Umbandistas se queixam; evangélicos apóiam adiamento

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Beth

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Jan 27, 2010, 6:27:16 AM1/27/10
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SEXTA-FEIRA, 22 DE JANEIRO DE 2010 NACIONAL A9

O ESTADO DE S. PAULO NACIONAL A9

 

‘Somos sempre a parte mais fraca’

 

Umbandistas se queixam; evangélicos apóiam adiamento

 

Entidade manifesta insatisfação com tratamento

desigual e cobra reunião prometida pelo presidente

 

 

ESTADO LAICO- Pessoas de diferentes religiões participam de evento contra a intolerância, no centro do Rio

 

Lucas de Abreu Maia

 

Para representantes da umbanda e do candomblé, a decisão da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de protelar o anuncio do Plano Nacional de Proteção a Liberdade Religiosa e parte de uma tradicional marginalização das religiões afro-brasileiras.

“Somos sempre a parte mais fraca de todas as raças, de todas as religiões. Estamos sempre a margem”,protestou o presidente do Superior Órgão de Umbanda do Estado de São Paulo (Souesp), Milton Aguirri. O plano, que deveria ter sido anunciado anteontem, legalizaria os imóveis em que funcionam terreiros de umbanda e candomblé, alem de prever o tombamento de templos dessas religiões.

Para Muniz Sodré, presidente da Fundação Biblioteca Nacional,a derrota política indica a pouca representação da umbanda e do candomblé. “Os cultos afro-brasileiros jamais participaram do jogo de poder.

Não tem bancada parlamentar, não tem lobby de pressão, não tem representantes na sociedade civil”,disse.

O presidente da Federação Umbandista do Grande ABC, Ronaldo Linaris, encarou a suspensão do anuncio do plano como“ violência a Constituição”.

“Fala-se tanto em isonomia, em igualdade, mas onde esta essa igualdade se estamos sendo preteridos para não melindrar evangélicos?”, indagou, ressaltando o tamanho da população umbandista no Brasil.“E nós votamos, o governo não deveria se esquecer disso.”

Representantes de igrejas evangélicas defendem a tese de que o governo não deveria se preocupar em legalizar os terreiros neste momento.“

Em ano de eleição, mexer em questões religiosas só serve para constranger todas as partes”, disse o bispo Manoel Ferreira, presidente da Convenção Nacional das Assembléias de Deus no Brasil (Conamad). Ele afirmou, contudo, ser favorável ao plano.

A Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou que não vai se manifestar sobre o projeto.

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