Uma confissão difícil e uma solução possível. Esta é a minha história
 | Nivia de Souza
, Editora |
Olá, leitor. Tudo bem?
Talvez hoje seja a e-letter mais difícil que eu já escrevi aqui na Jolivi.
Mas bastante incentivada pelos meus colegas, eu resolvi te contar a história do meu grande vício.
Faço isso porque, especialmente depois que comecei a me dedicar e produzir conteúdo para os nossos encontros, algumas fichas caíram para mim.
E, com isso, o que eu achava impossível passou a virar realidade.
O fato é que eu estou encontrando uma trajetória de mais equilíbrio.
E se está funcionando para mim, acredito, talvez seja útil para você – independentemente de qual seja a sua dependência.
Afinal, não é porque não é proibido que não faz mal e que não seja viciante.
Bom, vamos lá.
No pátio do colégio
Não me lembro exatamente do dia que bebi Coca-Cola pela primeira vez. Mas é nítido em minha memória o quanto eu, ainda muito criança, ficava brava com a minha mãe.
Isso porque, ela não me deixava, por nada neste mundo, consumir este tipo de bebida durante os dias de semana.
Ou seja, na minha casa, só tinha Coca-Cola aos sábados e domingos. E olhe lá.
Com isso, em festinhas e ocasiões especiais, eu aproveitava. Tomava a valer.
Talvez, ali já existissem sinais do meu gosto exagerado, mas eu não me preocupava muito com isso.
Uma criança, por mais alertas que receba das pessoas ao seu redor, não tem maturidade para entender por que exatamente o refrigerante, ou qualquer outro alimento, faz mal.
Como algo que é gostoso faz mal? Tem na escola e faz mal? Está passando na TV e faz mal? Tem muito mais gente bebendo e faz mal?
O fato é que alguns alimentos alteram mesmo o nosso paladar e interferem nas respostas cerebrais, como aprendi na 4ª fórmula contra o estresse desenvolvida pelo nosso médico consultor Dr. Leonardo Aguiar.
Se você quiser conhecer o que são as 21 Fórmulas contra o estresse
é só acessar aqui.

O fato é que o meu consumo de refrigerante passou a ser diário.
E isso começou exatamente onde? Sim, na escola.
Cantina seletiva
Tinha mais ou menos 15 anos quando ganhei a “autonomia” de comprar lanche no colégio todos os dias.
E isso coincidiu com a possibilidade de poder fazer a festa com as bebidas gasosas. Até porque não haviam muitas opções na cantina.
Era todo um arsenal de refrigerantes, salgadinhos e assados contrapostos com balas, doces e bolachas. Eram 2 intervalos por manhã. Eram 2 latas de Coca-Cola
só de manhã.
E assim começou o meu grande vício.
Bem grave
Se eu estava feliz, vinha a vontade tomar Coca-Cola. Se estava triste, adivinha? Mágoas afogadas com refrigerante. Exatamente
como aprendi no programa contra o estresse.
Já contei aqui que fui bailarina. E nem durante as apresentações eu deixava a latinha de lado.
Lembro-me de deixa-la ali, na coxia. No entra e sai do palco, necessário para as coreografias, parava para dar um golinho.
Fazia isso mesmo antes de passar por uma maratona de 32 piruetas (chamada de fouteés).
Supersaudável. Só que não.
A verdade é que eu acho bem grave.
Eu quero parar de tomar refrigerante. Converso comigo mesma todos os dias sobre isso.
“Ê, Nivia, para de tomar Coca-Cola!”
Faz mal. Eu sei. E eu bebo.
Perdi as contas de quantas vezes e-mails me foram encaminhados contando que o refrigerante desentope pias, entorta ossos ou conserva dentes.
Realmente, eu sei de tudo isso e, na verdade, sempre soube.
A manutenção do meu consumo desta bebida não é por ingenuidade. Todo mundo sabe que refrigerante faz mal. Inclusive eu. Todo mundo continua bebendo refrigerante. Inclusive eu.
Não há hipocrisia.
Mas talvez tenha faltado um pouco de informação.
E agora que eu as detenho, nem parece tão impossível assim pensar que um dia a Coca-Cola deixará de ser tão perigosamente irresistível.
Quer saber que informações são essas?
Vamos lá.
Proibida para mim
Em junho passado, foi promulgada uma lei que proíbe a venda de refrigerantes na escola.
E lógico que eu fiquei bastante contente.
Não só por causa do meu histórico, mas, principalmente, por ser uma entusiasta e praticante da saúde natural.
Obviamente, ao longo destes meses na
Jolivi, todo este discernimento se estendeu e a consciência também.
Por que será que eu ainda não paguei um preço alto por causa do refrigerante?
Pensando bem, será que eu já não paguei e nem me dei conta disso?
Resultados
É fato, leitor, que, talvez, por estar me exercitando fisicamente todos os dias durante a minha vida toda, eu não tenha sentido nenhum dos possíveis efeitos colaterais da ingestão contínua de Coca-Cola.
A dança deve, de alguma forma, ter me ajudado a manter o equilíbrio do meu organismo.
Nunca tive nenhuma doença grave e, apesar de ter sido bailarina, nunca entrei em uma dieta que visava a eliminação de peso.
Eu sempre fui, entretanto, muito sensível para dores.
E isso pode ser explicado pelo refrigerante em excesso, uma vez que essa bebida deixa o nosso organismo em grande processo inflamatório.
Talvez, as fortes cólicas menstruais que sentia sejam resultado deste abuso de refrigerantes. Talvez, se isso tivesse me sido exposto, eu não teria conhecido a pílula anticoncepcional tão cedo.
A questão é que nenhum dos médicos que eu passei até hoje também me alertou sobre estes possíveis danos associados ao refrigerante.
Porque hoje a alimentação fica fora de grande parte das consultas, como expôs o Daniel Amstalden nesta carta aberta.
E a verdade é que só fazendo o Dossiê Saúde e Nutrição (se quiser saber mais sobre os benefícios dele acesse aqui) eu descobri a ligação tão ítima entre comida industrializada e dor.
Refrigerante vicia, sim
Quando eu contei esta minha predileção por Coca-Cola, o Dr. Carlos Schlischka, meu estimado consultor, ficou bastante decepcionado comigo.
Consegui sentir no olhar dele.
Ele me disse que uma latinha de refrigerante (355ml) contém 36 gramas de açúcar, extrapolando o limite diário máximo recomendado pela
Organização Mundial da Saúde (OMS).
(Imagine só como eram as taxas de açúcar do meu sangue quando eu tomava mais que 2 latinhas por dia.)
E a chave para que se construa o vício em refrigerante é aberta pelo danado do açúcar.
Segundo o Dr. Carlos, neste aspecto, o açúcar se assemelha às drogas, chegando a ser mais potencialmente viciante do que a cocaína.
“Não é por acaso que o ‘viciado’ que, por qualquer razão que não possa consumir sua coca-cola, fique tão nervoso e agitado como um viciado em qualquer droga”, fala o consultor.
Ai, essa doeu, Dr. Carlos.
Se ingerirmos toda essa quantidade anormal de açúcar de uma vez, sentiríamos uma sensação esquisita e enjoativa. Eu, que prefiro alimentos salgados aos doces, não conseguiria.
O ácido fosfórico presente na formulação dos refrigerantes, entretanto, mascara esse sabor excessivamente doce.
É tipo droga mesmo
O Dr. Carlos também me alertou para os efeitos que a Coca-Cola (e todos os outros refrigerantes, vale dizer) causam no organismo.
Bom, já podemos imaginar quais seriam os potenciais efeitos nada bacanas do açúcar, não é?
O nosso pâncreas recebe um sinal de alerta e começa a produzir insulina em demasia, fazendo com que o açúcar seja absorvido e armazenado como excesso de gordura. “Inclusive no fígado”, aponta o consultor.
Além do açúcar, o nosso corpo também absorve grande quantidade da cafeína presente na bebida. “A cafeína faz as pupilas se dilatarem e aumenta a pressão arterial”.
(Por isso que eu achava a Coca-Cola um milagre em forma líquida na época da faculdade, em que ficava até altas horas escrevendo o Trabalho de Conclusão de Curso).
E então?
Em aproximadamente 25 minutos, o corpo começa a produzir mais dopamina, um hormônio que estimula o "centro de prazer" no cérebro. “O mesmo efeito que a heroína produz”, fala.
Ai, Dr. Carlos, imagine se a minha avó ler esta e-letter.
O consultor ainda me contou que, depois de uma hora da ingestão do refrigerante, toda aquela energia que ela desperta, começa a despencar.
Outro ponto desfavorável do refrigerante é que sua acidez, que detona o esmalte dos dentes. Meu pai, que é dentista, sempre me falou disso. E eu ouvi?
(Todos estes assuntos serão abordados em uma aula especial do Dr. Leonardo para os assinantes do Dossiê. Eu quase cai de costas quando descobri que esta interferência no meu pâncreas pode me levar ao Alzheimer. Se quiser estar entre os assinantes, saiba mais sobre o produto aqui).
Nada light, muito menos diet. E vice-versa
Há quem opte pelas versões light ou diet dos refrigerantes (eu não).
E aí, mora mais um perigo de nome comprido: a aspartame.
De acordo com o dr. Carlos, essa substância, que nada mais é que o adoçante usado, em excesso causa mais de 92 efeitos secundários, como epilepsia e diabetes.
Recentemente, a Coca-Cola lançou no Brasil a “Coca-Cola Verde”, que seria uma versão do refrigerante com menos açúcar e com uma dose de stevia, um adoçante de origem natural.
De acordo com o que li, a fórmula que está sendo vendida no Brasil – ainda não provei e, sinceramente, acho que nem vou – foi pensada especificamente no público brasileiro.
Outro ponto levantado pelos especialistas é que mesmo com a redução da quantidade do açúcar, a taxa de sódio do refrigerante aumentou.
Pois é, não há saída.
Refri e criança: nada a ver
Bom, se depois de todas essas explanações você ainda não concorda com a nova medida de não vender refrigerantes nas escolas até o 9º ano (uma pena, a resolução deveria ser estendida ao ensino médio também), vou citar alguns dados preocupantes que o Ministério da Saúde revelou no início de julho.
A pasta realizou um estudo (Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes [ERICA]) com estudantes de 12 a 17 anos, de 124 municípios brasileiros, totalizando cerca de 75 mil jovens.
Com ele, pode-se constatar que o refrigerante é o sexto alimento mais consumido pelos adolescentes, ficando a frente até mesmo de frutas e hortaliças.
Se você acompanha a Jolivi, sabe o quanto a alimentação saudável abre as portas de uma boa saúde, sendo responsável, inclusive, pelo gerenciamento de doenças como diabetes, pressão alta e depressão.
O ERICA ainda confirmou aquilo que podemos observar com nossos próprios olhos. Nossos adolescentes também estão ficando obesos, sendo que 8,4% dos entrevistados já fazem parte das estatísticas da doença.
Viu onde eu queria chegar?
É, leitor, se na minha escola, lá no início dos anos 2000, a Coca-Cola não estivesse exposta na prateleira e eu não tivesse tido a facilidade de comprar diariamente, eu possivelmente não teria dado tanto dinheiro para essa indústria já tão milionária.
Possivelmente, o vício em refrigerante não seria um obstáculo tão grande e tão difícil que eu preciso enfrentar todos os dias.
E foi por isso que eu fiquei feliz com a lei. Menos adultos jovens como eu terão essa dificuldade. Menos pessoas serão viciadas em refrigerantes.
Mas esta não é a única mensagem que quero passar hoje.
O que deu certo para mim
Já diminuí drasticamente a quantidade de Coca-Cola dos meus dias. Quem convive comigo sabe.
E para isso foram fundamentais 3 coisas:
- Acesso à informação de qualidade; - Conhecer pessoas que pararam de tomar refrigerante; - A chegada dos 30 anos.
Quando fico muitas horas sem tomar Coca-Cola, eu sinto muita falta de açúcar.
Geralmente, esse pico acontece às tardes, pois substituo o refrigerante por suco (natural) na hora do almoço.
O que tem me salvado nestes momentos de abstinência são as frutas desidratadas, como a maça, a goiaba e o goji berry.
Na edição de junho do Dossiê Saúde Nutrição, em um conteúdo exclusivo para assinantes, foi veiculada umas explicações do o psiquiatra Marcos Mundim, especializado em dependência química.
De acordo com ele, o meu querido goji (
lembra que já falei dele?) é um excelente aliado para quem tem algum tipo de compulsão.
Além dele, o especialista recomendou as ervas Kawa-Kawa (bem eficiente para reduzir a compulsão em geral), a Gymnema Silvestres e Garcinia (ótimas para quem tem fissura por doces).
( Se você assinar agora o Dossiê, mas quiser acesso a entrevista de junho, escreve para o con...@jolivi.com.br. É possível conseguir o envio, mesmo assinando tanto tempo depois).
Voltar a me exercitar também me dá vontade de ter refeições mais saudáveis. Eu parei de dançar e fiquei quase 5 anos no sedentarismo.
Há mais de 1 ano, voltei à ativa, conheci o Pilates e a minha vida deu outra guinada, que também me ajuda a me manter longe do refri.
Minha nova obsessão
Não vou mentir que aquele barulhinho do gás me faz quebrar todas as minhas promessas de NUNCA MAIS BEBER AQUELE LÍQUIDO PRETO HORROROSO.
Mas antes, a maior ofensa que eu poderia receber de alguém era a oferta de uma Pepsi, no lugar da minha essencial Coca-Cola.
Hoje, eu fico louca se vou a uma padaria e não há um suco natural de melancia, por exemplo. Minha nova obsessão.
Por saber que a transformação é possível – e nem tão difícil assim quanto eu pensava – que fica aqui a minha sugestão para você estar entre os assinantes do nosso Dossiê.
Lá, nossa equipe e os consultores conseguem aprofundar os conteúdos e te oferecer recomendações mais profundas do que fazemos aqui rotineiramente.
Porque quando a gente vai a fundo nos assuntos e descobre o poder dos produtos naturais, os passos acontecem.
E perceber que eles acontecem nos faz imaginar que existe sim vida sem refrigerante, por exemplo.
E são ainda mais efetivos quando a gente pode contar com o apoio de médicos como o Dr. Carlos e o Dr. Leonardo Aguiar.
 Até mais,

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"Pra quem se interessa por cuidar da saúde, informações claras em linguagem clara." |
- Cristina L. | |
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- Dalgiza R. | |
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