Resistência
Em meio aos ataques e a insensibilidade das autoridades, como do prefeito Edu ardo Cury (PSDB), o movimento resiste.
Afinal, não há outro caminho para essas famílias que construíram seus lares no local. Usaram todos os recursos que dispunham para construir suas casas. Não vão abandonar o único teto que têm para sobreviver. Vão resistir.
Na sexta-feira, dia 6, cerca de 2 mil pessoas do Pinheirinho bloquearam o tráfego na Via Dutra por quase duas horas para chamar a atenção para a gravidade da situação. No dia seguinte, foi realizada uma grande assembleia na ocupação, com mais de 3 mil pessoas.
O movimento sindical e social também se reuniu nesta segunda-feira, dia 9, e
definiu
uma série de ações para fortalecer a resistência e cercar de solidariedade o Pinheirinho.
Ainda nesta segunda, os moradores protocolaram uma carta com o governador Geraldo Alckmin, que estava em Campos do Jordão. Como chefe maior da polícia do Estado, Alckmin pode evitar uma tragédia, impedindo a desocupação.
“O tempo está se esgotando e tememos muito por uma ação que acabe com derramamento de sangue. As autoridades não podem simplesmente fechar os olhos. Se ocorrer uma tragédia o governador e o prefeito Edu ardo Cury serão os responsáveis”, afirmou o advogado dos sem-teto Antonio Donizete Ferreira, o Toninho.