em torno dos quais haja consenso. Afinal de
contas, ter uma chapa única só por ter, além de não fazer muito sentido, não vai
motivar nenhum aluno a participar do processo eleitoral. Assim, mesmo correndo o
risco de topar com algum ponto que NÃO seja consenso e portanto não deva constar
do programa de uma chapa única, acho que cada um de nós deveria arriscar alguns
pontos de seu interesse, que tenha uma segurança razoável que possa ser
consenso.
Arrisco-me a colocar alguns pontos que, acho, devem ser consenso e podem ser
referencia para uma chamada aos colegas para se interessarem pela APG.
Quem puder, conseguir, tiver tempo, etc... mande seus pontos por e-mail ou leve
na reunião cópias para que os outros leiam.Coloco abaixo uma proposta de
programa mínimo para nossa chapa de APG e RD´s, acho que esses pontos, além de
serem consenso, tem potencial para provocar discussões e reflexões de nosso
interesse. Em baixo de cada ponto, coloquei em negrito um resumo da
sustentação.
Os componentes da chapa se comprometem a propor e defender:
1- Que todas as seções do Conselho Universitário e dos Conselhos Centrais da USP
sejam transmitidas on line por TV e/ou internet.
-
São órgãos que decidem sobre matéria de interesse público em geral e da
comunidade uspiana em particular; transparência não faz mal a ninguém... faz?
- Cada representante precisa assumir publicamente suas
intervenções nos conselhos; transparência não faz mal a ninguém...
faz?
2 - Que a comunidade tenha mais peso nas eleições para a reitoria
- uma cabeça um voto (funcionários, alunos e professores) não é
razoável: é difícil defender isso nas condições reais em que precisamos viver e
atuar hoje.
-
mas...o esquema atual é menos razoável ainda!!!
3- Que sejam oferecidos cursos de línguas estrangeiras para leitura instrumental
(inglês, Frances, alemão, espanhol e italiano) GRATUITAMENTE para todos os
estudantes da USP - graduandos e pós-graduandos.
- a melhoria da leitura em língua estrangeira e/ou o acesso a textos
outras línguas tem impactos óbvios na qualidade das pesquisas e da educação.
-
fazendo parte integrante e importante de uma educação pública, porque os cursos
de língua estrangeira na USP tem de ser pagos? afinal, estamos falando de
educação universitária pública e gratuita .... ou não?
4- Que as atividades de orientação sejam encaradas como pesquisa séria também do
orientador e sejam, pois, mais valorizadas no esquema do hommo lattes - tanto
quanto escrever milhares de papers por ano.
- quanto tempo um orientador pode dedicar aos orientandos sem que
CAPES/CNPQ/FAPESP comecem a achar que não está tendo uma produtividade
acadêmica satisfatória?
-
quanto tempo seu orientador pode dedicar a você ou a seu tema no último ano?
5 - Que a educação pública, gratuita e de qualidade é responsabilidade do
estado, não transferível a entidades e empresas privadas, fundações, etc.
- É do estado a responsabilidade de garantir recursos, infra estrutura
e pessoal para uma educação pública, gratuita e de qualidade.
-
Entidades e empresas privadas, fundações, projetos de ONG´s ou quaisquer outros
"jeitinhos" não podem ser assumidos como complementação salarial ou
esquemas de financiamento sem os quais a educação pública, gratuita e de
qualidade fique comprometida pois isso não apenas desobriga o estado de suas
obrigações mas coloca a educação pública, gratuita e de qualidade ao sabor dos
ventos e interesses do mercado, nem sempre constantes e quase nunca
confessáveis.
-
Ética, neutralidade, autonomia e imparcialidade e outras características da
atuação do estado na educação não podem ser garantidas em condições de
dependência financeira de interesses de mercado, por mais "puras",
"sinceras" e "desinteressadas" que sejam...
6- Que haja uma discussão ampla acerca de ética, neutralidade, autonomia e
imparcialidade nas pesquisas realizadas na USP.
-
afinal, somos uma universidade pública, gerindo recursos públicos... ou
não?
7- Que os movimentos sociais não sejam criminalizados.
- Sabemos que
nossas instituições políticas normais estão com problemas... é preciso
explicar?
- Sabemos que a maioria da população não tem tendencia a
baderna...
- Essa história de que é preciso proteger o patrimônio
público da baderna e destruição e... en passant desqualificar a discussão, é
uma história já velha... cansada... gasta...
- A polícia não é paga
para defender a política do governo, polícia não é guarda e executor de
políticas de governos; polícia não é força privada de governantes; polícia não
é instrumento de luta política dos governantes de turno.
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Roberto Rocha