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CORREGEDORIA: 71 PESSOAS PRESAS POR PRÁTICA DE ABORTO ILEGAL NO RIO
Em outubro de 2014, 75 mandados de prisão preventiva de acusados de prática
de aborto ilegal no estado foram expedidos pela Corregedoria da Polícia
Civil. Os números foram apresentados pela chefe da Corregedoria Interna,
Adriana Mendes, à CPI das Clínicas de Aborto da Assembleia Legislativa do
Rio (Alerj), nesta terça-feira (24/03), durante audiência pública no
Palácio Tiradentes. A investigação, chamada de “Herodes”, durou 15 meses e
resultou na prisão de 71 pessoas. “A Corregedoria nos mostrou o
desdobramento de uma investigação de muito sucesso, envolvendo uma
quadrilha enorme que pratica o aborto em cinco polos da cidade do Rio que
já foram fechados”, afirmou o vice-presidente da CPI, deputado Márcio
Pacheco (PSC).
Campo Grande, Bonsucesso, Copacabana, Botafogo, Rocha, Tijuca e Guadalupe
eram os locais de atuação dessas quadrilhas, que chegavam a realizar até
dez procedimentos por dia. Adriana contou que o valor cobrado pelo aborto
variava de R$ 1.000 a R$ 7.500, dependendo da região, da idade da gestante
e do tempo de gestação. Segundo informações da Corregedoria, somente a
clínica de Bonsucesso já havia realizado 2 mil procedimentos, resultando em
um lucro de R$ 2 milhões. Após a operação da polícia, o número de denúncias
a clínicas diminuiu, de acordo com a policial. “Temos consciência de que
essas organizações criminosas estão desmanteladas em função da prisão e da
identificação de seus elementos. Por isso, vemos redução nas queixas”,
explicou.
Os participantes da audiência discutiram ainda a venda de medicamentos
abortivos no estado. Segundo o titular da Delegacia do Consumidor, Gilberto
Ribeiro, houve um esvaziamento do comércio desses produtos, porque muitos
pontos, como a Rua Uruguaiana, foram descobertos pela imprensa e os
fornecedores deixaram os locais. A CPI pretende convidar para as próximas
reuniões representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa), do Conselho Regional de Medicina (Cremerj), para que os médicos
possam dizer se os profissionais envolvidos nessas práticas tiveram
registros cassados, e da Guarda Municipal, para saber como está a
fiscalização da venda de medicamentos abortivos.
A comissão vai se reunir novamente no dia 7 de abril, às 11h, na Sala 311
do Palácio Tiradentes. Também estiveram na audiência os deputados Jânio
Mendes (PDT), relator da CPI, Márcia Jeovani (PR), Paulo Ramos (PSol),
Tiago Mohamed (PMDB) e Dr. Deodalto (PTN).
Subdiretoria-geral de Comunicação Social
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