Conforme matéria abaixo do Diário do Grande ABC, estão em andamento negociações entre as empresas de ônibus e as prefeituras da região para um novo reajuste nas tarifas de ônibus, incluindo uma proposta absurda de aumento para R$ 3,40 (seria a passagem mais cara do Brasil!) nas linhas municipais de Santo André.
Frente a mais esse absurdo, algumas entidades e partidos de esquerda da região (PSTU, PSOL, ANEL, DA-FAFIL, APEOESP, etc.) estão organizando um comite de luta contra esse aumento, tendo uma primeira atividade na próxima segunda-feira, onde iremos fazer uma grande agitação com panfletagem e abaixo-assinado em frente a estação de trem de Santo André, das 17h às 19h. A idéia é esclarecer esta situação à população e lançar as bases para o início de uma resistência, a partir de um
comitê que organize outras ações.
Em anexo segue o panfleto.
Convocamos tod@s os estudantes, trabalhadores e a população em geral para essa iniciativa, pois sabemos que somente com luta e mobilização seremos capazes de dizer NÃO a mais esse absurdo!
Empresas de ônibus
preparam pedido de reajuste nas tarifas
Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC
Serão iniciadas nas
próximas semanas as negociações entre as empresas de ônibus e as prefeituras da
região para discutir os percentuais de reajustes nas tarifas cobradas nas
linhas municipais. Segundo o diretor jurídico do Sindicato das Empresas de
Transporte Coletivo do Grande ABC, Francisco Bernardino Ferreira, as propostas
de aumento deverão ser enviadas às administrações até a próxima semana.
Ferreira informa que ainda não é possível
adiantar a taxa que será reivindicada pelas companhias. "Cada viação e
cada cidade têm a sua realidade. As empresas estão finalizando as planilhas de
custos." Na opinião do diretor, o preço da passagem cobrado na região é defasado. "A tarifa pode parecer
elevada aos olhos de quem paga, mas quem recebe sabe que ela não recompõe os
gastos", acrescenta.
O diretor do sindicato
patronal compara os pisos salariais do Grande ABC aos da Capital para ressaltar
a necessidade do aumento. Na região, motoristas de veículos leves recebem R$
1.505, enquanto os de convencionais ganham R$ 2.047. O salário dos cobradores é
de R$ 1.182. Em São Paulo, condutores recebem piso de R$
1.676, enquanto cobradores têm remuneração de R$ 968. "Essa diferença
impacta na nossa decisão de pedir reajuste, com certeza. Em São Paulo a Prefeitura
subsidia a tarifa, o piso é menor e, ainda assim, a passagem sai a R$ 3,
portanto, mais cara do que no Grande ABC.", comenta.
Outro fator apontado pelo
dirigente é o excesso de gratuidades, que, segundo ele, não têm os valores
repostos pela municipalidade. Apesar das leis municipais que determinam os
subsídios, são poucas as cidades que cumprem o compromisso. Em Diadema, a
Prefeitura informa que subsidia as passagens de 3% do total de usuários. São
Bernardo afirma que 15% da demanda equivale às gratuidades, e que esse montante
é compensado à empresa operadora. Mauá e São Caetano não fornecem subsídios. Os
demais municípios não responderam aos questionamentos do Diário.
SANTO ANDRÉ
Na terça-feira, a
Associação das Empresas do Sistema de Transporte de Santo André protocolou
pedido de aumento de 17,6% no valor da tarifa. Caso o índice seja aceito, a
passagem municipal passará dos atuais R$ 2,90 para R$ 3,41.