Caros(as) Irmãos(ãs): A paz do Senhor!
Devido a necessidade de nos posicionarmos sobre o assunto que é bastante palpitante, fiz um uma pequena pesquisa, sobre o tema e seus contornos.
Estou enviando o artigo para divulgação, possíveis críticas, sugestões e discussão!
Abraço Fraterno
(Current overview of
protecting and promoting sexual diversity by the government, media and
spiritualist religions in Brazil)
Hermom Leal Moreira1
Resumo
As
discussões sobre relação de gênero e religião no Brasil têm sido muito
difundida e discutida no meio acadêmico por métodos epistemológicos
pressupostamente válidos. No entanto, em
outros círculos e grupos sociedade, este tema é apresentado por alguns setores
religiosos e por algumas religiões respectivamente representadas por
denominações que fazem seu posicionamento em relação à questão de forma aberta
e sistematizada. No entanto para uma grande parcela da sociedade alguns
assuntos dentro desta temática são obscuros para o público que assiste
consciente ou inconscientemente, os arroubos de movimentos em prol dos direitos
dos homossexuais, lésbicas, transexuais e transgêneros principalmente no
Brasil. Dentre as religiões que têm defendido e promovido através de seus
representantes e sistemas pontos relevantes de uma cosmovisão aberta e liberal
estão os espíritas e espiritualistas. A militância destes movimentos nos últimos
60 anos promoveu e debateu a favor destas práticas e buscaram fundamentar suas
propostas sobre as questões de gênero baseados inicialmente nos estudos da
psique humana, na biologia e em especial na genética, áreas estas que vem relativamente
e paulatinamente abandonadas e mais recentemente sob o foco da igualdade social
e liberdades individuais identificando determinados grupos como de minoria, com
o objetivo de amparar legalmente seus ideais. Este artigo tem como objetivo
expor as relações e implicações de alguns conceitos básicos doutrinários e
litúrgicos do espiritismo e das religiões afro-brasileiras radicadas no Brasil
e os movimentos pró-diversidade sexual.
Palavras-chave: Espiritismo; Gênero; Sexualidade;
Diversidade Sexual.
________________________
1
Pesquisador
na área de Educação Cristã, Patrística e Teologia Contemporânea. Graduado em
Engª Elétrica e de Telecomunicações pela UFMT ,
Especialista em Engª de Seg. do Trabalho pela UNIC, e Mestrando em Engenharia
Elétrica pela UNESP.
Abstract
Discussions on
religion and gender relations in Brazil have been widespread and discussed in
the academic environment epistemological methods presumptively valid. However,
in other circles and society groups, this topic is presented by some religious
sectors in an open and systematic way by some religions respectively
represented by denominations that make its position on the issue in an open and
systematic way. However for a large portion of society to some issues within
this theme are obscure to the audience attending consciously or unconsciously,
the raptures of movements for the rights of homosexuals, lesbians, transexuals
and Transgêneros mainly in Brazil. Among the religions that have defended and
promoted through their representatives and an open and liberal worldview
relevant points systems are spiritualists and spiritualists. The membership of
these movements in the last 60 years has promoted and discussed in favor of
these practices have sought to base their proposals on issues of gender based
initially on studies of the human psyche, especially in biology and genetics,
these areas coming and relatively gradually abandoned and more recently in the
focus of social equality and individual freedom by identifying certain groups
as a minority, in order to legally bolster their ideals. This article aims to
expose the reaches and implications of some basic doctrinal and liturgical
spiritualism and rooted African-Brazilian religions in Brazil concepts and
movements for sexual diversity.
Keywords: Spiritualism; gender; sexuality; Sexual Diversity.
1. Introdução
O Brasil possui muitos contrastes e após a promulgação da última
constituição, realizada nos moldes republicanos e democráticos, a liberdade
civil ainda pode ser exercida de certa forma com tranquilidade e paz. Mas em
meio a esta explosão de diversidade de costumes, cultura e religião,
determinados princípios não podem ser relativizados como, por exemplo, a
verdade, que dentro de qualquer lógica deve ser absoluta dentro de qualquer
lógica que envolva o desenvolvimento e progresso de um povo e nação.
A seguir são apresentadas algumas informações básicas sobre a atual
política governamental pró-homossexualismo, os movimentos religiosos que
possuem doutrinas que convergem com a causa gay, alguns detalhes sobre os
pontos de contato, o discurso e prática das ações promotoras e defensoras da
ideologia gay, as implicações destas ações e como estas podem influenciam leigas
ou não que fazem contato com ações promovidas sob o viés das religiões espiritualistas.
2.
Diversidade sexual, política e religião
A questão da diversidade sexual têm sido apresentada e discutida em
termos e moldes incompatíveis com sua natureza e característica e muitos fatos
a respeito desta batalha são obscuros para o cidadão que deve se posicionar. Setores
do governo por meio de algumas superintendências de políticas ministeriais têm
propuseram recentemente um plebiscito para verificar a opinião da população a
respeito de questões que envolvem problemas de gênero e sexo. A opinião da
sociedade hoje no país não está isenta das investidas de setores do governo, da
mídia e de religiões que promove de forma integrada, mas sutil e até mesmo
subliminarmente seus modelos de sociedade plural e diversa.
O incorreto e parcial exercício da aplicação da Constituição pelos
poderes constituintes nas esferas municipais, estaduais e federais tem
impactado positivamente no vigor do movimentos de diversidade sexual. No que
tange ao exercício do legislativo, recentemente uma juíza do estado do Rio
Grande do Sul designou a união gay de duas mulheres. [2]
A exemplo disto os pressupostos
da inconstitucionalidade de Leis que entrariam em vigor, a exemplo do PLC 122 -
lei da homofobia – declina, pois princípios expressamente claros sobre a União
Civil restrita a um homem e uma mulher, não são defendidos por parte dos
magistrados.
O poder executivo através de órgãos como o Ministério da Justiça, tem
promovido e oferecido proteção policial diferenciada após classificar grupos GLBTT
(Gays, Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros) de minoria e publicidade
e propaganda à causa gay através de suas secretarias especiais de Direitos
Humanos. Já o Ministério da Educação e Cultura, têm implementado políticas educacionais
chamadas de inclusivas, que incentivam indiretamente práticas sexuais diversas.
Outros órgãos têm patrocinado e financiado eventos em prol da disseminação da
cultura gay.
É fato que uniões conjugais entre pessoas do mesmo sexo já são
realizadas há muito tempo no Brasil de forma não pública, restrita e ilegal,
dentro de terreiros e centros espíritas em todo território nacional. Sua ilegalidade
pode se fundamentar basicamente no fato de que estas instituições religiosas que
professam fé no espiritismo são entidades com personalidade jurídica, pois
operam sociedades beneficentes identificadas como entidades sem fins lucrativos
estando aptas a receber doações, financiamentos e recursos públicos. As mesmas
promovem e apoiam causas que se fundamentam em suas convicções religiosas,
costumes e culturas através de dogmas e práticas opondo-se ao que está expresso
na constituição federativa do Brasil. Sendo laico o estado, o homossexualismo e
o lesbianismo não podem ser incentivados, por entidades que defendem a prática
como a convicção religiosa de muitos de seus líderes e adeptos, pois feririam
por extensão a liberdade de culto de outras religiões principalmente as
bíblicas e evangélicas que divergem deste tipo de liberdade civil, não expresso
nas leis brasileiras, podendo até mesmo ser coagidas a realizar cerimônias
religiosas, ou aceitar em sua membresia indivíduos que optem por este tipo de
vínculo afetivo além de ter cerceado seu direito à liberdade de expressão tendo
sua conduta criminalizada por leis que venham caracterizá-las dentro do
conceito de homofobia.
Pressupõe-se assim que a luta pelo direito de união homoafetiva fora do
âmbito restrito de seu sistema religioso, que é permitido via liberdade de
culto pela Constituição, o que também é discutível, por meio de instituições e
sistemas religiosos, amparados até mesmo pelo dinheiro do contribuinte é ilegítimo.
O atual cenário político brasileiro é bastante confuso com relação à
questão da discussão de gênero, pois, com exceção de alguns partidos, para a
população estão claros os ideais e defesa da bancada evangélica, católica,
ruralista, entre outras, sendo que a maior parte do movimento gay, não se
identifica como gay ou espírita/espiritualista, mas se misturam à causa dos
movimentos sociais ditos minoritários de negros, índios, mulheres, crianças, do
idoso, como se a luta fosse da mesma espécie.
A estratégia está em se camuflar em meio à heterogeneidade dos
movimentos sociais da terra e do campo entre outros, visa popularizar ainda
mais a causa e cerrar adeptos e simpatizantes às fileiras do movimento.
Para população, não fica evidente que a motivação desta promoção possa
ser coordenada o organizada por instituições religiosas e sectárias que com uma
roupagem e discurso de defesa dos direitos individuais, legisla em causa
própria e de forma indevida.
3. Censo
sobre as religiões espiritualistas no Brasil
O Censo de 2010 apresentou que 2% da população é espírita, ou seja, 3,8
milhões de pessoas. Nas cidades brasileiras constatou-se na época que entre 3,5%
e 7,5% da população seguiam esta doutrina conforme o IBGE.
A pesquisa não informa se esta seria a religião exclusiva da pessoa ou
se a mesma professava o catolicismo, por exemplo, ou outra religião, o que
caracterizaria o sincretismo religioso, bastante comum e praticado pelos
espíritas, e vice-versa, como por exemplo, católicos, ateus, gnósticos e
agnósticos que vão a centros espíritas receber “passe”, leem literatura
espírita e simpatizam com a doutrina espírita segundo Allan Kardec.
“Quase
metade dos casais homossexuais brasileiros (47,4%) se autodeclaram católicos,
segundo dados do Censo Demográfico 2010 divulgados nesta quarta-feira (17) pelo
IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).” ( De Andrade, 2012, p.01).
O sincretismo fica evidenciado na pesquisa de 2010, que segundo o IBGE
47,4% dos gays pesquisados são católicos [3], mesmo sendo membros de
uma religião que condena este tipo de conduta, e a única resposta a uma
contradição deste tipo seria o uso simplesmente nominal de católico ante uma
incorreta fé e prática de catolicismo.
4.
As divisões do Espiritismo
O fato das religiões espiritualistas, candomblé, umbanda e outras afro-brasileiras,
serem convergentes na maioria dos aspectos doutrinários como, por exemplo, a
mediunidade, reencarnação, conceito de espírito e o karma, estas divergem em
aspectos etimológicos a respeito das mesmas coisas na opinião dos especialistas
e religiosos. As diferenças são sutis e resumem-se a nome das entidades, suas funções,
a ritualística.
Os espíritas segundo os dados da estatística [4] são em sua
maioria de pessoas brancas, de classe média e alta, de nível escolar superior,
ou seja, muito mais europeanizada, à semelhança de seu principal doutrinador nascido
na França.
Neste tipo de espiritismo, dito científico, a justificativa para a
conduta está baseada para alguns em distúrbios da alma no processo de
reencarnação, evolução do espírito formas que extrapolam o gênero e outros
conceitos que buscam a aceitação e abrigo dentro de sua cosmovisão.
Já os adeptos das religiões
afro-brasileiras são, em sua maioria negros e mestiços, de classe média baixa,
com pouca escolaridade, renda menor, sendo que o foco do seu culto está
relacionado ao animismo e ao fetichismo, envolvendo um sincretismo entre os
cultos do tribalismo africano, das religisiosidades indígena brasileira, acrescentado-se
a isso o panteão dos ídolos venerados no catolicismo romano. As manifestações
de entidades masculinas e femininas podem incorporar em pais de santo, mães de
santo e outros que possuem a mesma função do médium, sendo que suas
características sexuais podem ser temporariamente ou permanentemente
modificadas em função da atividade destas entidades ou espíritos que acompanham
ou incorporam estas pessoas.
5.
Literatura Espírita
A doutrina espírita, diferentemente de outros
tipos de outras práticas espiritualistas como a astrologia, búzios, tarô,
cartomancismo, que buscam interagir com o “além”, ou até mesmo o ocultismo como
a magia branca e negra, a exemplo do vodu praticado no Haiti, fundamenta seu
dogma através de literatura através de livros onde seus doutrinadores recebem
os ensinos de espíritos supostamente evoluídos.
5.1 Allan
Kardec
Os livros de Kardec são os mais publicados e
vendidos pelas editoras espíritas e até pelas não espíritas, sendo que nestas
obras o espiritismo é sistematizado tomando por base até mesmo o Evangelho do
de Jesus Cristo do Novo Testamento de forma não ortodoxa, interpretando o texto
de forma mística e exotérica em sua interpretação.
Outros escritos e escritos intitulado romance espírita gay são
produzidos por autores médiuns de menor projeção, são baseados em experiências
ditas espirituais e de mediunidade que supostamente receberam ensinamentos por
meio de sonhos, visões, incorporações, experiências extracorpóreas e etc.
5.2 Chico
Xavier
A prática do espiritismo no Brasil deve muito a nomes como Chico Xavier,
que se dedicou muito à área literária pela chamada psicografia obtendo grande
sucesso admirado dentro do país, com suas consultas espirituais. Chico Xavier
escreveu sobre os mais diversos assuntos dentro do Espiritismo e não deixou de
destacar sua opinião sobre o homossexualismo e a bissexualidade. Em uma
entrevista [5] na extinta TV Tupi em 1971 o médium afirmou que pelo
processo da reencarnação uma “alma
feminina pode reencarnar em um corpo masculino” e não haveria problema
algum homem satisfazer seus desejos com uma do mesmo sexo uma vez o que importa
é a união e satisfação da alma, que não tem sexo (gênero).
Em outra entrevista da mesma época o médium com expressões e gestos
nitidamente efeminados [6] afirma que as perturbações do
comportamento sexual (homossexualismo, bissexualidade, assexualidade), “são condições da alma humana” segundo
entendimento com o “espírito amigo” Emano
[7], acrescentando que estas pessoas são dignas de respeito por portarem
este tipo de conflitos e desequilíbrio da personalidade reencarnada em matéria
de sexo “em suas variadas manifestações”.
Este mesmo doutrinador admirado por boa parcela da população, que
faleceu há alguns poucos anos, teve sua vida e obra reproduzida pelo cinema
brasileiro. O mesmo afirma em uma fala do tipo sugestão meio que profética, que
“as leis do país deveriam” evoluir
para que a diferenciação e as variadas manifestações sexuais viessem a ser
incorporadas na sociedade [7].
5.3 Divaldo
Pereira Franco
Outro expoente mais recente na área literária e principalmente pelos
ensinos por meio de congressos, simpósios e grandes reuniões é o médium Divaldo
Pereira Franco, trazendo uma militância no espiritismo pelas alcunhas da
Alto-Ajuda.
Para Divaldo, o homossexualismo é uma dádiva da evolução da alma [8]
e do espírito após sucessivas reencarnações, que desenvolve um sentimento de
amor espiritual independentemente do sexo a quem se nutre esse amor.
4.4
Paulo Coelho
Apesar
de ter o romance e a ficção identificados nas contra capas de seus livros, a
aclamada e extensa obra do Mago e Médium Paulo Coelho tem levado o espiritismo
com uma roupagem de misticismo a todos os limites territoriais, sendo que, em
suma, todos os elementos do espiritismo são trabalhados em formas de contos,
diálogos e outras formas literárias.
6. O
Culto Espírita
Enquanto os espíritas das religiões afros
estão invocando os espíritos nos terreiros, os espíritas kardecistas o invocam
através dos médiuns nos centros espíritas, as atividades mais conhecidas
realizadas pelos que consultam ou invocam espíritos no Kardec ismo, consistem,
por exemplo, em trazer experiências pós-morte a alguém que perdeu um ente
querido via consulta da alma desencarnada.
6.1 Curas
e Cirurgias Espirituais
Através das chamadas curas espirituais da alma ou do corpo, por meio das
consultas espirituais e até mesmo cirurgias, terapia de vidas passadas por meio
de regressão o espiritismo tem apresentado a faceta do curandeirismo com
pitadas de xamanismo.
Estas supostas curas são realizadas em nome do espírito do chamado Dr.
Fritz que incorpora em alguns médiuns homens e mulheres nas chamadas
fraternidades espíritas, prática esta semelhante à que acontecem na casa de
João de Deus, frequentada por celebridades nacionais e internacionais, como
Oprah Winfrey dos Estados Unidos e o galã brasileiro Reinaldo Gianechinni, que
afirma ter recebido uma cura espiritual em centro espíritas deste tipo.
Como é possível em um país de Estado de Direito Democrático, regido por
leis, tamanha contradição de permitir e destinar a recursos públicos a
sociedades beneficentes fraternais espíritas que praticam cirurgias por meio de
incisões no corpo de cidadãos em transe espiritual sem as míninas condições
sanitárias de higiene? Sem a devida autorização dos conselhos profissionais de classe que restringem
determinadas atividades somente a profissionais qualificados e autorizados a
certos tipos de procedimento realizados nestes centros espíritas? Chegaríamos
ao ponto de financiar uma sociedade exotérica que fizesse levitar estruturas
metálicas ou de concreto sob a supervisão e orientação do espírito de um grande
engenheiro por sua vida passada?
Salvo em um estado contraventor de suas próprias leis tudo isto é
possível.
7.
Doutrinação Gay e Espírita de Massa
Ícones do meio artístico, na música, filmes, novelas, teatro, cinema,
literatura com best-sellers denominados incorretamente de ficção, romance e
outras naturezas, são basicamente vertentes da doutrina espírita que defende a
causa gay.
6.1 Televisão
Os temas e doutrina do espiritismo são recorrentes também na TV, à
semelhança de novelas da Rede Globo no Brasil como: 1) “A Viagem” (1994), de Ivani Ribeiro, 2) “Anjo de Mim”, (1996-1997),
de Walther Negrão, 3) “Alma Gêmea” (2005-2006), de Walcyr Carrasco, 4) “Escrito
nas Estrelas” (2010), de Elizabeth Jhin, 5) “Amor Eterno Amor”
(2012), de Elizabeth Jhin
[7]. Assistir estas cinco novelas equivaleria a realizar um curso de 400
horas, um pouco mais de 360 horas equivalentes a um curso de pós-graduação lato sensu.
As novelas com personagens gays começaram a ser transmitidas
conforme quadro abaixo informando o número de personagens gays desde a década
de 70.
|
DÉCADA
|
Nº DE PERSONAGENS GAYS (LGBTT)
EM NOVELAS NO BRASIL
|
|
70
|
08
|
|
80
|
10
|
|
90
|
16
|
|
2000
|
17
|
|
2010 a 2011
|
13
|
Tabela
1 – Personagens Gays em Novelas Brasileiras. Fonte: Adaptado de [9]
Pelo quadro
acima se percebe um aumento crescente a cada década sendo que nos dois
primeiros anos desta década 2010 a média é de 6,5 personagens gay por ano,
sendo que estimando-se assim que se o esforço da TV globo e suas concorrentes
continuas chegaremos no ano de 2020 com mais de 65 personagens gays, sem levar
em consideração outros programas com apresentadores gays ou personagens do
agora chamado grupo LGBTT.
Sendo assim
um público que está exposto a uma novela brasileira que duram em média oito
meses, contendo em torno de 120 capítulos que dura em média 40 minutos está
exposto foi exposto há 80 horas, se acompanhar três novelas inteiras, foi
exposto há 240 horas, em apenas oito meses. A televisão brasileira já exibiu
até hoje mais de 70 novelas com personagens do grupo intitulado LGBTT,
equivalendo 5600 horas exibidas em tramas que envolvem o assunto.
A relação de causa e efeito das ações acima exposta é revelada no
crescimento do aumento do sincretismo religioso no Brasil, que vai ao terreiro as sextas e na igreja no
domingo, e aumento no crescimento dos fiéis da religião espírita no Brasil,
conforme os dados estatísticos.
6.2 Música
A música brasileira é riquíssima em sua ritimalidade e
criatividade, mas independentemente do ritmo e da melodia música puramente
brasileira como, por exemplo, a MPB, o Samba e o Axé e suas vertentes, seus
temas sempre estiveram compromissados com o espiritismo [10], a
semelhança da produção artística de Raul Seixas, Roberto Carlos, Erasmo Carlos,
Beto Guedes, Renato Teixeira e Elis Regina, Jorge Versílio. Algumas músicas de
artistas como Ivete Sangalo, são hinos oficiais nos terreiros, onde são até
mesmo produzidas, ensaiadas e tocadas como no caso de algumas bandas de Axé
(Olodum) e cantores e cantoras, alguns deles recentemente declarados gays como
o cantor Netinho e lésbica como Daniela Mercury.
O Rock e o
Pop brasileiro possuem em seu escalão diversos artistas gays e bissexuais como
Cazuza, Marina, Renato Russo, Cássia Eller, Ney Mato Grosso, entre outros. Em determinadas letras de sambas e
pagodes brasileiros, os termos, nomes, e práticas são explícitos e sem censura,
como no caso de Martinho da Vila e Zeca Pagodinho.
Uma recente lei de incentivo à cultura
têm concedido incentivos diversos gêneros e estilos musicais, mas até que ponto
o contribuinte deve financiar por meio de impostos e arrecadação um conjunto de
artistas que produzem música espírita ou gospel? Até onde a causa gay pode ser
financiada pelo contribuinte de forma indireta por meias ações de políticas
públicas pró-aborto, pró-liberação da maconha, pró-diversidade sexual?
8. Conclusão
A
lógica argumentativa realizada neste estudo fundamentada em uma revisão
bibliográfica e somada à simples constatação lógica de causa e efeito, da
massiva propaganda homossexualista, amparada pelo governo, mídia e religião e conduz
à conclusão de que no Brasil:
1.
O
princípio de Estado laico é violado, pelo próprio Estado, pois o exercício da liberdade
religiosa, só é legítimo enquanto universal, ou seja, para todas as religiões
(inclusive as que discordam e pregam contra a ideologia gay), induzindo a
cidadãos a uma instabilidade social (preconceito, animosidade), a semelhança do
recente incidente no CTG de Santana do Livramento (RS).
2.
O
Estado promove por ação direta comissiva, a ideologia gay e a doutrina espírita
por meio do poder executivo (eventos, publicidade, financiamentos, doações,
exclusividade de proteção policial a grupos GLBTT); do poder legislativo
(criação de leis antagônicas aos princípios constitucionais) e judiciário
(permissão do desenvolvimento de condutas, costumes, e expressões que evoluem
para relações civis proibitivas e restritas na legislação corrente);
3.
O
Estado é omisso enquanto deixa de fiscalizar, moderar e regular equitativamente
cotas de tempo e conteúdo veiculados pelos meios de comunicação na programação
das TV’s abertas e rádios, que promovem a doutrinação em massa da população,
formada por leigos e não leigos.
4.
O
espiritismo/espiritualismo promove e motiva a atividade homossexual inclusive
através da literatura, ritualística (casamentos homoafetivos em suas
dependências), à custa da própria arrecadação de contribuintes, contrários à
causa gay – dentro um percentual da população, não adeptos desta religião.
9. Referências
[4] SANTOS, M. S.. Sexo, gênero e homossexualidade: o que diz o
povo-de-santo paulista. Horizonte (Belo Horizonte), v. 6, p. 145-156, 2008.
Hermom Leal Moreira
-Eng. Eletricista e
de
Telecomunicações*
-Eng. de Seg. e do Trabalho**
*Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT
**Universidade de Cuiabá - UNIC
"Toda a boa dádiva e todo o dom perfeito vêm do alto,
descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança
nem sombra de variação".Tg. 1.17