O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ) Campus Engenheiro Paulo de Frontin, é uma das onze instituições beneficiadas pelo edital de Apoio a Incubadoras de Empresas de Base Tecnológica da FAPERJ - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, e passa a compor um seleto grupo de instituições de vanguarda neste setor, que também foram contempladas pelo mesmo edital, tais como: a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal Fluminense (UFF), o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET), a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), a Universidade
Estadual do Norte Fluminense (UENF), o Centro Universitário Estadual da
Zona Oeste (UEZO), e a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). Também foram beneficiados o Instituto Vital Brasil (IVB), a Secretaria Estadual de Cultura (SEC) e a Faculdade Redentor (FacRedentor);
O incubadora intitulada "Silício Fluminense - Incubadora de Jogos Digitais, Empreendimentos e Economia Criativa de Engenheiro Paulo de Frontin" foi escrito conjuntamente pelos professores Rodney Albuquerque e André Brazil e contou com a colaboração decisiva de diversos técnicos administrativos do Campus tais como Maxwel de Oliveira Côrtes, o administrador Juliano dos Santos Moreira, dentre outros. Ao todo foram solicitados a FAPERJ o montante de R$ 293.661,76 a serem investidos em serviços de pessoas jurídica, em material permanente e equipamentos nacionais e importados. Equipamentos e bens permanentes, adquiridos com recursos do edital, ao
final do projeto serão patrimoniados na ICT em que a incubadora se
localiza. Ou, se for o caso, permanecer na incubadora, em regime de
comodato, pelo período de cinco anos, desde que com a concordância da
ICT e da FAPERJ.
A reitoria do IFRJ teve importante papel nesta conquista, devido a
sensibilidade e compreensão acerca da importância desta demanda no contexto do campus, concordando
formalmente com a participação Campus Eng. Paulo de Frontin neste projeto, pois, por sua vez, a FAPERJ exige que os profissionais vinculados a
incubadoras de base tecnológica ou a empresas-júnior, sediadas ou não em
instituições de ciência e tecnologia (ICTs) em operação no estado,
puderam inscrever projetos, desde que contassem com a anuência do
dirigente máximo da instituição. Cada projeto precisou ainda apontar um
corresponsável por sua gestão.
O objetivo do Silício Fluminense - Incubadora de Jogos Digitais será a qualificação de empresários ligados às empresas beneficiadas associadas primariamente a estudantes do IFRJ – Campus Engenheiro Paulo de Frontin, com foco no setor de Tecnologia da Informação, que atuem prioritariamente na produção de Jogos Digitais e atividades relacionadas à economia criativa, visando o aprimoramentos nos aspectos de gestão do negócio. Estímulo a formação e o desenvolvimento de empresas associadas as áreas de Jogos Digitais e tecnologia da informação, com foco na economia criativa, visando oferta de oportunidades de estágio aos estudantes dos cursos do IFRJ no campus Engenheiro Paulo de Frontin.
O edital de Apoio a incubadoras de empresas de base tecnológica da FAPERJ visa cumprir objetivos, como o aprimoramento dos serviços prestados às empresas; a ampliação da capacidade de operação, incluindo expansão de instalações; o aumento do número de empresas atendidas; a ampliação dos impactos da incubadora sobre a comunidade em que está inserida; e o incremento do conteúdo de inovação tecnológica das empresas atendidas.
Dentre as metas acordadas com a FAPERJ estão a estruturação do espaço físico da incubadora de jogos digitais e economia criativa; a instalação e ambientação de empresas startup no espaço físico proposto, disponível no prédio principal do Campus; a Formação os empreendedores associados a incubadora através da oferta de cursos de liderança, gestão, marketing, planejamento e vendas, em parceria com o SEBRAE e o suporte jurídico para as empresas associadas à incubadora, mediante consultorias em parceria com o SEBRAE.
Para o diretor-geral do IFRJ Campus Eng. Paulo de Frontin, Prof. Rodney Albuquerque "O Silício Fluminense - Incubadora de Jogos Digitais agora também passa a integrar o ecossistema do Polo de TI (Tecnologia da Informação) de Engenheiro Paulo de Frontin, que é um conjunto de ações, geograficamente distribuídas, que operam de forma articulada e em consonância ao conceito da “Hélice Tripla de Etzkowitz” (Instituição de Ensino – Governo – Empresa). Como unidade de negócios, o Polo de TI se propõe a fomentar a pratica da economia criativa e da riqueza empresarial, com produtos e serviços das empresas associadas que serão apresentados ao mercado, principalmente os da cadeia consumidora nacional e internacional de produtos tecnológicos." para o diretor a incubadora de jogos digitais, acelera o processo de indução de APL - Arranjos Produtivos Locais no setor de TI na Região. Lembra que as experiências do Condomínio de TI, apoiado pela TI Rio, também colaboraram nesta caminhada.
Com recursos de R$ 3 milhões, a serem pagos em duas parcelas, cada projeto pôde solicitar um máximo de R$ 300 mil. Com esses recursos, poderiam ser custeadas despesas de capital, como a aquisição de materiais permanentes e equipamentos; e obras de infraestrutura e instalações; e despesas de custeio, caso em que se enquadram serviços de terceiros (pessoa física ou jurídica), com caráter eventual para a manutenção de equipamentos e para a realização de reparos e adaptações de bens imóveis (até o limite de 25% do montante solicitado, dentro dos itens de custeio); diárias e passagens, até o limite de 5% do montante solicitado em despesas de custeio (não serão permitidas diárias e passagens para participação em reuniões científicas/tecnológicas); material de consumo, componentes e/ou peças de reposição de equipamentos; despesas de importação (até o limite máximo de 18% do valor do bem importado).
Espera-se que o
Silício Fluminense - Incubadora de Jogos Digitais do IFRJ Campus Eng. Paulo de Frontin gere os seguintes resultados: ao final de 6 meses, um mínimo de 10 empresas incubadas na estrutura oferecida pelo IFRJ em parceria com o SEBRAE; Ao final de 12 meses, que pelo menos 4 destas 10 empresas apresentem um Plano de Negócios promissor e possam prosseguir num processo de incubação para o desenvolvimento de seus produtos ou serviços; Ao final de 24 meses, que haja melhoria observável nas previsões de crescimento e desenvolvimento da empresa, tendo em vista os cursos que estarão sendo oferecidos para capacitação dos empresários encubados; Ao final de 36 meses, que pelo menos 2 das 4 empresas selecionadas consigam se posicionar e se manter no mercado oferecendo produtos e serviços de uma forma estável, abrindo oportunidades profissionais para mão de obra formada no Curso de Jogos Digitais do IFRJ - Campus Engenheiro Paulo de Frontin.
Avaliados por uma Comissão Especial de Julgamento, especialmente designada pela diretoria da FAPERJ, os projetos foram analisados, entre outros critérios, por sua relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, estratégico, econômico, ambiental e social fluminense. Cada proposta poderia ainda solicitar até uma bolsa de iniciação tecnológica (IT), para graduandos das ICTs em que as incubadoras estão situadas, com duração máxima de 12 meses e possibilidade de renovação por igual período); até duas bolsas de inovação tecnológica (INT), cujo nível variará de acordo com a formação do bolsista, com duração máxima de 12 meses e possibilidade de uma renovação por igual período.
Confira a listagem completa dos contemplados no edital Apoio a incubadoras de empresas de base tecnológicaGraduação em Jogos Digitais
O
Silício Fluminense - Incubadora de Jogos Digitais está alinhado com a inédita criação do
Curso Superior de Tecnologia em Jogos Digitais, a primeira graduação em Jogos Digitais em toda rede federal de ensino do país, aprovado pelo
conselho superior do IFRJ em 2014. Será uma oportunidade para que os discentes
possam criar suas próprias empresas, com suporte, e para outros estudantes uma oportunidade de realizar seus estágios dentro do próprio campus. Com uma entrada anual de 70 alunos, ao fim de 3 anos (duração do curso de graduação) o curso reunirá em torno de 210 estudantes, todos com foco nos games. É importante lembrar que as empresas incubadas também poderão contratar como estagiários os alunos do curso técnico de Informática para Internet.
Destaca-se que o campus já recebeu este ano um
link de alta velocidade da RNP - Rede Nacional de Ensino e Pesquisa,
Organização Social (OS) que desde 2002 é vinculada ao Ministério da
Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e mantida por esse em conjunto com
os ministérios da Educação (MEC), Cultura (MinC) e Saúde (MS). A RNP
possui como Missão "Promover o uso inovador de redes avançadas".
Para maiores detalhes visite a página do curso superior de tecnologia em jogos digitais em:
http://www.ifrj.edu.br/node/3142As empresas incubadas farão o Empretec do SEBRAEA proposta de parceira da incubadora com o SEBRAE tem como objetivo a qualificação de empresários
ligados às empresas beneficiadas pela Incubadora do IFRJ – Campus
Engenheiro Paulo de Frontin, com foco no setor de Tecnologia da
Informação, prioritariamente na produção de Jogos Digitais visando o
aprimoramentos nos aspectos de gestão do negócio.
Para capacitar os empresários do setor de Jogos Digitais beneficiados pela incubadora do IFRJ Campus Eng. Paulo de Frontin, será oferecido o Empretec do SEBRAE, que é uma metodologia da Organização das Nações Unidas - ONU voltada para o desenvolvimento de características de comportamento empreendedor e para a identificação de novas oportunidades de negócios, promovido em cerca de 34 países. No Brasil, o Empretec é realizado exclusivamente pelo Sebrae e já capacitou cerca de 190 mil pessoas, em 8.400 turmas distribuídas pelos 27 Estados da Federação. Todo ano, o Empretec capacita em torno de 10 mil participantes.
Segundo pesquisa do Sebrae, os empreendedores que fizeram Empretec registraram um acréscimo de R$ 24,6 mil por mês no faturamento de suas empresas. Mais de 90% dos entrevistados confirmaram o aumento dos lucros após a conclusão do seminário e que aplicaram imediatamente mudanças em seus produtos e serviços com base nos conhecimentos adquiridos.
O Empretec pode proporcionar aos seus participantes a melhoria no seu desempenho empresarial, maior segurança na tomada de decisões, a ampliação da visão de oportunidades, dentre outros ganhos, aumentando assim as chances de sucesso empresarial.
O projeto está dividido em três grupos de atuação:

Lei Municipal nº 1.122/2013 a lei dos jogos digitais de Eng. Paulo de FrontinEm
vigor desde o dia 1 de janeiro de 2014, exclusivamente no município de
Eng. Paulo de frontin, a lei municipal que reduz o ISS para empresas de
Tecnologia de Informação, comunicação, ‘call center’ e
jogos digitais será plenamente utilizado pelas empresas do
Silício Fluminense - Incubadora de Jogos Digitais instaladas no IFRJ Campus Eng. Paulo de Frontin. Abaixo um trecho da lei:
Art.
1º - Fica o chefe do Executivo autorizado a isentar o pagamento de
IPTU, ISS, Alvará de localização, Taxa de iluminação pública, por um
período de seis anos, a todas as novas empresas que se instalarem no
Município a partir da promulgação esta lei, podendo ocorrer até
duas novas prorrogações de igual período, desde que atendidas
as prerrogativas descritas no artigo 2º e 3º desta lei.
Parágrafo
Único - As empresas regulares do ramo de tecnologia de
informação, comunicação, ‘call center’ e jogos digitais, gozarão
de 50% do benefício de redução de ISSQN concedidos às demais
empresas, independentemente do cumprimento do critério de geração mínima
de empregos prevista na reedição da Lei Municipal 503/96.
Acesse a íntegra da lei:
Lei municipal nº 1122/2013 (clique aqui) Cidades DigitaisA Prefeitura da cidade de Eng. Paulo de Frontin, é a responsável pela implantação do
Programa Cidades Digitais, atualmente sob a gestão da Coordenação de
Ciência e Tecnologia do Município, tem o
objetivo de modernizar a gestão e o acesso aos serviços públicos nos
municípios brasileiros. Para isso, atua na construção de redes de fibras
ópticas que possibilitem a conexão entre os órgãos públicos, o acesso
da população a serviços de governo eletrônico e a espaços de uso de
internet.
O PNBL (Programa Nacional de Banda Larga) do Governo
Federal, este prestes a tornar-se realidade em Eng. Paulo de Frontin
através do programa Cidades Digitais do Ministério das Comunicações -
MiniCom, atualmente o programa faz parte do PAC 2, fruto de esforços
conjuntos da PMEPF - Prefeitura Municipal de Engenheiro Paulo de Frontin
com IFRJ - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
de Janeiro, Campus Eng. Paulo de Frontin, onde destacamos que poucas
cidades realizaram este feito no estado do Rio de Janeiro.
A rede das
Cidades Digitais é composta por um anel de fibra óptica que interliga
os órgãos públicos locais. Empresas integradoras, contratadas por meio
de pregão eletrônico, são responsáveis pelo fornecimento de
equipamentos, serviços de instalação, suporte técnico e capacitação da
administração municipal. O projeto conta, entre outros, com a parceria do Ministério do Planejamento, da Telebras, do Inmetro e do BNDES.
REDETEC - Rede de Tecnologia e InovaçãoO IFRJ é uma das instituições associadas a REDETEC - Rede de Tecnologia e
Inovação, através de convênio firmado entre as instituições. A Rede de Tecnologia e Inovação - REDETEC é uma associação, de fins não lucrativos, que reúne 53 das principais universidades, centros de pesquisa e instituições de fomento do estado do Rio de Janeiro. A Redetec estimula, fomenta, apóia e mobiliza os diversos segmentos da sociedade e dos poderes públicos, em toda e qualquer atividade, que promova: a pesquisa, o desenvolvimento e a implantação de inovações tecnológicas, científicas e culturais realizadas tanto no Rio de Janeiro quanto no país. Equivale dizer que a REDETEC aproxima as empresas de suas associadas, visando ao desenvolvimento socioeconômico e tecnológico do estado do Rio de Janeiro.
Fontes: Escrito em fontes da FAPERJ, SEBRAE, MiniCom e REDETEC.