Por Wallace Sousa, do blog Desafiando Limites (*)
Para começo de conversa, vou colocar logo os pontos nos i’s para demonstrar que, apesar de ser um completo leigo em termos futebolísticos dentro das quatro linhas, sou bem ousado e abusado atrás de um mouse e teclado (risos). Para defender minha tese, trago como prova o fato de já ter escrito alguns artigos que versam sobre o tema, observe:
Em dezembro de 2012, eu falei sobre o que as recentes conquistas do Corinthians poderiam nos ensinar, onde fiz uma reflexão sobre os altos e baixos daquele time que, um dia, já ocupou espaço em meu peito infantil. Em outubro de 2013 eu abri ao mundo que estava torcendo CONTRA a seleção brasileira, e que perdesse bem perdido! Fui taxado por alguns de louco, de antipatriota, de vira-casaca e outros mimos, mas também recebi apoio de quem não suspeitava. Depois disso, vi várias pessoas seguirem minha linha de raciocínio e pipocarem artigos na internet apontando na mesma direção.
Depois disso, republiquei um texto de 2010, escrito em 2002, sobre como seria um campeonato de futebol onde a igreja estivesse jogando. Esse artigo até chegou a ser reproduzido por alguns sem os devidos créditos, infelizmente. =(
Quando o Brasil foi eliminado na Copa de 2010, graças àquela lambança do Felipitbull Melo, eu também dei meus pitacos. Enfim, posso afirmar que me sinto bem à vontade para falar sobre derrotas, afinal de derrotas eu entendo (risos).
Antes de iniciar o artigo com as lições propriamente ditas, ainda quero destacar algumas coisas, tais como: o fato de NÃO estar torcendo pela seleção brasileira me proporcionou fazer uma análise fria e destituída de paixões irracionais e que poderiam, quem sabe, cegar minha percepção do que estava acontecendo.
Por isso, posso dizer que desfrutei de melhores condições de identificar alguns defeitos que já prenunciavam a tragédia que ficou talhada como Minerazo pela imprensa especializada. Pude perceber que o desempenho da seleção não estava à altura de um potencial campeão, embora muitos me ridicularizassem por isso.
Também ficou evidente, pelo menos para mim, ainda mais após a quase eliminação para o Chile, que o equilíbrio emocional dos jogadores estava adernando e fazendo água (coisa que saltava à vista, se é que me entendem) justamente nos momentos em que eles mais precisavam disso. A comparação fria com outras seleções mostrava claramente que algumas delas estavam um degrau acima da brasileira, de forma mais evidente Alemanha, França e Holanda.
E coroando a cereja do bolo, outra coisa que estava mais que evidente: a marcante ausência de um líder dentro de campo, daqueles capazes de dar a serenidade necessária ao grupo para correr atrás do prejuízo, liderando-os numa possível reviravolta. Em suma, para mim, aquela derrota já estava desenhada, embora eu não fizesse idéia da dimensão e dos contornos que ela iria tomar.
Como você pode perceber, se com a bola nos pés sou um completo perna-de-pau, o mesmo não se pode dizer com a caneta nas mãos, ou com o mouse e teclado, se é que você me entende (risos). E com isso não quero dizer que escrevo bem, não senhor. Minha amiga Wilma já me definiu: eu escrevo MUITO, para o bem e para o mal. E como se isso tudo fosse pouco, ainda sou provocador e atrevido, quase tanto quanto um argentino (risos).
Dito isso, vamos às lições.