| No BNB havia a figura do Fiscal Orientador - FO, o nome já diz tudo... Certa vez ao voltar de uma fiscalização a um cliente que tinha financiado a construção de um açude escreveu no laudo: - O creditado construiu o açude e se arrombou-se - A direção Geral do Banco indagou-lhe quem tinha se arrombado? - ele respondeu, OS DOIS!
Certo cliente ofereceu a burra de cela como garantia de um empréstimo, o FO ao retornar da fiscalização escreveu no laudo: - O creditado fugiu montado na garantia subsidiária.
Um mutuário comprou na exposição do Crato um belo touro chamado Mansinho, quando o fiscal foi fazer a vistoria o animal ele estava deitado e o FO o futucou com uma vara curta, este ato impensado levou o fiscal a escrever o seguinte: - O creditado comprou o o Touro de nome
mansinho, que sugiro seja trocado para bravinho, pois se não fosse a grande agilidade deste modesto servidor teria sido estrepado pelos cornos do referido animal. |
LÁ VAI BALA.
NA HISTÓRIA DO BOI MANSINHO, A FRASE QUE EU SABIA ERA: "..SE NÃO FOSSE A DESTREZA DESTE MÍSERO F.O...."
MAIS OUTRA: O F.O. ELE AJUSTOU ALGUMA COISA, MAS COLOCOU NO LAUDO: "ACORDEI COM A ESPOSA DO MUTUÁRIO..."
UM GRANDE ABRAÇO E MUITA PAZ, RICARDO MARTINS
A Agência de Vitória - ES estava apresentando grande volume de benefício fraudados do INSS. Foi criada, então, uma equipe para cuidar do assunto. No dia seguinte, o funcionário chegou para o Chefe da equipe e informou que o Sr. Pedro José Raimundo da Silva Sales (nome fictício) estava no balcão para receber um auxílio funeral. O pior é que o falecido era o próprio Sr. Pedro José Raimundo. O Chefe ficou assustado e foi lá. Ficou mais assustado ainda quando viu o enorme porte físico do cliente. Pediu a carteira de identidade e o atestado de óbito e ficou examinando, pensando no que ia dizer. O gigante “falecido” colocou-se em uma posição em que se destacava, claramente o seu canivete de doze polegadas e falou para o Chefe: “Que demora é essa? Tem algum “problema” com meu “documento? Vamos logo, que to com pressa e quero receber logo o meu dinheiro”, o chefe respondeu rapidamente: “Não Senhor, não tem problema nenhum. Só estou verificando de que doença o senhor morreu, para registrar o código”. E mais um benefício do INSS foi imediatamente pago.
“E aqui vai uma história dos bons tempos dos nossos corajosos e esforçados colegas Fiscais Orientadores. Os famosos “FOs”. Contam que um FO foi fazer uma vistoria de uma operação em um pequeno sítio. Como esse cliente sempre dava um pouco de trabalho para pagar ao Banco, a operação só foi concretizada com a exigência de que o cliente desse o seu cavalo de montaria, animal muito bonito e de grande estima do pequeno agricultor, como garantia de crédito. Apesar disto, a operação venceu e o agricultor não comparecera ao Banco para liquidação do débito. Ao chegar no sítio, no entanto, o FO foi informado de que o agricultor fugirar da região, já há alguns meses, juntamente com seu belo cavalo de estimação. O FO não hesitou e escreveu em seu Laudo de Vistoria: “A Operação deve ser levada para prejuízo, pois é impossível a recuperação do empréstimo concedido, tendo em vista que o mutuário fugiu montado na garantia”.
Contam que um Auditor foi fazer um trabalho de rotina em uma Agência do interior de Minas Gerais. Por ser uma região de muita poeira e a viagem muito longa, o nosso colega chegou à cidade, já de noite, e apresentava uma irritação na garganta que o impedia de falar, permitindo–lhe apenas a emissão de sons quase inaudíveis. Apesar disto, tomou um banho e foi procurar uma farmácia, pela qual perguntou ao primeiro transeunte que encontrou. O nativo foi muito solícito e explicou que “bastava seguir até o final da rua, dobrar à esquerda, depois à direita e depois chegaria à farmácia, a qual, devido ao horário, já deveria estar fechada. A casa do dono da farmácia, no entanto, era no andar superior, portanto, bastava apertar a campainha, e surgiria ou o dono da farmácia ou a sua esposa, uma senhora loura, que o atenderia”. E lá foi o pobre do auditor com sua forte dor na garganta, castigado pelo frio da região. Felizmente, não foi difícil achar a farmácia, que efetivamente estava fechada. Ele tocou a campainha e na janela surgiu a figura de uma mulher, que o luar permitiu-lhe observa que era loura e bonita. O auditor, então, com grande esforço, perguntou com uma voz quase inaudível: “O farmacêutico está?” O auditor quase cai para trás quando a mulher respondeu, também num sussurro, para que ninguém ouvisse: “Está não. Pode subir”. Não se sabe dizer se o auditor melhorou da garganta.
1) Em uma agência do BNB, parece-me que Assu (RN), não tenho certeza e gostaria de correção, se for o caso, tinha uma porta feita de belíssimo vidro espelhado. Um velho bode ao passar defronte à agência viu a sua imagem refletida no espelho e .... Veja o conteúdo da CI enviada pela agência à DIRGE solicitando instruções:
"... e eis que aquele belíssimo espécime de animal, macho predador, dono e senhor de um numeroso rebanho, ao ver a figura de um possível rival (que era sua imagem refletida no espelho), indignado, partiu com toda força que lhe é peculiar contra aquele inesperado intruso. Eis que senão quando, diante de tão brutal investida, a parede de resistente vidro tornou-se frágil diante daquela fenomenal força da natureza e partiu-se em milhares de fragmentos.
... solicitamos, portanto, dessa Direção Geral, autorizar-nos no sentido de efetuar as despesas necessárias para reposição do aludido vidro divisor, ao mesmo tempo que rogamos aos céus, nunca mais aparecer outro caprino de instinto tão beligerante."
8) Ninguém está se lembrando da maravilhosa DIVISUMA (da marca Olivetti ou Facit, não me lembro) de um tamanho monstruoso e fazendo cálculo de forma mecânica. Na SEPAG,. Seção de Pagamentos, do DEPES, cujo chefe durante algum tempo era o Timbó e o chefe de setor era o César Borges, existiam uns dois ou três desses monstrengos. Pois bem, quando você fazia uma divisão tipo 9.999.999.999 por 1, essa máquina simplesmente passava de 45 segundos a 1 minuto fazendo cálculos. Pense numa metralhadora funcionando! Olha a onomatopéia, TRECO, TRECO, TRECO, TRECO,TRECO, .... isso durante 1 minuto, é terrível e não tinha como interromper. Só desligando a máquina, mas, parece, que mesmo assim ao religá-la o restante do cálculo continuava sendo feito. ERA MONSTRUOSO!!!. É claro que essa operação era comandada às escondidas, lógico, pois o "cagaço" viria sem dúvidas.
HISTÓRIAS DOS
FISCAIS ORIENTADORES (as versões que conhecia)
...bonito touro, ancas perfeitas, mas se não fosse a habilidade do signatário, o mesmo não estaria contando esta estória.
...O proprietário da fazenda faleceu e só encontrei a mulher do de cujos com os cinco de cujinhos.
...ao chegar na fazenda constatei que o inadimplente fugiu montado na garantia fidejussória.
...ao apontar-me aquela espingarda, passou pela minha mente como é ingrata a função de fiscal-orientador.
CAUSOS ENVIADOS PELO SÉRGIO BONFIM
Alguns “CAUSOS” da 7ª. Turma (1963/65) do Curso de Aprendizagem Bancária-CAB.
Sobre o Jorcênio:
O professor Josias Oliveira Sobrinho a certa altura falou na expressão latina “per capita” e o Jorcênio (Jorcênio Alencar Magalhães) perguntou:
- Professor, o que quer dizer “per capita”?
- Significa “por cabeça”, respondeu o Josias.
O Barreto (Antônio Gonçalves Barreto) na mesma hora disse: “...quer dizer que quando a gente for fazer uma contagem incluindo o Cazé (Geraldo Alexandrino Cazé) ele vale por dois, né?”.
Nota: Desnecessário dizer que o Cazé tinha a cabeça um tanto quanto avantajada...
Sobre o Adaly (Francisco Adaly Arrais Fortaleza):
01) Não me lembro de quem partiu a idéia de todos os dias ao terminar a aula (na Galeria Pedro Jorge) se formar uma fila atrás (no bom sentido) do Adaly seguindo-o pelas ruas, coisa que ele não gostava nem pouco, é claro!
Um belo dia, “a fila no mundo” atrás do Adaly, e já na porta do Cine Diogo (na rua Barão do Rio Branco) ele na tentativa de se livrar viu que dois senhores conversavam de frente um para o outro. Pois bem, no afã de que iria se libertar da incômoda fila “pediu licença” e passou entre os dois. Não teve jeito. Todos os componentes da fila, também, disseram: “Com licença..., Com licença..., Com licença..., Com licença...”.
Nota: Dispensável ressaltar que não só aqueles senhores, e os circunstantes, atônitos, observavam sem
entender o que realmente estava acontecendo.
02) Certa vez, ao sair de casa bastante apressado o Adaly ao meter os pés nos sapatos, certamente não notou que no pé esquerdo estava um “modelo” e no direito outro. Quando chegou na sala de aula alguém percebeu que ele estava com os calçados trocados e, como não podia deixar de ser, a gozação foi geral. Coisas da vida...
Sobre o Alcides:
Alguém descobriu (não me recordo qual dos colegas) que o Alcides (Antônio Alcides da Silva Menezes) se irritava facilmente ao se fazer um aceno para ele empunhando-se um lenço. Isso mesmo, um lenço daqueles que se usa no bolso para se assoar, enxugar o suor, etc. Ora, a partir daí, sempre estávamos a gesticular em direção ao Alcides com um lenço na mão. Um dia, ele desabafou uns impropérios conosco e dentre outras palavras disse: “Vocês são uns sibaritas”.
Por se tratar de palavra desconhecida, pelo menos para a grande maioria àquela época, tivemos que recorrer ao dicionário e por causa de uma brincadeira, enriquecemos o nosso vocabulário.
Nota: Para os que não se lembram (segundo o Novo Dicionário Didático da Língua Portuguesa, de André Luís de Freitas Bastos – Editora Didática Paulista, 2003), sibarita é um adjetivo “Designativo de ou pessoa que vive na voluptuosidade ou que é efeminada”.
Sem comentários...
Sobre o Sérgio (eu mesmo, Antônio SÉRGIO Silva BOMFIM)
Por estar escrevendo esses “causos” no dia 05 de junho de 2007, coincidentemente no “Dia Mundial do Meio Ambiente” (05 de junho), me veio à lembrança um “Telex” que me enviaram há muitos anos, e que ainda guardo comigo com o maior carinho, do seguinte teor (sic):
“CARO JACAREH (DO PAPO AMARELO, BARRIGA BRANCA, DA CAIXA ALTA, .... NÃO IMPORTA O TIPO)
QUEREMOS TE DIZER, NO DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE, VESPERA DE TUA VINDA AO PANTANO, MUITO EMBORA, HOJE, FORA DE TEU HABITAT, QUE VOCE NÃO ESTAH SOZINHO NA LUTA PELA PROPRIA SOBREVIVENCIA. ESTAMOS AO TEU LADO, EM PERMANENTE VIGILIA PELA PRESERVAÇÃO DA ESPECIE. PARABENS, EXTENSIVOS AOS FILHOTES E DEMAIS FAMILIARES. SÃO VOTOS DE TEUS AMIGOS PROTETORES DO IBAMA.
SAUDAÇÕES,”
Notas:
01) Como era de praxe todos nós tínhamos, no mínimo, um apelido. O meu era “Jacaré”, salvo engano colocado pelo Zé Cláudio (José CLÁUDIO Teixeira e Silva), da nossa turma, creio devido à minha feiúra e conseqüente semelhança com aqueles crocodilos.
02) Foi fácil descobrir que a idéia de transmitir o citado TELEX foi do Barreto (Antônio Gonçalves Barreto), gozador emérito até os dias de hoje, colega pelo qual tenho especial amizade e apreço, porquanto, além da convivência na época do CAB, fomos lotados no mesmo Departamento de Crédito Rural-DERUR do BNB. Detalhe: O número dele na ordem de chamada na lista de presença do CAB era o 05 e o meu o 06.
Finalmente, assumindo inteira responsabilidade pelo que aqui está escrito e certo de que os colegas citados, pelos quais tenho especial estima, não guardarão mágoas de mim, haja vista não haver nenhuma intenção maldosa de ofendê-los, e tão somente colaborar em atendimento à solicitação de companheiros integrantes do grupo responsável pela organização das festividades, torço pelo sucesso do evento “CAB/CHB-50 Anos”, deixando, porém, a critério dos organizadores das festividades a publicação ou não dos “causos” aqui relatados.
Um grande abraço,
Antônio SÉRGIO Silva BOMFIM (7ª. Turma do CAB – 1963/65)
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Telefones p/contato: (85) 3494-6515 e 9989-5153.
e-mail: sergiob...@terra.com.br
Amigos,
Estimulado pelo hilário, já que não foi trágico, "causo" contado pelo Franklin, relato um vivenciado por mim quando trabalhava no setor rural da agência de fortaleza nos anos iniciais da decada de 70.
Naquela época o Banco financiava pequenos produtores rurais e dispunha de uma equipe com os fomosos FOs (fiscais orientadores) que acompanhavam "in Loco" a correta aplicação do crédito.
Quando retornava de seu roteiro de viagem, o FO produzia um laudo sobre cada vistoria realizada . Meu trabalho era colocar em local reservado no formulário preenchido pelo fiscal um parecer sobre o andamento da operação e encaminhar ao Chefe do Setor.
Certa feita, o Banco financiou um reprodutor de alta linhagem e nosso valoroso FO não o encontrou na fazenda, relatando o seguinte no laudo: "O TOURO FINANCIADO, POR TER COMIDO GRAMPO DE CERCA E ARRUELA DE FERRO MISTURADOS À FORRAGEM, ACABOU MORRENDO. POREM, FOI SUBSTITUIDO POR OUTRO QUE APESAR DE SER CEGO DE UM OLHO E TER SOFRIDO A AMPUTAÇÃO DE UM CHIFRE, GUARDAVA BOAS CARACTERÍSTICAS DE REPRODUTOR, POIS PUDE COMPROVAR SUA MAGNÍFICA ATUAÇÃO".
Abraços a todos
Pedro Luciano
Nilo (e demais),
O vigilante que teve a “honra” de dar a dedada no (então) Presidente do BNB foi o Lumumba.
O Dr. Rubens Costa estava saindo do elevador, no térreo do Ed. S. Luis, já um tanto tarde da noite.
O Lumumba estava de costas. Ao ouvir a porta do elevador se abrir, virou-se e o Presidente já havia passado por ele, que não reconheceu o “hômi”.
Como o Presi estava de terno cinza, foi confundido, pelo Lumumba, com um dos contínuos do GAPRE (que, então, usavam terno de uma cor parecida).
Aconteceu, então, o incidente. Surpreso, o Dr. Rubens se virou. O Lumumba, caído de joelhos, disse: Perdão Doutor. Eu confundi o Senhor com o Fulano. É que a gente tem essa brincadeira besta de dar dedada um no outro.
É como consta no folclore benebeano.
Abs, Roberto Pinto
Roberto Pinto,
Eu trabalhava lá na Dicon, sala 905 do Ed. São Luiz, há 40 anos quando me contaram que na véspera o Lumumba havia cometido essa "dedada".
Mesmo assim, ainda hoje, eu caio na risada solta só de imaginar a cena:
O Lumumba ajoelhado, ainda com aquele dedão imenso em riste, e o Rubens Costa, sério que só, quase chorando, tentando entender o ocorrido, e com a mão puxando discretamente o o fundo da calça.
Mário Áureo
EXTERMINADORES DE RATOS
TEnho uma , mas jah de BSB. 1986. Eu trabalhava numa assessoria de um ministério e morava numa casa, soh que ratos infestavam a área verde. Convoquei um Exterminador. Ele avaliou a área, identificou buracos, depois distribuiu em pontos estratégicos, pedaços de bolo envenenados, em pratinhos de papelão, daqueles de aniversário de crianças, com estampas de ursinhos, essas coisas. Acompanhei toda a operação. O Exterminador falou q o rato comia o bolo e ateh mesmo o papelão do pratinho. Depois, acabrunhado por dores alucinantes, o roedor corria para o buraco de sua residencia, e morria. Questionei o Exterminador: "O ratão, envenenado, se recolhe ao buraco, onde estão seus filhos, que testemunham sua agonia, logo após comer a isca envenenada. Ora, provavelmente os outros ratos, depois disso, irão passar ao largo do bolo fatal". O Exterminador, com a pachorra proverbial dos exterminadores, e que sabia onde eu trabalhava, respondeu-me "Meu amigo, se esses ratos fossem espertos assim, eram assessores de ministérios, ou, no mínimo, datilógrafos, e nao estariam aqui no seu jardim, enfiados nesses buracos". Pano rápido.
Roberto Aurélio
Mário,
Lembrando as do Airton Brasil Marques, que são muitas, escolhi esta como uma das melhores:
No final dos anos 60, após servir o café naquelas xícaras de louça, de mesa em mesa, o Brasil ficou indignado ao ver que um colega da Dicon, após beber o café, havia colocado cinzas do cigarro dentro da xícara, e esbravejou: "você não tem nenhum princípio de higiene". Respondendo ao Brasil, o colega perguntou se ele sabia, pelo menos, o que significava higiene. Após pensar alguns segundos, o Brasil saiu com esta: "higiene é tudo aquilo que se preocupa com o bem-estar do contra-micróbio". Pode?
Depois dessa, e após o Brasil sair da sala, caimos numa tremenda gargalhada. Em seguida, fizemos uma carta para uma revista de circulação nacional, da época (acho que a Visão), narrando o causo, que saiu publicado na seção Mosaico da edição seguinte. Claro que compramos um exemplar e entregamos solenemente ao Brasil, que saiu de sala em sala mostrando a todos e depois levou pra casa pra mostrar pra família.
Abraços.
Selmo Coelho - 8a. do CAB.
Selmo:
Uma boa do Brasil. Era sobre a primeira transição benebeana, quando o pessoal do Banco do Brasil, depois de instalar as carteiras de crédito, voltava para casa e se instalava a disputa dos benebeanos pelos cargos vagos. Pois bem: o Brasil resumia tudo em dois atos. O primeiro: no tempo do pessoal do Banco do Brasil o BNB era uma irmandade só; a gente ia domingo ao BNB Clube, e dava gosto ver, todo mundo de bem com todo mundo. Mas, depois – o segundo ato -, quando o pessoal do Banco do Brasil começou a deixar o BNB, a gente ia domingo ao BNB Clube e... era tanto bofete.
Abs Cláudio Ferreira Lima
Tínhamos um contínuo na Agência Centro de Fortaleza, no Ed. J. Lopes, que se chamava Sebastião. Era um sujeito magro, bem falante (aliás, muito falante) e que se gabava muito de sua valentia na profissão. Andava como um caubói, portava a arma como um caubói (o coldre lá no joelho) e até a parada para conversar lembrava o John Wayne (guardadas as devidas proporções, é claro!!!).
Um dia chegamos aos serviços gerais, nos fundos do prédio (já quase na calçada da Barão do Rio Branco) e encontramos os armários de aço crivados de balas. eram buracos por todos os cantos e, dentro dos móveis, documentos queimados, objetos estraçalhados e por aí vai.
O Sebastião tentou contar uma história dum ladrão mas não deu certo. Com o tempo e com a intervenção da garbosa investigação de Clóvis, Timbó (o da Audit) e seus asseclas, descobrimos que o Sebastião estava a levar o seu expediente noturno num bom e profundo sono, quando foi despertado por barulhos vindo dos armários (e olha, que bicho pra fazer barulho é armário de aço). O medo assolou-lhe a alma e ele não contou conversa. Sacou de seu competente Taurus 38 e sentou bala na direção dos armários. A razão do medo? Um casal de gatos, residentes de há muito na Agência,empregados para caçar ratos provavelmente em plena lua de mel, a correrem em cima dos móveis.
É claro que o grande Sebastião foi demitido incontinenti e a paz voltou a reinar na seção de Joe Mary Crazzy Dog. Só o casal de gatos é que, pelo menos até hoje, nem sequer mia mais, de tanto susto.
Nilo Alves
Sobre o Zé Maria Cachorro Doido, certa feita num churrasco comemorativo do pessoal da agência, acontecido num sítio nas proximidades de caucaia, ele desceu do seu fusca, já atrasado, com um "pequinêz" no braço. FOI O MOTE PARA UM GAIATO GRITAR: ZÉ MARIA..... É O MAIS NOVO? Grande Abraço Pedro Luciano
Lembro do Zé Maria Cachorro Doido, infelizmente já falecido. Fui vizinho do Josemar, filho dele, a quem chamávamos Cachorrinho. Chegou a trabalhar no Banco, mas foi demitido na gestão Byron, após ser transferido da Ag. Fort-Metro para Lagarto(SE).
Uma das histórias do Zé Maria CD é bem interessante. Ele era cheio de namoradas, chegou até a ter um filho fora do casamento com uma funcionária da cantina da agência Centro. Outra história dele é que, certa vez, a esposa veio esperá-lo escondida na porta do banco (pela Barão do Rio Branco), tentando flagrá-lo com alguma namorada. O vigilante avisou-o e o Zé Maria fingiu que não a tinha visto. Saiu a pé pela Barão do Rio Branco, andou até a Duque de Caxias, pegou à direita e saiu em direção à Bezerra de Menezes, sem apressar o passo para permitir que a esposa o seguisse. Resumindo, eles foram a pé até a Parquelândia, próximo da Jovita Feitosa com Olavo Bilac, bairro onde residiam. Perto de casa, resolveu dar uma parada para que a mulher passasse por ele e chegasse primeiro em casa.
Quando ele entrou em casa, logo depois, encontrou a mulher quase morta de cansada, morrendo de sede, com a pressão alta, arriada em um sofá. Cinicamente, ele perguntou:
- Tá cansada de quê, minha filha?...
Mauricio Lima
Não poderia deixar de contar pequeno mas engraçado episódio passado já depois de concluído o cab. Eu, Marcelo Luz e outro colega também ex-cabista cujo nome prefiro preservar, mas posso dizer que também era do Derur, saímos da galeria pedro jorge para "merendar" no Tops.
Nessa época as opções do Tops (salada russa, entre elas) eram as maiores novidades. Não havia outra lanchonete mais chique.
Pois bem. Querendo conhecer mais uma novidade do Tops, o tal colega pediu no caixa e pagou um iogurte, sem saber muito bem do que se tratava. Quando aguardava no balcão, eis que o atendente pôs diante dele um copo com um suco de laranja.
Meio admirado, o colega começou a tomar o suco, pensando que se tratava de uma espécie de entrada do iogurte. Somente quando deu os dois primeiros goles foi informado de que o atendente errara o cliente.
Pois o iogurte naquela época era nada mais nada menos do que um iogurte mesmo, no copinho plástico, igual aos de hoje, só que da marca Cila, fabricado aqui mesmo, sem opções de sabores de frutas.
Foi aquela vergonha perante os outros dois companheiros, que à época já conheciam o tal do iogurte, então recém-lançado no mercado.
EDMILSON NASCIMENTO
Mas o que queria mesmo era lembrar de uma velocista da minha turma.
Em um belo dia de manhã, fomos convidados a conhecer a gráfica do Banco, por sinal excelente, e que infelizmente não pode mais comprar equipamentos modernos para o seu parque gráfico.
O Passaré era diferente do atual, ainda estava nos seus primórdios. Havia um campo de futebol hoje onde estão instalados os blocos dos Ambientes (deveriam modificar isto, pois ambiente é igual a zona, cabaré, na maior parte dos lugares deste nosso país).
O restaurante também. Será que alguém tem alguma foto antiga?
Bem, continuando.
Fomos convidados.
Imagine você encontrar vários adolescentes, cheios de energia, hormônios transpirando, que viam bagunça em tudo em qualquer coisa, sendo convidados para um passeio turístico ao invés de ter aula.
O caminho para a gráfica também não era o atual.
Era uma trilha. Cheia de mato. Capim para todo lado.
Tínhamos que andar passo a passo senão atropelávamos quem ia na frente.
Então, de uma hora para outra, aparece uma cobra andando no caminho.
Susto geral. Gritos. Mas uma colega conseguiu percorrer a distância que faltava para a gráfica em poucos milisémos de segundo.
Nunca mais ela conseguiu repetir tamanha façanha, senão teria sido uma atleta profissional.
Não direi o nome, mas creio que ela leia e possa fazer outros comentários.
MAURÍCIO MENDES
Meus
caros,
Lembrei de mais um causo envolvendo um presidente do
banco.
Durante a gestão Nilson Holanda, os balanços
semestrais tinham que ser
publicados na imprensa, em tempo recorde. Era uma operação de guerra,
envolvendo as agências, os órgãos da Dirge e, por fim o Orpro.
Num certo semestre, após toda correria, o balanço
foi concluído na
madrugada do segundo dia. Missão cumprida, fomos todos para casa - eu como
responsável pelo sistema no Orpro, alguns funcionários da Dicon e um
representante do Gapre, que levou o documento impresso para ser enviado à
imprensa na manhã seguinte.
Lá pelas seis e pouco da manhã, o Presidente acorda
e liga para o Orpro. Um
certo operador do computador que acabara de chegar, atende a ligação:
NH - Quero saber se o balanço já está pronto;
O nosso amigo operador, achando que uma ligação
naquela hora só podia ser
um trote de algum colega de outro setor, dá uma resposta mais ou menos
assim:
Op - Vai te lascar;
NH - Olhe aqui é o presidente que está falando;
Op - Ah é? E o senhor sabe que está falando aqui?
NH - Não sei;
Op - Graças a Deus.
E desligou o telefone se tremendo de medo.
José SELMO Coelho - 8a. do CAB.
Essa
estória do Nilson Holanda/Balanço me lembrou duas estórias de CHBistas
que rolavam e que escutei na DICON (quando era CHBista) e depois no DECON
(quando voltei pra lá como funcionária).
Nunca soube quem eram os CHBistas das estórias... quem sabe algiém se
"denuncia"?
A primeira, que escutei enquanto era CHBista, deve ser portanto, de alguém
de turma anterior a minha (que é a 5a. do CHB-Fortaleza) pois a DICON foi
meu primeiro estágio:
O Dr Paulo Frota dava aulas em que costumava perguntar a cada CHBista o que
estava fazendo no estágio, e dizem que chamava a atenção dos chefes que
mantinham CHBistas em atividades como arquivo e datilografia. Um CHBista que
trabalhava na DICON, na Seção de Conciliação de Contas, respondeu o que
fazia, na linguagem do Tavernard, chefe da seção:
- Primeiro eu dou uma guaribada e arquivo os boletins. Uma vez por mês eu
descatito, boto na lagartixa, e depois faço os casamentos!
Ao que Dr. Paulo respondeu:
-Meu filho, você tem certeza que está trabalhando no banco?
Tradução das atividades: Ele conferia a folha de rosto com o conteúdo
(cópias de partidas de contas inderdependências) dos Boletins , e rubricava.
Arquivava os boletins, e uma vez por mês desmontava os boletins
(descatitava), separava por ordem de agência (num conjunto de escaninhos
chamado de lagartixa), localizava o início e a finalização do lançamento
contábil, que envolvia 2 unidades do banco, e grampeava os comprovantes
enviados por cada unidade (fazia os casamentos).
Quando eu trabalhei na DICON, também executei estas tarefas, ladeada por um
funcionário muito estranho, que não dirigia a palavra a ninguém, e que de
vez em quando tacava uma espátula nos boletins, como os estivesse
esfaqueando....
A segunda estória eu soube quando voltei ao DECON, como funcionária. Pode se
referir a qualquer CHBista que passou por lá antes da contabilidade ser
informatizada.
O chefe da área era o MOSICA (Sigla de Moacir Silveira Cavalcante...), e a
contabilidade era feita naquelas máquinas de escrituração que eram uma
mistura de máquina de escrever e calculadora, numas fichas laranja (pelejei
prá lembrar o nome da máquina....).
O CHBista chegou novato, recebeu um monte de recomendações e ensinamentos e,
claro, não decorou tudo logo de início, muito menos os termos. Mas uma
recomendação que absorveu muito bem, é que tinha que avisar pro chefe quando
uma conta "estourasse". Quando aconteceu a primeira vez, o CHBista
foi
avisar ao chefe:
- Seu Mosica, seu Mosica, a conta EXPLODIU!
Roberta Alencar
Selmo,
querido,
Você, ao comentar que encerrou seu estágio na Dicon e de lá saiu para o ORPRO
(posso muito bem imaginar o quanto há de histórias também por lá, através do que nos contava
o pessoal da 1a-Turma-II CHB, após dar uma "peneirada" nos
"causos"), me fez lembrar do que o Zé Maria Vieira (gerente da
Ag.Fortaleza-Metro) fez com os CHBistas da nossa turma que encerraram estágio
lá.
Se nao me engano, "éramos seis", como no romance. Só que escapamos
com vida.
Ele, vendo que o salário que passaríamos a perceber (ainda mais com a tal da
recém-saída "reclassificaçao") aumentaria terrivelmente as despesas
de pessoal da sua agência - que administrava com maos-de-ferro, pra que sempre
desse lucro e fosse uma das primeiras, naquela célebre classificaçao geral de agências
- mandou-nos de "presente" para o Dr.Paulo Frota.
E lá fomos todos para o DEPES. Feito presente grego. Por sorte, sem precisarmos
ir dentro do cavalo, já que nossa missão era bem outra.
Pra mim, a mudança foi providencial, porque só pude mais e mais constatar que a
"minha praia"
era mesmo trabalhar com RH. E nisto fiquei até sair do Banco.
Um abraço aos demais. Icléia.
E já que você falou no saudoso Jader Colares (o gente muito boa
"Jadinha"), vou contar um causo - será que você se lembra desse? -
que me aconteceu e que envolveu também o "Jadinha". Vamos lá:
O colega Armando era o funcionário responsável pelo controle dos arquivos que
continham os RE's (Registros de Empregados, como você bem lembrou)e estava
precisando de alguém para auxiliá-lo na "prodigiosa" tarefa de
organizar aquele material. O escolhido fui eu e o chefe Jáder foi bem claro ao
me passar as orientações: a bem do serviço, naquela saleta, além de mim e do
Armando, não deveria entrar nenhum outro funcionário. Nem ele próprio. A única
exceção, claro, seria o Dr. Paulo. "Cheios de moral", começamos a pôr
a casa em ordem e os arquivos já estavam bem organizadinhos quando, numa bela
tarde, superando a "barreira anti-intruso" que havíamos colocado para
inibir os mais ousados, adentra inesperadamente em "nossa" saleta um
cidadão todo empaletozado, pessoa essa que nunca havia visto, até então. Aí nós
travamos um diálogo mais ou menos assim:
- Ei, amigo, você não pode entrar aqui!
- Por que não?!
- Porque está proibido alguma outra pessoa, além de mim e do colega Armando,
entrar!
- E quem deu essa orientação?!
- - O chefe Jáder!
Então o ainda desconhecido, sem mais uma palavra, deu meia-volta e tomou
o rumo da sala do "Jadinha". Quando eu me virei em direção ao colega
Armando para conversarmos sobre o assunto, vi que alguma coisa estava errada: o
cara tava branquinho, com uma expressão de espanto danada. Só aí ele falou:
- Macho, tu tá doido? Tu barrou o chefe, cara!
Então eu questionei:
- O chefe não é o Jáder, meu irmão?
Ele:
- Esse aí é o César Borges, o chefe de setor titular. O Jader é o substituto do
homem!
Eu:
-PQP, tô "lascado". No mínimo, vou levar uma "chamada"!
Pois bem, depois de uns poucos mas angustiantes minutos o já não mais
desconhecido retornou, agora acompanhado do "Jadinha" que,
sorridente, me apresentou o César Borges, ao mesmo tempo em que me parabenizou
por eu ter sido tão zeloso no cumprimento da ordem recebida. E foi assim que eu
conheci o bom colega César Borges. Não sei se ele recorda do fato, eu, porém,
nunca esqueci! Tudo acabou bem, mas só eu sei o susto que levei!!!!
Pois é, Icléia, certas situações, certas emoções, a gente guarda para sempre,
bem como as boas amizades. E a sua, pode ter certeza, é uma delas.
Um carinhoso abraço
CRISÓSTOMO da Cunha
II CHB - 3ª Turma (1976-1978)
Centro Cultural Banco do Nordeste – Fortaleza
Amigo Crisóstomo,
Sobre os bons tempos do DEPES, gostaria de lembrar que trabalhamos, Jáder e eu, durante muitos anos e ele sempre era a pessoal de minha confiança, uma espécie de braço direito. Assim, quando fui nomeado Chefe de Setor, o Jáder era Chefe de Seção, meu substituto; depois fui designado Chefe de Divisão e o Jáder ficou no meu lugar, no setor e como meu substituto; finalmente, fui designado Chefe-Adjunto e, novamente, o Jáder ficou no meu lugar, como Chefe de Divisão e, mais uma vez, como substituto. Era uma pessoa super competente e que sabia tratar, de forma serena, os problemas que surgiam a todo instante. Quando do seu falecimento, fomos (recordo-me bem que o Zé Carlos Timbó estava no grupo, mas não estou me lembrando dos outros), de imediato, falar com o Dr. Agnelo Alves, no exercício da Presidência, propor que a praça principal do Passaré fosse, doravante, denominada Praça Jáder Colares. Dr. Agnelo, sensibilizado com a iniciativa, simplesmente nos disse: proponham. O resto da história vocês sabem. Penso que foi o mínimo que poderíamos ter feito naquele momento, em prol de um funcionário, ex-cabista da 5a. turma, que sempre pautou sua vida em prol da instituição.
Gostaria também de abordar o falecimento do meu amigo José Maria Vitalino. Também trabalhamos juntos por alguns anos. Vitalino sempre demonstrou ser possuidor de um tirocínio rápido, com muitas idéias e sempre preocupado com o andamento dos serviços do nosso Setex - Setor Executivo. O Setex era responsável por uma série de tarefas, todas urgentes e que necessitava de uma atenção constante de todos nós. Com o crescimento do Banco, em termos de agências e, consequentemente, de funcionários, os nossos serviços também se multiplicavam, já que tínhamos sob nossa responsabilidade a confecção das folhas de pagamento de todo o Banco, os recolhimentos legais e diversos, além dos registros legais (férias, licenças, folgas, etc.). A Seção de Pagamento então era constantemente sufocada pela pressão que recebia. Nessa época, o Setor de Recrutamento e Seleção foi reorganizado e, nesse processo, "sobrou" uma seção, tendo sua titular sido designada para uma função superior. Fomos então ao Dr. Paulo Frota e pedimos que aquela seção que tinha "sobrado" fosse remanejada para o SETEX e, propusemos, a divisão da Seção de Pagamento, ficando uma parte só com pagamentos e a outra área somente com os recolhimentos. Dr. Paulo concordou com tudo e, em decorrência, nomeou nosso querido Vitalino como Chefe da Seção. Foi um reconhecimento de um trabalho e, nesse dia, imagine a comemoração. Perdi contato com ele (fui somente uma vez em sua residência, que era perto da Faculdade de Direito), mas sempre que nos encontrávamos a alegria, sua marca constante durante sua passagem entre nós, imperava a todo o momento.
Finalmente, em relação ao caso por você relatado, realmente não me recordo, mas gostaria de lhe dizer que você agiu de forma correta. Um grande abraço, extensivos à todos que estão participando dessa corrente.
Cesar Borges
NILO ALVES:
Mais uma do nosso Zé Maria "Au Au". Ao chegar à Agência para o expediente da tarde, que começava às 12:30, no Edf. J.Lopes, escutamos ganidos desesperados de um cão, vindo dos lados da Barão do Rio Branco, na seção de Serviços Gerais. O grande Airton Sabóia, nosso popular "Reizinho", Chefe do Setor de Serviços da Agência, desceu do seu púlpito, no centro do prédio e dirigiu-se ao Serge, para ver o que ocorria, cercado e seguido de vários curiosos. Ao chegar nos Serviços Gerais, deparou-se com o Zé Maria, aperreado, tentando acalmar um pobre cão, vira-latas, que amarrado ao pé do birô de madeira (daqueles com a borracha verde protegendo o tampo - é o novo!!!), saltava desesperado e a cada pulo gania mais alto. Inquirido "cordialmente" pelo Ayrton Sabóia, o Zé Maria respondeu que havia levado o cão para vacinar e não tinha tido tempo para levá-lo de volta para casa. Não adiantaram as explicações caninas de um e os berros caninos do outro. Foram mandados ambos para curtir o restante do dia em casa.
É mole?!!!
Acho que a partir daí, se não me engano, o Marcelino José da Costa Araripe, que era sócio ou Diretor do Kennel Clube, providenciou um diploma que foi afixado na parede próxima à mesa do nosso Zé, com o título de Zé Maria "Cachorro Doido".
Não sei se já mandei, mas vale a pena lembrar:
Francisco PADRE BARACHO, servente da Agência Centro. Absolutamente analfabeto, assinava o ponto decorando o lugar da assinatura. Várias vezes, por frescura, trocávamos o nome de lugar e era um verdadeiro pandemônio, porque ele assinava no lugar de outro e tinhamos que refazer a folha de ponto toda.
Bob César - que ao menos gesto que alguém iria tocar na sua cintura e fazer-lhe cócegas, mesmo a metros de distância, gemia desesperado, pulava e só faltava ter um infarto.
José Pinto Sobrinho, o nosso querido e "tarado" PINTINHO, que não sei onde se meteu. Aquele que o nosso Clodomir quase mata num acidente de lambreta, na saída do BNB-Clube do SEPRON. Quase "arromba" os peitos do Pintinho.
o Pai do CAB, acompanhado de seu cachorro, que ficava puto com os roubos de sapoti e as peladas de futebol com a dita fruta.
O Itamar Menezes Granjeiro, completamente sem juízo, que trabalhava nos Serviços Gerais da Agência.
o Lenysson (não será do CAB?) que fazia uma farra com as sobras da comida dos colegas no restaurante e que um dia foi ao caixa da Agência, verificou o saldo e após longa conferência, fez um cheque do total, até os centavos. Aí depositou o mesmo valor. O caixa perguntou por que e ele respondeu que era só pra conferir se o dinheiro dele tava mesmo ali.
Êita, tempo bom!!!
A
propósito do Zé Maria, vulgo (é o novo...) "Cachorro Doido" (meu
algoz em
razão de denúncia anônima...), contam que, certa manhã, chegou à agência com
um olho roxo, seguramente, por força (sem qualquer trocadilho) de um
tremendo direto de direito (ou seria de esquerdo?)... Ao constatar a
anormalidade que enfeiava-lhe ainda mais a face (ou seria cara?), o Ivan
Gondim teria perguntado: o que foi isso Zé Maria? Parece que andou
apanhando
da mulher! Zé Maria teria respondido prontamente: "levei esse mas lhr dei
um
que ela foi ao barro"... Estórias do José EUDES Araújo
Alencar... Alguém
sabe onde encontrá-lo? Através dos telefones e endereço que tinha dele não
consegui localizá-lo.
Cordial Abraço, Timbó
Amigos
Sempre que chego agora na frente do computador, já trago um sorriso nos lábios
e uma alegria pura no coração, pois sei que vou percorrer de volta os caminhos
maravilhosos de nossa adolescência, nesse mundo tão nosso composto das mais
queridas lembranças e cujas vivências certamente ajudaram a moldar os adultos
de hoje (jovens adultos, é claro!). Tenho até sentido uma vontade imensa de
revirar as gavetas e reler tantas poesias que escrevi à época, compartilhando
um pouco da riquíssima experiência de "adolescer" trabalhando e
estudando, descobrindo os primeiros amores e também as primeiras dores.
Bem, mas vamos ao "causo". Quando ainda do meu primeiro estágio no
Banco (DEPES-Seral), de julho a dezembro de 1978, vendo meu aperreio com a
proximidade das provas, o chefe da seção (Danilo) ofereceu-me 05 folgas das
suas, que eu comprei por uma quantia módica que já não lembro quanto. Segundo
sua orientação, datilografei em três vias carbonadas o contrato e do alto da
minha ingenuidade, levei as ditas cujas para ter a assinatura do Dr. Paulo
Frota, sacramentando o negócio. Fui interrompida por um Danilo amarelo,
amarelo, já na sala da D. Mazé, que atenciosamente marcava hora para eu falar
com Dr. Paulo.
Ah, tinha também a adesão ao cafezinho, a máquina de procurar diferença e
tantas outras lembranças boas que vão surgindo na nossa frente.
Já em 1978, no último estágio como chbista, no antigo Departamento de Operações
Internacionais (DEPIN), desci para a hora da merenda toda fardada e com uma
máscara de carnaval, aceitando desafio dos colegas. Lógico que tomei um longo
sermão, não lembro se do Clóvis Hermann ou do Leão, que eram meus chefes. Ê
tempinho bão....
Um abraço carinhoso a todos
Darlene Sorensen
Amigos,
Uma do Laurentino: Quando se pedia alguma "coisa" emprestada na Serge, da qual ele era chefe, ele prontamente atendia e dizia: "TEM DOIS "V", LEVA E TRAZ.".
Abraços, Laédio
Amigos, Lembro de um episódio do DEPES:
Quando um novo Cabista chegava ao DEPES, sempre existia uma pegadinha, mandavam procurar a Sra. Lauria, como o Lauria era homem, o pobre do cabista ficava todo sem graça, pois o Lauria dava o maior "carão".
Outra é que mandavam os pobres dos cabistas "DAR CORDA NUM MÁQUINA DE CALCULAR", todos os dias antes de sair do trabalho.
Era uma gozação, mas ninguém ficava com raiva, pois depois repassavam o trote.
Tereza
depois
de algumas consultas e com o risco de parecer politicamente incorreto ai
vai mais uma contribuição.
Durante nosso periodo de CAB, um colega (talvez influenciado pelo
existencialismo francês de Sartre e Simone de Beauvoir) passou a reduzir a
frequência dos banhos diarios.
E como era um colega muito ativo, essa mudança de habitos higiênicos passou a
refletir nas atividade das glândulas sudorîparas.
A "canalha cabista" na época era como o 'Ringo'. Não perdoava.
Resultado: foi feita uma parodia com a musica do Alberto Mota (Ou mais). A
letra era mais ou menos a seguinte:
Você é sujo, gamba
Nao toma banho, gamba
E fedorento, seu fedor é de lascar gamba
Farei o possivel para suportar
Sua catinga, gamba é de lascar
Quando estas pertos, gamba
Ninguém suporta
Pode estar certo o gamba esta à porta
(aqui falta a ultima estrofe, pede-se ajuda).
Hesitei em dar essa contribuição para não parecer politicamente incorreto. Mas
depois achei que era pertinente documentar o fato, ja que essa parodia foi
interpretada por quase todos os membros da 4a, 5a e 6a turma do CAB.
Com a palavra os historiadores, Claudio M
Caro Pereira,
Falando no "professor" KARDO ALI KHAN voce me lembrou nosso querido e saudoso amigo JOSÉ MILTON BEZERRA DA CUNHA, o mais leve e maior gozador que conheci.
Contava o "neguim Zé 1000 tom" como os amigos carinhosamente o chamavam, que certa madrugada, jantando no restaurante Copacabana (fim da beira mar) ouviu numa mesa ao lado a voz inconfundível do "professor".
Comunicativo como era, zé 1000tom puxou conversa:
- JM) Trabalho no BNB e sou assíduo ouvinte do seu programa:
- KAK) Teennho muiiitos clieeentes naaquela caasa bancaaria.
Curioso, o neguim foi logo perguntando:
- JM) Professor e qual é o maior problema do funcionário do Banco?
- KAK) Meeeu amiiigo são doois: CHIFRE e FALTA DE DINHEIRO.
E Zé Milton abria seu largo sorriso gozador.
Abraços
Pedro Luciano
PEDRO LUCIANO E DEMAIS COLEGAS QUE JÁ EXAURIRAM PRATICAMENTE O ASSUNTO - QUERENDO AVIVAR AS MÓRIAS DE VOCES - SEGUNDO O ZE1000TON - DOUTOR KARDO ALI KHAN AO SER QUESTIONADO A RESPEITO DOS DOIS MAIORES PROBLEMAS DOS FUNCIONÁRIOS BENEBEANO DECLAROU QUE ERAM CHIFRES E FALTA DE DINHEIRO, NÃO NESTES TERMOS, MAS PRECISAMENTE:
"OS DOIS MAIORES PROBLEMAS DOS BENEBEANOS ERAM "CHIFRES E CIFRAS" - O QUE É A MESMA COISA.
DOMINGÃO
Timbó (e demais),
Não sei se esta "preciosidade" do Petain consta da relação que você entregou ao Franklin.
Os "dados" do veículo estão sendo criados agora, mas consta que a história é verdadeira.
O Petain anunciou seu carro à venda e recebeu uma ligação de um candidato a adquirente.
O diálogo teria sido o seguinte:
C: A respeito deste Corcel 1980, anunciado, é com o senhor mesmo que eu devo tratar? P: Comigo mesmo.
C: Qual a cor do carro? P: Branco.
C: Qual o final da placa? P: 6.
C: Como está a lataria? P: Perfeita, sem ferrugem e o carro nunca foi batido.
C: Bateria? P: Nova. Comprei há um mês.
C: Pneus? P: Quatro novos. O estepe está meia-vida.
C: Estofamento? P: Perfeito, sem rasgões, buracos ou descostura.
C: Mecânica? P: O motor foi revisado recentemente, o câmbio nunca deu problema, os tripóides (é o novo!) foram trocados esta semana.
C: Como está a documentação? P: O emplacamento é até o final deste mês, mas eu já paguei o IPVA completo e antecipei o licenciamento. Está tudo resolvido.
C: Por que o senhor está vendendo o carro? P (um tanto impaciente): Porque não posso dar. Se eu der, vou descompletar o dinheiro para comprar um novo!
Abs Roberto Pinto
Olá,
amigos,
ao ler o termo "brôco" (usado pelo Coelho recentemente), que é muito
bom, é Fortaleza pura e me fez dar uma boa gargalhada, lembrei-me de um
contínuo contratado (infelizmente o pessoal das "antigas" nao chegou
a conhecer) que tínhamos na Direx, uma das divisoes do DEPES.
O chefe da Direx era o Jáder Colares (Jadinha) e na equipe havia muita gente do
CAHB, dentre outros, o Franzé Costa (irmao do José Maria), Lucenildo, Marcius
Virgilius, Nélson Cláudio, Maurício Mendes, Paulo de Tarso "Bacurim",
Adriana. Era uma ótima e divertida equipe de trabalho.
Pois bem...acontece que este contínuo, entre outras tarefas, também separava
correspondências dirigidas aos funcionários (avisos de férias, de crédito de
empréstimos assistenciais etc. e tal) e, um dia, suspirou, cansado de ver
tantos papéis à sua frente:
"Icléia, mas esta família NETO é grande, né?".
Juro que, nesta hora, a "brôca" fui eu, porque nao quis entender logo
ao que ele se referia. Olhei rapidamente para o seu birô e vi que ele estava
com um aviso de férias para o Miguel Nóbrega NETO, irmao do Nóbrega (ambos,
posso dizer agora sorrindo, "netos" do Sr. Miguel).
O Lucenildo ia passando neste momento e tivemos que nos afastar depressa do local
e cair na gargalhada.
Depois, é claro, explicamos pra ele, o contínuo, que a família FILHO era muito
maior.
Brincadeira à parte, depois esclarecemos ao bom rapaz do que se tratava a
questao.
E assim é que uma coisa puxa outra...
Abraço a todos.
Em
tempo: mais ou menos por esta época, ao nos despedirmos (Lucenildo e eu) do
Jáder, na sexta-feira que antecedia o carnaval, nem sonhávamos que o víamos
pela última vez. Lembro que iríamos para Recife, com um grupo grande. Ele nos
disse pra tomarmos cuidado na estrada, já que iríamos de carro e era tao
distante. "Eu como só vou bem aqui pro Morro Branco..." foram quase
as últimas palavras que ouvimos dele. Quando voltamos na quarta-feira de
cinzas, a triste notícia de sua trágica morte.
ICLEIA CRUZ
Por falar em DEPES, lembrei-me da DIPES. Era a Divisão de Pessoal, antes de ser DEPES. Aí eu trabalhei, como cabista (terceira turma) e como funcionário, quando retornei de Tauá, em 1962. Várias figuras importantes, que fizeram história no Banco: Paulo Frota, claro, mas também Otacílio Braga, Pacifico Carmo Costa, Nilo Tinoco de Miranda, Ednar de Sousa Leite, com certeza estou deixando alguns de lado, por falha da memória.
Mas o que eu queria era aproveitar para relatar uma coisa que ainda não vi nesta discussão. Naquela época, fazíamos à mão a folha de pagamentos, calculando o salário de cada funcionário, descontando as faltas, etc. E, no dia do pagamento, contávamos o dinheiro, colocávamos em envelopes com o nome de cada funcionário, depois arrumávamos todos os envelopes em uma caixa sem tampa, por ordem alfabética, e saímos andando pelas ruas, entre os diversos prédios do Banco, com todos aqueles envelopes cheios de dinheiro, para entregar a cada funcionário nos seus locais de trabalho. Tantas vezes fizemos isto. Geralmente íamos de dois, mas sem nenhum segurança. Nunca aconteceu qualquer surpresa, a segurança era total. Alguém se lembra disto? (claro que não estou perguntando aos jovens do CHB...).
Antônio Rocha Magalhães
Outro do Aloysio Mamãe.
Quando eu estagiava como chbista no antigo ORPRO (é o novo) em 1978 ou 1979, o Aloysio era analista de sistema e dividia a sala com mais alguns analistas. Um destes estava num processo de separação, não lembro quem era, e a ex-mulher sempre ia ao Banco para fazer algumas negociações, e o Aloysio sempre de olho. Considerando que tal colega sempre desabafava que estava super-feliz, que a separação era o que ele mais queria etc etc., o Aloysio criou coragem, e pediu o consentimento do colega para que ele, Aloysio, pudesse investir na recem-separada, pedindo inclusive o telefone ao colega. Este é o Aloysio.
Evandro
Por falar em figuras floclóricas, os cabistas mais velhos tiveram a oportunidade de conhecer o Vicente Fogão (rifou um fogão do Banco), e o famoso Brasil (dizia que quando foi marinheiro ficou impresionado ao chegar ao porto de Paris, e lá encontrar a estátua da liberdade de braços abertos).
JOÃO HERCÍLIO
Franklin,
Certa vez ouvi o Eliezer, do Derur, contando essa história. (Mais ou menos assim).
Um cliente foi a uma agência do BNB em uma das cidades do interior do Nordeste. Em lá chegando, fez uma pergunta a um servente, que usava a vassoura de uma maneira um tanto desmunhecada.
Não satisfeito, dirigiu-se a um contínuo que ia passando, e o rapaz com uns trejeitos estranhos, também não lhe respondeu a contento.
Já meio agastado, foi falar com um escriturário, que respndeu de uma forma exageradamente delicada.
Com uma pulga atrás da orelha, foi falar com o gerente, que o recebeu de uma forma absolutamente perobada.
Impaciente, que só, perguntou de chofre: - nessa agência so tem veado?
Ao que o gerente respondeu: "VEADO AQUI SÓ TEM EU. O RESTO É TUDO CAGA PAU!"
Periandro Marques
FATOS HILARIANTES OCORRERAM DURANTE A CAÇA DAS OVELHAS DESGARRADAS:
EM DETERMINADA CASA OUVI "AQUELE CACHORRO NUM MORA MAIS AQUI NÃO !!!
- TÁ LA DENTRO MORTO DE BÊBO !!!
- ELE CASOU DE NOVO, MORA PROS LADOS DA VILA PORAGABUSSÚ
ENGRAÇADO MESMO FOI A CAÇA AO DESGARRADO PROVISÓRIO FRANKÃO. CREIO QUE FUI O PRIMEIRO A RECEBER O AVISO DA RAQUEL, A FILHA DELE EM PRANTOS. O RELÓGIO SE APROXIMAVA DAS 10 DA NOITE. SAQUEI DUAS FOTOS BEM AMPLIADAS DO FUJÃO E ME MANDEI JUNTO COM UM FILHO DE UM AMIGO MEU QUE É DELEGADO EM UMA VIATURA DO CID GOMES (FRANK AGORA VOCÊ TEM QUE VOTAR NO HÔME). AS INFORMAÇÕES QUE EU TINHA ERAM POUCAS. SAÍ DAQUI DO IGUATEMI E FOMOS PROCURAR AS 3 BORRACHARIAS NO JARDIM IRACEMA. LOCALIZAMOS A PRIMEIRA O BORRACHEIRO TAVA DORMINDO. aCORDOU FUTUCADO PELA AUTORIDADE POLICIAL. :
- EXE HOMI NUM TEVE AQUI NÃO SEU DOTÔ
- ELE ESTEVE SIM (RETRUQUEI) VEIO AQUI NUM PICASSO PRATEADO POR VOLTA DAS 15 HORAS
- PI.. O QUÊ ?
-PICASSO PORRA !! É UM MODELO DA CITROEN.!
- AQUI NUM APARECE ESSAS COISAS NÃO.
SAQUEI ENTÃO AS 2 FOTOS QUE TRAZIA COMIGO E ESTAMPEI NO ROSTO DELE.
PEDIU LICENÇA FOI LÁ DENTRO, BOTOU OS ÓCULOS EXAMINOU AS DUAS FOTOS E TASCOU:
- AGORA E QUE TENHO CERTEZA MESMO QUE NÃO TEVE AQUI ...
UM HOMÃO DEXE TAMANHO, FEIO E GORDO ASSIM EU NUM ESQUECERIA NUNCA.
COM ESSA FUI TOMAR UMA NO CARLITO PAMPLONA...CDS DOM PEP
Paulo Portela
Paulo Edson, comigo aconteceu coisa parecida. Quando imprimi a foto do Frankão, com a ajuda do grande diagramador que você é, levei uma cópia pro Tales de Mileto, meu filho. O objetivo era que ele acionasse uma comunidade, o que, felizmente, não foi necessário, já que o Franklin tinha completando os colóquios amorosos com a cachorrinha e já voltava pra casa. Vendo a foto, o Tales de Mileto, disse: Papai, eu preciso de mais detalhes, como a idade dele. E eu, cavalheiramente constrangido, informei: 55 anos. O Tales de Mileto não é católico, mas teve uma recaída: "Valei-me, Nossa Senhora de Fátima, então daqui a nove anos você vai ficar assim, papai?
Bjs
LAMPADINHA
Nessa época, começo da década de 70, um rapazinho,
cabista,moreninho, bem afeiçoado(naquele tempo), era nosso bicho no ASSES/srp.
Prestávamos serviço: Sousa (engasga gato), Dória Pontes Tavares, Ribeiro,
Inácio Bunitim, Pimentinha, Hermano, Cláudio Guenzo e eu. O alemão não me faz
recordar os demais. Eu tinha uma amizade muito estreita com uma das
recepcionistas, que na hora no lanche desciam do 6o.andar e iam desfilar em
grupo, seus corpinhos maravilhosos dentro daquelas cinzas saias curtas
bem acima dos joelhos, encimadas por um taiê da mesma cor. Nesse tempo eu
possuia um simca tufão e, como costumava acontecer, dava carona a essas
beldades ao final do expediente. Uma delas, certa vez, em um drive-in (depois,com
mais vagar, eu explico o que era para os mais novos), ela perguntou-me pelo
moreninho de sobral. Travou-se então, o seguinte diálogo entre uma dose e outra
de Mansion House (lembram-se?): ela: como vai o moreninho de sobral ? eu: Quem?
ela: aquele cabista que trabalha com vocês no Srp...eu: que eu saiba ele´mora
na Piedade, ali por trás da igreja ela: eu tenho uma forte atração por
ele...ele: então o que é que voce quer eu faça ? ela: arranje um encontro nosso
com ele...
FINAL DA HISTÓRIA :NUNCA DEI ESSE RECADO AO MORENINHO DE SOBRAL
E DESCOBRI QUE APESAR DAQUELE ABRAÇO, ELA GOSTAVA MESMO ERA DE PETIZES.!!!
CDS
DOM PEP
Paulo Portela
Professor Cláudio,
conheci o meu querido Sérgio Madeira num curso de câmbio em 1977. De gargalhadas sonoras os dois, logo nos aproximamos, ele era da AUDIT, me parece. Pois um dia ele apostou comigo uma certa quantia como eu não tiraria mais que oito numa prova do Moraes, meu companheiro de pancreatite. Eu tirei nove e meio. Ao pagar, ele me esclareceu que fez aquilo somente para me incentivar a estudar, pois após dez ou onze cachaças na hora do almoço, eu dormia a aula toda do querido professor. Doutra vez, madrugada no BNB-Clube, eu liso urrando, tirando sabugo da boca de jumento, estava com uma gata "só o mi" e não sabia pra onde nem como levar. Ele afastou-se da mulher e me deu a dica: tu pegas o táxi, fala primeiro no ouvido do motorista, que ele te leva prum chatô. E eu que táxi, não tenho nem pro ônibus...? Ele: com isso aqui, e tacou umas merrecas no meu bolso da camisa, sem que ninguém visse! Saudades do Serjão e indignação pela supema covardia que fizeram com ele, privando-nos do convívio de pessoa inigualável!!!
Bj
LAMPADINHA
Essa não vai sair na revista dos 50 anos:
Nona turma, segunda fase, 1967, já na Major Facundo 70, altos, é dia de prova. O funcionário Nertan, então lotado na Ditre, é designado para fiscalizar.
Edmílson termina a sua, e, não sabendo ainda o nome do colega fiscal, lá de sua carteira chama-o, alto bom som, pelo nome "bedel", para espanto dos colegas de turma, que ficam só esperando a reação do "delicado" assessor.
Nertan responde na ficha: Bedel é meus dois ovo!
Apesar de sua timidez, mas para não perder a moral perante os colegas de turma, Edmílson, já ensaiando os primeiros passos na atividade de revisor - que hoje desempenha para reforçar o orçamento -, tasca essa: "É meus dois ovo" não. "São meus dois ovos". A gargalhada foi geral, até daqueles mais concentrados na resolução da prova.
Dessa ele saiu ileso, mas depois que chegou a trabalhar na mesma equipe do Nertan, ainda hoje não entende como há quarenta anos escapou de levar uma chapuletada no quengo.
Edmilson Nascimento
Certo
dia atendí uma ligação de uma senhorita, chamada SANDRA, que em nome
de uma Empresa X, gostaria de fazer uma entrevista com o responsável pela
área de Tecnologia do Banco que trabalho.
A entrevista começa com a clássica pergunta: Seu nome!
Eu respondo: Silvesneto.
Aí a Sandra de forma muito simpática diz: como?
Eu pronuncio letra por letra:
Então ela diz: Dr. SilvenESto!
Ai eu digo: Não é SilvenESto.
Faça o seguinte, SANDRA: Tire o Doutor, escreva SILVESTRE, retire a última
Sílaba (TRE), e acrescente NETO.
Ai ela sai com essa preciosidade: SilvesTONE.
Foi então que eu já "puto" disse: Me chame de NETO, e vamos
continuar,
certo?
SILVESNETO
Jane,
isto me lebra a apresentação do Abreu no CPOR (exército). O capitão:
José de Souza Abreu! E o Abreu: Presente; capitão: Este souza é com com 's'
ou com 'z'? E o Abreu: Capitão, se fosse com 'z' era 'zouza'.....
beijo do coelho.
O Ferreira (Fco. Ferreira Alves), nosso colega da 9a Turma do CAB e meu primeiro professor de violão, era muito cuidadoso nas serenatas. Mantinha em frente à casa da moça apenas os que cantavam ou tocavam. Os demais circunstantes ficavam na calçada do outro lado. Nesse episódio que o Roberto Aurélio lembra, estávamos nessa distribuição. Aos primeiros acordes do violão, a moça correu para olhar pelas frestas da janela e deu um chute num penico de ágate que, vazio, rodou pelo chão, emitindo o som característico: uooomm, uooomm, uoomm. Todos caímos na risada, inclusive o sério e organizado Ferreira, e a serenata foi abortada.
Naquela noite eu comprovei a propriedade da expressão: mais conhecido do que zuada de penico.
Roberto PintoCÉLIO,
O FESTIVAL AQUI NO CANTO FOI MUITO BOM, MARCANTE MESMO, MAS SEM EQUIPAMENTOS NÃO PODÍAMOS FAZER MAIS DO QUE FIZEMOS.
TEVE MUITOS CAPÍTULOS INTERESSANTES, NO FINAL, UM DISCO GRAVADO, FAÇANHA INACREDITÁVEL, PRÁ ÉPOCA, MAS SEM NENHUM RECURSO TÉCNICO, FICOU UM PRODUTO SEM VALOR COMERCIAL
ALGUÉM DEU A IDEIA DE PROMOVERMOS A VENDA DOS PACOTES ENCALHADOS EM MOSSORÓ.
E FOMOS VÁRIAS VEZES LÁ, NO FUSQUINHA DO ADERBAL JÚNIOR, HOJE GRANDE NOME DO TEATRO NO RIO.
ADERBAL, À ÉPOCA, RECEM CASADO COM A FILHA DO GENERAL SANTABÁIA, SE TREMIA DE MEDO DO SOGRO.
UM DIA, EU, ANTÔNIO CARLOS COELHO, SÉRGIO PINHEIRO, SEM CONTAR O ADERBAL, VIAJAMOS NUM FIM DE SEMANA PARA MOSSORÓ E PARAMOS NO MEIO DA ESTRADA, NUM CASARÃO ONDE ESTAVA ESCRITO APENAS SALVELINA MAIA, PENSANDO TRATAR-SE DE UM RESTAURANTE.
ESPERÁVAMOS ALI ALMOÇAR ALI, MAS TRATAVA-SE DE UM PUTEIRO, O PROGRAMA MUDOU DE FORMATO. DE REPENTE ADERBAL JÚNIOR, NERVOSÍSSIMO, CORREU E FOI ESCONDER O SEU FUSQUINHA (LUXO, NAQUELES TEMPOS, POUCOS OS QUE TINHAM CARRO) ATRÁS DA CASA, POIS PODIA PASSAR ALGUÉM CONHECIDO DA FAMÍLIA SANTABÃIA E FLAGRÁ-LO.
ANTÔNIO CARLOS COELHO, COMO SEMPRE GALINHA E QUERENDO FAZER GOZAÇÃO COM A MILICADA, SEMPRE QUE CHEGÁVAMOS LÁ (FOMOS MUITAS VEZES CURTIR MOSSORÓ)
ELE ENTRAVA CANTANDO, NAS ALTURAS, O HINO DA BANDEIRA MODIFICANDO O COMEÇA DA LETRA. CANTAVA GRITANDO ASSIM
SALVELINA PENDÃO DA ESPERANÇA. SALVELINA ERA O NOME DA MADAME.
CLAUDIO PEREIRA
Pois é, Peleila!
Nesse negócio de boca de sino aconteceram algumas comigo.
Primeiro quando saíram as calças "Calhambeque" por conta do Roberto Carlos...
Ia eu, supimpa, para a casa do Edson Franklin (nascedouro de nossa convivência musical com muita Chave de Ouro - cachaça mesmo) com uma dessas peças. Em passando pela Governador Sampaio (caminho necessário para a casa do Edson) fui vaiado tremendamente pelo uso da peça. Carreteiros e motoristas tiraram o maior sarro!
A segunda é por conta do Paulo Frota. Estagiando eu na DIMAT (o chefe era o Manoel de Jesus Neves, tranquilo, tranquilo...) o Luiz Carlos (chefe de setor) mandou-me apresentar-me ao Paulo Frota. O motivo? Simples. Eu vinha para assinar o ponto com uma indumentária um pouco diferente da oficial: loré cor de telha; cabelos muitos longos; camisa pelo lado de fora e calças boca de sino (mandava transformar as que o banco dava...).
Cumprindo a sentença do dito chefe de setor apresentei-me ao Paulo Frota. Chá das 5, como chamávamos.
Ele com a cabeça um pouco baixa perguntou-me (já sabia) porque eu estava ali. Relatei-lhe e ele foi indagando-me:
- Porque você está usando essas alpercatas? Respondi-lhe que era porque estava com as duas unhas dos dois dedões do pé encravadas... Pode. Ele fez que acreditou (minhas unhas parecem encravadas e cada dedão parece que tem uma bola na ponta)...
- E a camisa para fora? - Bem Dr. Paulo é que eu vinha no ônibus e saiu... para não assinar o ponto atrasado ia colocar para dentro mas não deu tempo.. Também fez que acreditou...
- E esse cabelo? - É que ainda não saiu a bolsa e o senhor sabe, não é lá em casa o dinheiro é pouco... - Também fingiu que acreditou!
- E essas calças, não são as que o Banco lhe dá! - Tá bem Dr. Paulo vou mandar consertar.
Resultado de tudo: assinei o ponto do dia, cortei o cabelo, mandei consertar as calças e passei uma semana indo de alpercatas para a DIMAT para furor do Luiz Carlos...
Por essas e mais outras é que sempre penso que o velho caspudo - julgo com certeza gostaria de estar nessas comemorações, já mais rebatido pelos exemplos da vida - nos tinha como uma espécie não sei lá de que!!!
CÉLIO FELÍCIO
Boa tarde!
Amigos, a propósito de pérolas do BNB
permitam-me uma mais recente, cerca de quinze anos atrás. O Banco criou o quadro de Agentes de Desenvolvimento - ADs Alguns gerentes, com um certo teor de preconceito com a nova função e forma de atuação do funcionário do banco, em alguns lugares passaram a satirizar esses técnicos. Contam alguns que em certo lugar, não me lembro onde exatamente, o gerente havia espalhado que um AD confundiu um cachorro com ovelha, tendo indeferido um negócio, ou seja, por falta de enquadramento nas normas como item financiável, o AD não encaminhou o processo para a agência. O mesmo ocorreu em relação ao sorgo e feijão. Contam os colegas que um dia houve a "vingança": um cliente procurou o gerente interessado numa operação de apicultura. Antes do deferimento, dias depois, o AD comentou com o gerente que havia um normativo novo exigindo o atestado de vacinação das abelhas. Dessa forma o gerente comunicou ao proponente, dando-lhe prazo para a vacinação. Como o produtor não conseguiu apresentar o atestado de vacinação, por motivos óbvios, indeferiu o projeto. Na época deu o que falarf.
MEU CARO FRANKLIN,
LIDERANÇA É LIDERANÇA,
UM GRANDE ABRAÇO LIDERADO E MUITA PAZ,
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LEMBREI-ME DE UMA, QUE ME FOI CONTADA RECENTEMENTE POR ELÍRIO PORTUGAL.
ERA ELE CHEFE DE SETOR DE SERVIÇOS NA EXITNTA AGÊNCIA DA AVENIDA SETE, EM SALVADOR.
E, NESSA CONDIÇÃO, DEU POSSE A UMA MANCEBA. QUE PASSOU A TRABALHAR COM ELE.
ALGUM TEMPO DEPOIS, ELE REQUEREU ALGUMA COISA,QUE A NORMA DETERMINAVA A EXIGÊNCIA DE DOCUMENTO DE IDENTIDADE. NÃO DEU OUTRA. ELA EXIGIU QUE ELE APRESENTASSE SUA CARTEIRA DE IDENTIDADE.
UM GRANDE ABRAÇO E MUITA PAZ,
RICARDO MARTINS