Qual o melhor sistema operacional? Entre nesta guerra entre usuários
de Windows e Linux e ajude nossos fanboys a defender seu sistema
operacional favorito!
Adicionando um volume à série Versus do Portal Baixaki, trazemos hoje
mais uma das polêmicas discussões do mundo da tecnologia. Quem nunca
viu uma ferrenha discussão de usuários sobre qual o melhor sistema
operacional? E quando o assunto é Linux e Windows, essa disputa se
torna ainda mais acirrada e muitas vezes é levada até o grau de
programas específicos para o SO.
Diversos usuários enfrentam-se diariamente em fóruns e conversas do
assunto. Os tópicos são os mais diversos, mas argumentos que sempre
entram na briga são preço do SO, código aberto e liberdade de uso do
Linux, contra a facilidade de uso, maior quantidade de programas e
popularidade do Windows.
Como não poderíamos ficar de fora deste grande duelo, reunimos dois
usuários ferrenhos que vão defender seus pontos de vista expondo os
motivos que os levam a gostar mais de um sistema ou outro.
Conhecendo os lutadores
O tradicional símbolo do WindowsNo canto direito, com o símbolo
representando uma de suas principais inovações: o Windows. Lançado no
mercado no ano de 1985 com o nome de Windows 1.0, desde a primeira
versão, o sistema operacional da Microsoft trouxe para o usuário a
possibilidade de uso do mouse (e o próprio acessório inclusive), a
abertura de mais de um programa ao mesmo tempo (multitarefa) e uma
interface colorida, com ícones e janelas.
O simpático TuxNo canto esquerdo, adotando um simpático pinguim como
símbolo e representando a liberdade de uso e distribuição: o Linux. A
primeira distribuição tinha o nome de Linux 0.01 e foi lançada em
setembro de 1991. Ela trouxe a possibilidade de qualquer usuário fazer
alterações em seu código fonte e adaptá-lo às suas necessidades, bem
como o direito de redistribuir sua versão.
O Linux tem ao seu lado toda uma comunidade de desenvolvedores para
efetuar adaptações e melhorias no sistema além de distribuições para
todos os gostos e necessidades.
Round 1: instalação
Instalação difícil
Quando os computadores pessoais começaram a se tornar relativamente
populares, não sendo somente um privilégio de grandes instituições o
Windows sempre contou com suporte ao usuário para o processo de
instalação. Mais especificamente a partir do Windows 95, que já era
uma versão mais popular do SO, mesmo utilizando vários disquetes para
instalação, o processo era guiado na tela para o usuário.
As etapas contam com instruções sobre a operação e, nas versões a
partir do XP, quase tudo é completamente feito na interface gráfica.
Há uma previsão do tempo que será necessário para completar o processo
e o progresso é exibido à medida que etapas são avançadas. Inclusive a
Microsoft oferece algumas dicas exibidas na tela durante a instalação,
de forma a fornecer de antemão uma prévia da ambientação que é
encontrada pelo usuário no final do processo.
Um dia foi, hoje ela é bem simples
Já nos primórdios do Linux, sua instalação realmente era um processo
deveras complexo. Ainda mais se o usuário possuía alguns componentes
de hardware “diferentes do padrão” ou produtos com dispositivos
fechados (algumas empresas faziam “pacotes” de hardware com drivers
muito específicos). Entretanto, hoje a realidade é completamente
diferente.
Grande parte das distribuições do Linux são instaladas a partir de um
CD de forma simples e rápida, assim como é no Windows. Ele também
possui uma barra de progresso para informar ao usuário o andamento do
processo que, diferente do Windows, costuma ser bem rápido.
Round 2: drivers básicos
Instalou, agora tem que correr atrás dos drivers!
Realmente, ao terminar de instalar uma distribuição do Linux, você já
possui todas as ferramentas básicas para o uso, sem ter aquele
frequente problema de sair atrás de CDs com drivers e programas para
começar a montar seu ambiente de trabalho.
O Windows costumava terminar a instalação completamente “cru”, fazendo-
nos ir atrás das caixinhas de CDs para os dispositivos. Entretanto,
com o lançamento do Windows 7, a Microsoft já deu uma boa melhorada
nesse aspecto.
O Windows 7 procura eles para o usuário!
Agora, após a instalação, o Windows possui um recurso que reconhece os
dispositivos presentes no computador e faz a busca dos drivers para o
usuário. Ainda assim alguns podem não ser reconhecidos ou encontrados.
Em outros casos, por se tratar de uma versão relativamente recente,
pode ainda não ser oferecido um driver compatível.
Round 3: inicialização
O Windows é uma tartaruga!
O processo de inicialização do Linux é muito rápido, mesmo que já
tenha se passado algum tempo depois da instalação do SO. Além disso,
iniciado o sistema, você já pode usar, não precisa esperar mais tempo
por isso.
Somente nas versões mais antigas!
As versões mais antigas do Windows demoravam um tempo considerável no
processo de boot e inicialização depois de passado certo tempo de sua
instalação. Nesse quesito, o Windows 7 já se mostra bem mais
eficiente, inicializando em um período mais curto de tempo do que seus
antecessores.
Round 4: utilização
Desde a primeira versão oficial lançada no mercado de software, o
Windows trouxe algumas das maiores inovações para os computadores
pessoais: a interface gráfica e os periféricos. Os desenvolvedores do
SO apostaram na praticidade para o usuário como forma de difusão e
popularização do Windows.
O Linux é difícil de usar!!!!
O ambiente encontrado era composto por janelas e menus interativos que
atendiam aos comandos do usuário por meio de um periférico (mouse).
Além disso, era possível criar ícones e assim ter atalhos para os
programas mais utilizados na Área de trabalho.
Windows: interface gráfica desde o início e cada vez mais elegante
A parte gráfica (de interação usuário-sistema), até hoje é uma das
maiores preocupações do Windows e recebe cada vez mais melhorias sem
pecar em nada na aparência, que se torna cada vez mais moderna e
elegante.
Isso é coisa do passado!
Se você nunca utilizou o Linux e pensa nele como uma telinha preta
cheia de letras em verde ou branco, está com uma imagem antiga do
sistema. Atualmente, a maior parte das distribuições do Linux e,
certamente todas as mais comuns, possui interface gráfica e sistema de
menus, assim como o ambiente de Área de trabalho também permite
colocação de ícones como forma de atalho.
Interface gráfica do Linux: tão eficiente quanto a do Windows
Além disso, de uma forma geral as informações pessoais do usuário são
portáteis no Linux. Caso você precise mudar de distribuição, basta
copiar alguns dados da pasta local (“Home”) e copiar na nova
distribuição para que todas as suas configurações de usuário sejam
mantidas.
Round 5: facilidade para localizar e instalar programas
Em tempos remotos, quando você queria instalar um programa para o
Linux, dependendo do que fosse, era bom se preparar para o pior. Com a
popularização da internet isso foi parcialmente resolvido, pois você
podia procurá-los online e de diferentes fontes.
Central de software FTW!
Hoje, algumas distribuições do Linux contam com uma central própria de
software. Após o acesso, basta efetuar a busca pelo programa (por nome
ou categoria) e instalá-lo a partir da mesma interface, com apenas um
clique. Como nem tudo é perfeito, entretanto, existem programas que
não estão disponíveis na central.
Central de softwares do Ubuntu
Com o Windows, é tudo meio à moda antiga: é preciso procurar o
programa, baixar e instalar ou executar a instalação a partir de uma
mídia disponível. Entretanto, normalmente não há qualquer dificuldade
para encontrar aquele que você quer disponível para o SO.
Os programas são fáceis de encontrar e instalar!
Adicionalmente as instalações costumam ser fáceis e contam com
instaladores que guiam o usuário durante todo o processo.
Round 6: programas e compatibilidade
Praticamente o único momento no qual você tem sérias dificuldades com
relação à compatibilidade de software para o Windows é logo que uma
versão nova do SO foi lançada. No caso do Windows 7, mesmo no momento
de seu lançamento já havia uma grande quantidade de programas
adaptados e desenvolvidos para ele.
Windows tem mais programas e jogos!
Nesse quesito, não há discussão: como a maioria dos usuários de
computador utiliza o Windows, as empresas se preocupam em lançar
programas que sejam compatíveis com o sistema. Isso é ainda mais
perceptível com relação aos jogos, muitos deles sequer oferecem
versões para serem executados em outras plataformas.
Dizer que o Linux não tem compatibilidade com programas é o maior
argumento dos defensores ferrenhos do SO da Microsoft, porém a
realidade já é outra. Como o Linux tem uma grande comunidade de
desenvolvedores envolvidos, atualmente há sempre alguém disposto a
atualizar ou desenvolver versões de programas para ele.
Nós já temos uma grande variedade de programas
Não se pode mais dizer que faltam programas ou variedade deles para o
Linux, embora alguns permaneçam apenas com versões inferiores às
existentes para o Windows. Entretanto, o grande calcanhar de Aquiles
do SO são os jogos, os quais se possuem pouco ou nenhum suporte e
alguns sequer contam com uma versão para o Linux.
Round 7: Personalização
O Linux é completamente personalizável
Absolutamente qualquer coisa pode ser alterada na interface do Linux.
De um mero papel de parede ao lugar nos quais os botões são mostrados
em uma janela. Se você gosta de efeitos, o Linux também dá um show à
parte com suas janelas “maleáveis”, múltiplas Áreas de trabalho que
podem ser abertas lado a lado, em cubo, estilo “coverflow”, entre
várias outras possibilidades.
Nesse aspecto, o Windows é mais engessado. Até o Vista, mesmo trocar
seu tema para um que não fosse oficial era um processo penoso. E, além
disso, não havia qualquer certeza de que realmente fosse dar tudo
certo no final.
O Windows está bem mais flexível do que já foi.
O Windows 7 trouxe uma grande inovação neste aspecto, com temas que
podem ser instalados a partir de poucos cliques e sem sofrimentos.
Além disso, eles são automaticamente configurados, dispensando
processos manuais de troca. Mesmo temas de terceiros estão
apresentando mais compatibilidade e processos menos frustrantes de
configuração.
Round 8: segurança e infecções
Você já ouviu alguém falando que pegou vírus no Linux? Após tentar
puxar pelas lembranças, deve ter constatado que isso quase nunca
ocorre. Existe uma quantidade ínfima de vírus para o SO e, ainda
assim, não haveria um que fosse capaz de infectar tanto o Linux quanto
acontece com o Windows. Isso ocorre por vários motivos, um deles é o
fato de o Linux ter código aberto e várias pessoas arrumando
problemas.
O Windows vive pegando vírus!
Isso contribui para que ele apresente um número muito menor de falhas
de segurança, o que significa menos brechas a ser exploradas. Outro
fato é que o grande alvo de quem desenvolve softwares maliciosos são
os usuários e, como o Linux tem menos usuários, torna-se menos
atrativo para os criminosos virtuais.
Quase não existe vírus para LinuxAlém dos fatores citados acima, a
política de segurança do Linux é um grande diferencial: os programas
são executados em modo de usuário e não de administrador. Assim, se
acontecesse de um usuário pegar vírus, este não se espalharia pelo
sistema, afetando apenas os programas que o próprio usuário instalou
na pasta “Home” (na pior das hipóteses), enquanto o sistema permanece
intacto.
Uma infecção assim é muito mais fácil de ser eliminada e os danos são
irrelevantes. Isso levado em conta, não é difícil imaginar por que a
criação de vírus para o sistema é difícil e desinteressante.
Disponibilizamos várias ferramentas de proteção, além de outras várias
presentes no mercado.
O Windows é um sistema fechado e com um tempo de resposta para
atualizações de segurança menor do que o Linux. Para existir algo
nesse sentido, primeiro alguém precisa detectar a brecha no sistema e
resolver enviar o problema para a Microsoft. Após receber mais do que
uma queixa o suporte procura verificar o que está ocorrendo.
Após a constatação da falha, finalmente se começa a trabalhar na
solução. Parando por um momento para pensar, imagine quanto tempo
pessoas mal-intencionadas tiveram para agir enquanto todo esse
processo é desenrolado. Além disso, o sistema de permissões e
segurança do Windows está longe daquele existente no Linux.
O Windows conta com ferramentas para combater e prevenir
infecçõesPraticamente todo usuário utiliza o Windows como
administrador, pois de outra forma seria quase impossível aproveitar
os recursos do sistema. Adicionalmente, o controle de usuário é
desativado pela maioria das pessoas por ser incômodo e pouco
eficiente. Ainda assim, a Microsoft reconhece que o problema existe e
não deixa por menos.
A própria empresa disponibiliza uma série de ferramentas de proteção
(antivírus, firewall, etc.) e, várias outras companhias desenvolvem e
atualizam bases de dados de programas para garantir a segurança do SO,
inclusive com versões gratuitas para tal.
Round 9 : suporte
O Windows tem mais fontes oficiais de suporte!
Se você é um usuário do Windows e tiver problemas técnicos é possível
contar com a central de suporte online, por telefone ou guias rápidos
de ajuda disponíveis a partir do próprio SO. As versões mais recentes
(Vista e Windows 7) também possuem um sistema de verificação do
problema. Ao acessar esse recurso, ele automaticamente busca as
possíveis causas do problema e apresenta algumas soluções a fim de
tentar resolvê-lo.
O Linux tem uma comunidade inteira para ajudá-lo!
O suporte formal para Linux existe, porém normalmente é cobrado, pois
é feito por empresas terceirizadas ou donas de distribuições pagas do
sistema. Entretanto, por ser um software de código aberto e adotar tal
filosofia, como já foi citado em outros tópicos, o que não faltam são
programadores e usuários envolvidos no projeto.
Portanto, sempre que você estiver com problemas ou dúvidas, é possível
recorrer a um dos milhares de fóruns de discussão do sistema e
procurar ajuda de técnicos e outros usuários. Além disso, há pessoas
que fazem guias e tutoriais e os disponibilizam para ajudar a resolver
dúvidas, fazer configurações, entre outras finalidades.
Round 10: multiusuários
Suporte multi-usuários
O Linux foi desenvolvido para conseguir lidar com acesso concorrente.
Ou seja, ele permite que mais do que um usuário esteja conectado no
sistema ao mesmo tempo, sem que um deles seja desconectado.
O Windows Server também tem!
O Windows, por outro lado, oferece suporte para operar com um usuário
por vez. Embora você possa ter acesso concorrente à base de dados, o
sistema em si não consegue suportar acesso simultâneo. Você pode ter
mais do que um usuário, mas não em acesso concorrente. Entretanto, se
você precisa dessa ferramenta utilizando Windows, é só instalar o
Windows Server.
A versão para servidores do Windows oferece suporte completo para
multiusuários, embora não seja aquela que costuma ser utilizada em
computadores pessoais.
Round 11: preço
O Linux, assim como os softwares do Projeto GNU, foi desenvolvido para
oferecer uma alternativa aos softwares proprietários. Ele é um sistema
de código aberto e distribuído sob a GPL, ou seja, qualquer um pode
obtê-lo, fazer alterações e redistribuir, desde que disponibilize o
código.
O Windows é caro!
Embora existam versões pagas do Linux, a grande maioria da
distribuições é completamente gratuita e oferece diversas formas para
sua aquisição. Você pode efetuar download das imagens muitas vezes na
própria página do responsável por ela sem qualquer custo.
Adicionalmente, é possível efetuar alterações para adaptá-lo conforme
suas necessidades.
Acima de tudo, você tem a liberdade de repassar uma distribuição de
Linux gratuita para seus amigos sem cometer pirataria de software.
O Windows é um software de código fechado e proprietário. O preço para
aquisição de uma versão do SO já foi algo que se pudesse considerar
muito caro e complicado para um usuário de computador pessoal. Embora
a Microsoft tivesse criado algumas versões mais básicas do XP, por
exemplo, o preço continuava elevado.
Existem versões acessíveis!
A partir do Vista, a Microsoft começou a lançar versões com preços
mais próximos à realidade de um usuário final brasileiro. Como
característica principal, elas possuíam menos recursos avançados e de
efeitos (como o Glass, que não está disponível na versão Home Basic do
Vista).
Entretanto, com o lançamento do Windows 7, o preço do SO no mercado já
está bem mais baixo. Mesmo as versões Premium e Ultimate possuem o
valor bem abaixo do que costumava ser anteriormente. A versão básica
do Windows 7 pode não ser “extremamente barata”, mas é considerada
acessível, mesmo por um usuário de computador pessoal .
Round 12: opinião dos usuários
Nada melhor do que a análise dos usuários para concluir este
verdadeiro duelo entre sistemas operacionais. Independente de você
levantar a bandeira do Linux ou do Windows deixe sua opinião nos
comentários e ajude-nos a descobrir qual é o sistema de seu coração.
LINK:
http://www.baixaki.com.br/info/4272-windows-versus-linux.htm
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Graduando em Ciência da Computação - UFS
Tec. Desenvolvimento de Sistemas - IFS
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