[NOTÍCIAS] Até os pentes de memória estão precisando de refrigeração extra!

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Fernando Lucas Oliveira Farias

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Aug 9, 2010, 6:19:24 PM8/9/10
to AMANB (Manutenção de Microcomputadores)
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http://www.baixaki.com.br/info/4783-ate-os-pentes-de-memoria-estao-precisando-de-refrigeracao-extra-.htm

Pente de memória RAM à base de água? É isso mesmo, a potência desses
componentes anda tão grande que é preciso refrigerá-los com módulos
cheios de líquidos.

O intuito das tecnologias de maneira geral é compor sistemas que
saciem a necessidade dos usuários por informações, sejam elas de cunho
profissional, educacional ou entretenimento. O desenvolvimento
tecnológico computacional é impulsionado pela ânsia das pessoas em
adquirirem conhecimentos, a cada dia que passa, em menor tempo.

A memória RAM, por ser um dos recursos cruciais para que um computador
execute aplicativos com efetividade, tem sido aperfeiçoada
constantemente. Mas o foco de desenvolvimento passou da capacidade de
armazenamento (memória volátil de 512 MB, 2 GB e assim por diante)
para a velocidade de transmissão dos pacotes de bits (medida em
frequência, como 400 MHz, 1066 MHz e 1600 MHz).

Esse contexto promove o investimento e desenvolvimento de componentes
eletrônicos cada vez mais potentes, como é o caso da Kingston com a
sua linha HyperX H2O – pentes de memória com até 6 GB e 2000 MHz.
Porém, esse drástico aumento na frequência da troca de dados tem um
efeito colateral para o equipamento: o superaquecimento.

Pentes de memória RAM cada vez mais potentes!

Mas como chegamos a especular tanta velocidade de processamento? Quais
são as medidas tomadas para que a memória RAM proporcione a potência
que desejamos sem danificar a máquina?

O poder dos 512 MB

Antigamente, buscávamos notícias do dia ou da semana anterior em
jornais e revistas, por exemplo. Com a popularização da internet,
começou-se a buscar informações de poucas horas antes. Hoje, esse
contexto é ainda mais dinâmico: queremos saber o que está acontecendo
agora!

A ânsia por informação em tempo real.

Essa assimilação de conteúdo em tempo real levou as empresas de
tecnologia a investir pesado em equipamentos e componentes eletrônicos
com maior potência de processamento de dados. Entre eles estão os
pentes de memória RAM (Random Access Memory ou Memória de Acesso
Aleatória, em uma tradução livre), responsáveis por armazenar
temporariamente os dados e arquivos gerados pelos programas executados
no PC.

Evolução, algo inevitável

De 4 de julho de 1968 (data de fornecimento da patente a Robert H.
Dennard) para cá, o potencial da tecnologia alcançou níveis
extremamente elevados. O pente de 72 vias era usado pelo Pentium I e
foi o primeiro modelo difundido dessa tecnologia. Posteriormente,
surgiu o SDR – que realizavam apenas uma leitura por ciclo em Pentiums
II e III. Mais tarde, a memória RAM assumiu o formato DDR, dobrando a
quantidade de leituras por ciclo e velocidade de troca de dados.

A evolução da tecnologia é inevitável.

A evolução desse tipo de pente é o chamado DDR2, o qual dobra
novamente a capacidade de leitura por ciclo, reduz o consumo de
energia, ameniza a interferência de ruídos elétricos e aumenta a
frequência do clock. A geração da tecnologia que anda tomando conta do
mercado é o DDR3, responsável por transferir dados a uma frequência de
800 a 2400 MHz, economizar cerca de 30% de energia em relação ao seu
antecessor e garantir com folga a execução de gráficos e softwares de
alta performance.

Como você deve ter percebido, os 512 MB de um pente com 400 MHz eram
convenientes há cinco anos, mas hoje essas taxas são precárias e não
suprem satisfatoriamente a necessidade de usuários comuns, quem diria
a ânsia dos entusiastas e gamers hardcore. Para aprofundar seus
conhecimentos e ter informações mais detalhadas de como um pente de
memória funciona, quais são seus formatos e aplicações, confira os
artigos “Como funciona a memória RAM?”, “O que é memória RAM?” e “O
que é DDR?”.

Quando o ar não surge mais efeito

Para acompanhar o aprimoramento dos processadores (os quais hoje
chegam a ter quatro núcleos), os pentes de memória ganham cada vez
mais agilidade na troca de dados. Esse trâmite de pacotes de bits
entre o cérebro da máquina (o processador) e os softwares ativos
ocorre de forma extremamente rápida (os modelos DDR3 atingem até 2400
MHz, o que representa, na teoria, 2,4 bilhões de dados enviados por
segundo!).

HyperX H2O, a nova linha de memórias RAM da Kingston.

É tanta potência que o ar não tem oferecido resultados satisfatórios
na refrigeração desse tipo de recurso eletrônico. A saída das
fabricantes foi apelar para a água! É o caso da Kingston com a sua
nova linha de pentes de memória, a HyperX H2O. Os novos modelos da
multinacional contam com um sistema de resfriamento composto de
líquidos acoplado ao componente.

Segundo os desenvolvedores, a novidade foi projetada para desempenhar
altas velocidades em situações extremas. Além disso, a série de
memórias RAM é silenciosa e não perde sua confiabilidade por utilizar
um sistema de resfriamento diferenciado. Sendo assim, ela é ideal para
gamers e entusiastas da informática.

Neste primeiro momento de lançamento, estão disponíveis três kits: um
com 6 GB, triple-channel e frequência de 2000 MHz; e outros dois dual-
channel, 4 GB de cache e 2000 ou 2133 MHz. De acordo com os
responsáveis pelos HyperX H2O, a temperatura do pente não passa dos 65
graus Celsius, longe dos 85 graus prejudiciais para seu funcionamento.

Pentes com maior frequência exigem melhor refrigeração.

Divulgação/Kingston

A Kingston ainda oferece garantia vitalícia e suporte técnico 24 horas
por dias nos 7 dias da semana. Você nunca teve tanta mordomia, não é
mesmo? Se você quiser levar um desses para casa terá que desembolsar
de US$ 107 a US$ 235.

Daqui em diante

Podemos observar que o foco de aperfeiçoamento nas tecnologias de
memória volátil dos computadores tem sido direcionado não mais para o
aumento de armazenamento em cache e sim na velocidade de troca de
dados. Com 6 GB, tomando como exemplo um dos produtos da nova linha da
Kingston, sua máquina tem capacidade suficiente para rodar os games
mais parrudos e programas mais robustos sem titubear.

A tendência daqui para frente é que surjam pentes de memória cada vez
mais rápidos, e não “maiores”, como vinha acontecendo até aqui.
Entretanto, para usufruir de tanta qualidade e potência de
processamento o custo é elevado. Se você está com seu porquinho
transbordando e tem o perfil de entusiasta da computação, adquirir um
equipamento desse nível é um excelente investimento.

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